quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Aliança do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Contratada para cuidar da casa… e para aquecer a cama!

O bilionário italiano Lazzaro Ranaldi escolhe mulheres como escolhe seus carros: elas devem ser bonitas, sensuais e facilmente substituídas. 

Mas há algo em Caitlyn que mexe com ele... e Lazzaro está decidido a descobrir exatamente o que é. Ele acredita que Caitlyn não é tão inocente como aparenta, e Lazzaro não será enganado!


Capítulo Um

— Você o mordeu. — Os olhos negros a olharam com raiva quando ela parou à mesa. Definitivamente, uma discussão entre os empregados não constava de sua lista de ocorrências.
— Eu não o mordi — retrucou Caitlyn. Lazzaro não esperava a negativa, levando-se em conta as evidências. Mas sua irritação e indignação revelaram que aquele problema de última hora, que fora parar em sua mesa às 17h de uma sexta-feira infernal, era na verdade um caso sério. 
Jenna, sua assistente pessoal, pedira demissão, choramingando, na quarta-feira, e a assistente dela ausentara-se por causa de uma gripe responsável pela ausência de metade de seu quadro administrativo, o que significava que hoje Lazzaro precisava cuidar do que normalmente delegava. Mas talvez fosse melhor lidar com esse quadro em particular. Parecia que, deu uma olhada no arquivo em cima da mesa, Caitlyn Bell tinha uma versão da história que ele precisava ouvir.
Mesmo não querendo.
Olhos azuis de porcelana aprisionaram os dele, olhos de certa forma familiares... olhos tão azuis quanto os de Roxanne.
De onde surgira esse pensamento?
Ela não parecia em nada com Roxanne.
Caitlyn era tão loura quanto Roxanne era morena, magra, não curvilínea, mas aqueles olhos... Engoliu em seco a única evidência de seu tormento interno. Estava zangado por ainda se abalar com as lembranças, com a dor, nas horas mais inesperadas.
— Eu não cravei meus dentes nele.
Lazzaro voltou a se concentrar, agradecido por poder escapar dos próprios pensamentos. Foi difícil não rir com a descrição dela e bem difícil não compará-la à de Malvolio, que havia urrado, com a mão enrolada em um lenço, como se estivesse prestes a cair. Ele não sabia o que esperar quando a convocara ao escritório. Normalmente, não lidava com as funcionárias do hotel e, quando o fazia, elas normalmente tremiam nas bases. Mas não era o caso.
Ela declinara de sua oferta para que se sentasse, e parada diante de sua mesa demonstrava nervosismo, mas força. O cabelo comprido louro, normalmente arrumado e preso, soltara-se depois do incidente. Cruzara os braços no peito; os olhos azuis vidrados na tentativa de não chorar. Fungava, no esforço de não verter lágrimas e, de alguma forma, embora claramente abalada, também demonstrava incrível controle. A boca, um botão de rosas, comprimida e desafiante.
— Preciso de mais informações.
— Realmente não compreendo o motivo de toda essa confusão.
— Um dos membros de minha equipe foi mordido por outro.
— Não um membro qualquer de sua equipe...

Proposta Perigosa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Uma beleza intrigante.

O poderoso Rafaelle Petri precisa da ajuda da pesquisadora Lily Nolan para concluir seu plano de vingança. 
Após o acidente que a marcou para sempre, Lily se manteve reclusa, escondida dos olhares cruéis. 
E trabalhar para um homem tão lindo quanto Rafaelle só faz suas imperfeições se destacarem ainda mais.
 Até um beijo despertar o desejo que Lily não imaginava possuir. 
Com a perigosa retaliação de Rafaelle se aproximando, ela precisa usar a recém-encontrada autoconfiança para livrá-lo das amarras do passado. Mas será que Rafaelle está disposto a abrir mão de tudo em nome do amor?

Capítulo Um

— Pare de brincar comigo, Pete. — Lily reclinou-se na escrivaninha e trocou o telefone de mão. — O dia foi longo. Você pode estar acordando aí em Nova York, mas já é hora de ir para a cama aqui na Austrália.
Olhando para a janela, ela viu o reflexo do escritório. A casa ficava muito longe da cidade para ela poder ver os postes de eletricidade, e as estrelas só ficavam visíveis se ela desligasse a luz. Ela massageou o pescoço teso. Terminar aquele projeto dentro do prazo e dos próprios padrões altos era uma tarefa árdua.
— Sem brincadeiras. — A voz geralmente tranquila de Pete, com o sotaque canadense, soava animada. — O chefe quer você aqui, e ele nunca faz brincadeiras com o trabalho.
Lily endireitou-se na cadeira, a pulsação disparando.
— Está falando sério?
— Com certeza. E, o que o chefe quer, ele faz questão de conseguir. Você sabe disso.
— Só que Raffaele Petri não é meu chefe. — Até mesmo dizer o nome dele em voz alta era ridículo. O que ela, a simples Lily Nolan, morando em uma fazenda xexelenta a uma hora de Sydney, teria em comum com Raffaele Petri? — Ele nem sabe que eu existo.
Petri habitava um plano estelar com o qual mortais ordinários só sonhavam ou liam a respeito em revistas de fofocas, enquanto ela...
Lily baixou a mão que havia levado até a bochecha. Ela odiava o velho tique nervoso.
— Claro que sabe. Por que você acha que recebeu tanto trabalho de nós? Ele ficou impressionado com seu relatório do acordo no Taiti e pediu que você estivesse em todos os outros seguintes.
Lily piscou. Ela nunca tinha imaginado o signor Petri em pessoa lendo seus relatórios de pesquisa. Presumia que ele gastava seu tempo com outras coisas, como, por exemplo, desfrutando dos locais mais luxuosos e bacantes do mundo.
— Isso é fantástico, Pete. Não consigo dizer o quanto estou satisfeita. — Apesar do recente sucesso, o empréstimo que ela havia feito para comprar aquela casa e expandir os negócios não a deixava dormir à noite. Mas, depois de anos sentindo-se deslocada, acabou se deixando levar pela necessidade de estabelecer seu próprio lugar no mundo, algo que ela tivesse alcançado e de que pudesse sentir orgulho. Mesmo que isso significasse mudar-se para o outro lado do continente, para longe de sua família. Ela precisava dar uma guinada na vida.
Os músculos tensos dela relaxaram. Se o signor Petri tinha pessoalmente comentado sobre seu trabalho...
— Excelente. Você encontrará o contrato na sua caixa de entrada. Será ótimo finalmente dar um rosto à sua voz, quando você vier trabalhar aqui.
— Nossa. Espere aí. — Lily levantou-se. — Eu quis dizer que estou feliz por ter meu trabalho validado. Só isso. — Ela zelava pela excelência de seu trabalho e sabia que seus serviços eram de primeira. Era reconfortante receber tal confirmação do seu cliente mais influente, especialmente agora, com a hipoteca.
— Você não quer aceitar a oferta do chefe para trabalhar aqui? — O tom velado de Pete fazia parecer que ela havia recusado a única esperança da humanidade para encontrar a cura do câncer.
— Isso mesmo. 

De Repente Pai

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Homens que se tornam pais porque querem, porque descuidam ou simplesmente porque estão predestinados!

Nicolas Santino não consegue aceitar que Lia seja sua filha. Acredita que Sara, sua mulher, o tenha traído com outro homem e que Lia seja a prova da traição. 
Por isso, Sara e Nicolas se separaram, até que um acontecimento forçou o reencontro: Lia foi sequestrada! Nicolas sabe que é o único que pode recuperar a criança viva, mas isso significará voltar para Sara... e descobrir que, mesmo após três longos anos, ela ainda usa a aliança...

Capítulo Um

Londres.
A casa, imponente, ficava num endereço sofisticado, próximo ao Hyde Park. Eram cinco e quarenta e cinco da tarde, seis horas após o início do tormento.
A tensão na sala de visitas lindamente decorada era quase palpável. Pessoas se reuniam em pequenos grupos, algumas falando num tom baixo e grave, outras irrompendo em choro ocasionalmente. Algumas consolavam, outras se mantinham apartadas de tudo, em silêncio.
Sara pertencia ao último grupo, sentada solitária numa poltrona de couro. Parecia calma enquanto olhava para o tapete claro sob seus pés, indiferente a tudo.
Mas o fato era que ela não estava indiferente. Cada movimento, cada som fazia sua mente reverberar. Se movesse um músculo, seu autocontrole, mantido a tão duras penas, ruiria como um castelo de cartas.
Quando a terrível notícia chegara, Sara fora arrebatada por um terror incontrolável. Tentaram coloca-la na cama. Tentaram fazê-la tomar tranquilizantes para livrá-la do tormento. Tentaram mantê-la desligada de tudo.
Ela se recusara. O que mais poderia fazer? Como uma mãe poderia refugiar-se no sono num momento como aquele?
Mas não havia nada mais torturante do que a espera.
Tinha que esperar pelo homem que era o centro daquela crise, pelo homem que chegaria para controlar a situação.
Já lhe haviam informado que ele estava a caminho, como se a notícia pudesse fazê-la sentir-se melhor. Nada, porém, poderia curá-la daquele horror. Nada. Ninguém.
Portanto, lá estava ela, olhos baixos para que ninguém pudesse adivinhar sua aflição, para que ninguém pudesse ver a palidez de sua pele, realçada pelo negro da camiseta de mangas longas e da calça de stretch.
O som repentino de um carro freando diante da casa deixou a todos em estado de alerta. Sara não se mexeu, nem ergueu os olhos.
Ouviu-se o som de vozes no hall de entrada, uma delas destacada pelo tom incisivo e autoritário.
Os passos, firmes e precisos, aproximaram-se da sala de visitas fechada. Todos dentro da sala voltaram-se quando a porta se abriu, os olhos ansiosos cravados no homem que apareceu à soleira.
Sara, entretanto, manteve os olhos fixos no tapete, contando cuidadosamente os pequenos botões de rosa que faziam parte do padrão do tecido, em tons pálidos de azul e pêssego.
Alto, atlético, cabelos negros, corpo rijo. Camisa branca, gravata escura, terno cinza, com o caimento característico de uma seda cara. O rosto tinha um bronzeado natural, realçando o nariz longo e reto, a boca resoluta e sensual. E os olhos... Eram olhos de um caçador, de um predador. Dourados, como os olhos de um tigre. Frios, como as linhas do rosto. Um homem talhado em pedra.
Ele ficou parado à porta por longos e cruciais segundos, mantendo a todos em suspense. Os olhos frios perscrutaram o ambiente até encontrar Sara, sentada em seu esplendor solitário, o rosto baixo, distante.
O homem se aproximou, os movimentos sinuosos como os de um felino, e parou diante dela.
— Sara? — chamou em tom baixo.
Ela não se moveu. Os olhos focalizaram debilmente o par de sapatos de couro feitos a mão.
— Sara! — Dessa vez, havia um tom mais autoritário naquela voz.
Os olhos enevoados subiram lentamente, contemplando as longas pernas, o torso poderoso. Finalmente, os olhos azuis encontraram os do homem que ela desejara jamais voltar a ver.
Há quanto tempo não o via? Dois, quase três anos? E, nesse tempo todo, ele mudara muito pouco. Mas por que haveria de mudar? Afinal, Nicolas Santino era forte, poderoso, podia se dar ao luxo de ter casas elegantes nos melhores endereços das capitais mais importantes do mundo. Nascera para o poder, criara-se no poder e usava o poder. Quando erguia a voz, as pessoas se intimidavam.
Era um homem que possuía tudo: boa aparência, um corpo perfeito e saudável, inteligência aguda. O que três anos poderiam mudar? O olhar, talvez? Poderia ser mais inclemente?
Afinal, ele era o inclemente. Ela, a pecadora.

Amando o Homem Errado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Será que ela sabia o que era amar de verdade?

Poppy, apaixonada por Chris, fica arrasada quando ele se casa com outra. 
Acredita que nunca mais amará outra pessoa em toda sua vida. James Carlton, irmão mais velho de Chris, destaca-se pelo cinismo e pelo hábito de fazer comentários sarcásticos, principalmente em relação a Poppy. 
Então, Poppy usa James para matar sua ânsia de amor, fingindo que ele é Chris. E é aí que o feitiço vira contra o feiticeiro!

Capítulo Um

Vagarosamente, Poppy ajoelhou-se em frente à pequena fogueira que acabara de erguer, indiferente à umidade do chão, molhando os joelhos da calça jeans. Os fracos raios do sol da tarde iluminavam-lhe os sedosos cabelos castanhos, mudando-os para uma cor mais clara. Com ar grave, ela riscou um fósforo e acendeu o fogo, como se estivesse diante de uma pira funerária.
Na verdade estava, Poppy admitiu, vendo as chamas devorarem a caixa de madeira contendo objetos e fotos, recordações do passado.
Erguendo-se, colocou as mãos nos bolsos, para não ceder ao impulso de retirar a caixa do fogo antes que fosse totalmente consumida.
Está consumado, pensou, fechando os olhos para não ver o símbolo de quase uma década de devoção e amor, destruído pelas chamas.
Uma brisa fria soprou, alvoroçando-lhe os cabelos e atiçando o fogo como um rodamoinho. Um punhado de fotografias voou para fora da fogueira, a maioria delas carbonizadas. Apenas uma, ainda reconhecível, mostrava o contorno de seus próprios lábios, impresso com batom levemente rosado.
O destino parecia decretar que aquela foto não devia ser destruída e, quase sem forças, ela abaixou-se para pegá-la.
Entretanto, o vento soprou novamente, levando o rosto do amado Chris, com o beijo de batom, para fora de seu alcance. Com um gemido abafado, Poppy correu atrás da foto, mas alguém chegou antes e pegou-a.
Com expressão de zombaria, ele olhou primeiro para a foto e depois para Poppy.
— James! — ela gritou com raiva, enquanto ele se aproximava, olhando para a fogueira.
Chris era brilhante, carinhoso, risonho e de bom gênio. James era totalmente o contrário. Raramente sorria, pelo menos para ela. Mesmo as pessoas que o aprovavam, como a mãe de Poppy, eram obrigadas a admitir que ele não era uma pessoa de fácil convivência.
A mãe dela o defendia, alegando que seu gênio difícil devia-se ao fato de que, muito cedo, ficara no lugar do pai.
“Afinal de contas”, ela dizia “James tinha apenas vinte anos quando Howard morreu, deixando-lhe a responsabilidade da família e dos negócios.”
Defendia-o, porque era seu sobrinho. Poppy, porém, antipatizava com ele e sabia que o sentimento era recíproco. O que a indignava era que as pessoas que conheciam os dois irmãos diziam que James era o mais bonito.
“Ele é irresistivelmente sexy”, uma das garotas que trabalhava para a empresa da família dissera uma vez. “Aposto que, na cama, ele é uma experiência que só acontece uma vez na vida”, a moça completara, sem pudor.
Poppy estremecera, ouvindo-a falar. Se ela soubesse quem era realmente o verdadeiro James não pensaria assim. Pessoalmente, Poppy achava que ele seria a última pessoa no mundo por quem se apaixonaria. Chris era o único capaz de preencher o vazio que havia em seu coração, em sua cama, em sua vida, enfim...

Mulher Nota Dez

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Que homem irritante e cego! 

Claro, Simon Christopher era o melhor amigo de Jenny Randall, mas quando iria parar de cobiçar loiras exuberantes e notar que Jenny era uma garota desejável, e não apenas uma amiga? 
Ela precisava agir.
 Então, Jenny se transformou. De tímida em provocante. De desajeitada em sensual. De pacata em perigosa!
E Simon começou a ficar confuso e com ciúme. Desejava a antiga amiga de volta. Mas será que teria coragem de admitir que a nova Jenny o fascinava?
Capítulo Um

Jenny Randall inclinou-se para trás e passou a observar os canteiros da frente de sua casa, com satisfação. Durante a última meia hora, estivera praticando seu hobby favorito, jardinagem, e os resultados tinham sido compensadores.
Uma profusão de cores enchia seus olhos: begônias cor-de-rosa, amores-perfeitos amarelos, verbenas roxas e jasmins brancos.
Resolveu que no dia seguinte iria trabalhar na pequena horta dos fundos. Desejava plantar tomates, cebolinhas e algumas ervas aromáticas.
Jenny adorava cuidar dos jardins, fato que muito surpreendia sua mãe, Lois, porque, até a idade adulta, jamais demonstrara o menor interesse por plantas e flores.
Porém, seis anos antes, tendo entrevistado uma senhora octogenária de Houston, famosa por seus magníficos jardins, fora conquistada pela mesma paixão. Depois, quando sua tia-avó morrera e Jenny herdara a casa, passou a se dedicar a esta arte.
Espreguiçou-se, contente. Seus músculos doíam, mas era uma dor agradável. Diferente de quando voltava exausta do trabalho. Certos dias, quando ficava horas sentada fazendo seu serviço de editora ou digitando uma história, ansiava pelo contato com a natureza. Mas, naquele momento, sentia-se muito bem, ao contemplar o resultado de seu trabalho no pequeno jardim.
Começou a reunir seus apetrechos de jardinagem no balde. Ao terminar, ouviu o som de um carro estacionando à entrada de sua casa.
Acenou para Simon Christopher, seu grande amigo nos últimos dez anos. Ele abriu a porta do Corvette vermelho conversível, desceu e aproximou-se de Jenny, carregando um saco plástico.
— Ei! As flores estão lindas! — exclamou, entusiasmado.
O otimismo e bom humor de Simon eram duas qualidades que haviam atraído Jenny desde o início, embora tanto entusiasmo às vezes tivesse o dom de irritá-la.
— Vai me ajudar a planejar os meus canteiros, Jenny?
Simon pusera abaixo a casa velha que comprara tempos atrás e estava construindo uma nova, muito moderna. Nesse tempo, alugara a residência ao lado, a fim de acompanhar as obras de perto.
— Ora, Simon, você pode contratar um profissional para fazer isso.
— Prefiro você.
— Claro! Mão-de-obra mais barata.
Os olhos azul-escuros de Simon, que sempre lembravam o oceano para Jenny, brilharam.— Trouxe comida chinesa. — Mostrou o saco plástico.
O aroma atingiu as narinas de Jenny. Porém, embora estivesse com fome e apreciasse a gentileza, teve ganas de estrangular Simon.
— Por que não me telefonou e perguntou se eu estava com vontade de comida chinesa?
Simon pareceu desapontado.
— Mas você adora...



Um Destino para Carina

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
O amor de Luke deu a Carina uma nova razão para viver

Para não perder o homem que amava, Carina ousaria enfrentar o próprio pai?
Assustada, Carina parou ao pé da escada, diante dos dois homens que se encaravam com raiva: seu pai e Luke Dalton! A mala caiu-lhe das mãos, enquanto lágrimas de desespero toldavam-lhe a visão. Era tarde demais para fugir…
No entanto, para seu espanto, Luke aproximou-se sorrindo e a envolveu pelo ombro: “Venha, querida. Nem mesmo seu pai poderá impedi-la de ser feliz…”
Capítulo Um

Carina Farlough desceu a escadaria com passos ruidosos, batendo com força as botas de salto alto na madeira polida dos degraus. O saguão, lá embaixo, era espaçoso e muito elegante e ela pôde ouvir o alegre burburinho dos convidados que, saboreando licor ou café, após o lauto jantar, trocavam impressões sobre os mais diversos assuntos.
Com um sorriso de desdém, imaginou a expressão do pai ao vê-la naqueles trajes de montaria: calças pretas e justas, camisa xadrez, botas e boné de jóquei. E ele não poderia fazer nada, na frente de todos os presentes. Seria triste e divertido… Mas dessa vez levaria o plano até o fim, ao contrário do que sempre acontecia.
Quem a visse naquele momento não observaria outra coisa senão sarcasmo e displicência, desde o porte altivo e aparentemente petulante, os cabelos loiros que caíam em desalinho abaixo dos ombros, até a expressão dos olhos verdes: duros e frios. No entanto, toda aquela pose só significava uma única verdade: o desespero de se defender de James Farlough e seus métodos dominadores. 

Durante toda a vida Carina só recebera ordens do pai, altivo e orgulhoso: como pensar, como agir, o que vestir, que amizades cultivar, quais desprezar. Bem, isso não se repetiria mais. Estava farta. Os Farlough tinham um gênio irascível, e ela também era uma Farlough! Agora sentia-se disposta a enfrentar o pai, de quem aliás havia herdado o caráter rebelde e indomável.
Carina frequentara as melhores escolas particulares de Kentucky e havia sido expulsa de muitas por mau comportamento. No momento, após cursar a Faculdade de Direito por três meses, resolvera abandonar o curso. Afinal, não tinha nenhuma vocação para a magistratura; e, se ingressara na Universidade, fora apenas para mais uma vez obedecer à vontade do pai. 
Na verdade, tinha uma grande paixão por desenho, mas o velho James, embora considerasse a Arte como um “precioso alimento para o espírito”, não via como Carina poderia aplicar aquele dom nas empresas. Por isso, ele lhe dera apenas duas opções: ou Administração de Empresas… ou Direito. Ela escolhera a que menos lhe desagradava, mas mesmo isso acabara se tornando insuportável.
No entanto, ainda lhe faltavam forças para enfrentar o pai de igual para igual e impor seu próprio ponto de vista; por isso apoiava-se nos atos de rebeldia, tal como agora: chegar atrasada a um jantar de gala trajando roupas inadequadas, pouco se importando com a impressão que isso poderia causar. E não fora à-toa que escolhera aquela noite para provocá-lo. final, o velho James Farlough lhe pedira que se apresentasse com o melhor vestido e que se mostrasse gentil com Luke Dalton, um inimigo das Empresas Farlough para quem James preparara uma armadilha. Carina reagira indignada: então o pai desejava usá-la para dar um golpe em outra pessoa? James se negara a aceitar tal acusação; queria apenas que a filha colhesse algumas informações, nada além disso.
— Quem você pensa que eu sou? 

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Discurso Perfeito

Série Kendrick/Coulter
A tragédia atingiu a família Harrigan. 

A cunhada de Quincy, Loni, está gravemente doente e à beira da morte. 
Quincy, assim como seus irmãos, sente-se incapaz e ajudá-la, e o tempo está correndo. 
Então, no momento certo, uma cativante mulher de cabelos vermelhos, chamada Ceara O'Ceallaigh aparece misteriosamente na propriedade de Quincy dizendo que Loni pode ser curada. 
Apenas Quincy, diz ela, como o único Harrigan solteiro restante, pode conseguir isso. Casando-se com ela. Quincy, não pode provar que ela está dizendo a verdade. Mas como pode deixar passar qualquer tentativa de salvar a vida de Loni? Contrariando toda a lógica, ele decide se casar com Ceara. 
Talvez esteja cometendo o maior erro de sua vida. Ou talvez, ele esteja abrindo-se à possibiliades que desafiam qualquer explicação... E que o levará em uma jornada milagrosa em direção ao amor eterno.

Capítulo Um

As botas de equitação de Quincy Harrigan ofereciam pouca aderência na camada de neve coberta de gelo escorregadio, iluminado pela tênue luz, branco-azulada, de antes do amanhecer em frente ao gramado. Segurando com cuidado uma caneca de café em uma mão, ele escolheu o caminho entre dois veículos enlameados da fazenda, perguntando-se quando seu pátio se transformou em estacionamento para pickups, trator e dois ATVs1 amassados. 
Andando com a cabeça inclinada, percebeu que seu cabelo tinha ficado tão longo que caía em uma mecha marrom escura sobre o olho esquerdo. Droga. Ele estava fora da cidade e perdeu seu horário no barbeiro. Remarcar estava fora de questão. 
De uma hora para a outra, ele poderia ter que viajar novamente, e enquanto estivesse aqui, estaria muito ocupado para dirigir até a cidade sem agendar um horário. Era um milagre ele ter conseguido algumas horas de sono. Esta manhã, ele sentiu o esgotamento em cada músculo de seu corpo, e duvidava seriamente que o assado francês2 recém-feito lhe daria a energia que ele precisava.
Não tinha importância. Em comparação com sua cunhada, Loni, ele tinha poucas razões para se queixar. Pelo menos ele não estava lutando por sua vida. 
O pensamento fez com que sentisse um aperto no coração, e o bolo que parecia estar permanente no fundo da garganta pulsava como uma dor de dente. Ele parou para contemplar sua fazenda, abrangendo a enorme arena de cor cinza que se aproximava de todos os pequenos edifícios. 
Há vinte anos, tinha sido um terreno vazio, doado para ele por seu pai. Agora, aos quarenta anos, Quincy via a história de sua vida adulta em todas as estruturas, cercas e pregos. Esta fazenda tinha sido seu sonho desde a infância, mas agora que ele havia conseguido tudo o que planejara, tudo o que sentia era um vazio.

11- Discurso Perfeito


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

A Serviço da Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Um amor impossível!

O sheik Shazim Al Q'Aqabi fica intrigado ao descobrir que Isla Sinclair fora escolhida para transformar o sonho de seu falecido irmão em realidade. 

Afinal, ele a vira trabalhando como dançarina em uma boate de Londres. 
Porém, a personalidade enérgica dela era como uma brisa fresca no calor do deserto. 
Em toda a sua vida, Shazim só havia se relacionado com o trabalho. 
Agora, ele está considerando uma forma mais prazerosa de passar suas noites, mas envolver-se com uma mulher tão inadequada é um ato de traição. Será que ele está disposto a abrir mão de tudo para ficar com Isla?

Capítulo Um

Que infeliz coincidência: uma boate com pole dance bem em frente ao restaurante estrelado pelo guia Michelin onde Shazim estava jantando com seu embaixador. Ele já devia saber o que esperar quando sua equipe reservou a mesa favorita do embaixador para o jantar. Afinal, era o bairro de Soho, em Londres, Inglaterra, onde os clubes de striptease coexistiam alegremente junto a restaurantes de alto nível, mas o embaixador era um velho amigo, e Shazim tinha cedido à vontade do velho de experimentar uma novidade. A desvantagem era que o filho do embaixador também estava presente.
Ficar sentado quietinho parecia demais para o rapaz tenso de trinta e poucos anos. As garotas dançando no clube do outro lado da rua tinham captado sua atenção.
Shazim achou terrível não apenas a ausência flagrante de boas maneiras do rapaz, mas algo ainda mais irritante o incomodava. Seja lá o que acontecesse, ele não permitiria que o filho do embaixador molestasse as mulheres de lá.
— O senhor já acabou de comer? — O filho do embaixador olhou para o pai com súplica. — Podemos dar uma passadinha do outro lado da rua?
Ele era como um filhotinho de cachorro tentando se soltar da guia. Shazim teve de agarrar rapidamente um copo que quase caiu no instante em que o rapaz se levantou da mesa em sua pressa para sair do restaurante.
Shazim o alcançou já à porta. Seus seguranças pairavam ali. Com um olhar, ele pediu que seus homens se afastassem.
— Você não está um pouco velho para isso? — Ele meneou o queixo para as janelas tingidas de cor-de-rosa da boate, onde figuras sombrias ondulavam de um lado a outro.
A essa altura, o embaixador havia se juntado a eles, e havia o risco real de um escândalo.
— Vá com ele, Shazim — suplicou o embaixador. — Assegure que ele não vá se meter em encrencas, sim? Por favor? Por mim?
Pedindo a um dos seguranças que escoltasse o estadista mais velho até em casa, ele meteu um maço de notas na mão do maître e acompanhou o filho do embaixador restaurante afora.
Ah, pelo amor de Deus! Isso era ridículo. Sua amiga Chrissie não era exatamente carente no quesito peitos, mas também não era dona de uma bela comissão de frente, incomodou-se Isla enquanto tentava espremer seus seios imensos no biquíni microscópico.
Se alguém tivesse perguntado a Isla a última coisa na Terra que ela gostaria de fazer, certamente seria dançar toda sexy num salão cheio de homens — e havia todos os motivos para tal; mas Chrissie era uma boa amiga e estava enfrentando uma emergência familiar esta noite.
O passado não era capaz de ressurgir e machucá-la, disse a si mesma com veemência, não a menos que ela permitisse, e esta noite não permitiria.
A morte de sua mãe, 18 meses atrás, a abalara imensamente, e o que acontecera logo depois do funeral ainda era capaz de desestruturá-la, mas esta noite era a noite de Chrissie, então ela ia dar continuidade ao trabalho — isso se conseguisse enfiar seus seios no confinamento do tecido. 
Virando-se para lá e para cá, ela mediu o fator de risco de seus seios vazarem para um lado quando ela fosse para o outro. 
Eis a prova viva de que ninguém era capaz de espremer um litro num jarro onde só coubesse meio. Nem podiam transformar uma mulher comum e atarracada numa sílfide sensual do dia para a noite. 
Isla era uma aluna realista no departamento de ciências veterinárias. Longe de fazer o tipo deslumbrante, ela geralmente tinha sujeira de origens indescritíveis sob as unhas.
Olhando pelo lado positivo, a roupa era linda. Ela adorava um bocadinho de brilho, e o biquíni era de um rosa intenso e lindamente decorado com continhas de cristal e lantejoulas. Ficaria fantástico em Chrissie, assim como em qualquer mulher com estrutura normal, mas nas formas avantajadas e pesadas de Isla?

Descoberta do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Um conto de fadas?

Destratada pela madrasta e pela meia-irmã, Ellen Mountford vive às margens da família, sentindo-se indigna e rejeitada. 

Contudo, quando o poderoso magnata Max Vasilikos aparece querendo comprar a propriedade que pertencera ao pai dela, Ellen sabe que não pode mais se omitir. 
Sob o olhar arrogante do imponente grego, ela luta com a vontade de se esconder e o enfrenta. Intrigado, Max a convida para um baile de gala, e fica perplexo com a transformação. 
Agora, Ellen não é mais a reclusa desajeitada que ele conheceu, e sim uma bela mulher… e Max não consegue pensar em outra coisa além de seduzi-la.

Capítulo Um

Max Vasilikos sentou seu corpo alto na cadeira de couro junto à mesa de trabalho e relaxou, esticando as pernas longas à sua frente.
— Está bem, o que você tem para mim?
O corretor imobiliário dele no Reino Unido entregou-lhe um conjunto de brochuras com fotos.
— Acho que temos boas ofertas aqui, sr. Vasilikos — disse ele esperançoso para aquele que era um de seus clientes mais exigentes.
Max olhou o material de relance e, então, deteve os olhos numa das propriedades.
Uma casa de campo inglesa, feita de pedra amarela, com trepadeiras floridas subindo pela varanda, circundada por jardins verdejantes e bosques tranquilos, com um vislumbre de um lago para além do gramado. Banhado pelo sol, o lugar inteiro tinha um encanto que atraiu o olhar dele, fazendo-o querer vê-lo pessoalmente.
Pegando a brochura, ele desviou o olhar para o corretor.
— Esta aqui — disse decidido.
Ellen parou no corredor de cima. Pôde ouvir a voz aguda da madrasta vindo da sala de estar.
— Isto é exatamente o que estive esperando! E não vou deixar que aquela maldita garota tente estragar tudo... outra vez!
— Temos que vender este lugar depressa!
A segunda voz foi da irmã de criação de Ellen, Chloe, petulante e insatisfeita.
Ellen apertou os lábios. Estava bastante ciente da fonte das insatisfações delas. Quando Pauline se casara com o pai viúvo de Ellen, ela e a filha Chloe tinham apenas um objetivo — gastar o dinheiro dele no estilo de vida luxuoso que almejavam ter. Agora, tudo que restara, depois dos anos em que elas haviam esbanjado, era a casa que haviam herdado em conjunto com Ellen após a morte repentina de seu pai no ano anterior, após sofrer um ataque cardíaco. E mal podiam esperar para vendê-la. O fato de ser o lar de Ellen e de estar na família dela havia gerações não as preocupava nem um pouco.
A hostilidade de ambas em relação a ela não era nada novo. Desde o momento que tinham invadido sua vida, Pauline e a filha tinham tratado Ellen com total desprezo. Como Ellen — alta e desajeitada, andando “como um elefante”, como sempre a tinham descrito — podia se comparar com a esguia, delicada e tão bonita Chloe?
Ela desceu o resto da escada deliberadamente devagar, para ouvir as vozes das duas. Parecia, pensou pesarosa, que a madrasta tinha esperança de haver um comprador em potencial para Haughton. Apesar de saber que precisaria recorrer a uma ação legal contra a enteada a fim de forçar a venda, Pauline insistia em manter a casa no mercado e tentava vencer a resistência de Ellen e fazê-la concordar em vender a propriedade.
Mas o coração de Ellen endurecera naquele primeiro inverno sem o pai, quando a madrasta e Chloe tinham passado férias no Caribe. Ela dificultaria ao máximo para que Pauline vendesse sua casa adorada — a casa em que fora feliz até o dia terrível em que a mãe morrera num acidente de carro, levando o pai a tamanha solidão que o tornara perigosamente vulnerável às ambições avarentas de Pauline.

Um Brinde à Fortuna

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Como agarrar um Milionário
Amor ou dinheiro? 

Por que não os dois? Afinal, milionários também precisam de amor! 
Essa ideia era defendida por Tônia Benson, em seu best-seller Como Agarrar um Milionário, e estava tendo a maior repercussão! 
Os conselhos que ela dava no livro eram resultado de sua própria experiência de vida. 
Casada duas vezes, enviuvara uma e estava prestes a se casar com seu terceiro milionário. Isto é, se conseguisse chegar inteira, depois daquela série estafante de viagens promocionais! 
Como se não bastasse, também teria de provar que os conselhos do livro eram mesmo eficazes, ao serem capazes de fazer três voluntários de um concurso de tevê encontrarem seus amores milionários. Porém, qual não foi seu espanto ao descobrir que um deles era seu ex-marido!

Capítulo Um

— Ok, pessoal! — disse Tônia Benson aos alunos que as­sistiam à sua palestra sobre flerte. — Essa é para as mulheres, em específico. Imagine que um es­tranho a olha de alto a baixo e aponta pelo menos um pé em sua direção. Isso é apenas uma coin­cidência ou o fato de ele estar apontando os sa­patos em sua direção significa algo?
Essa pergunta sempre causava risos na plateia, mas Tônia continuou com uma expressão impas­sível. Apontar o sapato na direção de outra pessoa às vezes significava uma maneira inconsciente de demonstrar interesse. E isso não apenas por parte dos homens, mas também das mulheres.
Uma das alunas levantou a mão.
— Significa que ele quer se aproximar, mas que pode acabar pisando no seu pé?
Seguiu-se outra onda de risos.
— Ou então que ele quer bancar o Fred Astaire e dançar um tango com você — brincou outra das alunas.
Tônia não conseguiu se manter séria depois de ouvir aquilo. A turma composta por trinta alunos era mesmo muito bem-humorada. Não se tratava de uma aula exatamente, mas de uma palestra con­tendo dicas sobre como conquistar o sexo oposto.
Estavam a bordo de um transatlântico que aca­bara de zarpar em direção à Riviera Mexicana. Não apenas o cruzeiro, mas também a palestra de Tônia, faziam parte da exaustiva campanha promocional do livro Como Agarrar um Milionário.
A palestra começara cerca de quinze minutos antes, mas um retardatário chegara havia cerca de dois minutos e sentara-se em uma cadeira no fundo da classe.
Enquanto os alunos se preocupavam em respon­der às suas questões, Tônia decidiu utilizar um dos métodos de linguagem corporal. Tendo o cuidado de observar para onde estava apontando o pé direito, arriscou um olhar para o aluno retardatário que, por sinal, era o único homem da turma.
Ele conseguira ajeitar o corpo atlético na cadeira inapropriada para um homem com um metro e oitenta de altura, e a impressão que transmitia era de que estava até bastante à vontade. Todavia, não era a postura dele que preocupava Tônia no momento, nem o fato de ele estar vestido apenas com uma sunga e uma camiseta regata. O que mais a incomodou foi o detalhe de o pé dele estar apontando diretamente em sua direção.
— Não pode significar que ele quer se casar e ter filhos com você? — perguntou o retardatário, com uma inconfundível voz aveludada.
Tônia sentiu o rosto esquentar, e não apenas pelo fato de ele haver acertado a resposta. Aquele também era seu ex-marido e o que ele dissera tinha um tom muito particular.
O choque de encontrar Christopher McGrath na plateia do programa onde estava divulgando seu livro acabara se transformando em uma espécie de pesadelo do qual ela não conseguia mais acordar.
Não via Christopher havia quinze anos e deparar-se com ele no programa de entrevistas de Babs Randazzo parecera uma brincadeira de mau gosto do destino. Como se não bastasse, ele fora um dos voluntários escolhidos para pôr em prática as dicas do livro.
As regras do concurso eram simples. Tônia se dispusera a servir como consultora para cada um dos candidatos. Qualquer um deles que conseguis­se conquistar um milionário, ou no caso de um homem, uma milionária, utilizando as dicas de seu livro receberia um prêmio especial da emis­sora de tevê e da editora.
E ali estava Christopher assistindo à sua pa­lestra e provavelmente esperando uma consultoria pessoal. Por isso, estava fadada a passar sete dias ao lado dele, naquele cruzeiro de Los Angeles até o cabo São Lucas.
Pelo menos tivera a sorte de a equipe de câmeras do programa de Babs Randazzo, que tam­bém se encontrava no transatlântico, não estar filmando sua palestra no momento.
Entretanto, iriam filmar o coquetel oferecido pelo capitão à noite, e isso já era muito preocu­pante. Esperava que Cláudia Barnes, sua empre­sária, conseguisse pelo menos comparecer ao evento, para salvá-la de alguma situação mais emba­raçosa. Cláudia começara a passar mal pouco de­pois de haverem embarcado e não conseguira mais se levantar da cama. — O que ele disse?


Série Como agarrar um Milionário
1- Feitiço do Luar
2- Milionário Irresistível
3- Um Brinde à Fortuna
Série concluída

Milionário Irresistível

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Como agarrar um Milionário
Millie e as irmãs haviam dado muitas risadas, quando ela ganhara aquele livro com um título tão ousado.

Fizeram até piadinhas sobre a necessidade de terminarem a faculdade e de não terem dinheiro para isso. 

Porém, Millie acabou gostando da ideia e traçou um plano: iria convencer o irresistível milionário Rino Corrigan a se casar com ela!
Mas jamais imaginara que aquele modelo de perfeição masculina tinha seus próprios planos em mente, e que pretendia se tornar uma perigosa tentação para ela.
Seria Millie capaz de conciliar tantos interesses sem se entregar à chama da paixão?

Capítulo Um

Millie Brown empurrou a fita para dentro do videocassete e se afastou um pouco, esperando que a imagem aparecesse. Atrás dela, suas irmãs falavam alto, discutindo por pequenas futilidades, como sempre.
— Você estourou as pipocas na manteiga! — acusou Pru, com seu habitual tom dramático.
Em setembro, Prudência estaria se tornando uma atriz iniciante, quando concluísse o curso básico de teatro, e precisaria começar a estagiar e a se espe­cializar. Isso se o plano de Millie funcionasse.
— Sim, estourei-as na manteiga — admitiu Es­perança. — Sei que a gordura vai direto para seus quadris, mas Gló e eu não temos o mesmo pro­blema, e não vejo por que deveríamos nos abster desse pequeno prazer por sua causa. E pare de exagerar! Não há produtores nem diretores assis­tindo à sua encenação.
Esperança tinha mais um ano e pouco pela frente, antes de conseguir o bacharelado em literatura e poder começar sua carreira como romancista. Aos dezenove anos, sonhava em ser uma autora pre­miada antes de seu trigésimo quinto aniversário.
— Prefiro ter gordura nos quadris a ter gordura no cérebro! — atacou Pru.
— Mas você não tem opção, por isso sua pre­ferência não fez diferença. Seu cérebro já foi do­minado — rebateu Esperança.
— E vocês duas, parem de me chamar de Gló! — falou Glória, dominada pelo clima de discussão que se havia formado. — Já pedi um milhão de vezes para não me chamarem mais dessa forma. Não sou mais uma garotinha. Meu nome é Glória! Glória!
Ela estava no primeiro ano de um curso de três, na Escola de Criação e Artes Plásticas de Los Angeles, e tinha um temperamento bastante apro­priado para uma futura artista excêntrica.
Millie apertou o botão de pausa no videocassete e se virou para as irmãs, que formavam um im­pressionante trio de lindíssimas ruivas, sentadas no sofá.
A beleza chamativa, quase rude, das três garo­tas era um constante lembrete de que ela era ape­nas uma meia-irmã. Seus cabelos castanho-claros e sua delicadeza mostravam uma diferença tão grande de aparência que quase ocultavam as ín­fimas semelhanças com as três em seus traços admiráveis. Todas, porém, eram lindas.
Mas a consciência de tais detalhes jamais obs­truíra o amor intenso que sentia por cada uma delas, mesmo quando estavam sendo infantis.
As garotas haviam passado os últimos meses em suas respectivas escolas, desde o Natal, e es­tavam reunidas no apartamento de Millie, para passar as primeiras semanas das férias de verão. Seriam dias de atritos e ajustes.
Vinha lidando com os egos artísticos das três des­de a morte da mãe, quando ela tinha catorze anos e ficara com a tarefa de criar as irmãs menores.
A implementação de seu plano ocorreria no dia seguinte, o que a estava deixando tensa e aflita. Se não funcionasse, as carreiras das garotas es­tariam acabadas. Mas Millie não queria nem pen­sar nisso. Prometera ao pai delas que cuidaria para que as três se formassem no curso superior.
— Prestaram atenção no que estão fazendo, ga­rotas? — perguntou Millie, encarando-as. — O pai de vocês as batizou como Esperança, Prudên­cia e Glória, mas ouçam só como estão gritando!
— E muito desagradável ter um nome tão bí­blico — declarou Glória, pegando a gigantesca ti­gela de pipoca do colo de Prudência. — Todos es­peram que você aja de acordo com seu nome. Por que não recebemos nome de flores? Seria bem mais fácil ser apenas linda e perfumada...
Pru revirou os olhos e pegou a tigela de volta, dizendo:
— Porque nosso pai era um pastor, e não um botânico! 


Série Como agarrar um Milionário
1- Feitiço do Luar
2- Milionário Irresistível
3- Um Brinde à Fortuna
Série concluída

Feitiço do Luar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Como agarrar um Milionário
Como agarrar um milionário

Emilie Storrs se surpreendeu ao ler o título do livro que a irmã lhe dera. 
Seriam os conselhos indicados pela autora suficientes para fazê-la conquistar um milionário sexy e irresistível? 
Decidiu que o melhor lugar para descobrir isso seria o Caribe, com suas paisagens paradisíacas, freqüentadas por milionários excêntricos. 
Porém, logo se descobriu perigosamente atraída pelo charmoso Tyler Weston, dono de estonteantes olhos azuis.
Só que ele era apenas um barman, e não poderia oferecer a riqueza que Emilie procurava...

Capítulo Um

“Tudo bem", pensou Emilie. "Tentarei realizar essa loucura e encontrar um pretendente milionário. Mas duvido que exista algum homem rico tão sexy quanto esse barman."
Tentou não olhar para ele, mas simplesmente não conseguiu se conter. A luxuosa estação de férias, com prédios brancos, pátios internos e trilhas arborizadas, gramados verde-esmeralda e praias de areia clara pareceu sumir de repente. Para Emilie, restava apenas a imagem daquele irresistível desconhecido.
Ele era alto, forte e tinha um físico invejável. 
Sua pele era perfeitamente bronzeada, por certo como conseqüência das horas que passava sob o sol tropical. 
Os cabelos castanho-claros iam além da linha do colarinho e tinham algumas mechas aloiradas. Seus olhos eram tão azuis quanto o mar do Caribe, e o amplo sorriso o deixava com uma aparência ainda mais estonteante. 
A camisa pólo e a bermuda caqui enalteciam os músculos rijos que os preenchiam, demonstrando a força que ele poderia utilizar se fosse preciso.
Não havia homens como aquele em Chicago, pensou Emilie. Nunca encontrara algum entre seus antigos clientes, nem na vizinhança do minúsculo apartamento onde morava, antes que a mudança na política e os cortes nos gastos da empresa a deixassem sem emprego, quatro meses antes. Os homens que ela conhecia em Windy City costumavam ser pálidos e viviam sempre estressados.
No entanto, encontrava-se muito longe de Windy City no momento. A estância Golden Key, situada em uma paradisíaca ilha do Caribe, três quilômetros a oeste de St. Thomas, era o local onde, supostamente, ela encontraria seu amor milionário.
Lera Como Agarrar um Milionário e recebera instruções da própria autora, Tônia Benson. Um dos capítulos dizia que para conhecer milionários era preciso ir aos lugares que eles costumavam freqüentar. Golden Key era o local perfeito, mas a única maneira que Emilie encontrara de entrar na estância fora se inscrevendo para trabalhar como garçonete.
Entretanto, como conseguiria prestar atenção a algum dos hóspedes milionários com aquele verdadeiro deus grego à sua frente? Com aquela aparência, que importância tinha que ele fosse um barman e que tivesse uma conta bancária reduzida?
Na verdade, a idéia do casamento com um milionário fora de sua irmã, Corinne. Ela conquistara um milionário e casara-se com ele, anos antes. Corinne o conhecera na faculdade e, por sorte, ambos haviam se apaixonado à primeira vista. Jonathan era descendente de uma das famílias mais ricas de Chicago, mas esse não fora o fator decisivo para Corinne aceitar se casar com ele. Os dois se amavam de verdade.
Contudo, assim que os dois passaram a morar na luxuosa casa em Lake Shore Drive, e que Corinne passara a desfrutar do benefício de nunca mais ter de viver com um orçamento apertado, ela aconselhara a irmã mais nova a procurar um pretendente rico.
Tentara até apresentá-la para alguns amigos ricos e solteiros do marido, mas Emilie os considerara pessoas muito vazias e superficiais.
— Você tem um coração muito nobre e sei que está fazendo diferença na vida das pessoas — Corinne lhe dissera. — Mas também pode fazer essa diferença com dinheiro, querida. Veja, por exemplo, quanto arrecadei naquele último bazar para ajudar desabrigados. O baile de caridade para ajudar crianças com câncer também foi bem-sucedido. Assim como outras atividades para arrecadar fundos para a Cruz Vermelha.
Era verdade. Corinne arrecadava muito dinheiro para pessoas necessitadas e sentia-se realizada fazendo isso. Ela própria, no entanto, passara os últimos quatro anos trabalhando como uma mal remunerada assistente social do Departamento de Serviços Sociais. Até ser despedida.

Série Como agarrar um Milionário
1- Feitiço do Luar
2- Milionário Irresistível
3- Um Brinde à Fortuna
Série concluída

Folhas de Outono

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Bela e rica, Luenda significava um prêmio para um homem sem escrúpulos. 

Luenda sentia o desejo crescer à medida que a boca de Gwill buscava a dela. 
Desejo ou cobiça? Lá dentro, uma voz a mandava tomar cuidado. 
Como herdeira de uma fortuna, ela era um alvo em potencial para as ambições de qualquer homem...Devagar, Luenda foi se soltando daquele abraço, daquele beijo envolvido numa suspeita fatal: por acaso seria o beijo da traição?
Capítulo Um

Luenda Morgan acordou para a beleza serena de uma manhã de outono em Auckland, na Nova Zelândia, e logo a lembrança de seus angustiantes problemas lhe veio à mente. Amargurada, pensou que a tranqüilidade à sua volta era apenas ironia... A bela paisagem que se descortinava pela janela, com o sol refletindo nos cascos brancos dos barcos ancorados na baía, só servia para recordá-la de que logo precisaria sair daquela casa; onde passara a melhor fase da vida, ao lado dos três irmãos pequenos: Judith e Diana, as gêmeas de doze anos, e Davy, com somente dez.
Até receber aquele último golpe, sentira-se capaz de enfrentar as sucessivas crises que vinham se abatendo sobre a família desde a morte de sua mãe. 

As três crianças haviam superado bem o infortúnio, pois tanto Luenda quanto seu padrasto, Tony Sherborne, cuidaram para que nada lhes faltasse.
Quando as coisas pareciam retomar seu curso normal, Tony mergulhou numa profunda depressão e, após insistentes conselhos médicos, iniciou uma série de viagens na tentativa de se recuperar da tristeza conhecendo novas paisagens e culturas que em nada o lembrassem a figura bela e adorada de Nicole. 

Se a princípio Luenda achara excelente a idéia e dera todo seu apoio, logo se chocou ao descobrir as dívidas que ele havia contraído, dilapidado um patrimônio que fora acumulado durante toda uma vida. E, o que era pior, deixando cada centavo numa mesa e jogo.
Luenda tinha apenas onze anos quando Tony se casara com sua mãe, e aprendera a amar aquele homem gentil e carinhoso que sempre lhe dedicara tanto carinho. Por isso, quase não conseguiu reunir forças a fim de partir para Las Vegas, onde o padrasto sofrera um ataque cardíaco de conseqüências fatais.
Após cumprir todas as formalidades necessárias para o enterro, um telefonema frio e impessoal colocara-a a par da real situação financeira da família. Tony levantara vultosos empréstimos, dando como garantia a empresa, e até mesmo a casa, na qual moravam.
Apesar de lhe condenar a atitude leviana, ela decidiu esconder das crianças a extensão da loucura do pai, justificando o corte de regalias como simples resultado da ausência da mesada de Tony.
Com algumas economias pessoais conseguira sustentá-los durante as férias de verão, e em fevereiro precisara vender o luxuoso carro da família para matriculá-los na escola. 

Depois fora a vez de se desfazer do pequeno automóvel da mãe, usado para levar as crianças ao colégio, e da velha lancha, pela qual alcançara um bom preço. Mas o dinheiro simplesmente desaparecera, e ainda havia hipotecas para' saldar. E, a julgar pelos preços proibitivos de casas e apartamentos, mesmo em bairros populares, teriam de morar de aluguel, após a venda da mansão.
Luenda estava a ponto de entrar em pânico quando recebera uma carta de uma firma de procuradores, comunicando-lhe a recente morte de Megan Richards, na Califórnia, e obrigando-a a tomar algumas decisões bastante difíceis.
Fora penoso descobrir que aquela encantadora mulher de cabelos grisalhos e riso fácil, que entrara em sua vida há um ano, revelando-se uma excelente amiga, falecera longe de sua terra natal.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Amor Profundo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Herdeiros Secretos

Há segredos que nem o dinheiro pode revelar...

Um segredo precioso. Uma mulher obstinada.
Após descobrir que tem um herdeiro, o sheik Zafir el-Khalil está disposto a tudo para proteger a criança… até mesmo se casar com a mulher que o traiu.
Porém, Darcy Carrick não é mais a menina inocente que ele conhecera, e se recusa a se submeter às ordens de Zafir.
No passado, o coração dela se derreteria ao ouvi-lo pedindo que ela se torne sua esposa. 
Agora, ele precisará de muito mais do que apenas palavras doces e toques sedutores para convencer Darcy a ser sua rainha!

Capítulo Um

A queda de cima do alto muro aconteceu em um instante, ainda que, de forma estranha, o tempo tenha parecido desacelerar enquanto Darcy observava a si mesma caindo. Algo muito parecido com uma misteriosa experiência fora do corpo. As imagens alcançavam a mente dela em lampejos — havia algo acontecendo, mas não parecia real — exatamente como em um sonho.
O problema é que Darcy tinha perdido a concentração, já que sua mente estava tomada pela enervante missão que tinha diante de si: acalentava a esperança de se encontrar com o carismático dono daquela impressionante mansão, para contar que o apaixonado caso entre eles gerara um bebê.
A dor imensa que atravessou seu tornozelo quando atingiu o chão lhe deu algo ainda mais pertinente com que se preocupar. Resmungando como uma dama realmente não deveria fazer, esfregou a área machucada, estremecendo quando a dor se intensificou de forma excruciante.
Como, em nome de Deus, conseguiria ficar em pé? Seu tornozelo estava ficando roxo e inchado, rápido demais para seu gosto. Qualquer chance de ter aquela conversa mostrando-se tranquila e imperturbável desaparecera, então...
Enquanto se dava conta disso, um homem grande e usando um terno preto e justo começou a correr na direção dela vindo do outro lado dos esplêndidos jardins. Darcy logo deduziu que era um segurança. Lembrou-se de sua intenção de permanecer o mais calma possível, não importando o que acontecesse. Respirou profundamente para tentar controlar as ondas de dor que a varriam, uma após a outra.
Quando o homem a alcançou, a respiração dele se condensava no ar frio de outubro, e Darcy notou que sua pele cor de oliva estava coberta por um brilho tênue de suor.
Apesar da situação em que se encontrava, Darcy ainda brincou:
— Poderia ter se poupado da correria. Eu obviamente não vou a lugar algum. Acho que torci o tornozelo.
— Você é uma jovem muito tola para se arriscar a fazer uma coisa tão idiota. Posso dizer-lhe agora que o sheik não vai ficar nada feliz com isto.
Sua compreensão de que ele estava se referindo ao homem que Darcy esperava desesperadamente ver a fez sentir-se como se tivesse batido contra um muro em vez de simplesmente cair dele.
— O sheik é o dono desta propriedade e você a invadiu. Devo avisá-la de que ele não vai encarar essa invasão como alguma coisa sem importância.
— Não... Eu acho que não.
Qualquer que fosse a forma como seu ex-amante reagisse ao vê-la, certamente não poderia fazê-la sentir-se pior do que já se sentia. Sim, poderia. Darcy já estava no limite antes do acidente, imagine agora, com a possibilidade iminente de ser confrontada por ele e acusada de invasão de domicílio.
— Olha, o que aconteceu, aconteceu, e por mais que eu precise explicar ao sheik meus motivos para estar aqui, primeiro vou precisar de sua ajuda para me levantar.
— Isso não me parece boa ideia. Você precisa ser examinada por um médico. Tentar ficar em pé pode agravar a lesão.



Série Herdeiros Secretos
1- Coração Intocado
2- União Avassaladora 
4- Amor único - a revisar
5- Amor profundo - idem

Uma Noite no Deserto

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Dominada pelo sheik.

Assim que Karim al-Hassan vê a sensual Lily Finch, ele decide conquistá-la. E o beijo escaldante que trocaram despertou em Karim um desejo que precisa ser saciado. 

Bem-sucedida e focada na carreira, Lily não pretendia misturar negócios com prazer… até a sedução implacável de Karim estraçalhar sua resistência. 
Ele só estava interessado em um caso passageiro, mas não demora para Karim começar a querer tê-la para sempre em sua cama.

Capítulo Um

— Muito obrigada pelo tempo dispensado, Sua Alteza.
A jornalista estava praticamente fazendo uma reverência a ele. Algo que Sua Alteza, Karim, realmente detestava.Mas ele conseguiu manter-se educado.
— Sem problemas. Prazer em conhecê-la.
Ele sabia que estava usando uma máscara tão falsa quanto a da jornalista.
Sem dúvida, ela pensava ter uma boa matéria em mãos. Aquela era a espécie de festa que sempre alimentava as colunas de fofocas dos tabloides... pessoas de alto nível do mundo dos negócios, políticos, acionistas, e uma profusão de astros e estrelas.
E ele sabia exatamente por que estava em foco. O rei Karim al-Hassan vinha participando ativamente de recepções com champanhe todos os dias nas últimas semanas, e de longos almoços que começavam antes do meio-dia e jamais acabavam antes das três.
Cinco anos atrás, eles podiam estar certos. Ele tinha sido muito festivo. Mas agora... isso fazia parte do passado. Embora isso pudesse lhe ser útil, as pessoas não se mantinham tão reservadas quando o encontravam no clima de divertimento, um frívolo diletante, charmoso e sofisticado.
O que todos os jornais desconheciam era que o copo de Karim usualmente continha água mineral com gás em vez de gim e tônica. Que ele possuía uma memória fantástica e não precisava tomar anotações... podia recordar-se de todos os detalhes de uma reunião e acompanhá-la com cartas e relatórios quando necessário. E nenhum deles imaginava que, quando ele deixava um almoço ou uma festa, trabalhava calculando números ou lendo relatórios até o amanhecer.
Desde que seu pai o incumbira de uma tarefa importante, desenvolver turismo e investimentos estrangeiros em Harrat Salma, Karim vinha sendo mais um homem de negócios do que um playboy. 

Pesquisara, encontrando as pessoas certas, fazendo os contatos certos, escrevendo seus planos de negócios. E agora precisava tirar o máximo proveito disso. Estabeleceria uma série de reuniões com pessoas dispostas a investir para ajudar a criar mais empregos, melhores infraestruturas e a chance de desenvolver fontes de energia sustentáveis no país. Tudo isso ajudaria a colocar Harrat Salma na vanguarda.
Mesmo enquanto ele conversava com um grupo de pessoas, sorrindo e fazendo comentários apropriados para mostrar que estava atento, a mente de Karim trabalhava em seu plano de negócios. Todavia, subitamente, alguma coisa — como um sussurro intuitivo em sua cabeça — o fez virar-se.
A mulher no outro lado da sala chamou-lhe a atenção, embora estivesse claramente vestida para ser invisível em vez de brilhar. Seus cabelos eram castanhos, presos na nuca. O vestido preto era simples e elegante. Ela usava sapatos de saltos baixos e nenhuma joia. O rosto não tinha maquiagem.
Estranho, muito estranho.

Caminho de Felicidade

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

O milagre do amor fazendo renascer as esperanças no coração de Livy.

O inverno chegara mais cedo, e o manto da neve transformara a noite num espetáculo encantador. 
Sentada à frente da lareira, Livy pensava em Corbin Radbrook, um estranho que entrara sorrateiramente em sua vida e apossara-se de seu coração, fazendo-a descobrir a força de um verdadeiro amor. 
Queria estar com aquele homem, entregar-se a ele, em busca da felicidade tão almejada. 
Mas Livy sabia que essa felicidade poderia se transformar em desespero, quando Corbin descobrisse o segredo que a atormentava.

Capítulo Um

— E então, seus malandros — o tom de Livy era acusador —, qual de vocês foi o culpado?
Os dois gatos siameses ficaram a encará-la, imperturbáveis, sem piscar os olhos azuis. Em seguida, o menor deles, indolentemente, afastou-se majestoso pelo corredor.
O maior, com ar culpado, esgueirou-se também pela porta aberta do banheiro, provocando o suspiro desanimado de Livy.
— Oh, Mischa, que coisa mais feia! — a censurou, pondo de lado a brocha com que estivera pintando as paredes de um dos banheiros, uma das suas tarefas durante o inverno no hotel de sua propriedade, na ilha de Wight.
Enquanto isso, a pequena Daisy, de quatro anos, continuava aos berros no colo da mãe, Sônia Barnes, apontando para o leve arranhão em sua perninha gorducha. Seus gritos desesperados tinham feito Sônia correr em seu socorro, até o pátio dos fundos, onde a mimada garotinha estivera brincando. Depois, com a filha no colo, viera até onde Livy se encontrava, anunciando como se tratasse de um ferimento mortal.
— Um dos seus gatos arranhou a pobrezinha!
Devido a experiências anteriores, Livy sabia que a pequena e terrível Daisy devia ter provocado os gatos, aos quais costumava apertar e puxar-lhes os bigodes. Para Sônia, no entanto, a filhinha adorada era incapaz de fazer algo errado.
No momento, apertando nos braços a menina, repetia em tom meloso:
— Pobrezinha; pobre do meu bebê...
Acostumada com a pantomima, Livy sugeriu, por desencargo de consciência:
— Coloque um pouco de mertiolate para desinfetar.
E, abrindo a porta do armário dos remédios, tirou o vidro, oferecendo-o a Sônia.
Diante disso, os gritos de Daisy tornaram-se ainda mais escandalosos, e, apesar das tentativas da mãe no sentido de acalmá-la, a criança começou a se debater e a dar pontapés. Acabou fazendo voar o vidro de desinfetante, que foi espatifar-se no chão, espalhando o conteúdo pela parede recém-pintada.
Ouvindo a praga que escapou involuntariamente dos lábios de Livy, a garotinha percebeu que fora longe demais e, por fim, parou de chorar.
No mesmo instante, um homem surgiu à porta do banheiro. De barbas brancas pouco crescidas e rosto curtido pelo sol, assemelhava-se, sem sombra de dúvida, ao que de fato era: um lobo do mar aposentado.
— Cansei de chamar você, Livy. Acontece que, com essa barulheira, nem uma sirene de nevoeiro seria ouvida. O que houve desta vez por aqui?
Daisy ergueu a perna na direção dele, exibindo o minúsculo machucado. De cenho franzido, o velho marinheiro examinou a região do ferimento, dizendo:
— Não estou vendo nada.
— Mischa arranhou-a!