quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Sintonia de Corações

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Rose Cottage

Uma receita apaixonante!

Pegue uma dose de Maggie D’Angelo, a crítica culinária que nunca teve um relacionamento sério, e adicione Rick Flannery, um lindo fotógrafo determinado a seduzi-la. 
Misture tudo e acrescente irmãs intrometidas que acham que ele é o homem perfeito para apimentar a vida de Maggie. 
Apesar da reputação dele ter deixado um gosto amargo na boca de Maggie, o que sentem um pelo outro é muito mais do que apenas atração. 
Ela teme que essa receita desande e faça uma verdadeira bagunça em seu mundo metódico. 
Contudo, Rick está disposto a correr o risco para conseguir o resultado mais delicioso de todos: a conquista do verdadeiro amor!

Capítulo Um

Rick emergiu de seu laboratório de fotografia às 3h da manhã, exausto, mas satisfeito com o dia de trabalho. As fotos para a revista Cityside de Boston ficaram espetaculares. Maggie ficaria eufórica quando as visse. 
Se não fosse tão tarde, lhe telefonaria e levaria as fotos ao apartamento dela naquele momento, para que ela pudesse ver com os próprios olhos o quanto o inspirara e o excelente trabalho conjunto que fizeram em seu primeiro ensaio fotográfico que não envolvia modelos vivos. 
Sentia-se tão orgulhoso daquelas fotos quanto das que costumavam lhe render prêmios em exposições de moda. Fora divertido experimentar algo novo. E mais interessante ainda ter conhecido Maggie D’Angelo.
Rick amara o ninho aconchegante em que ela transformara aquele loft com teto elevado. Ela o decorara com estofados e tecidos sensuais que combinavam com sua personalidade passional. Os dois haviam feito sexo tão explosivo quanto fogos de artifício na ampla cama com lençóis de cetim e travesseiros de plumas. O simples pensamento o deixava excitado.
Não esta noite, espertinho, disse Rick a si mesmo. Duvidava que sequer conseguisse reunir energia para dirigir pela cidade, quanto mais ser capaz de pôr em prática os pensamentos eróticos que lhe povoavam a mente no momento.
No dia seguinte, teria sua cota da mulher que o levava à loucura na cama e em seguida lhe preparava uma refeição inesquecível.
Maggie era uma escritora gourmet que conhecia a fundo a arte da cozinha experimental.
Além disso, tinha uma boca capaz de tirar qualquer homem do sério. Não. Não era bem nesse sentido. Maggie era capaz de expressar opinião sobre qualquer assunto. Às vezes, Rick concordava com ela, mas com muita frequência discordava e até mesmo aquela divergência servira para alimentar interessantes discussões na cama. 
Rick nunca imaginara o afrodisíaco potente que uma conversa estimulante poderia ser. E servia para dar credibilidade ao pensamento de que o sexo de qualidade começava mais na cabeça do homem do que em outras partes de sua anatomia.
Um sorriso lhe curvou os lábios, enquanto relembrava a última discussão acalorada que tiveram e que os levara a outra atividade ainda mais quente.
Droga! Fazia quase uma semana que não a via e, ao que parecia, o corpo estivera contando os minutos para vê-la. Tinha de desviar a mente de Maggie e se concentrar em algo mais sereno; do contrário, não conseguiria dormir um minuto sequer naquela noite.
A única vantagem naquele ritmo exigente de vida era que ele se treinara a dormir a qualquer hora ou lugar — como nas últimas cinco noites em que conseguira apenas se arrastar até a cama portátil que mantinha no quarto dos fundos do estúdio de fotografia para ocasiões, como aquela, em que trabalhava até tarde e acabava caindo no sono em questão de segundos.
Infelizmente, Maggie lhe invadiu os sonhos, tornando-lhe o sono agitado. Por esse motivo, Rick se encontrava ainda mais irritado quando entrou no escritório dela logo pela manhã, com um enorme copo descartável do café com leite que ela mais gostava, apenas para descobrir que Maggie viajara para algum lugar desconhecido.
— Mas eu estou aqui. — Veronica se ofereceu com mais generosidade do que seria sensato, adejando os cílios que pareciam carregados com quatro camadas de rímel. — Talvez possa ajudá-lo.
As últimas palavras soaram recheadas de intenções inconfundíveis, mas Rick se esquivou da oferta. — Maggie costuma desaparecer desse jeito? 


Série Rose Cottage
1- O Chalé das Promessas
2- Sintonia de Corações
3- Leis da atração - a revisar
*4- For the love of Pete
Baixar em Séries

*não publicado no Brasil

Jogo de Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
O vencedor leva tudo...

Quando Sara descobriu que o noivo a traía com sua prima, ela se sentiu duplamente traída. 

Como por milagre Alex Rossini, seu chefe, esta pronto a ajuda-la a se recompor do choque. 
Entretanto, Sara nunca vira Alex fazer alguma coisa, sem esperar outra em troca. 
Se Sara desejava aceitar a ajuda que Alex lhe propunha,tinha de estar consciente de que teria de jogar de acordo com as regras impostas por ele...e pagar o preço!

Capítulo Um

— A srta. Dalton pediu para você voltar para casa imediatamente. Disse que era urgente! — a telefonista do escritório falou, ofegante. — Espero que não sejam más notícias, srta. Lacey. Ela nem me esperou passar a ligação. Bateu o telefone.
Sara Lacey pagou o táxi e subiu depressa a escada do apartamento que dividia com Antônia Dalton. Teriam sido roubadas? Algum membro da família teria sofrido um acidente? Pior ainda, teria acontecido alguma coisa com Brian?
Sua imaginação criara as mais diversas situações desde que recebera o recado de Antônia.
Atravessou o corredor com o coração disparado e abriu a porta do apartamento. Assim que entrou, ficou desorientada com o som alto. O mais recente disco de Phill Collins tocava no último volume. Um sapato azul, de salto alto, estava jogado no carpete.
— Antônia? — Sara chamou, preocupada, relanceando o olhar pela sala. A porta do quarto estava parcialmente aberta. Com medo de encontrar um ladrão, empurrou-a com cuidado. — Antônia? — chamou mais uma vez.
Só então percebeu o casal seminu que se abraçava e se beijava sobre a cama desarrumada.
— Sara? — a prima gritou, assustada. Sentou-se de chofre. O cabelo cor de mel caía desalinhado pelo rosto e os olhos azuis arregalaram-se de horror.
Envergonhada e arrependida de ter entrado no quarto, Sara ia sair quando seu olhar pousou na cama. Então ficou paralisada. Descobrir a identidade do acompanhante de sua prima foi como um soco no estômago. Sentiu como se dedos cruéis esmagassem seu coração e pulmões, impedindo-a de respirar.
— Oh, não! — Brian gemeu, agarrando a camisa e pulando da cama com expressão desolada.
Antônia procurava sua blusa no meio dos travesseiros.
— Por que não está no trabalho? — perguntou Antônia, aos gritos.
— Você telefonou! Deixou um recado para eu voltar com urgência! — A voz de Sara tremia.
— Eu telefonei? Ficou louca? — Antônia continuou furiosa. — Pode ter certeza de que eu seria a última pessoa a telefonar!
— Tônia, você é uma sem-vergonha! — Brian acusou com raiva. — Armou tudo de caso pensado!
— Não seja estúpido! — Antônia retrucou. Então, um ar de desafio petulante substituiu a expressão de desconforto. Ela pousou os olhos maliciosos em Sara, que mal podia se manter em pé. — Eu avisei para você que Brian era meu, não avisei?
— Não! — a voz de Brian saiu esganiçada e ele enfrentou os olhos verdes de Sara.
Notou a dor estampada no rosto pálido. Fez menção de se aproximar, as duas mãos estendidas como se quisesse abraçá-la.
— Isso nunca aconteceu antes, Sara. Eu juro!
Ela virou as costas e saiu correndo do apartamento. Desceu a escada de dois em dois degraus e quase caiu no último lance. No percurso, os chamados frenéticos de Brian martelavam-lhe os ouvidos.
Sem lhe dar atenção, encostou-se na parede e tomou fôlego. O ar entrava e saía de seus pulmões aos borbotões. Quando conseguiu firmar o corpo, saiu para a rua. Antônia e Brian. Brian e Antônia. Sara olhou para a aliança de noivado como se a visse através de uma névoa. Sentiu uma forte náusea.
Faltavam apenas seis semanas para o casamento... e ela flagrava sua prima e seu noivo na cama!





Minissérie Fada Madrinha - Três Fadas Madrinhas trapalhonas envolvidas com casamentos!

1-Sexy demais para Casar



Sexy demais para ele...

O "Solteiro Mais Sexy de Chicago", Jason Knight, é um promotor público de sucesso, não um garoto-propaganda! 
Porém, as mulheres estão sempre atrás dele, até mesmo no tribunal. 
Ainda assim, Jason pretende manter o controle de sua vida. Até Heather Grayson sacudir seu mundo.
Sexy demais para ela...
A simpática apresentadora do programa de rádio Amor no Ar, Heather Grayson, aceita uma aposta estúpida: tentar seduzir o sexy Jason. Grande erro! Porque sua sedução dá certo demais...


2- Teimoso demais para Casar





Calma recatada? Alguma coisa está errada.

Onde estava a mulher que o agente U.S. Marshal Ryan Knight um dia amara? Courtney Delaney era o sonho de todo homem: ousada, bonita e passional. 

Para ela a aventura deveria nortear sua vida e a de seu companheiro. Mas agora ela queria um marido e filhos, tudo bem planejado. 
Lá se fora sua espontaneidade, a atração por emoções... e seu desejo por Ryan. Courtney gostava da tranquilidade que conhecera ao lado de seu bem-sucedido chefe. Com ele, seu coração ficava a salvo de novos sobressaltos. Mas Ryan voltara e fizera ressurgir antigos sentimentos já adormecidos. 
Apaixonara-se por uma Courtney diferente no passado e seu desejo insaciado a queria novamente!

3- Esperta Demais Para Casar



Será que os dois eram espertos?

Anastasia Knight nem pensava em se apaixonar por David Sullivan. Afinal, ele a julgara capaz de ludibriar sua doce avó! 

Se havia alguém merecedor de acusações era o próprio David, pois ele passava pouco tempo com a adorável senhora. 
Anastasia daria um jeito naquela situação. 
Ensinaria ao sr. Sullivan, um homem viciado em trabalhar, o valor da diversão. 
O problema era que Anastasia estava se divertindo demais com a presença dele em sua vida. Ela e David juntos? Casados? Jamais! Ambos eram espertos demais para aquilo...

Minissérie Fada Madrinha 
1- Sexy Demais para Casar 
2- Teimoso Demais para Casar 
3- Esperta Demais para Casar 
Série Concluída

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Jura de Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Playboys da Sicilia
Buscando o seu lugar no mundo e encontrando o amor!

Uma proposta ousada!
Oito anos atrás, a reputação e o orgulho de Sophie Durante foram destruídos pelo magnata Luka Cavaliere. Agora ela está de volta para cobrar essa dívida! 

A fim de acalmar o pai doente, Shophie pede que Luka finja ser seu noivo. 
Foi preciso apenas uma pequena amostra da mulher audaciosa que ela esconde por trás da fachada fria para Luka perceber que essa encenação poderia ser bastante prazerosa. 
Então, aceita participar. Contudo, ele deixa bem claro que casamento estava fora de cogitação... até descobrir o quanto a deseja!

Capítulo Um

— Feliz aniversário amanhã!
Sophie sorriu enquanto Bella tirava da bolsa um embrulho em papel de presente.
— Posso abrir agora? — interrogou Sophie.
Já sabia o que era... um vestido para sua festa de noivado na semana seguinte. Conquanto trabalhassem como arrumadeiras, Bella era uma costureira talentosa, e Sophie passara as últimas duas semanas fazendo provas com folhas de papel espetadas em seu corpo. Estava ansiosa para ver o resultado final. Bella mantivera segredo e Sophie nem sabia qual a cor do vestido.
— Não abra aqui — advertiu Bella balançando a cabeça. — Espere chegar a casa. Não vai querer sujar de areia.
Trabalhando exaustivamente no Brezza Oceana Hotel, sempre que podiam as duas descansavam na sua caverna secreta. Não era de fato secreta, mas ficava escondida atrás de penhascos pontiagudos e não podia ser vista do hotel. Os turistas ignoravam a existência do lugar, pois a pequena praia era apenas acessível por um atalho que só os nativos de Bordo Del Cielo conheciam. Quando o hotel fora construído para aborrecimento dos habitantes de Bordo Del Cielo, era ali que Sophie e Bella iam após a escola. No momento, mesmo trabalhando juntas quase todos os dias, a tradição permanecia.
Ali, onde ninguém podia ouvi-las, se sentavam com as pernas na água azul, conversando sobre seus sonhos e medos... Mas não todos os seus medos.
Bordo Del Cielo era uma cidade de segredos e algumas coisas eram perigosas demais para serem discutidas até com amigos íntimos.
— Agora poderei fazer meu próprio vestido — comunicou Bella.
— Como será?
— Cinza. Muito simples e sofisticado. Quem sabe então Matteo irá me notar...
Sophie riu. Matteo era o melhor amigo de Luka e a paixão de Bella há anos, todavia, jamais a levara a sério.
— Deve estar animada — comentou Bella.
— Claro que estou. — Entretanto, o sorriso que Sophie sempre esboçava quando se falava do noivado dessa vez morreu entre lágrimas.
— Sophie? Conte o que está acontecendo.
— Não posso.
— Está preocupada com...? Dormir com ele? Talvez ele espere isso quando ficarem noivos, porém pode dizer que deseja aguardar a noite de núpcias.
Dessa vez Sophie riu de verdade.
— Essa é a única coisa que não me preocupa, Bella.
E era verdade.
Oh, não via Luka há anos, mas continuara apaixonada. O pai viúvo de Luka era rico; Malvolio possuía o hotel e quase todos os negócios e casas da cidade. E do que não possuía, recebia pagamento para proteger. Quando a mãe de Luka morrera, em vez de criar o filho como o pai de Sophie a criara, Malvolio o enviara para um internato no continente, e a cada verão que retornava, Sophie o achava ainda mais lindo.
— Estou louca para rever Luka.
— Lembra-se de como chorou quando ele partiu?
— Tinha 14 anos — replicou Sophie. — Amanhã farei 19...
— Lembra-se de quando tentou beijá-lo? — Bella riu, e Sophie se encolheu.
— Luka argumentou que eu era muito criança. Creio que na ocasião ele tinha 20 anos. — Sophie sorriu ao se lembrar do constrangimento dele ao arrancá-la do seu colo. — Ordenou-me esperar.
— E você esperou.
— Mas ele não — falou Sophie com amargura. Luka tinha reputação de mulherengo. — Naquele tempo já pulava de cama em cama.
— E isso a aborrece?
— Sim, mas...


Série Playboys da Sicilia
1- Jura de Desejo
2- Liberdade para Amar
Série Concluída

Corações Fortes

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
A escolha perfeita?

Depois de ter sido usado e abandonado pela mulher que acreditava amar, o bilionário Blair Coleman abriu mão de sua vida social. 
A única pessoa na qual ele realmente confia é Niki Ashton, filha de seu melhor amigo.
Blair é forte, cabeça-dura e apaixonante. E são exatamente essas qualidades que o fazem ser o homem dos sonhos de Niki. 
Porém, sempre que ela tentava se aproximar, Blair se afastava. Foi preciso um trágico acidente para que ele se livrasse de suas ressalvas. 
Agora, Blair está disposto a tudo: casamento, filhos e “felizes para sempre”. Mas será que não é tarde demais?

Capítulo Um

O pai de Nicolette Ashton sempre tentava estimulá-la a sair com rapazes. A filha se interessava mais por formações rochosas do que por homens. Era uma jovem introvertida, tímida e reservada diante de desconhecidos. O rosto gracioso, cor de pêssego, era emoldurado por um cabelo longo, platinado e macio. Os olhos tinham a tonalidade de uma manhã nebulosa de setembro. A estrutura corporal era igualmente bela. Mas Nicolette se recusava a namorar. Havia um homem em sua vida. Faltava apenas ele saber. 

O príncipe que lhe povoava os sonhos a considerava muito jovem, mas isso não a impedia de suspirar por ele.  E por esse motivo, Nicolette continuava solitária. Até então, conseguira evitar sair com rapazes enquanto cursava a faculdade, divertindo-se apenas com as amigas. Mas elas viviam a aconselhando a se envolver com homens. 
Insistiam que Nicolette precisava deixar o casulo, sair para o mundo e namorar alguém. As amigas tinham boa intenção. Talvez devesse mesmo sair para se divertir com mais frequência. Afinal, o objeto de sua afeição jamais corresponderia aos seus sentimentos.
Portanto, quando se aproximava o fim do semestre, as amigas lhe marcaram um encontro com um dos estudantes. Ela não o conhecia. O rapaz não era de Catelow, Wyoming, onde Nicolette vivia com o pai, em uma fazenda de gado, mas, sim, de Billings, Montana, onde ficava a faculdade. No momento, ela desejava nunca ter concordado com aquele encontro às cegas.
O rapaz se mostrou descortês e até mesmo rude, quando ela insistiu para que a levasse para casa, em vez de concordar em ir para o apartamento dele. A fazenda não ficava distante dali. Apenas a vinte minutos de carro. Mas Niki sabia o que aconteceria se concordasse em ir para o apartamento do universitário. Por mais antiquada que parecesse entre suas amigas na faculdade, recusava-se a imitar o comportamento delas. Harvey, o rapaz com quem saíra, parecia não admitir que uma garota pudesse resistir às suas investidas. Afinal, além de belo, era o astro do futebol da faculdade e acostumado ao assédio feminino. Mas Niki não estava interessada.
— Deve estar louca — resmungou o jovem Harvey, enquanto cruzava em alta velocidade o caminho que levava aos degraus da frente da enorme mansão vitoriana. — Não existe nenhuma mulher neste país que não vá para a cama com um homem, pelo amor de Deus!
— Há algumas. Eu sou uma delas — retrucou Nicolette. — Concordei em jantar com você. Nada mais.
Harvey deixou escapar um ronco raivoso da garganta, enquanto estacionava e a estudava sob o reflexo das luzes da varanda da frente.
— Seu pai está em casa? — perguntou.
— Ainda não — respondeu ela, sem pensar. — Ele foi a uma reunião de negócios, mas um amigo dele está vindo passar alguns dias aqui. Deve chegar a qualquer minuto. — Uma mentira calculada. De fato, existia um amigo, chamado Blair Coleman, dono de uma empresa petrolífera multinacional. Niki o via de vez em quando, nas ocasiões em que ele visitava o pai. Na verdade, nutria uma paixão ardente por aquele homem desde os 17 anos, mas o amigo do pai a tratava como uma criança. Blair Coleman chegaria, ela só não sabia a que horas.
— Tenho de entrar — acrescentou.
— Eu a acompanho até a porta — ofereceu ele. Harvey chegou até mesmo a contornar o carro para lhe abrir a porta. Havia uma intenção velada no olhar do jovem, mas Niki se encontrava muito aliviada para notar. Destrancaria a porta, entraria em casa e estaria livre.
— Obrigada — agradeceu ela.
— De nada — respondeu Harvey, com um meio-sorriso arrogante e enigmático.
Quando Niki colocou a chave na fechadura, franziu a testa ao perceber que não precisaria destrancar a porta. Talvez o pai tivesse chegado.
Mas ao girar para se despedir de Harvey, descobriu-se empurrada para dentro. O jovem atleta fechou a porta quando os dois se encontravam no interior da casa.
— Agora... 




Em Busca do Sol Poente

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Para continuar viva, Kit precisava fugir do amor!

Kit olhou para as estrelas que despontavam no céu.
Pensar em Reese Talbot num fim de tarde tão tranquilo era inquietante demais.
Maravilhava-se com o encanto da natureza quando som de passos avisou-a de que não estava mais sozinha. 
Na certa era Reese, o homem que invadira sua vida e parecia enxergar além dos limites que impusera ao mundo.
O homem que conseguira perceber a mulher sensual que ela sempre fizera questão de esconder. E Kit o temia por isso.
 Ninguém a faria mostrar o quanto era carente de afeto e ternura. 
Ninguém. Nem mesmo Reese Talbot, o conde de Danbury!

Capítulo Um

Kit Bonner passou por cima de um monte de neve que o vento empilhara no caminho que levava à porta de casa e suspirou. O céu estava coberto por nuvens cinzentas e a temperatura era tão baixa que ela sentia todos os músculos retesados.
Na varanda, sacudiu a neve das botas e olhou a paisagem desolada. Seus lábios pareciam congelados, e um amortecimento se espalhava por todo o corpo apesar das roupas que usava por baixo da calça de brim e do casaco de lã.
Mas Kit não se apressou a entrar na casa incrustada na encosta da montanha. Sua atenção estava voltada para a escuridão ameaçadora do céu, ao mesmo tempo em que se perguntava se aquela tempestade seria muito forte e se o gado nas pastagens a suportaria bem.
De repente um cavalo relinchou perto dos estábulos, atraindo-lhe a atenção. O animal estava com a cabeça apoiada na cerca do curral. Lew Simpson, um dos empregados da fazenda, se afastava com o chapéu bem enterrado na cabeça e o corpo inclinado para a frente a fim de se proteger do vento. Seu destino era o velho alojamento dos empregados, onde uma fumaça acolhedora saía da chaminé.
O olhar de Kit continuou a vagar em vão até que se deteve na estrutura da casa principal da fazenda. Desde que se conhecia por gente aquela construção era chamada de Casa Grande. Do topo da colina a velha casa oferecia uma vista extensa da região agreste da Dakota do Norte. Porém, não saía fumaça de suas chaminés nem luz de suas janelas. Estava vazia, com as portas e janelas trancadas.
A Casa Grande, abandonada, provocou-lhe arrepios e Kit comprimiu os lábios com força. Num impulso abriu a porta, entrou e fechou-a bruscamente, descalçando as grossas luvas de couro com movimentos nervosos.
— É você, Kit? — perguntou uma voz da sala de estar que ficava além da pequena cozinha.
— Sim. — Ela retirou o cachecol de lã que enrolara em volta do pescoço e o surrado chapéu de vaqueiro.
— Acabei de ouvir pelo rádio que vão transmitir notificações dos criadores.
— Sim, eu sei. — Kit não olhou para o avô enquanto pendurava o cachecol num gancho e desabotoava o casaco.
— Conversei com Sam McKenna hoje e pedi para que lançasse, por avião, um pouco de alfafa para as reses que Lew e Frank não conseguiram alcançar com o carro de neve. — Sua voz soava áspera e mal-humorada.
— Esperava tanto que tivéssemos ventos quentes do sudeste antes que a próxima nevasca chegasse!
— Se tudo acontecesse como a gente deseja.
— Sim, eu sei, Nate — interrompeu ela, impaciente, pendurando também o casaco.
Houve uma pausa antes que o avô perguntasse sem nenhuma reprimenda pela aspereza com que era tratado: — Apanhou a correspondência?
— Está no bolso do casaco. — Com a mão apoiada na parede Kit retirou dos pés as botas cobertas de neve enquanto o avô pegava a correspondência.
— Há alguma coisa em especial? — quis saber ele.
— Acho que só a correspondência de sempre. além de duas revistas.
— Bem, pelo menos teremos alguma coisa para ler se ficarmos presos pela neve.




Meu Amor em Veneza

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

























Capítulo Um

O canal não era fundo, como a maioria, embora tal fato não servisse de consolo para o cavalheiro que se encontrava em meio à lama desagradável e malcheirosa de Veneza. 
Fascinada, Suzy observava as tentativas inúteis do pobre-coitado em sair daquela enrascada. Não ia ser fácil, pois tratava-se justamente de uma parte do sistema de canais que há anos não passava por um processo de limpeza.
De repente Suzy arregalou os belos olhos verdes, horrorizada com a torrente de palavrões que o vento carregou até seus ouvidos. 
Bem de acordo com quem os proferiu, pensou, embora ficasse intrigada com o fato de ele praguejar em inglês. Com o nome e a aparência que tinha, havia imaginado que fosse italiano. Deixando a surpresa de lado, estampou no rosto o sorriso mais ingênuo que era capaz de produzir e encaminhou-se para a sua vítima.
Cuidadosamente, ajeitou o cachecol em torno do rosto, a fim de parecer uma mulher comum e inofensiva. Se agisse com cautela e astúcia, poderia ter a oportunidade de revistar-lhe a carteira.
Percebeu que o peso do próprio corpo o arrastava mais para o fundo, e a longa capa de gângster, completamente ensopada, desempenhava a função de um lastro. 
Para piorar ainda mais a situação, a neve começou a cair pesadamente, cobrindo-lhe os ombros e os cabelos negros.
Erguendo a cabeça para o céu, ele rugiu como um animal enfurecido:
— Socorro!... — Sem perceber a sombra que se aproximava, continuou com a luta inútil e resmungou consigo mesmo: — Meu Deus! Como vou sair daqui? — Então, elevou a voz novamente e gritou a plenos pulmões: — Mi aiutami!
Pobre homem... Suzy precisava ajudá-lo.
— Acalme-se! Já estou indo! — anunciou.
A decepção ficou clara na expressão com que ele a avaliou. Certamente, esperava por alguém maior e mais forte para tirá-lo dali.
— Graças a Deus você fala inglês! Vá buscar ajuda! — ele falou com autoridade, enquanto Suzy o observava com ares de fingida timidez, tomando o cuidado de esconder o rosto nas sombras. — Encontre uma tábua, uma corda e uns dois homens grandes e fortes. Vá depressa!
Ela estava se dando o tempo necessário para avaliar a transformação pela qual ele passara. Afinal, o sujeito passeara por toda Veneza durante os dois últimos dias, parecendo profundamente aborrecido e desanimado, apesar de estarem em meio às festividades de carnaval. Agora, os ombros se apresentavam firmes e empinados, o tórax expandido, e as feições exibiam toda a confiança possível a um homem atolado em um canal até os joelhos.
— Vamos, vá depressa! Estou congelando, aqui! — ele insistiu.
— Está bem. Acha que vai precisar de mais alguma coisa? — Suzy perguntou com honestidade, aproveitando para examiná-lo mais um pouco.
Sim, ele eslava diferente. Exibia traços bem feitos, contornados por uma pele clara e viçosa. O nariz reto e clássico empinava-se desafiante no meio do rosto autoritário. Ninguém questionaria as ordens daquele homem, Suzy concluiu, intrigada. Segundo as informações que obtivera, tratava-se de um vigarista de segunda classe, não um príncipe veneziano!
Com esforço, ele conteve a irritação provocada pela lentidão de Suzy em obedecê-lo.
— Faça qualquer coisa, mas tire-me daqui, por favor — falou com voz sufocada, olhando-a diretamente nos olhos.
Suzy virou-se de imediato, perturbada pelo efeito daquele olhar. Ele parecia envolvido por uma aura que a atraía e a assustava, ao mesmo tempo.
— Vou tentar aquele palácio, ali. Está em reforma, e deve haver uma corda em algum lugar.




Amarga Separação

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Aquele homem queria subjugar Kate mais uma vez!

Jake era bem melhor como amante do que como marido...
Kate olhou para o ex-marido e sentiu um desejo intenso de cair em seus braços, entregar-se inteira à paixão, como não fazia há tanto tempo. 

Naquela noite nada nem ninguém a impediria de fazer amor com Jake, nem mesmo a certeza de que eram inimigos e tinham ideais completamente opostos.
E depois de lhe provar que seu ardor não diminuíra, ela o deixaria de novo, pois sabia que ainda havia um abismo entre os dois.

Capítulo Um

Kate sentia-se feliz enquanto dirigia o pequeno conversível pela rua principal de Woolerton. Tinha sido uma ótima ideia mudar-se de Londres para aquela cidadezinha de Yorkshire. Ela adorava os vales imponentes e as casas de pedra dos vilarejos da região. 
Viera morar ali para trocar de ambiente e quando comprara, em sociedade com sua amiga Margaret Bowes, uma lojinha antiquada, mal podia imaginar que estava iniciando uma carreira de sucesso. Agora, viajava constantemente para Londres e Nova York, onde lojas famosas vendiam os trajes de lã que ela desenhava e que as tricoteiras da região executavam.
Kate estacionou em frente à loja, saiu do carro e abriu o porta-malas, de onde retirou as malhas que recolhera durante o dia com as esposas dos fazendeiros. No início, as mulheres não tinham se entusiasmado com a ideia de tricotar modelos desenhados por Kate. Porém, à medida que as encomendas aumentavam, chegaram à conclusão de que o negócio era bem mais vantajoso do que continuar com os antigos modelos.
Apressada, Kate pegou os pacotes e encaminhou-se para a loja. Ela e Margaret ainda precisariam aprontar um novo lote antes do fim do expediente, para ser despachado na manhã seguinte.
— Olá, Kate, eu já ia fechar a loja — disse Margaret, ao vê-la entrar.
— Parei na casa da sra. Keddy. Por isso demorei um pouco.
Sarah Keddy, apesar de bastante idosa, continuava a ser uma de suas melhores tricoteiras. Pertencia a uma família tradicional da redondeza, mas o neto, com quem vivia antes, emigrara para a Nova Zelândia com a esposa e os filhos, de modo que a boa velhinha levava uma vida muito solitária.
Depois da morte do marido Sarah vendera a fazenda e viera morar na cidade. Contrariando a opinião da vizinhança, que dizia que ele era uma pessoa de posses, sua casa de aspecto modesto não mostrava qualquer sinal de riqueza. Como, aliás, todas as outras residências do vilarejo. A bem da verdade, a vida naquela região ainda tinha muito de rústico. Apesar disso, Kate não a trocaria pelo luxo das grandes cidades. Ali ela havia encontrado paz e esperança depois de...
Balançou a cabeça, tentando afastar da mente as lembranças dolorosas. Era preferível não pensar no motivo que a obrigara a fixar-se ali. Embora já fizesse dois anos, tempo mais do que suficiente para que as feridas cicatrizassem, a dor ainda não desaparecera por completo, e a tranquilidade do lugar não apagara a amargura que sentia pelo fracasso de seu casamento.
Chegara a Woolerton praticamente por acaso. Começara a viajar sem rumo, ansiosa apenas por se afastar o mais possível de Londres. Ao pegar a estrada para a Escócia, porém, seu carro quebrara justamente na estrada de Woolerton. Na época, Margaret possuía um hotelzinho, e as duas se conheceram quando Kate fora procurar um quarto para se hospedar.
Seu carro iria ficar pronto no dia seguinte. No entanto, o tempo passava e os mecânicos não conseguiam completar o serviço. No quinto dia, Kate deixara de se irritar com a demora. Tudo porque, em conversas com Meg, chegaram a um acordo para comprar a loja de artesanato. Embora desde o início as vendas fossem boas, só depois que Kate começara a desenhar os modelos é que passaram a ter um lucro significativo.
— Daqui a meia hora Matt vem me buscar para jantarmos fora — informou Margaret. — Sobrou uma torta que preparei no almoço. Assim, se quiser...





Solteiro e Disponível!

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

A Agência de Encontros Yellow Rose alardeava ser capaz de conseguir um encontro, para qualquer mulher, com o Parceiro Ideal. 

E Emily não podia negar que o homem que fora selecionado para encontrar-se com ela, Cody James, parecia perfeito. 
O cawboy alto e sensual fez Emily perder o fôlego. 
O problema era que ela não contratara a Yellow Rose para encontrar um parceiro, mas sim para colher dados para uma reportagem sobre o dia dos namorados. 
Aconteceu que Cody estava disponível e... talvez a matéria precisasse de uma pesquisa mais profunda!

Capítulo Um

De: SuperScribe@BoyHowdy.com
Enviado em: domingo, 1a de novembro.
Para: MataHari@Upzydazv.com
Assunto: Já chega!
Tudo bem, Emily, tenho sido paciente, mas conheço você e se não se apressar a colocar os pés na Agência de Encontros Yellow Rose, você nunca o fará. Uma promessa é uma pro­messa, não que me deva favores ou coisa assim... Qual é o problema? Você até poderia encontrar alguém especial.
A primeira coisa que chamou a atenção de Emily Kirkwood, na segunda-íeira, quando entrou na Agência de Encontros Yel­low Rose, em San António, Texas, foi o perfume das rosas. A segunda, foi o vaqueiro mais bonito do mundo.
Uma das duas impressões a fizeram estacar. Ela preferiu pensar que fosse o ar perfumado, já que não era o tipo de mulher que se deixava impressionar por detalhes superficiais, como boa aparência. Orgulhava-se de dar importância maior a atributos como honra, integridade e honestidade.
Evidentemente, não podia enxergar qualidades como essas com um simples olhar, enquanto, ao contrário, pôde ver cabelos negros encaracolados e olhos de um azul vivo, pernas musculosas vestidas em calça jeans e ombros largos recheando uma camisa xadrez vermelha. Também pôde perceber a centelha de interesse que perpassou por aqueles olhos impressionantes, rapidamente dis­farçada quando ele se virou para a recepcionista.
— Sou Cody James — disse o homem, com um forte sotaque texano, dando à recepcionista um sorriso luminoso, enquanto segurava, entre as mãos, um chapéu de caubói branco. — Tenho um compromisso marcado para as onze horas, com Wanda Roland, e estou alguns minutos adiantado. Vou me sentar um pouco e aguardar até...
— Oh, não, sr. James! — A recepcionista parecia deslum­brada. — Wanda está esperando pelo senhor. Por favor, pode entrar — acrescentou, apontando para uma porta.
— Obrigada, madame, — Com um gesto respeitoso, o va­queiro dirigiu-se à porta, bateu de leve, e entrou.
A recepcionista, uma bonita senhora de meia-idade, de nome Teresa, como informava a plaqueta sobre a escrivaninha, aba­nou-se com um maço de papéis.
— Nossa! Eu queria um desses para mim,
— Todos os clientes da Yellow Rose são assim tão bem-apessoados?
Emily tentou falar naturalmente, mantendo a entonação crí­tica de sua voz sob controle. Por experiência, sabia que homens com aparência tão bela não eram confiáveis. Eram talvez tão pouco confiáveis quanto os homens ricos. E os ricos e bonitos formavam a combinação mais perigosa. Os pobres, mas hones­tos; atraentes, mas não de tirar o fôlego, esses eram os únicos em quem poderia vir a confiar algum dia.
Não que isso importasse. Não viera até a Agência Yellow Rose para encontrar o parceiro perfeito, mas apenas para colher informações para o artigo de jornal de seu primo, Terry. Pes­quisa, simples pesquisa. Ou, se quisesse ser honesta, chamaria a isso de espionagem.
Já fizera trabalhos semelhantes para o primo em Dálias, quando ainda não tinha sido transferida para San António, onde a empresa para a qual trabalhava, A&B Companhia de Construções, a incumbira de gerenciar a nova filial. Em Dálias, tudo não passara de uma simples travessura, que não fora além do preenchimento de um formulário, a realização de uma gravação de vídeo terrivelmente chata e embaraçosa, e o cru­zamento de dados pessoais por um computador estúpido, na tentativa de promover um encontro. Escrevera um breve relatório para Terry e dera a tarefa por encerrada.
Surpreendera-se com a maneira como havia se portado na­quela primeira experiência. Respondera a todas as perguntas com total sinceridade. Aos vinte e cinco anos, não tinha certeza se desejava se casar, depois de acompanhar a experiência de­sastrosa dos pais. Além de tudo, o fato de ter sido abandonada praticamente nos degraus do altar não contribuíra exatamente para elevar seu conceito a respeito dos homens em geral.
— Como eu poderia ajudá-la, senhorita...?
— Emily Kirkwood. Também tenho uma entrevista marcada para as onze, com a sra. Roland. Não me importo de voltar mais tarde.
— Oh, meu Deus! Será que Wanda se enganou de novo? — Teresa levantou a mão, para impedir a saída de Emily, pegou o telefone e discou três números. — Por favor, aguarde um instante... Wanda? Tenho a impressão de que houve outra con­fusão. Emily Kirkwood está aqui e diz que tem um... Só que o sr. James chegou, e achei que.,. Ah, ótimo. Claro. — Desligou o telefone. — Ela já vem.
— Escute, eu realmente não me importo de voltar uma outra hora. Na verdade, eu...



Amor de Perdição

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Ainda envergonhada pela paixão adolescente por Ranulf Carrington. Sylvie sabia da importância de fazê-lo compreender que voltariam a se encontrar de igual para igual. 

Faria o possível para se manter fria e distante. Afinal, as palavras cruéis proferidas por Ran quando de seu último encontro haviam banido todo o amor que sentia por ele. 
Por isso, tudo o que teriam seria um relacionamento estritamente profissional! Isto, é claro, se seu coração permitisse!

Capítulo Um

— Você não está falando sério... — Sylvie franziu a testa ao analisar a sinopse que seu chefe acabara de lhe entregar.
Lloyd Kelmer IV era a espécie de bilionário excêntrico que apenas devia existir em contos de fadas. E ela lhe fora apresentada em uma festa. Na época, fazia pouco que deixara a faculdade e se mudara para Nova York. Começaram a conversar e Lloyd lhe contou sobre as dificuldades que experimentava ao tocar a gigantesca e lucrativa empresa criada por seu avô.
Sylvie ficara interessada no que ele falara, mas mesmo assim surpreendera-se ao receber, poucos dias depois, não apenas um telefonema dele como a oferta de um emprego para que fosse sua assistente pessoal.
Sylvie acabou aceitando o emprego. Seu trabalho era variado e fascinante. Mal lhe dava tempo para respirar, quanto mais para relacionamentos afetivos. Mas aquilo não a preocupava. Sylvie percebeu que Lloyd a fitava com expectativa.
Ao longo dos anos, ela desenvolvera uma força de vontade férrea, muita determinação. Amava seu trabalho e acreditava que Lloyd e a Trust mereciam toda a sua dedicação.
Apreciava imensamente observar as casas que Lloyd resgatava, para lhes devolver a formosura de outrora. Talvez fosse idealismo, uma tolice romântica de sua parte, mas havia algo especial naquele processo. Entendia o que motivava Lloyd.
Suspeitava de que, ironicamente, o esquema de conservação em que trabalhara tanto tempo atrás, sob a supervisão de Ran, despertara nela a constatação de quão importante era preservar, cuidar e proteger a arquitetura de uma região. Isso fazia com que partilhasse da paixão do chefe pela tarefa.
Entretanto, sua responsabilidade como funcionária da Trust incluía não apenas partilhar do entusiasmo de Lloyd, mas certificar-se de que as aquisições estavam bem fundamentadas e corriam de maneira profissional. Devia garantir que o dinheiro da companhia fosse usado da melhor maneira possível, não desperdiçado.
— Você não aprova, não é mesmo? — indagou Lloyd, balançando a cabeça tristemente. — Espere até vê-la. Vai adorar. É um perfeito exemplo de...
— Estamos bem próximos do limite do orçamento deste ano.
— E daí? Basta aumentar a verba.
— Você está falando de um aumento de milhões de dólares! A Trust...
— Eu sou a Trust — Lloyd a fez lembrar-se com gentileza. — Estou fazendo o que sei que o velho homem gostaria que eu fizesse...
— Comprando uma construção neoclássica decadente no meio de Derbyshire?
— Você vai adorar, prometo.
Sylvie estava tentada a lhe dizer que andava ocupada demais e que ele teria de encontrar outra pessoa para tomar conta daquele projeto. Mas seu orgulho, o mesmo que a fizera manter a cabeça erguida e o espírito forte após a rejeição de Ran e no decorrer de tudo o que se seguira, recusava-se a lhe permitir fazer. isso.
Dessa vez ela e Ran estariam se encontrando em patamares iguais. Como adultos. Afinal, a casa que Lloyd queria comprar era dele! E então...



O Feitiço dos Teus Olhos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Caminhando até a sacada do quarto que ocupava na elegante mansão dos Koutsoupis, Lia fitou a magnífica paisagem que se descortinava diante de seus olhos: o mar reluzia sob o intenso sol da Grécia, tornando-se vermelho incandescente. 

Porém, nem mesmo o cenário paradisíaco era capaz de aplacar as emoções que a consumiam.
 Permitira que Dimitrios Koutsoupis a confundisse com Poppy, sua prima, e agora tinha certeza de que pagaria muito caro pelo mal-entendido. 
Afinal, se apaixonara perdidamente por esse grego cruel e sedutor.

Capítulo Um

— Srta. Quinton! Tem exatamente sessenta segundos para abrir esta porta se não quiser que eu a arrombe! 
Lia estremeceu diante da ameaça contida na voz máscula e sonora. Não sabia qual a melhor atitude a tomar: ou fazia a vontade do estranho que tentava convencê-la aos gritos, ou ficava ainda mais exposta à ira dos vizinhos de seu apartamento.
E pensar que há pouco menos de uma hora ela já havia recebido um comunicado do síndico dizendo que precisaria pagar uma multa por ter perturbado a paz dos moradores locais!
No último mês, Lia viajara a trabalho, e sua prima Poppy ficara sozinha no apartamento. Assim, não era de se espantar que os vizinhos reclamassem do barulho, já que Poppy nunca fora o que se podia chamar de uma garota comportada.
— Muito bem, mocinha! — Voltou a ecoar a voz de barítono vinda do corredor. — Se é problema que deseja, é isto, justamente, o que terá!
Respirando fundo, Lia criou coragem e girou a maçaneta de bronze. No entanto, antes que ela tivesse tido tempo para fitar o autor de tantas ameaças, ele, que se preparava para arrombar a pesada porta de carvalho, entrou como um furacão pelo apartamento aconchegante, atropelando-a em sua abrupta invasão.
— Seu cretino! — Acusou-o, puxando nervosamente a massa de cabelos louro acinzentado que lhe cobria a tez muito alva.
— Cretino, eu?! — Retrucou o invasor, com uma expressão sarcástica no rosto moreno. — Veja só quem fala! Você que deveria ser um pouco mais esperta e não abrir a porta de maneira tão brusca. Sabia muito bem que eu estava prestes a arrombá-la!
A injustiça contida em tais palavras fez com que a adrenalina subisse ao cérebro de Lia e o sangue fervesse em suas veias.
— Como ousa ser tão arrogante! — Vociferou ela, no auge de sua fúria. — Ficou batendo como um maluco em minha porta e, quando finalmente resolvi verificar de que espécie de manicômio você vinha, ainda tenho de escutar de que maneira deveria ter aberto a porta de minha própria casa!
— Se fosse você, Srta. Quinton, não perderia meu tempo tentando parecer ultrajada — falou ele, em um tom malevolente. — Seria mais lógico perguntar quem sou eu, afinal. Não concorda. Ou será que é comum que um completo estranho tente colocar sua porta abaixo logo nas primeiras horas da manhã! — Havia um brilho sardônico nos olhos azuis quando ele a encarou com as sobrancelhas arqueadas.
— Não estou nenhum pouco interessada em saber quem o senhor é! — Lia retrucou, sentindo um calafrio percorrer sua espinha.
O pesado robe de lã que ela usava abriu com o esforço que fizera para se afastar do corpo moreno, e o tecido diáfano de seu baby-doll deixava pouco trabalho para a imaginação de quem a observasse naquele momento. Os olhos azuis do invasor, brilharam de admiração ao fitarem os seios redondos e firmes e as curvas insinuantes da delicada silhueta feminina.
— Mas vai ficar, Srta. Quinton! Pode apostar que vai ficar muito interessada em saber quem eu sou! — Sussurrou ele, ameaçador.
Os olhos dela voltaram-se para a porta que continuava aberta e subitamente lhe ocorreu que o melhor seria fugir. Aquele homem só poderia ser um maluco!
— Desista, minha cara! — Ordenou ele, lendo seus pensamentos e segurando-a pelo braço antes mesmo que ela fizesse o menor movimento.
— O que quer de mim. — Indagou, num fio de voz. Nunca havia se sentido tão acuada em toda sua vida. Os olhos acinzentados denunciavam seus temores e o estranho parecia apreciar o tumulto que estava causando.
— Ah, não se apresse garota. Uma coisa de cada vez — respondeu ele, encurralando-a contra a parede do hall.
Naquele instante, Lia deu-se conta de que ele falava com um forte sotaque estrangeiro. Tal detalhe somado à cor bronzeada de sua pele veio a confirmar-lhe as suspeitas de que ele não era inglês. Entretanto, era tudo o que sabia. Nem imaginava quem poderia ser o homem que ousava invadir seu apartamento em plena oito horas da manhã.
Sorrindo com satisfação diante da expressão consternada de Lia, ele lançou um último olhar para o corpo delicado e atraente.
— Bela, muito bela — murmurou apreciativamente. — Quantos anos tem. Dezoito...




Amor sem Lembranças

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Ao conhecer Matt ela não passava de uma criança... 

Ela o viu só uma vez na vida, mas foi o bastante para se entregar.
Com o coração disparado, Nicole aguardava que a porta do escritório se abrisse e Matthew entrasse. 
Ele agora seria seu patrão. 
Seria... se ela tivesse forças para continuar trabalhando ali, ao lado do homem a quem se entregara sem ao menos conhecê-lo, quando não passava de uma adolescente!
Só de pensar no que aconteceria quando Matthew a reconhecesse como a garota bêbada que levara para a cama, Nicole se sentia sufocar.

Capítulo Um

 Nicole saiu de seu pequeno carro e alisou a saia do conjunto elegante antes de olhar com uma expressão ansiosa na direção do prédio. Eram dez para as nove, e o estacionamento já se encontrava quase cheio; naquele dia o novo dono da companhia faria sua primeira aparição oficial.
Ela se encontrava em férias quando aconteceram as negociações inesperadas, que resultaram em mudanças na cúpula da empresa, mas seus colegas vinham comentando esse fato sem parar.
Não era nenhuma novidade que Alan Hardy, o proprietário da pequena construtora, praticamente perdera o interesse pelos negócios depois da morte trágica do filho. Mas ninguém esperava que ele fosse vendê-la para alguém de fora da cidade, ainda mais para alguém que provavelmente veria a pequena firma apenas como mais um item em seu crescente império comercial.
Nicole, no entanto, sabia que seu emprego estava seguro; pelo menos fora tranquilizada nesse sentido. Trabalhara para Alan como secretária e assistente particular desde sua volta de Londres, oito anos atrás, e gostava muito do trabalho, embora nos últimos tempos precisasse conferir duas vezes quase tudo que o patrão lhe dava para fazer.
Alguns funcionários se enfureceram pela maneira como Alan mantivera a venda em segredo; ela própria não ficara sabendo de nada, mas, em vez de raiva, tinha compaixão tanto por Alan como por sua esposa, Mary.
A morte do filho num acidente de automóvel destruíra suas vidas e as esperanças de futuro. Era natural que Alan se desanimasse e perdesse o interesse pelos negócios.
Nicole suspirou. Confiava em sua capacidade de trabalhar em harmonia com o novo patrão, que, segundo lhe haviam dito, pretendia deixar um gerente encarregado da direção cotidiana da firma e apenas a visitaria uma vez por semana. Dessa forma, ela teria de trabalhar com o gerente nomeado.
Durante o fim de semana, porém, Gordon, seu namorado, expressara dúvidas desagradáveis quanto a sua competência para desempenhar as funções de secretária de um empresário bem-sucedido.
Os comentários a aborreceram, contudo ela refreara os sentimentos. Gordon mantinha uma postura um tanto antiquada a respeito das mulheres, e Nicole culpava a mãe dele por isso. Tratava-se de uma daquelas mulheres que, enquanto tentavam se mostrar indefesas e dependentes, eram na verdade manipuladoras e dominadoras.
De maneira deprimente, começava a tomar consciência de que o tempo que passava com Gordon costumava deixá-la irritada e em desacordo com ele.
Os dois se conheciam desde pequenos, embora apenas nos últimos dois anos tivessem começado a namorar.
No Natal, Gordon insinuara que estava pensando em ficar noivo, porém ela evitara o assunto. No entanto, viver numa comunidade tão pequena se tornava difícil para uma mulher solteira, se não tivesse uma companhia masculina para os eventos sociais. Mulheres solteiras entre vinte e cinco e trinta anos eram vistas com certa suspeita pelos reacionários locais.
Nicole tinha amigas, claro, garotas com quem estudara e que depois haviam se casado e constituído família. E, para ser honesta, preferia se divertir na companhia delas a seus encontros geralmente maçantes com Gordon.
Sua mãe já havia comentado com certa secura que uma vida inteira com Gordon parecia tempo demais, e Nicole se sentia inclinada a concordar. Mas Gordon representava estabilidade e respeitabilidade, e ela possuía seus próprios motivos para crer que precisava dessas características em sua vida.
Ao caminhar na direção do prédio de escritórios, ia respondendo com amabilidade as saudações que recebia dos homens que se encontravam no jardim, enquanto ignorava a maneira como olhavam para suas pernas.
Já havia passado por eles e, quando estava prestes a abrir a porta, ouviu um deles rir, o que a fez corar imediatamente. Não tinha ideia da razão do riso; talvez nem mesmo fosse ela, mas no instante em que o ouviu quis correr e se esconder.
Era ridículo carregar aquele fardo, do qual não conseguia se libertar, e tudo por causa de um erro, uma tola falha de julgamento na adolescência... 




quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Um Casal nem tão Perfeito

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


“Nada na vida é de graça, cariño.”

Charley Cazorla invade uma festa exclusiva em Barcelona preparada para enfrentar seu futuro ex-marido. 

O orgulhoso e poderoso Raul é a única esperança que ela tem de salvar o centro infantil para o qual dedicara a vida. 
Contudo, Charley subestimara a raiva que ele sente. 
Em troca de ajudá-la, Raul exige sua própria forma de retribuição: ela deve ser a esposa perfeita... em todos os sentidos! 
De volta ao mundo exigente de Raul, o desejo que achavam estar enterrado os domina novamente. Será que Charley fugirá desta paixão arrebatadora?

Capítulo Um


O Luar que iluminava o hotel no alto da montanha conferia-lhe um ar misterioso, etéreo. Por um lado, deixava-o aconchegante, agradável. Na perspectiva de Charley, as sombras projetadas por ele representavam perigo. A luz da lua não deveria ser prateada. Deveria ser vermelha.
Mas não era hora de alimentar medos. Ela estava ali por um motivo. Um motivo específico.
Suspirou vigorosamente. Esperou a cancela se erguer e parou no estacionamento principal. Nenhum manobrista se ofereceu para levar seu Fiat 500 até a ala VIP, repleta de Ferraris, Lamborghinis, Maseratis e afins.
Entrou no amplo lobby e foi recebida com uma música ambiente. Lá, os convidados bebericavam seus refinados drinques pré e pós-jantar. Não olhou para ninguém, dirigiu-se diretamente ao salão de recepção, ao fundo.
Quanto mais se aproximava, mais forte seu coração batia. Quando chegou à porta, as batidas eram tão intensas que abafaram a música ambiente.
Um verdadeiro bloco humano barrou sua passagem.
— O convite, por favor — disse, estendendo a mão.
— Meu marido chegou mais cedo — respondeu, com um espanhol hesitante. Vivia no país havia cinco anos, mas só recentemente aprendera a falar. Ainda levava um guia de conversação na bolsa, por via das dúvidas. — Ele deixou avisado que eu chegaria depois — mentiu.
— Seu marido?
Charley abriu sua bolsinha prateada, pegou o passaporte e mostrou:
— Raul Cazorla. — Imaginou como aquele que em breve seria seu ex-marido reagiria naquela situação e tentou canalizar um pouco de sua arrogância. Ergueu o telefone: — Quer que ligue para ele para você verificar quem eu sou?
Notou que o segurança não sabia o que fazer. Certamente ele próprio pegara o convite de Raul. Ele mesmo deve ter percebido aquela modelo ruiva nos braços de Raul.
Por falar nela...
Charley foi tomada por uma série de sensações desagradáveis, como aconteceu duas semanas antes, quando a primeira foto do casalzinho feliz aparecera nas capas de uma das revistas mais importantes da Espanha. Raul parecia se deliciar. Não era nenhuma surpresa: fisicamente, Jessica realmente era perfeita.
Não devia ser a primeira amante desde que ela o deixara, apenas a primeira que veio a público.
Isso não era da conta dela, lembrou a si mesma. Em questão de semanas o divórcio seria finalizado. Ele ficaria livre.
Respirou fundo e apertou os olhos, sinais que havia visto Raul fazer inúmeras vezes para expressar insatisfação.
— Talvez seja melhor você mesmo ir atrás dele para confirmar.
Soube que dera certo ao ver o guarda levar a mão à porta para deixá-la passar. Quem iria querer ser o cara a ir atrás de Raul Cazorla, um dos homens mais ricos da Espanha, em meio a uma festa da alta sociedade, para perguntar se uma mulher de fato era sua esposa?
— Boa festa — disse, abrindo a porta.


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Prisioneira do Deserto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Aprisionados pelo desejo.

Kadar Soheil Amirmoez não conseguia tirar os olhos da beldade loura que passeava pelo antigo mercado de Istambul. 
E quando percebe que ela está em apuros, Kadar sabe que precisa agir. 
Amber Jones nunca conheceu um homem tão intenso e imponente quanto ele. 
A forma como o seu corpo reage à presença de Kadar a assusta e a excita. 
Essa não era a aventura que Amber tinha em mente quando chegou à Turquia, mas a atmosfera exótica do lugar a seduziu… e ela está mais do que disposta a se tornar prisioneira desse sensual captor.

Capítulo Um

Ele a viu no Mercado de Especiarias, apenas outra turista passeando pelo lugar histórico em Istambul, famoso pela venda de temperos, frutas secas e mil tipos diferentes de chá. Apenas outra turista com os olhos arregalados, ainda que ela tivesse algo a mais, aquele cabelo louro, os olhos azuis e a calça jeans vermelha que se agarrava às suas curvas como uma segunda pele.
Não que ele estivesse interessado.
Foi por mera curiosidade que desacelerou seus passos quando ela ergueu a câmera para fotografar uma loja repleta de lanternas de vidro dependuradas, de todos os estilos e cores imagináveis; nada mais do que simples curiosidade que o manteve observando enquanto a vendedor, aproveitando-se da imobilidade da turista, ofereceu um prato de delícias turcas, para que ela os provasse. Ela recuou ao perceber que não havia passado despercebida, murmurando desculpas e sacudindo o coque de cabelo louro ao balançar a cabeça, fazendo dançar o turbilhão de mechas soltas, mas o prato a seguiu, o vendedor insistindo que apenas desse uma mordidinha naqueles doces maravilhosos.
Kadar hesitou na barraca em frente, ainda observando-a. Não costumava ser tão curioso, disse a si mesmo, tinha mais o que fazer. E pediu as tâmaras que tinha ido buscar para Mehmet, antes de olhar por cima do ombro para ver quem venceria a batalha das vontades, o vendedor ou a turista. 
O vendedor tinha a atenção dela agora, sorria o tempo todo, um sorriso cheio de dentes num rosto enrugado tão convidativo quanto persuasivo, conforme ele continuava a tentar convencê-la, citando país após país, buscando adivinhar de onde ela era: Estados Unidos? Inglaterra?
Como que reconhecendo que tinha sido vencida, a turista cedeu e disse algo que Kadar não pôde entender, mas que fez o dono da barraca assentir e assegurar de forma efusiva que o povo turco adorava os australianos, enquanto ela pegava um quadradinho do prato e o levava aos lábios.
Ela está bem longe de casa, registrou Kadar vagamente, sua atenção desviada quando teve de entregar uma nota alta em troca de suas tâmaras e lhe foi pedido que aguardasse enquanto alguém ia buscar seu troco. Ele não se importou. Não seria um sacrifício esperar ali. 
A turista tinha uma boca que valia a pena ser observada. Os lábios dela eram fartos e atraentes, e ainda guardavam a sombra de um sorriso quando provou o doce. Um momento depois, o sorriso estava de volta com força total, os olhos azuis arregalados de deleite e, mesmo cercada por tabuleiros chamativos de todos os frutos secos imagináveis, cada chá de aroma doce e montes de especiarias perfumadas e coloridas, ela ainda iluminou o Mercado de Especiarias abobadado como um farol.
Kadar foi atingido por aquele sorriso com um golpe de calor que eriçou todo o seu corpo e fez seus pensamentos regredirem a um estado quase primal.
Fazia muito tempo desde que estivera com uma mulher.Muito tempo desde que sequer sentira-se tentado.
Ele se sentia tentado agora.
Os olhos dele vagaram em torno dela apenas o tempo suficiente para que Kadar se certificasse de que não havia indícios de um parceiro à espreita nas proximidades e nenhum adesivo na jaqueta dela para indicar que a turista fazia parte de uma excursão pronta para engoli-la a qualquer momento e arrastá-la para longe dali.
Ela estava sozinha.
Ele poderia tê-la, se quisesse.
Tal entendimento alcançou Kadar com a certeza de quem raramente tinha sido rejeitado por uma mulher disponível e, também, depois de ser abordado por muitas que não estavam disponíveis. Não era arrogância. Poderia ser chamado de conhecimento de causa ou de experiência, mas as chances estavam a seu favor, nada mais.
Ela ainda estava sorrindo, e tinha uma expressão animada. Aquela mulher era como uma explosão de sol e de cor no meio de um mar de casacos de inverno pretos e de cabeças cobertas por lenços escuros, e já estava apanhando sua bolsa para fechar negócio.
Ele poderia tê-la...

Série Paraíso Selvagem

1- O Amuleto de Jade 
ROMANCE CONTEMPORÂNEO





Quando seu irmão Robin desapareceu na Ásia, em algum ponto das florestas de Burma, Laura ficou desesperada e voou para lá imediatamente, para tentar encontrá-lo. 

Não podia imaginar, porém, que esbarraria na má vontade de William Wieland, um famoso colecionador de antiguidades que parecia preocupado apenas com o amuleto de jade, desaparecido junto com Robin. 
Como um deus todo-poderoso, William impediu de todas as formas que Laura participasse das buscas. Sua atitude era tão suspeita, e tinha uns amigos tão misteriosos, que ela começou a desconfiar de que ele sabia muito mais do que dizia. Quem podia garantir que Laura não estava nas mãos do sequestrador, talvez até do assassino de seu irmão?



2- Um Sonho Impossível


Passar a noite com ela esse era o preço que Vitas pedia para guiar Rachel pela selva da Colômbia, à procura do irmão!

Nada do que Rachel tinha vivido até então a preparou para a chama que Vitas, o senhor de Mendoza, estava acendendo em seu coração.
Era como se ele estivesse abrindo uma porta proibida, mostrando-lhe um mundo novo, povoado de sensualidade e prazer... Mas era essencial que aquela porta jamais se abrisse! 

Pelo menos não pelas mãos daquele aventureiro rude e sem escrúpulos, para quem Rachel não passava de mais uma mulher bonita, em sua infindável lista de conquistas... Ela queria entregar-se a ele, sim, não apenas para fazer amor, mas para amar de verdade, esse era o sonho de Rachel, e era um sonho impossível...


3- Lobo Selvagem

Localizar e pesquisar uma tribo esquimó no extremo norte do Canadá parecia, para Belinda, um trabalho fascinante e um grande desafio. 

Mas suas esperanças e seu sucesso dependiam de um homem que, desde o prin­cípio, deixou bem claro que ali não era lugar para uma mulher branca. 
Apesar de ser in­glês, Barron vivia há muitos anos entre os es­quimós e tinha se tornado um deles. Aceita­va seus costumes primitivos e desprezava o mundo civilizado que Belinda representava. 
Sua fama de homem corajoso e às vezes até feroz era conhecida nos pontos mais longín­quos dos vales e montanhas gelados. Para os nativos, ele era Amaruq, "o Lobo": peri­goso, assustador, selvagem, irresistível!

4- Inferno de Prazer


Feliz! 

Depois de meses de angústia e desesperança, Annie se sentia feliz. 
Nada como o silêncio e a visão do mar cor de esmeralda que banhava aquela ilha maravilhosa, perdida no oceano Índico, para fa-zê-la esquecer o acidente de carro, a cicatriz em seu braço... Nada como a paixão. Deitada na cama de Oliver Maxwell, Annie esperava por ele. 
Que havia acontecido a seus princípios morais? 
Não importava, ela estava amando. Ouviu um barulho, sentiu que ele se aproximava, nu. Sorriu. E só quando mãos ásperas começaram a acariciá-la foi que percebeu que aquele homem não era Oliver...


Série Paraíso Selvagem
1- O Amuleto de Jade
2- Um Sonho Impossível
3- Lobo Selvagem
4- Inferno de Prazer
Série Concluída