quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Senhor do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Ricos e Reclusos
Julianne se sentia uma prisioneira no remoto castelo de Zach Keller. 

Ele deveria ser seu protetor, mas Julianne ficava totalmente exposta sob seu olhar. E, para piorar, Zach insiste que a única forma de mantê-la em segurança, é se ela se tornar sua esposa. Agora, Julianne precisa encontrar uma maneira de fugir. Afinal, está a um passo de dizer sim para tudo o que ele deseja…




Capítulo Um

— Isso não fazia parte do plano — reclamou Julianne Johnson, as palavras engolidas pelo ronco da lancha a caminho de Promontory, uma das ilhas de San Juan, na costa de Washington. De acordo com informações obtidas na internet, o arquipélago, dotado de vilas de pescadores, povoados, habitado por artistas e pistas para bicicleta, era um paraíso para turistas. Mas não Promontory — ou Prom, como o piloto da lancha chamava o lugar –, onde só se chegava de barco particular ou helicóptero, no qual era proibido o acesso a embarcações de passeio turístico.
Ao aproximar-se, observou a ilha. Como podia ser tão isolada e ter turistas? Embora tivesse sido despachada para o local visando mantê-la isolada durante o julgamento do irmão, ganharia a vida trabalhando para Zach Keller, proprietário do Spirit Inn. Se havia um hotel, devia haver hóspedes, certo?
Talvez a ilha não fosse tão isolada quanto imaginava.
— Onde fica a cidade? — perguntou ao condutor do barco, o sr. Moody, um homem na faixa dos 60 anos, cabelo grisalho e porte atlético.
Ao acompanhar seu gesto, ela só avistou árvores, penhascos e um enorme rochedo projetado sobre o Oceano Pacífico.
Purgatório parecia uma descrição mais apropriada para a jovem de 23 anos da Califórnia do Sul, terra do sol e de shoppings, obrigada a viver aprisionada, cercada de água por todos os lados e sem um shopping decente.
Não tinha escapatória.
A lancha desacelerou de repente e se esgueirou entre outras, prova de que outros seres humanos moravam na ilha.
O sr. Moody atracou e lhe ofereceu a mão para subir ao cais flutuante, que balançava e se inclinava à medida que se aproximava da terra. Havia um jipe estacionado e só; nenhum outro sinal de vida.
— Onde fica a cidade? — repetiu Julianne.
— Yonder — disse, espichando o pescoço com uma das malas da jovem em cada mão.
— O que é isso?
— Tem uma loja e um posto de gasolina.
— Só isso?
— Não precisamos de mais nada.
Passaram por uma estradinha estreita e pavimentada. Em poucos minutos, uma estrutura apareceu a distância. Observou com crescente assombro os detalhes da construção.
— É um castelo — murmurou, deslumbrada.
— Todas as pedras foram trazidas da Escócia.
— Pelo sr. Keller? — Ela imaginou o novo chefe de saia xadrez, o cabelo ruivo despenteado pela brisa do oceano.
— Não. Por Angus McMahon há muito tempo.
O sr. Moody estacionou ao lado da construção. Saltaram do jipe e se aproximaram de um arco de pedra abrigando uma sólida porta de madeira. A temperatura fria de final de novembro os acompanhou ao entrarem no castelo. Os passos ecoaram pelas paredes e pisos de pedra cinzentas enquanto Julianne o seguia da área de serviço até um espaço com uma enorme lareira antiga, embora abrigasse uma cozinha moderna com equipamentos de aço e bancadas de granito.
Uma mulher ruiva, alta e robusta lavava alface na pia. Não abriu um sorriso.
— Minha mulher, Iris — apresentou o sr. Moody.
— Bem-vinda, srta. Johnson.


Série Ricos e Reclusos
2- Senhor do Desejo 

Amante da Meia-Noite

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Ricos e Reclusos
Selene Winston sabe que foi contratada para remodelar a mansão de Adrien Morrell, não para ter um caso com ele.

Ainda assim, seu recluso chefe assombrava seus sonhos mais escaldantes; fantasias enlouquecedoras povoavam sua mente. 
E não demora para que Selene sucumba a essa atração. Porém, se ela deseja algo mais do que apenas um amante, precisa domá-lo também além das quatro paredes.


Capítulo Um

Maison de Minuit. A Casa da Meia-noite.
O nome em si parecia sinistro, mas a sombria fazenda da Louisiana simbolizava os primeiros passos sérios de Selene Albright Winston em direção à liberdade.
Reunindo coragem, Selene saiu do carro, a apreensão acompanhando cada passo seu, enquanto ela andava para a longa varanda. Nem mesmo o sussurro de um vento movia as folhas e apenas o canto ocasional de uma cigarra perturbava o silêncio. Grandes carvalhos antigos se estendiam pelo gramado como sentinelas sinistras espantando intrusos. A grama alta estava repleta de ervas daninhas e não havia flores adornando os canteiros alinhados com a cerca-viva.
Ela parou a alguns metros da varanda para analisar a casa, que parecia ter sido abandonada também. Em muitos aspectos, tinha sido, pelo menos aparentemente. A fachada amarela-clara da mansão grega mostrava sinais de envelhecimento, assim como as persianas e as seis colunas enormes sustentando a estrutura... Todas estranhamente pintadas de preto. Ela esperava que o interior estivesse melhor do que o exterior, do contrário, nem mesmo a pessoa mais curiosa ousaria pôr os pés neste lugar. Na verdade, virar-se e voltar para a segurança foi o instinto inicial de Selene. Não desta vez. A segurança também tinha um preço.
Quando ela começou a subir a escada de madeira que levava à entrada, esta rangeu, como se fosse quebrar. Todavia, o ataque abrupto em sua mente provou ser muito mais perturbador.
Olhos. Olhos azul-claros. Olhos intensos.
Selene afastou a imagem da mente e fechou bem os olhos até fazê-la desaparecer. Mas quando galgou o segundo degrau, a visão voltou, roubando seu fôlego e sua confiança. Recusava-se a deixar isso acontecer. Não convidaria isso para seu mundo, não quando tentara tão arduamente, por tantos anos, manter aquilo reprimido.
Ela respirou fundo e ergueu um escudo mental invisível que desenvolvera para autoproteção, aliviada ao descobrir que este não a decepcionou enquanto ela subia o resto da escada e pisava na varanda.
Após breve hesitação, bateu à porta preta, então alisou o vestido vermelho sem mangas. Embora o tecido fosse leve, ela sentia como se estivesse usando um casaco de inverno. Prendera os cabelos na altura da nuca, entretanto, isso oferecia pouco alívio do calor imperdoável de junho. É claro, o nervosismo contribuía para seu desconforto, assim como o fato de que ninguém atendia às batidas à porta.
Ela bateu mais uma vez, sentindo-se tanto aliviada quanto ansiosa quando ouviu o som de passos se aproximando. Não tinha ideia de quem podia estar do outro lado da porta. Não tinha a menor ideia se encontraria um amigo ou um inimigo... ou, talvez, até mesmo o dono dos olhos perturbadores.
A porta finalmente se abriu para surgir uma mulher de olhos escuros, na casa dos sessenta anos, com cabelos grisalhos num estilo curto e clássico. Ela apresentava uma expressão reservada, porém não parecia ser ameaçadora.
— Posso ajudá-la? — perguntou ela numa voz suave que contrastava com as feições sérias.
— Você é a sra. Lanoux? — perguntou Selene.
— Sim. E você é...?
Pelo menos, Selene estava no lugar certo, mesmo se a mulher não parecesse saber por que ela estava lá.
— Selene Winston. Eu estou aqui para a restauração.
— Eu estava esperando você amanhã.
Quando elas tinham se falado, na última sexta-feira, Selene era capaz de jurar que elas haviam combinado que ela seria entrevistada para o trabalho na segunda-feira. Talvez ela devesse voltar para a hospedaria local, onde estava residindo pelos últimos dez dias, desde a fuga espontânea da Geórgia. Talvez devesse entender esse mal-entendido como um sinal de “Não Entre”.
— Se não é um bom momento, posso voltar amanhã.
— Imagine — disse a mulher, dando um passo ao lado e gesticulando para Selene entrar. — Bem-vinda à Maison de Minuit...

Série Ricos e Reclusos
1- Amante da Meia-Noite


Mestre da Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Ricos e Reclusos
Uma intensa noite de paixão abalou Tess McDonald tão profundamente que ela fugiu do hipnotizante desconhecido que a levou para a cama. 

Mas existem coisas das quais ninguém pode se esconder. 
Tess não fazia ideia da reação que o milionário Ben Adams teria quando soubesse que seria pai. Certamente não esperava que ele a convidasse para morar em sua luxuosa mansão. Ou que ambos desejariam transformar esse caso passageiro em uma união eterna.


Capítulo Um


Ao longo de seus 24 anos de vida, Tess McDonald tomara algumas decisões erradas, mas essa era a maior delas. Sempre fizera questão de não ser como a mãe, porém ali estava, cometendo os mesmos erros estúpidos. Talvez fosse o destino.
Ou apenas o acaso.
Ela ergueu os olhos para a enorme casa de mármore e granito, sombria e ameaçadora sob o céu triste. Agigantava-se a sua frente, como em um conto de fadas moderno, um castelo encantando onde nada era como parecia ser e monstros aguardavam, prontos para devorar donzelas incautas. E que conto de fadas estaria completo sem um príncipe prisioneiro e amargurado? Um solitário afligido por uma maldição terrível que só seria libertado pelo amor mais puro de uma mulher.
Entretanto, Tess deixara de ser sonhadora e se tornara prática há muito tempo. Contos de fadas não eram reais. Não havia príncipes — amaldiçoados ou não — nem castelos encantados, e o único monstro que conhecia era o padrasto que ainda morava com sua mãe em Utah.
Galgou os largos degraus de mármore até a porta de entrada, ergueu a mão com relutância — vamos lá, Tess, faça — e se forçou a apertar a campainha. O som forte penetrou as portas duplas com entalhes complicados, fazendo o coração de Tess disparar. Os segundo se passaram enquanto ela aguardava que alguém atendesse. Segundos que pareceram horas. Quando já estava quase convencida de que não havia ninguém em casa, a porta se abriu.
Esperara uma empregada ou mordomo todo uniformizado, é claro... possivelmente parecido com o Tropeço, da Família Addams. Entretanto, ali estava Ben, exatamente como ela o conhecera.
Misteriosamente sombrio.
Os cabelos negros alcançavam seu colarinho em ondas sedosas, e os olhos semicerrados, castanho-escuros e profundos, a analisavam. Tudo nele exalava prestígio e riqueza, desde o suéter preto de cashmere que parecia caríssimo, a calça preta feita sob medida, até o aroma perturbador de sua colônia.
Tess sentiu a mesma excitação que sentira quando o pegara olhando em sua direção do outro lado do bar, naquela noite. Seus olhares haviam se encontrado, e o calor que a invadira a deixara louca de expectativa.
Acontecia o mesmo nesse momento.
Ele não dissera nada naquela primeira noite. Só estendera a mão em um convite silencioso e ela a segurara. Depois, a conduzira para a pista de dança e, quando a tomara nos braços, apertando-a de encontro ao corpo, Tess derretera. Então ele inclinara a cabeça e roçara os lábios nos dela.
Existiam beijos e beijos.



Série Ricos e Reclusos
3- Mestre da Paixão 
Série concluída

Um Amor Australiano

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Charmoso, autoritário e auto-suficiente um homem inatingível!

O horizonte tingia e de uma profusão de cores queimado dourado ao púrpuro, num espetáculo deslumbrante. 
Sara, contemplando a imensidão dos campos australianos, sentiu que chegara a hora da difícil decisão. Estava de partida, mas não podia deixara Austrália sem revelar a Guy que o amava. 
Prometera a si mesma evitá-lo, sufocar a paixão que assumia proporções assustadoras em seu peito, mas fora impossível. 
Pela primeira vez faria o que a intuição mandava. Se Guy não a quisesse, aí sim partiria para sempre, levando consigo um grande amor no coração.

Capítulo Um

No táxi, a caminho do aeroporto, Sara reparou num Mercedes branco que seguia logo à frente, perguntando-se se os passageiros daquele veículo luxuoso também iriam para o mesmo destino.
De fato, o Mercedes estacionou à entrada do aeroporto e dois homens saltaram do veículo. Um, de cerca de sessenta anos, com uma elegância quase aristocrática. O outro bem... o outro Sara considerou um tipo perigoso. Não desagradável aos olhos, de modo algum: era alto, moreno e muito atraente. E parecia ter plena consciência disso, pelo modo como acendeu um cigarro e olhou ao redor, senhor de si, autoconfiante, o tipo de homem que provocava-lhe um velho sentimento de desconfiança e um desejo imperioso de manter-se a distância.
Conhecia muito bem homens daquele gênero. Afinal, seu pai era um deles belo, carismático, julgando-se um presente dos deuses para as mulheres. E, por detrás de tanta força e beleza, ocultava-se um ser cruel, egocêntrico, autoritário.
Apesar de tudo, Sara não pôde evitar de olhar demoradamente o desconhecido, com aquele misto de fascínio e pânico que sempre a acometia, quando deparava com homens assim.
— São seis dólares pela corrida, senhorita — o chofer do táxi interrompeu-lhe as divagações.
— Mas nós combinamos cinco dólares — ela protestou. — Lembra-se?
— Certo, doçura. Mas a senhorita chamou-me pelo telefone e a corrida até sua casa custou mais um dólar.
— Ah, sim, claro. — Sara abriu a carteira e entregou-lhe o dinheiro. — Aqui está. Obrigada.
O motorista saltou e retirou as duas valises de Sara do porta-malas. Então fitou-a com atenção.
— Ei, será que eu não a vi antes... Espere, você não trabalha na televisão?
— Sim, sou jornalista e faço entrevistas no programa de Evan Kirkman. — "Fazia", ela corrigiu-se em pensamento.
O motorista sorriu.
— Ora, é mesmo! Ei, você é um bocado bonita, sabe?
— Sou uma boa jornalista, também — ela replicou, num tom amável, mas firme. Sabia-se bonita e atraente, mas não supervalorizava esse dom. Preferia que as pessoas a vissem como uma boa profissional e não apenas como uma mulher desejável.
— Bem, imagino que você seja boa no seu trabalho, moça. Mas, sendo bonita como é, não precisa ser outra coisa, além disso. Deus caprichou bastante quando fez você, sabia?
Sara acenou à guisa de despedida e entrou no saguão do aeroporto. Comentários desse tipo, ela estava farta de ouvir. Desde a infância, aliás. Seu pai costumava dizer que os homens deviam ser avaliados por sua inteligência. As mulheres, por sua beleza. Que grande absurdo! 
E que injustiça para com ambos os sexos, ela pensou, lembrando-se da época em que manifestara o desejo de cursar Comunicações, com especialização em Jornalismo. Podia lembrar-se também de como o pai opusera-se violentamente à idéia. Segundo ele as mulheres eram irracionais, sentimentais em excesso, incapazes de manter um objetivo, descontroladas emocionalmente. E pensar que seu pai era um homem de vida pública, altamente respeitado!


Adorável Raptora

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Procurando vingança, Kirstie encontrou o amor!

Kirstie sequestrou Francis Grayson para impedi-lo de destruir o casamento de sua irmã. 

Isolados numa ilha, descobriu em Francis um homem terno, charmoso e sedutor, que em pouco tempo arrebatou-lhe o coração. 
Kirstie sabia que não deveria confiar nele, que seus gestos de ternura não passavam de um jogo para ela libertá-lo. Porém, só havia uma saída: mantê-lo prisioneiro, mesmo correndo o risco de se entregar a um homem que não sabia amar.
Capítulo Um

Francis Grayson passou a maleta de uma mão para a outra e a luz do elevador indicou o subsolo do estacionamento.Tudo estava em silêncio, pois a hora do rush já havia passado.
Ele notou, irritado, que os obstáculos estavam posicionados de tal forma que o impediam de chegar até o carro.
Colocou a maleta no chão e retirou as barreiras rapidamente, desobstruindo a passagem.
Então, com passos longos e determinados, cruzou o pátio e se dirigiu ao BMW prata metálico. As luzes alaranjadas formavam imensas sombras entre os pilares de concreto e era difícil imaginar que a noite lá fora ainda estava quente e iluminada.
Possuir o cargo de diretor executivo na Amalgamated Trust era, sem dúvida, uma conquista importante aos trinta e cinco anos.
A empresa possuía sede em Nova York e escritórios nas principais cidades dos Estados Unidos, além de já planejar investimentos em Londres, Paris, Roma e Tóquio.
Tal sucesso se devia a uma boa dose de sorte e, principalmente, a uma aguçada inteligência. Francis conhecia muito bem o tipo de dia em que tudo saía errado e lamentava que aquela sexta-feira estivesse sendo um deles.
Tentou controlar-se, uma vez que o dia de trabalho estava terminado. Talvez, ainda pudesse aproveitar a noite, apesar de seu encontro ter sido cancelado.
Possuía duas entradas para o teatro, e havia prometido à sobrinha Jolaine levá-la para passear. Iria ligar para a irmã, Patrícia, assim que chegasse em casa.
Ouviu passos leves que não eram o eco dos seus próprios, pois pareciam muito curtos.
Automaticamente, Francis olhou na direção do som a tempo de ver uma mulher loira passar por um dos pilares.
Tinha certeza de que nunca a havia visto antes, mas algo nos olhos imensos e nas formas delicadas lhe era familiar.
Esqueceu o assunto quando encontrou seu carro. Sentou no banco e colocou a maleta ao lado. Então, um fato curioso aconteceu.
A mulher loira caminhou até o outro lado do carro e apontou um revólver para ele enquanto dizia: — Olá, Francis.
Mesmo descarregada, a arma pesava desconfortavelmente. Kirstie a segurava com firmeza, a ponto de seus dedos ficarem brancos e a palma molhada.
Não sabia explicar por que Francis Grayson a havia surpreendido.
Ele não era exatamente o que esperava. O modo como havia caminhado pelo estacionamento despertara nela uma apreensão irracional e primitiva.
O corpo se movimentava com uma força e graça felinas que mal se escondiam sob a aparência civilizada. Os ombros largos, o movimento casual dos quadris, as pernas longas, tudo fazia parte de uma força poderosa que era apenas suavizada pelas linhas da boca e os dedos longos e delicados.
Uma intensa aura de masculinidade o envolvia, e Kirstie franziu as sobrancelhas, apreensiva.
Francis não havia se movimentado quando ela apareceu com o revólver e disse quase casualmente, enquanto os olhos verdes dele fixavam a arma: — Suponho que não adiantaria dizer que está cometendo um enorme engano, não é?
Imagens vieram à memória de Kirstie: a difícil decisão, a ansiedade e o medo que sentiu quando caminhou até aquele homem perigoso.
No momento em que ele a viu, ambos souberam que era tarde demais.
Respondeu quase gentilmente, e os olhos cinzentos escureceram.
— Não, não adiantaria.



Um Encontro Casual

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Um homem e uma mulher dispostos a amar e odiar.

Liliam caminhava apressada em meio à multidão. De repente, esbarrou em alguém e quase foi ao chão. Quase... porque um homem de mãos fortes a segurou prontamente. 
Quando o fitou, um pavor intenso ameaçou dominá-la. Ah, como se lembrava do tom azul daqueles olhos límpidos, que um dia amara. E do calor dos lábios que sentira contra os seus, anos atrás... Não havia dúvidas: aquele era Carl Dantine, o homem que Liliam jurara esquecer!

Capítulo Um

— É ela! — exclamou Carl Dantine. Viajara cerca de quatro mil quilômetros para encontrá-la, e ali estava ela, na rua central de Ketchum, em Idaho.
Turistas, pescadores, caçadores e comerciantes compunham um movimento diferente, naquele domingo ensolarado.
A cerca de cinquenta metros de distância de Liliam Treherne, Carl sentia o coração descompassado de emoção.
Agora que a encontrara, não tinha a menor pressa de abordá-la. Tampouco receava perdê-la, em meio a tantas pessoas. Muito alta e esguia, Liliam destacava-se na multidão. O jeans justo, a camisa xadrez e as botas davam-lhe um aspecto de singular elegância. Os cabelos longos e castanhos caíam-lhe em suaves cascatas pelas costas. Num gesto gracioso, Liliam jogou-os para trás e pôs o chapéu que trazia em uma das mãos. Um cão enorme, que poderia ser facilmente confundido com um lobo das montanhas, a acompanhava. Tinha os pelos longos e cinzentos e caminhava tranquilo ao lado da dona, pelo estreito tablado que fazia as vezes da calçada, naquela pequena cidade do Oeste.
"Meu Deus...", Carl pensou, fitando com surpresa e admiração aquela dupla curiosa. "Ela não está apenas mais linda do que nunca. Ela amadureceu, está segura de si... E caminha com o orgulho e a dignidade de uma verdadeira Treherne. E com que naturalidade se move, nesta manhã empoeirada e quente."
De fato, Liliam andava sem pressa, cumprimentando uma ou outra pessoa com um toque de dedos no chapéu. Às vezes, parava para abraçar alguém. Era uma mulher que chamava a atenção, e Carl podia jurar que não era apenas sua beleza que fazia os outros se voltarem para observá-la. Longe de ser grosseira, em seus trajes quase rudes, ela possuía uma aura de raro encanto, impossível de ignorar.
Carl suspirou, aos dezesseis anos, Liliam Treherne já era uma garota especial, excepcionalmente bonita. Mas agora, que ela devia estar pelos vinte e seis, tornara-se uma mulher fascinante.
Por um momento, ele recordou a última vez que a encontrara, logo após os funerais da mãe de Liliam. Ela contava, então, vinte anos.
— Nunca mais quero vê-los — ela dissera, com voz trêmula, indiferente às lágrimas que escorriam-lhe pelo rosto. — Benjamin Treherne e Carl Dantine... vocês envergonham a humanidade. É por causa de homens assim que o mundo está como está. Agora, pelo amor de Deus, sumam da minha frente. Quero esquecer que vocês existem.
Cari jamais se esqueceria do modo como ela o olhara, naquela tarde, seis anos atrás. Ele atendera à ordem de Liliam, por respeito aos funerais de sua mãe. E, de fato, desaparecera da vida dela. Agora, porém, nada no mundo o faria desistir de abordá-la.
Um grupo de turistas ruidosos saiu de uma loja de suvenires. Carregado de pacotes, um homem quase trombou com Liliam. O cão que a acompanhava rosnou, lançando a ela um olhar quase humano, numa expressão interrogativa.
— O que temos aqui, senhorita? — o homem indagou, pálido de medo. — Um lobo?


Promessas ao Entardecer

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Um amor adolescente, doce e proibido, mudou a vida de Alexandra.

De volta á França, Alexandra não pôde conter a ansiedade que a dominava. 
Em breve estaria com Dominic, ele a abraçaria, e ela aconchegaria seu corpo ao do homem amado, desfrutando do prazer do reencontro. Mas a realidade se impôs bem diferente, além de expulsá-la da mansão da família, Dominic lhe disse que em breve se casaria com outra mulher. 
Determinada, Alexandra jurou a si mesma reconquistar aquele homem e descobrir a razão de tanto ódio em seu olhar.

Capítulo Um

Somente quando Alexandra desligou o motor do carro alugado na entrada da Mansão Albigny foi que se deu conta do quanto estava ansiosa. A última vez que estivera naquele lugar era apenas uma colegial de quinze anos de idade. Poderia ela retornar àquele lugar sem avisar, sem ser esperada, após onze anos?
Naquela manhã no quarto de hotel em Perpignan, acordara pensando em Tristan, e tudo lhe voltou à mente. Memórias daquelas últimas semanas turbulentas, a repentina viagem ao hospital, às horas intermináveis nos corredores, e então o funeral. Sua mente havia se apagado, recusando-se a superar aquele fato.
Irracionalmente disse para si mesma que tudo ficaria bem assim que chegasse à mansão. Os Albigny eram parentes distantes e certamente iriam se lembrar dela e recebê-la, apesar de todos aqueles anos sem notícias.
Mas naquele momento já não estava tão certa. Sentia-se em casa dirigindo por quilômetros e quilômetros, com parreiras de ambos os lados da estrada, passando pelas veiculas onde as prensas tornavam a enorme produção de uvas em vinhos que levavam o característico rótulo bege e dourado da mansão.
E lá estava a casa, os imensos jardins laterais e árvores que proporcionavam sombras refrescantes, com vistas para os Pireneus.
A casa e os jardins repousavam no profundo silêncio da tarde.
Alexandra saiu do carro e, ao subir as escadas, seu coração começou a bater descompassadamente. Todos os verões que passara naquela casa tinham sido maravilhosos. Quando criança costumava correr por todos os lados com os primos. Ali, aos quinze anos, apaixonara-se pela primeira vez. O seu grande amor fora Dominic, o primo mais velho.
Agora ele estaria com trinta anos, provavelmente casado e talvez até esquecido de tudo sobre aquela louca paixão.
Alexandra tocou a campainha, quebrando o silêncio da casa. Não iria perguntar por Dominic nem por seu pai, o conde. Perguntaria pela tia Corinne, a avó de Dominic, matriarca vigorosa que sempre ditou as normas da família. Era uma dama altiva e forte, que amava todas as crianças, solucionava os problemas, apartava as brigas e estava sempre pronta a falar e a ouvir.
Uma criada vestida de preto abriu a porta.
— Mademoiselle? — indagou com educação, as sobrancelhas expressando surpresa à chegada inesperada daquela estranha.
— Est-ce-que Madame Ia Comtesse est à'la maison? — perguntou no seu melhor francês.
— Madame Ia Comtesse está descansando, mademoiselle— respondeu a criada. — Ela não está esperando visitas hoje. Se quiser deixar seu nome, talvez...
Ela estava apenas cumprindo seus deveres, sem dúvida, mas Alexandra não podia ir embora. Aquela casa havia sido um lar para ela. Entrou elegantemente no hall, quando a criada estava por fechar a porta diante dela.
— Eu vim da Inglaterra. Gostaria de esperar até que a condessa pudesse me receber. Por favor, diga a ela que Alexandra Wainer está aqui.
— Mas, mademoiselle


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

União de Corações

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
O nascer do amor!

Alexis Grayson sabe como se cuidar… Sobrevivera assim! 
E continuaria sobrevivendo, mesmo grávida e sozinha. 
Mas Connor Madsen não a deixará desamparada. Alexis precisa de um lugar para morar até o nascimento do bebê. 
Connor está em busca de uma esposa temporária. Um casamento de conveniência seria a solução ideal para ambos! 
Contudo, quando Alexis passa a conhecer melhor o corajoso, honrado e sexy cowboy que havia se tornado seu marido, percebe que cometera o maior erro de sua vida! 
Afinal, tudo o que Alexis deseja é ser a esposa definitiva de Connor…

Capítulo Um

— Senhorita? Acorde. Está me ouvindo?
Primeiro, Alex ouviu uma voz profunda e, pouco a pouco, começou a recuperar a visão.
— Oh, graças a Deus. Sente-se bem?
Confusa, Alex olhou para ver de onde vinha a voz. Esforçando-se para ajustar o foco da visão, deparou-se com os olhos castanhos mais bonitos que já havia visto. Eram impressionantes, escuros e com pontos dourados, grandes e rodeados de sobrancelhas espessas.
Disse para si mesma que os homens não deviam ter olhos tão bonitos, antes de perceber que o dono deles a segurava nos braços.
— Oh, céus!
O estranho a amparou por um braço e pelas costas para ajudá-la a levantar-se.
— Devagar. Você desmaiou.
De verdade? Não percebi. Estava inconsciente, pensou Alex em responder. Porém, conteve-se ao ver preocupação sincera no olhar daquele homem.
Ele se certificou de que Alex podia se manter em pé antes de soltá-la, mas, por via das dúvidas, achou melhor ficar ali perto, para o caso de ela ter uma recaída.
— Desculpe-me — disse ela, espalmando a calça e evitando encará-lo. Apesar de só tê-lo visto um segundo, conseguiu gravar sua imagem na mente. Não só aqueles olhos hipnotizantes, mas também o cabelo escuro, os lábios e a figura altiva vestida com um terno cinzento.
Um homem com aquela aparência não tinha lugar no seu mundo, pensou Alex, envergonhada, os olhos pregados no chão como se fosse algum tipo de punição eterna. Fixou o olhar nos sapatos dele... reluzentes, de couro castanho, sem nem resquício de pó ou terra. O calçado típico de um homem de negócios.
— Não precisa se desculpar. Tem certeza de que está bem?
Ela se agachou para apanhar a bolsa. Era a segunda vez que tentava: da primeira, sentiu o mundo girar a mil por hora, e sua visão nublou-se. Precisou apoiar-se no banco para não cair. Horrorizada, viu que havia entornado todo o suco de maçã, que escorria lentamente pelos vãos da calçada irregular. Apanhou a garrafa do chão e olhou ao redor, procurando uma cesta de lixo.
— Sim, estou bem — respondeu, finalmente elevando o olhar ao rosto de seu interlocutor. Surpreendeu-se ao vê-lo realmente preocupado. Ninguém se preocupava com ela havia muito tempo. E ali estava um estranho, cuja expressão facial confirmava a veracidade de seu sentimento. — Ainda não o agradeci por ter me segurado.
— Você ficou branca como a neve.
Alex conferiu rapidamente o cenário ao seu redor. As pessoas que teriam testemunhado o acontecido já tinham ido embora, e o resto do mundo seguia seu curso normal; ninguém reparava neles. Ela era só mais um rosto dentre a multidão. Simples assim. Mas aquele homem... o desconhecido notou que ela não estava bem e havia se aproximado para ajudar.
— Eu estou bem. Obrigada pela sua ajuda. Só preciso me sentar por alguns minutos — disse ela, em tom de despedida.
Demonstrando compreensão, o estranho afastou-se para o lado, dando passagem a ela, e, quando Alex se sentou, repetiu o movimento.
— Precisa de um médico?
Alex riu. Claro que precisava. No entanto, um médico não podia curar o seu problema.
— Não.
Era uma resposta definitiva e, pela expressão que ele fez, ficou claro que havia entendido a mensagem. No entanto, sentiu-se culpada por ter sido tão brusca.
— Mas agradeço mais uma vez, senhor...

Como Domar um Sheik

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Nascidos no deserto e destinados ao trono!

Paixão ou dever?
Ele a notou em um salão lotado. 
E, naquele momento, o sheik Shaheen Aal Shalan a desejou. Com poucas palavras, conseguiu levar a bela misteriosa para a cama, onde ela despertou paixões que haviam sido renegadas por tempo demais. 
Então, Shaheen descobre a identidade de sua amante: ela era Johara, sua amiga de infância, uma verdadeira miragem que ele não conseguia parar de admirar. Porém, a tradição exige que a noiva de Shaheen seja escolhida pelo trono. Se quebrasse a regra, os resultados seriam catastróficos. Contudo, como poderia virar as costas para a mulher que carrega seu herdeiro?

Capítulo Um

Johara Nazaryan fora encontrar o único homem que amaria na vida.
Antes que ele se casasse com outra.
Seu coração explodia em uma mistura de ansiedade, temor e desânimo, conforme seus olhos examinavam a multidão de ilustres e ricos convidados da festa em homenagem a ele.
Ainda não havia sinal de Shaheen Aal Shalaan.
Ela suspirou e encolheu-se ainda mais no canto onde estava, esperando continuar não chamando a atenção. Embora estivesse grata pelo tempo extra que tinha para se acalmar, ela também o amaldiçoava por lhe dar mais chances de ficar preocupada.
Ela ainda não acreditava que havia decidido vê-lo depois de vinte anos.
Desde que começara a viajar sozinha, ela saboreara cada notícia e tivera rápidos vislumbres dele sempre que estava perto de onde ele se encontrava. Mas, desta vez, ela estava determinada a encarar Shaheen e dizer: “Há quanto tempo...” Shaheen. Para o mundo, ele era um príncipe do abastado reino do deserto de Zohayd, o mais novo dos três filhos do rei Atef Aal Shalaan com a falecida rainha Salwa. Era também um homem de negócios que, nos últimos seis anos, se tornara um dos nomes mais poderosos da construção e do transporte.
Para Johara, ele seria sempre o garoto de 14 anos que salvara sua vida há vinte anos.
Na época, ela estava com 6 anos, em seu primeiro dia em Zohayd, onde fora viver com sua família no palácio real. Seu pai, armênio-americano, havia sido nomeado o primeiro assistente do joalheiro real, Nazeeh Salah. Fora o “tio” Nazeeh, mentor de seu pai, quem sugerira o nome dela, joia em árabe.
Durante a entrevista de seu pai com o rei, ela escorregara no terraço e acabara caindo da balaustrada, ficando pendurada no peitoril. Todos ouviram seus gritos e foram correndo. Incapaz de alcançá-la, seu pai lhe jogara uma corda com um laço para que ela o amarrasse na cintura. Enquanto tentava prender-se, alguém lá embaixo gritara para que ela pulasse. Com o coração em pânico, ela olhara para baixo.
E então o vira.
Ele parecia estar muito distante para conseguir pegá-la. Porém, mesmo com seus pais gritando para que se segurasse, ela se soltara e despencara nove metros, simplesmente sabendo que ele a pegaria.
Tão rápido, preciso e poderoso quanto o falcão em seu nome, ele a pegara. Ele mergulhara, agarrara-a em pleno ar e a acolhera no refúgio de seus braços.
Johara ainda analisava aqueles momentos perigosos de tempos em tempos. Ela sabia que poderia ter amarrado a corda. Porém, escolhera confiar sua segurança àquela criatura magnífica que a encarara com olhos castanhos e ardentes radiando força e confiança.
Daquele dia em diante, ela soube. Ela seria sempre dele. E não só porque ele a salvara. A cada dia que passava, a certeza de que ele era a pessoa mais incrível que já conhecera se solidificava, conforme ele se tornara o melhor amigo de seu irmão mais velho, Aram, e muito mais do que isso para ela.
Mas, à medida que crescia, Johara foi percebendo que seu sonho de ser dele algum dia era impossível.
Shaheen era um príncipe. Ela era filha de um criado.

Todos os Sonhos Dele

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

O despertar do amor!

A bela Katie Davis cresceu com os Kowalski e sempre foi considerada “um dos rapazes”.
Porém, seus sentimentos por Josh Kowalski não são nada fraternais. E ele também parece estar começando a enxergar a mulher que Katie se tornou. 
Ela esperou muitos anos para que Joshy a notasse, mas talvez seja tarde demais. 
Entregar seu coração para um homem que quer deixar a cidade o mais rápido possível é um jeito fácil de se decepcionar. 
Contudo, Josh continua inventando motivos para ficar… E ele logo perceberá que tudo o que precisa para realizar seus sonhos é ficar ao lado de Katie.

Capítulo Um

A vida de Josh Kowalski poderia ser resumida em poucas palavras: 30 anos de comichões que não conseguia coçar.
Ansiava sair de Whitford, Maine, e da Northern Star Lodge. Ansiava por aventuras, viagens e um trabalho que tivesse escolhido, em vez de um que lhe escolheram antes mesmo de ele ter nascido. Ansiava por encontrar a mulher que o faria desejar abandonar todas as outras até que a morte os separasse. 
Não havia pó medicamentoso que curasse aquele tipo de comichão. Tudo o que ele podia fazer era dar tempo ao tempo, e isso se tornava cada vez mais difícil a cada ano que passava.
Naquele ano, porém, as coisas pareciam estar melhorando. Josh pegou uma embalagem com seis cervejas na geladeira e fechou a porta com o quadril, já que segurava um saco com quitutes roubados na outra mão. Quebrar a perna em julho foi complicado. Mas a volta dos irmãos, para ajudar na hospedaria, dando-lhe a chance de deixá-los saber que se ressentia do fato de ter sido largado para trás com toda a responsabilidade, só porque era o mais novo, foi sua grande oportunidade.
— Você vai sair?
Josh quase deixou cair as cervejas. Com seus chinelos de camurça, Rosie se movia em silêncio ao redor da hospedaria.
— Sim. Falta meia hora para o pontapé inicial.
Rose Davis era uma espécie de governanta na hospedaria desde que ele se entendia por gente, mas, após a morte da mãe deles, quando ele era um menino de apenas 5 anos de idade, ela se tornou bem mais do que isso. Era o mais próximo de uma mãe que ele poderia ter. 
O que significava que, aos 30 anos de idade, ele ainda vivia com a mãe. Não era de admirar que tivesse dificuldade de reprimir o desejo de encontrar uma mulher para passar o resto da vida.
— Se você... — Um acesso de tosse a fez interromper as palavras e Josh franziu o cenho. Whitford fora assolada por uma onda de frio tempos atrás e Rose acabou pegando uma pneumonia. Recuperou-se muito bem, mas ele não estava gostando do som daquela tosse. — Se você encontrar com a Katie, diga a ela que eu mandei um oi.
— Talvez eu devesse ficar em casa.
Rose zombou e acenou com a mão.
— Vou me encolher embaixo de um cobertor com o meu tricô e assistir a Mentes Criminosas. A última coisa que quero é ouvir você gritando e xingando diante da televisão na outra sala.
— Você teve pneumonia, Rosie. Se não se cuidar, vai acabar tendo uma recaída.
— É o meu pão de banana nesse saco?— Está tentando mudar de assunto.
— Você está roubando meu pão de banana.
— Você me disse que queria perder alguns quilos, então estou fazendo isso para o seu bem. — Foi flagrado, mas não fraquejou quando ela o fitou com uma sobrancelha erguida. — Mesmo sendo perfeita do jeito que é, eu só quero que você seja feliz. Comer este pão de banana não a fará feliz, mas fará meus amigos, incluindo sua filha, muito, muito felizes.
Rose riu, mas logo em seguida foi acometida por outro acesso de tosse. Josh não gostou, mas logo passou e ela tratou de afastar a preocupação que por certo viu no rosto dele.
— Você se julga muito espertinho, Joshua Kowalski, mas conheço suas manhas desde que era um garotinho de 4 anos de idade e fazia xixi nos fundos do banheiro, para eu ter sempre algo para limpar e seus pais não me mandarem embora. Você fazia isso por minha causa também.
— Está vendo?

Série Família Kowalski
5- Tudo o que Ele Deseja
6- All He Ever Dreamed
6.5 Alone With You
7- Um amor inesperado - a revisar
8- Taken with You
9- Falling for Max
*inglês não publicado 

Inocente Traidora

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Por que Kerry cometeu aquele desatino se amava o marido mais do que tudo no mundo?

Certo dia, em Veneza, Kerry despertou de um sono profundo. Aturdida, viu Alex, seu marido, de pé na porta do quarto, o olhar emitindo labaredas de ódio.
Sentou-se na cama e, cheia de horror, descobriu que havia um estranho dormindo ao seu lado, totalmente nu!
Que acontecera naquela festa? Ela não se lembrava de nada... Kerry precisava dizer a Alex que não se deixasse enganar pelas aparências. 

Mas, como convencer um homem perdidamente apaixonado pela esposa de que traição não é pecado?

Capítulo Um

O avião brilhava sob o fraco sol de inverno.
Uma pequena multidão caminhava, apressada, pela pista coberta de gelo.
Nicky desvencilhou-se das mãos que o prendiam e correu na direção da mãe.
— Fiquei com saudade — o menino confidenciou, enterrando a cabeça no ombro dela para esconder as lágrimas. Afinal, já era um homenzinho e não devia chorar na frente dos outros.
Kerry o tomou nos braços, enlaçando-o com força, como se assim pudesse evitar novas separações.
Nicky ficara um mês inteiro com o pai. Kerry consultara o calendário todos os dias, e contara cada hora, cada minuto, ansiosa por rever o filhinho de três anos. A casa jamais lhe parecera tão vazia e silenciosa. Tudo na mais perfeita ordem, nenhum brinquedo fora de lugar. A prolongada ausência do garotinho povoara seus dias de solidão e tristeza.
Ao recolocar Nicky no chão, Kerry finalmente percebeu a presença de dois homens de terno, parados a poucos passos. A “escolta”...
Um deles adiantou-se e repreendeu-a com polida frieza.
— Não era necessário vir ao aeroporto, signora. Nós teríamos levado seu filho, como de costume.
Havia uma insolência proposital na forma com que aqueles olhos escuros fitavam o corpo de Kerry. Ela percebeu, sentindo a pele queimar sob a ostensiva carícia daquele olhar. Sabia que em hipótese alguma poderia fraquejar diante dos “guarda-costas” de Alex. Mas não pôde evitá-lo.
Para eles, ela não passava de uma ex-esposa desprezada pelo patrão. Mais ou menos como uma carta fora do baralho. Assim, julgavam apropriado tratá-la com hostilidade e até uma certa rudeza. Além disso, ela não disporia de meios para queixar-se a Alex Veranchetti, pois lhe era negado o direito de sequer telefonar para ele.
Kerry fez um esforço para impor-se. Ergueu o queixo em desafio e retrucou:
— Eu quis vir ao aeroporto.
— O sr. Veranchetti prefere que deixemos o filho dele são e salvo na porta de casa, signora.
— Posso perfeitamente conduzi-lo em segurança — ela rebateu em tom cortante. Virou as costas, fugindo de um confronto desagradável na frente de estranhos.
— Somos responsáveis pelo garoto até a chegada dele em casa.
Kerry sentiu a mão segurar-lhe o ombro, detendo-a.
Não podia acreditar que aquilo lhe estivesse de fato acontecendo, que pudesse ser molestada daquela forma por um “capanga” do ex-marido.
Tudo bem, Alex era pai de Nicky, mas ela o concebera, dera-o à luz e o criava!
Aqueles homens estavam estragando seu reencontro com o filho. Consciente do olhar assustado e ansioso do menino, tentou manter a calma, para não piorar a situação.— Uma vez que ele está comigo, eu sou a responsável pela sua segurança — ponderou, esboçando um sorriso forçado. — Senhores, hão de convir que esta discussão é ridícula. Só porque resolvi apanhar Nicky aqui, em vez de esperá-lo em casa...
Os dois desataram uma enxurrada de palavras em italiano, parecendo não chegar a um acordo. Enquanto isso, continuavam a segui-la, levando a bagagem e vigiando-a de perto.
Kerry suspirou. Os últimos quatro anos foram muito duros para ela, e não podia permitir que as coisas permanecessem daquele jeito pelo resto de sua vida. O pior de tudo era a perseguição de Alex. Jamais desistiria de lhe arrancar o filho dos braços. Levava-o por períodos cada vez mais longos, atormentava-a através dos tribunais, com um processo atrás do outro, na tentativa de conseguir a posse de Nicky. A assistente social visitava-a com frequência e, embora manifestasse solidariedade, jamais escondera sua opinião, segundo a qual não deveria antagonizar-se com alguém tão poderoso quanto o sr. Veranchetti.
— O patrão não vai gostar nada disso!

Despertar de Emoções

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Quase menina, quase mulher, Kelly enfeitiçou o coração de Ryan.

A visão de Kelly na piscina, fitando-o desafiadora, provocou em Ryan uma estranha inquietação. 
Aquela garota impulsiva teria consciência do poder que exercia sobre ele? 
Com um simples olhar, ela era capaz de acender-lhe emoções que há muito julgava esquecido. Mas ele não queria cair nas armadilhas do amor. Kelly Cormack, com seu adorável sorriso, significava um perigo que teria de evitar a qualquer custo!

Capítulo Um

— Você realmente esperava que Rhea fosse indicada como a melhor atriz do Festival de Cannes? — Lauren James Indagou, arqueando as sobrancelhas.
Stella Martin sorriu com o ar de superioridade das grandes estrelas:
— Mas é claro que sim, querida. Não vejo motivo para tanta surpresa. Afinal, Crepúsculo Dourado foi o melhor filme que ela fez. Na verdade, Rhea esteve magnífica.
— Sem dúvida, mas talvez sua deslumbrante interpretação não tenha sido o único motivo pelo qual foi contemplada com o prêmio.
— Como assim, Lauren? O que está insinuando?
A outra mulher sorriu maliciosa:
— Ora, você ainda não percebeu? Todo o meio artístico sabia do envolvimento de Rhea com um dos juízes de Cannes. Parece que estavam seriamente apaixonados.
— De qualquer forma, Rhea não poderia ter influenciado o júri inteiro. E para ser franca, esse suposto "romance" bem pode ter sido uma fofoca inventada por pessoas invejosas, não acha?
A resposta atingiu Lauren em cheio. Sem sequer ter sido cogitada para o prêmio, era óbvio que se sentia despeitada, em relação à Rhea Cormack...
Mesmo que para Rhea nada disso importasse mais, já que morrera quatro meses atrás, num acidente de carro.
— Você não gostava dela, não é? — Stella continuou, após sorver um gole de seu martini.
— Pessoalmente, não. Mas sempre a respeitei como profissional.
— Então respeite também sua memória — Stella rebateu, num tom seco.
Lauren arregalou os olhos:
— Não estou entendendo, querida. Pelo que me consta, você também não morria de amores por Rhea Cormack.
— Realmente, não. Pode-se afirmar muitas coisas da vida de Rhea, menos que ela tenha sido uma pessoa querida. Acho que teve bem poucos amigos, já que seu gênio era terrível. Isso sem contar que costumava falar exatamente o que pensava; o que raramente é boa política. Não era uma pessoa muito agradável de conviver. Eu mesma fui desacatada por ela duas vezes e quase me esqueci de que era uma dama... — Stella fez uma pausa, os olhos fixos no vazio, como se relembrasse os fatos marcantes de sua convivência com aquela que havia sido uma das maiores atrizes do cinema contemporâneo. — Bem, ela transformou minha vida num verdadeiro inferno, quando trabalhamos juntas...
— Vocês fizeram A Raposa, não?
— Sim, e foi um trabalho maravilhoso, embora eu e Rhea discutíssemos o tempo todo. Nunca senti inveja dela, sabe? Ao contrário, apesar de tudo, eu a admirava.
— Claro, pois você também é uma grande estrela, querida. Não tinha por que invejá-la. Além do mais, ela sempre foi condescendente com você.
— Condescendente! — Stella riu. — Rhea jamais foi condescendente com ninguém... 45pt'>— O patrão não vai gostar nada disso! — exclamou o mais velho dos dois, dirigindo-se a ela pela primeira vez.
Do modo como falava, parecia que Alex era um Deus. Ainda se fosse o demônio, ela até concordaria...

Verão Abrasador

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Louco de desejo, Kevin Branigan envolve Erin O’Connor num abraço arrebatador, vencido por seu apelo sensual e irresistível.

Não deve possuí-la, porém, conclui amargurado, um solitário convicto como ele não poderia fazer-lhe a felicidade completa. Além disso, não quer prejudicar sua promissora carreira com um romance de verão.
Mas como continuar negando a violenta paixão que o arrasta para ela, se a própria Erin o provoca o tempo todo?


Capítulo Um

Erin O’Connor fitou o rosto do belo moreno de olhos azuis e arriscou:
— Você só pode ser o irmão mais velho de Matt: Kevin Branigan!
O anfitrião da festa riu, admirando os cabelos da convidada, que refletiam a luz das velas. Então, revidou:
— E você só pode ser o anjo que ajuda meu irmão caçula a sobreviver à faculdade de medicina: Erin O’Connor!
— Nem tanto! Apenas procuro facilitar a vida dele e a de Nancy — replicou ela, sentindo a mão se esquecer ao contato com a do chefe do clã Branigan.
Naquela festa de reveillon, que acontecia no fino Restaurante Santé, em Plymouth, Erin ficou conhecendo toda a família de seu amigo Matthew Branigan, a quem considerava um irmão.
Ela trabalhava num hospital de Boston e dividia um apartamento com Matthew e outra amiga, Nancy Reed, ambos estudantes do terceiro ano da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard.
Matthew tinha cinco irmãos, todos homens: Jody, de vinte e oito anos, que era advogado e comparecera desacompanhado à festa; Ryan, de trinta e um anos, que estava com a namorada Jane “Sky” Schuyler, Sean e Andrew, gêmeos idênticos, já casados e pais, e Kevin, o mais velho, de trinta e sete anos.
Logo de início, Erin notou que eles se pareciam muito entre si. Eram altos e elegantes e, trajando ternos de cores sóbrias, transmitiam forte impressão de serem uma família unida. Com queixos fortes e angulosos, os rapazes, descendentes de irlandeses, exibiam ainda grossos cabelos castanho- escuros e olhos azuis ou castanho-claros.
Mas, sem saber por que, Erin achou Kevin mais bonito que os outros. Talvez por ser o mais velho e ter um semblante autoritário. Maduro e experiente ele era; sem dúvida! Afinal, criara os irmãos, depois da morte de seus pais, ocorrida havia vinte anos. Também administrava a fazenda da família, na cidadezinha de Millbrook, próxima dali. Já considerado um solteirão, ele fora à festa acompanhado de uma morena esnobe de corpo escultural chamada Cláudia.
Sem poder evitar, Erin comparou-se à mulher e percebeu que, fisicamente, estava em desvantagem. Embora tivesse todas as curvas nos lugares certos, era bem mais magra que a outra.
Mas, em compensação, tinha um rosto de traços delicados e harmoniosos, cuja característica mais marcante eram os grandes olhos castanhos. Além deles, os fartos cabelos castanho-avermelhados muito brilhantes também chamavam a atenção. Como era enfermeira obstetra, usava-os presos a maior parte do tempo, mas, em ocasiões especiais como aquela, fazia questão de soltá-los sobre os ombros.
As horas foram se passando, e ela foi se sentindo cada vez mais como uma pessoa da família. Nas conversas, o assunto predominante foi mesmo a medicina, já que Sean, um bombeiro, e Ryan, um ex-policial, eram também técnicos em atendimento médico de emergência.
Quando foi anunciada a meia-noite, Erin ergueu-se na ponta dos pés seis vezes a fim de aumentar sua estatura de um metro e sessenta e cinco para poder dar um beijo em cada um dos Branigan.
— Estou cumprimentando em ordem cronológica para não me confundir! — explicou ao amigo Matt, enquanto se voltava para Jody.
Depois de dar cinco beijos e abraços rápidos, foi para o canto do salão, onde estava o Branigan que faltava.
Assim que viu Erin se aproximar, Kevin deu as costas à acompanhante e segurou a taça de champanhe de lado.
— Pensei que nunca fosse chegar aqui! — exclamou, animado. — Conseguiu distinguir um Branigan do outro?
— Consegui!

Ardil de Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Com o coração disparado, a escritora Marlee McGarrett reencontra Simon Bienville. 

Um ano depois da separação, ele ainda desperta seus desejos mais íntimos.
Juntos, eles formaram uma das melhores duplas de roteiristas de Hollywood... até que as pressões tornaram-se insuportáveis. Então Simon partiu, jurando nunca mais voltar.
Incapaz de esquecê-lo, Marlee põe em prática um audacioso plano para reconquistá-lo. Mas para isso será preciso seduzi-lo...

Capítulo Um

Marlee McGarret entrou apressada no edifício Carmichael, da Faculdade Estadual de Bishop, no interior do Oklahoma. Faltavam vinte minutos para as duas da tarde e os corredores que levavam à ala dos anfiteatros estavam desertos, fazendo ecoar seus passos. 
Enquanto caminhava pelo piso gasto e danificado, lembrou-se da época em que era estudante, e esforçou-se para controlar a insegurança.
Diante das portas duplas do Anfiteatro C, analisou a própria imagem refletida no vidro verde. Cedendo à vaidade, acomodou a pasta de couro sob o braço que já sustentava a bolsa e, com a mão livre, ajeitou alguns anéis rebeldes do cabelo encaracolado castanho-escuro, que ia até os ombros. Em seguida, descontraiu os lábios e tentou disfarçar a apreensão que seus olhos, também castanhos, revelavam.
Distraída, cogitou se não devia ter marcado um encontro com o homem que, naquele momento, estava dando uma aula lá dentro, em vez de decidir abordá-lo de maneira tão brusca. Mas logo considerou que dar a Simon Bienville a mínima chance de preparar um contra-ataque seria suicídio. 
Enfim, convencida de que pegá-lo de surpresa seria sua melhor arma, pôs a mão na maçaneta de metal e empurrou a porta.
Assim que avistou a silhueta máscula no fundo da sala, discorrendo sobre Tennessee Wiliams, sentiu as pernas bambearem. Embora já tivesse assistido a aulas como aquela antes, ainda dessa vez ficou fascinada pela voz grave e o vocabulário brilhante do insinuante orador, esquecendo-se por um momento do motivo que a levara até ali. 
Sem perceber, avançou alguns passos na direção dele, até parar sob uma luz.
O movimento despertou a atenção de Simon, que, sem interromper o ritmo de sua exposição, olhou em sua direção. Cerca de cem estudantes registravam cada palavra que dizia, assim como ela própria fizera uma vez. No entanto, o fato de a recém-chegada não ter se preocupado em ocupar um assento pareceu intrigá-lo, e ele voltou a erguer o rosto, dessa vez com a testa levemente franzida.
As luzes do teto do anfiteatro, que se projetavam sobre seus abundantes cabelos loiros, produziram minúsculos reflexos nas lentes redondas de seus óculos. 
Ele estava vestido informalmente, com uma calça jeans preta e um suéter de lã cinza. E sua aparência aos trinta e um anos, bem vividos, era a de um homem maduro e no auge da inteligência, cuja vivacidade transparecia nos olhos azul-cobalto.
Simon erguera as sobrancelhas, um tanto curioso por vê-la parada no último e mais elevado patamar do anfiteatro. Finalmente, reconhecendo-a, esboçou um sorriso.
Marlee, que não o via há um ano e estava ansiosa pelo reencontro, decepcionou-se, pois esperava deixá-lo boquiaberto. Tivera a intenção de fazê-lo atrapalhar-se e gaguejar, antes de dispensar os alunos. Concluíra que se o abordasse de surpresa, quando ele estivesse com a língua cansada, teria alguns minutos para persuadi-lo de que precisava de sua ajuda.
Mas Simon não caíra na cilada. Parecendo esquecer totalmente a aula, ele ergueu as mãos e, com os dedos indicadores formando uma cruz, recuou. Exagerava, usando a expressão de alguém que estivesse enfrentando uma entidade demoníaca, ou um vampiro.
Os alunos, vendo a encenação do professor, que dera uns passos incertos para trás, voltaram-se para descobrir qual era a causa de sua reação. Risos e comentários tomaram conta da grande sala.
Enraivecida, humilhada e constrangida, Marlee cerrou os punhos e estreitou o olhar, contraindo o queixo numa discreta manifestação de desprezo. Simon Bienville era mesmo vulgar, concluiu, desolada.
— Para trás, para trás!



quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Doce Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Encantada pelo chefe!

Hebe mal pôde acreditar que foi para a cama com seu sensual chefe, mas Nick Cavendish só precisava de alguém com quem passar a noite do aniversário da morte de seu filho. 
Na manhã seguinte, ele tentou descartá-la como fizera com todas as outras amantes. 
Contudo, livrar-se de Hebe não seria tão fácil. Afinal, ela está sentindo enjoos matinais… Nick fica feliz por ter uma segunda chance de ser pai. 
Porém, Hebe está com o coração partido. 
Ela não quer se casar apenas por obrigação. Será que Nick conseguirá convencê-la de que realmente deseja um futuro a seu lado?

Capítulo Um

Nick acordou sozinho.
O que era estranho, porque ele tinha certeza de que não estava só quando adormeceu em um sono profundo algumas horas antes.
Algo a ver com uma deusa...?
Hebe, a deusa da juventude.
Alta, magra, com cabelos loiro-prateado lisos e comprido, e um par de olhos castanhos tão claros que pareciam dourados. Estranhos olhos magnéticos que brilhavam numa profusão de segredos.
Não que Nick estivesse interessado em desvendar tais segredos. Hebe era apenas uma distração, um modo de colocar o passado e todo o sofrimento do dia anterior. Nick queria esquecer e se divertir, e a presença de Hebe Johnson lhe proporcionava isso. Durante algumas horas, pelo menos. Mas onde estava ela? Lá fora ainda estava escuro e os lençóis amassados ao lado de Nick ainda estavam quentes. Portanto Hebe não podia ter saído há muito tempo.
Ele fez uma careta diante da ideia de ela ter, simplesmente, desaparecido noite adentro. Isso era privilégio dele, Nick! Vinho, jantar e a mulher na cama, sem jamais se envolver, e muito menos permitir que elas lhe invadissem a privacidade.
Claro que era um pouco mais difícil de fazê-lo quando a cama que compartilhavam era a dele!
Porque Hebe não morava sozinha, lembrou-se Nick. Algo a ver com uma companheira de quarto. Por isso, depois do jantar ele voltou com ela para seu apartamento sobre a galeria para uma bebida e outras coisas, quebrando, assim, uma regra inflexível.
Na verdade eram duas regras. Nick deu um risinho nervoso ao se lembrar de que Hebe na verdade trabalhava para ele, dois andares abaixo, na Galeria Cavendish, situada no andar térreo.
Mas em tempo de desespero é preciso tomar medidas desesperadas, e por isso Nick levou Hebe para o próprio apartamento, precisando se perder na beleza macia daquele corpo magnífico. E foi o que ele fez. E se flagrou fascinado e encantado, e o fato de Hebe não ser uma das mulheres sofisticadas que geralmente ocupavam um espaço em sua vida, acrescentava mais excitação à noite. Ao ponto de a dor que Nick sentia ter sido anestesiada, se não completamente apagada.
Ele deu um gemido e junto veio a lembrança do que os acontecimentos da noite anterior significaram para Nick. Levantando-se para se sentar na cama, precisando se afastar do local daquele sexo fogoso e colocando-se de pé para dar as costas àqueles lençóis desarrumados, ele foi para o banheiro.
Só para dar um pulo repentino ao perceber que não estava só.
Hebe, a deusa, estava desligando a luz ao voltar da cozinha com um copo de água na mão. Ela cobria a nudez apenas com o cabelo loiro-prateado que lhe chegava até a cintura.
Ele sentiu a excitação retornando ao observar aquele corpo dourado com pernas longas e sedosas, cintura e quadris cheios de curvas, seios firmes e apontados para o alto e os mamilos rosados.
Como se implorassem para serem beijados. Novamente.
Nick a percebera na galeria há vários meses, com uma beleza que era impossível ignorar. Mas ele não falara muito com Hebe até ontem.
E agora a desejava. Novamente.
— O que você está fazendo?— perguntou ele ao atravessar o quarto em silêncio para se juntar a Hebe, iluminado apenas um abajur de mesa.
Ela ficou sem fôlego só de avistá-lo. Não sabia ao certo como acabara na cama de Nick Cavendish. Nos braços dele.
Hebe se sentira cativada por Nick desde que o vira pela primeira vez. Apaixonou-se, ou melhor, se perdeu em luxúria, reconheceu ela ao se lembrar facilmente de cada beijo e carícia da noite anterior, totalmente entregue desde o primeiro momento em que Nick a envolveu nos braços e a tocou.
Ou talvez ela tenha se entregado bem antes disso...



Tempestade de Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Uma esposa temporária?

Hannah Stewart fica surpresa quando seu chefe exige que ela o acompanhe em uma importante viagem de negócios… até Luca Moretti apresentá-la como sua noiva! 

Ele não permitirá que nada, nem mesmo sua adorada vida de solteiro, fique no caminho de seu sucesso. 
Por isso, expandir temporariamente as funções de Hannah era a solução perfeita. 
Contudo, ele não esperava que o charme da assistente testaria tanto seu notório autocontrole. 
A paixão proibida que existe entre eles é intensa demais para ser ignorada. Mas o que acontecerá quando a viagem terminar?

Capítulo Um

Luca Moretti precisava de uma esposa. Não uma de verdade — Deus o livrasse disso! — mas de uma temporária, responsável e discreta. Só para o final de semana.
— Senhor Moretti? — Hannah Stewart, sua assistente, bateu antes de entrar na sala com vista para a Lombard Street. — Trouxe os documentos para o senhor assinar.
Luca observou a assistente aproximar-se com uma pilha de documentos, o cabelo castanho-claro puxado para trás, o rosto calmo, saia-lápis preta, sapatos de salto baixo e blusa branca de seda simples. Nunca prestara atenção à assistente, exceto à rapidez com que digitava e à sua discrição face a ocasionais telefonemas pessoais. Observou o cabelo castanho comum e o rosto meio sardento e bonito, mas sem nada de especial. Quanto ao corpo...
Luca percorreu com o olhar o corpo esbelto. Nada de curvas sensuais, nada de tirar o fôlego — apenas passável.
Poderia...?
Ela deixou os papéis sobre a mesa e recuou, mas não antes de ele sentir o perfume floral suave. Com a caneta-tinteiro, assinou os documentos.
— Precisa de mais alguma coisa, sr. Moretti? — perguntou, após a última assinatura.
— Não, obrigado. — Entregou os papéis e Hannah caminhou para a porta, a saia roçando em suas pernas ao caminhar. Luca a observou, franziu os olhos e teve uma ideia. — Espere.
Obediente como sempre, Hannah girou para fitá-lo, erguendo as sobrancelhas claras. Durante os últimos três anos, havia demonstrado eficiência e disposição para o trabalho. Ele percebia certa ambição e força de vontade por trás da fachada “disposta a agradar”, e o final de semana exigiria essas duas qualidades. Precisava convencê-la a aceitar a proposta.
— Sim, sr. Moretti.
Luca reclinou na poltrona enquanto tamborilava sobre a mesa. Não gostava de mentiras. Orgulhava-se de sua honestidade, embora muitos o tivessem decepcionado e tentado derrubá-lo. Porém, esse final de semana era diferente. Representava tudo para ele, e Hannah Stewart não passava de um detalhe para atingir seu objetivo. Um importantíssimo detalhe.
— Tenho uma reunião importante no fim de semana.
— Eu sei, em Santa Nicola. A passagem está junto com seu passaporte, e a limusine vai buscá-lo amanhã de manhã, às 9h, no seu apartamento. O voo sai de Heathrow ao meio-dia.
— Certo. — Ele desconhecia os detalhes, mas esperava que Hannah o informasse. Ela era mesmo supereficiente. — Acontece que vou precisar de ajuda.
As sobrancelhas de Hannah ergueram-se mais um pouco, mas o rosto permaneceu impassível.
— Refere-se à ajuda administrativa?
Luca hesitou. Não tinha tempo para explicar suas intenções, e suspeitava que ela não aceitaria sua proposta.
— Isso mesmo. — Notou a surpresa, embora Hannah tentasse disfarçar.
— Do que exatamente precisa?
De uma esposa temporária e submissa.
— Preciso que me acompanhe a Santa Nicola. — Nunca solicitara sua companhia em viagens; preferia viajar e trabalhar sozinho. Desde a infância, era uma criatura solitária. Quando se está sozinho, não é preciso ficar em guarda, com receio que o outro tente lhe passar a perna. Não há expectativas, a não ser as depositadas em si mesmo.
O contrato de Hanna estipulava “horas extras e compromissos”