terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Para Conquistar uma Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Doces Mentiras

Um chefe... um bebê!
Sorcha Kelly se apaixonou loucamente por seu chefe irresistível. 
Mas depois de descobrir que ele estava noivo, precisou se afastar para proteger seu coração. 
Contudo, o pedido de demissão abriu as portas para o desejo perigoso que ambos tentavam ignorar. 
Após um grave acidente, Cesar Montero não consegue se lembrar dos momentos ardentes que passou com Sorcha. 
E fica perplexo ao descobrir que essas horas de prazer tiveram uma adorável consequência.

Capítulo Um

Sorcha desligou o telefone e pegou um lenço de papel para enxugar as lágrimas. Oh, estava com saudade de casa e repleta de autopiedade, mas não era o que quisera que sua mãe ouvisse em sua voz.
Sua mãe provavelmente estava fazendo a mesma coisa. Estavam ambas fingindo que a situação de Sorcha não era um desastre, e essa cesariana de emergência em Londres era a cereja do bolo. As coisas não poderiam piorar.
Ela desejou tanto que conseguisse chegar em casa antes de entrar em trabalho de parto. Podia ter encontrado um emprego decente ali, após se demitir, assim que tivera aquela conversa desastrosa com Diega, mas a Irlanda era onde seu coração estava. Se seu filho não fosse reconhecido como espanhol, como o pai, ela teria pelo menos desejado que ele nascesse em solo irlandês.
Isso não acontecera.
Sua enfermeira, Hannah, entrou com uma cadeira de rodas e um convite para levá-la para conhecê-lo. Finalmente.
Aquilo pôs um sorriso no rosto de Sorcha. Podia estar solitária lá, mas pelo menos tinha seu filho agora. Ficaria no hospital por poucos dias, Hannah a assegurara. Então Sorcha poderia viajar, e logo estaria cercada por pessoas que a amavam.
Sua família adoraria seu filho. Detalhes como ser ilegítimo apenas o tornariam mais parecido com o resto deles.
Hannah perguntou como ela estava se sentindo, e Sorcha começou a explicar que pretendera ter parto natural, mas entrara em trabalho de parto antes da hora e o cordão ficara no caminho, então ela precisara de uma cirurgia de emergência. Tinha sido bastante dramático chegar ao hospital depois de algumas vítimas de um acidente de ônibus e ao mesmo tempo em que outra mulher precisava de uma cesariana de emergência na sala ao lado da sua.
Ela parou ao entrar no berçário e se deparar com bebês chorando e a outra mãe da noite anterior. Não que ela tivesse conhecido a linda italiana. Sorcha somente vira de relance o homem que devia ser o marido da mulher. Ela o ouvira falando italiano ao telefone quando passara na cadeira de rodas por ele.
— Olá. Eu soube que nós estávamos competindo pela atenção da obstetra, ontem à noite — cumprimentou ela. — Sou Sorcha Kelly.
Espere um minuto. Este não era o homem da noite anterior. Ele parecia mais distinto, apesar da barba cerrada. Os cabelos eram definitivamente mais curtos.
Ele assentiu.
— Alessandro Ferrante. Minha esposa, Octavia, e nosso filho, Lorenzo — disse ele, então olhou para a esposa. — Este é o nome que nós combinamos, não é?
A mulher pareceu... 


Para Manter um Casamento

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Doces Mentiras

Esposa cativada!
Alessandro Ferrante se casou com a tímida herdeira Octavia por dever. 
E ficou surpreso ao descobrir que sua noiva de conveniência era muito sensual. 
Porém, quando o filho recém-nascido é trocado na maternidade, esse frágil casamento entra em crise. 
Mesmo com o bebê a salvo em seus braços, a revelação de que a família Ferrante estava envolvida no incidente faz Octavia se afastar do marido. 
Mas ninguém vira as costas para Alessandro! E ele fará o que for preciso para garantir que sua esposa — e seu herdeiro — fiquem para sempre a seu lado!

Capítulo Um

Outra dor dilacerante começou na parte baixa de suas costas, irradiando-se para a frente do corpo, comprimindo seu torso e roubando-lhe o fôlego.
— Por favor, chame Alessandro — implorou Octavia Ferrante, agarrando com força o cobertor, enquanto se preparava para a próxima contração. Estava começando a temer que alguma coisa acontecesse e que ela nunca mais ouvisse a voz dele.
O primo de seu marido, Primo Ferrante, apenas suspirou. Ele virou-se da janela com desinteresse.
— Eu lhe disse. Ele falou que viria, se o bebê nascesse vivo. Do contrário, ele não virá.
Ela não queria acreditar nisso. Primo parecia se divertir em atormentá-la. Ela não confiava mais nele, e tinha certeza de que esse era mais um de seus jogos.
Mas, depois de todos aqueles meses exilada em Londres por seu marido, Octavia começava a acreditar em, pelo menos, parte do que Primo dizia. Ele estava certamente correto em rotulá-la de estúpida. Ela deixara sua vida sair de seu controle. 
Gravidez era um estado estranho, que a fazia se sentir vulnerável aos poucos, de modo que não percebesse como estava indefesa até que a necessidade de lutar surgisse e não houvesse nada em que se inspirar. Octavia insultara a si mesma ali, lambendo suas feridas por causa da rejeição de Alessandro, e, subitamente, não tinha nada. Ninguém para ajudá-la.
Revoltar-se não a ajudara no passado, então ela raramente discordava dele, mas nunca fora fraca. Certa vez, tivera confiança em si mesma. Até sentira certo orgulho naquelas primeiras semanas de seu casamento...
Outra contração a fez cerrar os dentes e reprimir um grito.
Alessandro, ela suplicou silenciosamente, enquanto sua pele gelada transpirava sem parar. Mas Octavia sabia tudo sobre homens que queriam que seus filhos nascessem vivos. Talvez Primo estivesse falando a verdade sobre a falta de preocupação de seu marido.
Chame minha mãe então, ela quase falou quando outra dor a assolou, mas sua mãe também estava na Itália e teria ainda menos compaixão por ela. A mulher passara por isso oito vezes, sete delas sendo infrutíferas. Oito, na verdade, uma vez que Octavia dificilmente contava como uma herdeira válida.
Mulheres. Apenas boas para uma coisa. Aquilo.
Octavia passara a vida com medo que sofresse o mesmo que a mãe, perdendo bebês antes que pudesse tê-los. Com razão, aparentemente. Esse não era o processo natural e idealista que os livros prometiam; era tortura. O bebê estava chegando um mês antes do tempo, e a dor era apavorante. Alguma coisa estava errada, ela sabia.
— Onde está a ambulância? — perguntou ela. — A clínica instruiu para chamar uma assim que eu entrasse em trabalho de parto. Você fez isso?
— Você está histérica. Essas coisas levam horas. Sabe disso — respondeu Primo.
Ele disse que chamaria a ambulância, mas ela podia apostar que ele não o fizera.
— Dê-me o telefone — demandou Octavia, estendendo a mão. Por que ele estava lá? Por que não era seu marido que estava ao seu lado?
Suas dores estavam aumentando. Ela teve de envolver a barriga nos braços, temendo que sua pele rasgasse sob as contrações.
— Por favor, Primo. Eu estou implorando. Leve-me para o hospital.
— Você é um embaraço para o nome da nossa família — disse ele, olhando com desprezo para o rosto molhado de suor e de lágrimas de Octavia. — Onde está todo o orgulho que uma vez você me disse que tinha? Mostre alguma dignidade.


Série Escolhas do Coração

1- Memórias do Amor
ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Sebastian Nikosto nem imaginava como seria sua noiva, mas certamente não esperava alguém como a estonteante Ariadne Giorgias. 

Ele precisava se casar para salvar seu império. Mas antes, teria de usar todo o seu poder de sedução para convencer a obstinada Ariadne a seguir seus planos. 
O casamento seria apenas conveniência... até a noite de núpcias fazer com que ambos anseiem por mais.



2- E Se a resposta fosse Outra?
Todas as mulheres sonham em subir ao altar. Ao menos, era o que Victoria pensava. 

E o estável Oliver parecia o marido perfeito... Até ela conhecer Liam, o sensual e rebelde melhor amigo. 
De repente, Victoria passa a ter sentimentos que só vivera em fantasias selvagens. Mas pelo homem errado! Chega o momento em que Oliver fica de joelhos e faz o pedido. 
Agora, Victoria precisa decidir se seguirá a razão ou o desejo!





3-Amor Inesperado
Lena West pode ser a mulher mais sensual que Trig Sinclair já vira, mas também é irmã de seu melhor amigo, ou seja, estritamente proibida! 


Até eles viajarem para Istambul em uma missão secreta. Fingir ser casado — e dividir a cama com Lena — era quase uma tortura. 
Trig achava que manter-se afastado seria uma tarefa difícil, mas não se compara ao modo como ela se sentirá ao descobrir o segredo que o “marido” esconde.






 Série Escolhas do Coração
1- Memórias do Amor
2- E Se A Resposta Fosse Outra?
3-Amor Inesperado
Série Concluída

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Desafio o Amanhecer

ROMANCE SOBRENATURAL
Série Midnight Breed




Um guerreiro imortal deve decidir entre lealdade à sua gente ou o desejo por uma bela Companheira de raça determinada a trazer um poderoso inimigo à justiça a qualquer custo.

A Caminhante do Dia Brynne Kirkland sobreviveu a uma criação infernal como o produto de laboratório de um louco. Resistente, impulsionada e dedicada a seu trabalho na Agência de Lei, Brynne nunca se atreveu a arriscar abrir seu coração ara ninguém — muito menos para um belo imortal de um mundo à beira da guerra contra o mundo dela.
O guerreiro Atlante Zael deixou a intriga do seu reino muito tempo atrás, junto com as batalhas que ele lutou como um dos da legião da rainha. 
Como um solitário de espírito livre caminhando à margem dos dois mundos — o de seu povo secreto e poderoso, e o do mundo exterior pertencente à humanidade e à Raça — nunca foi sua intenção voltar ao combate e derramamento de sangue. Nem tinha imaginado que ele pudesse algum dia ser tentado a entrar em qualquer coisa mais forte que desejo... até que ele conhece Brynne.

Capítulo Um

Londres, Inglaterra
Brynne Kirkland jogou a cabeça para trás e bebeu a dose de uísque premium em um gole de queimar a garganta. Sendo Raça, álcool não era a sua escolha típica. Este bar barulhento e a pista de dança com uma iluminação estroboscópica em Cheapside também não era o local costumeiro que frequentava depois do trabalho. Nas raras ocasiões em que socializava, as tavernas tranquilas e clubes sociais do outro lado do Tâmisa faziam mais a sua linha.
Por outro lado, era precisamente por isso que estava aqui.
Ela precisava descontrair, liberar um pouco de estresse.
Ser um pouco louca uma vez na vida.
Ah, pro inferno com a pretensão de decoro. Depois do dia horrível que ela teve, o que realmente precisava era se embebedar e transar.
Preferivelmente nessa ordem.
Ela também precisava se alimentar. Embora saciar essa outra seca autoinfligida fosse um problema com o qual dificilmente estava preparada para lidar em um bom dia, quem dirá agora.
Colocando o copo na superfície espelhada do bar, ela lambeu os lábios e soltou um pesado suspiro. O bartender já estava na sua frente com uma garrafa de Glenmorangie assim que ela levantou o dedo para chamá-lo.


quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Noite de Rebeldia

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
“Eu não recebo ordens!”

Para Holly Perez, trabalhar como faxineira do exigente Julius Ravensdale é pior do que ser condenada à prisão.
Ainda que ele seja o homem mais lindo que já conhecera, Julius também é frio, formal e estritamente proibido! 
Apesar de ser famoso pelo inabalável autocontrole, a provocante Holly o leva ao limite! Principalmente depois de descobrir a mulher vulnerável que ela esconde por trás da fachada rebelde. 
E após uma noite de paixão, Julius passa a desejar mantê-la para sempre ao seu lado.

Capítulo Um

Julius Ravensdale percebeu que sua governanta queria lhe dizer alguma coisa assim que ela chegou com sua sobremesa preferida.
— Pudim de pão? — perguntou ele, erguendo as sobrancelhas. — Mas eu nunca como sobremesa no almoço, a menos que seja uma ocasião especial.
— E esta é uma ocasião especial — disse Sophia, deixando a sobremesa com cobertura de merengue à sua frente. Ele franziu os olhos.
— Tudo bem. Pode me contar. O que está acontecendo? A expressão de Sophia era de cautela.
— Quero trazer uma menina para me ajudar a manter a casa em ordem. Será por apenas um mês, até que minha tendinite fique curada. Um par de mãos auxiliar seria uma grande ajuda, e eu faria um bem à sociedade. Não perderíamos nada.
Julius olhou para a atadura que Sophia usava no pulso havia duas semanas. Ele sabia que ela trabalhava duro, e que uma ajuda poderia ser interessante, mas preferia manter a villa com o menor número de funcionários possível. Não porque não quisesse gastar mais dinheiro; ele poderia pagar o triplo para que todos o deixassem em paz.— E quem você está pensando em contratar?
— Uma menina que está precisando de um pouco de direcionamento na vida.
Julius bufou mentalmente. Ele poderia ter empregado uma série de governantas, mas escolhera justamente uma reencarnação argentina da Madre Teresa de Calcutá.
— Nós tínhamos combinado que suas obras de caridade se restringiriam aos jardins e estábulos, certo?
— Eu sei, mas essa menina será presa se...
— Presa? — perguntou ele. — Você está querendo trazer uma pessoa que foi condenada para esta casa?
— Ela só esteve envolvida em confusões uma ou duas vezes — disse Sophia. — Aliás, é possível que o tal homem merecesse...
— O que ela fez para esse homem?
— Ela arranhou o carro novinho em folha dele... usando uma chave.
Julius sentiu um nó na garganta ao pensar em seu Aston Martin ainda praticamente sem uso, que guardava na garagem de casa.
— E imagino que ela disse ter sido um acidente, certo?
— Não, ela admitiu tudo — disse Sophia. — E ficou orgulhosa do que fez. Além disso, ela grafitou a parede do escritório dele com uma tinta difícil de ser apagada.
— Que maravilha. Isso parece ótimo.
— Então, você concorda? Eu posso trazer a menina?
Julius ficou olhando para a expressão de esperança no rosto da governanta. Seu sarcasmo se perdia naquela inocência. Sophia era a pessoa mais encantadora que ele conhecia. Sempre pensava nos outros. Sempre ajudava todo mundo. Sempre tentava fazer a diferença na vida das pessoas. E Julius sabia que ela vivia muito só, sobretudo desde que seus dois filhos maiores de idade foram morar no exterior, em busca de trabalho. 
Qual seria o problema em aceitar um mísero pedido seu? Afinal de contas, ele estaria muito ocupado dali para a frente. Tinha menos de um mês para resolver as pendências de um software que seria submetido à aprovação da equipe de pesquisa.
Ele deixou escapar um longo suspiro.
— Acho que você não teria nenhuma outra ideia para conseguir ajuda, certo?
Sophia o encarou e disse: — Espere até conhecê-la. Você vai adorar essa menina.
Holly pensou em correr quando a van parou, mas o tamanho da villa e seus arredores a fez parar. Era grande. Muito grande. Enorme. Provavelmente teria um CEP só seu. Quem sabe até um partido político próprio. A casa tinha quatro andares, era alta, construída em estilo neoclássico, com jardins espetaculares e luxuriantes, além de campos que terminavam em um bosque fechado. Nunca havia visto algo assim em toda a sua vida. E não havia cercas altas, eletrificadas. Não havia vigias, nem guaritas, nem pessoas vestindo uniformes de segurança. Pelo menos ela não vira nada disso.
Parecia um hotel de altíssimo nível, um resort de luxo e muito privado, construído especialmente para os ricos e famosos. E isso a fez pensar por que fora enviada ali. Claro que ela não esperava um local caindo aos pedaços, mas ainda assim...

Poderosa União

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Em nome da coroa?

Rashid al Kharim precisa viajar com sua pequena meia-irmã para assumir seu lugar no trono de Qajaran.
Contudo, antes de entrar nesse mundo de falsidade e perigos, ele se rende a uma noite de prazer ao lado de uma bela desconhecida. 
Tudo o que a babá Tora Burgess queria era um recomeço, mas fica chocada ao descobrir que seu novo chefe era o amante sedutor para o qual havia se entregado. Rashid é um homem frio e distante... e faz uma proposta inesperada. 
Agora, Tora precisa escolher entre a sua liberdade e uma vida ao lado do poderoso sheik.

Capítulo Um

Rashid Al Kharim estava cansado de pegar leve. Precisava de algo mais forte. Para perder-se. Embotar a dor de todas as revelações do dia, mesmo que por poucas e preciosas horas.
Para esquecer um pai que não havia morrido há trinta anos, como ele sempre achara, mas sim há míseras quatro semanas. E para esquecer uma criancinha minúscula, uma irmã, que agora, aparentemente, era de sua responsabilidade... Cheio de raiva e tormento, ele bateu com força a porta de sua suíte no hotel em Sydney e seguiu até os elevadores, apertando o botão com força também, porque ele sabia do que precisava naquele exato momento:  De uma mulher.
Meu Deus, como ela odiava barzinhos mal-iluminados! De fora, parecia uma fuga de sua raiva e de seu desespero, mas ali dentro era escuro e barulhento, além de haver homens lascivos e velhos demais, e a média de idade feminina era de 19 anos. Tora deu-se conta de que estava acima da média com relação à idade e abaixo dela com relação ao salto alto, que não era tão alto assim. Mas isso não impedia que os caras velhos ficassem olhando para ela com olhares devassos mesmo assim.
Mas o bar ficava a poucos passos do escritório de seu primo, e depois de uma hora infrutífera com ele, uma hora em que nada, nem choro nem vela, tinha feito um pingo de diferença, ela precisava ir a algum lugar onde pudesse beber algo forte e soltar um pouco da sua raiva. Um dos caras velhos do outro lado do bar deu uma piscadela para ela. Eca!
Tora cruzou as pernas e puxou a saia para baixo, enquanto pedia outro coquetel. Nossa, como ela odiava bares!
Porém, naquele momento, ela odiava mais ainda seu primo, que também era seu conselheiro financeiro. Primo canalha e trapaceiro, isso sim, corrigiu ela mentalmente, esperando sua bebida, imaginando o quanto demoraria para que o bendito álcool fizesse efeito para que ela parasse de sentir tanta fúria.
Ela realmente precisava se esquecer do olhar de descaso de seu primo quando ela se recusara a aguentar mais as desculpas dele, insistindo que ele lhe dissesse quando ela teria acesso ao dinheiro do patrimônio que recebera de herança de seus pais.
Ela precisava esquecer o olhar de pena nos frios olhos dele quando ele finalmente parou de enrolá-la e disse que o dinheiro já era, e que ela assinou um documento, achando que era alguma formalidade, transferindo o dinheiro a ele, só que agora ele não lhe pagaria nada, pois tinha “investido” o dinheiro em nome dela, mas foi uma furada e não tinha mais nenhum dinheiro. Nada tinha sobrado dos duzentos e cinquenta mil dólares com que ela contava. Nada sobrara do dinheiro que ela prometera emprestar a Sally e Steve.
— Você deveria ter lido tudo direito — disse ele, tão presunçoso, e ela sentira vontade de infligir sérios danos físicos a ele, quando nunca tivera tendências violentas antes.
— O sangue é mais espesso do que a água — insistiram seus pais, quando escolheram seu sobrinho Matthew, em vez do conselheiro financeiro que ela escolhera, pai de uma mulher que ela conhecia e em quem confiava desde a escola primária. E Tora rendeu-se à escolha deles, mesmo que nunca fosse escolher ser amiga de seu primo, e menos ainda tê-lo como conselheiro financeiro.
E acabou que ela estava certa, maldição!


Somente para Você

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Família Kowalski

Felizes para sempre?

Kevin Kowalski está acostumado com o assédio das mulheres que frequentam o seu bar.
Porém, deseja ter algo mais sério… com Beth Hansen! 
Ainda que o primeiro encontro tivesse sido bem desastroso. 
Ela estava trabalhando em um casamento quando ficou frente a frente com o homem que a fizera perder o antigo emprego. 
Beth até tentou manter a distância, mas não conseguiu negar o convite para conhecer o quarto de Kevin. 
Na manhã seguinte, ela fugiu sem deixar um bilhete. Contudo, logo descobre estar grávida! Kevin fica animado com a ideia de construir uma família. E fará qualquer coisa para convencer Beth a conceder uma segunda chance ao relacionamento!

Capítulo Um

Outubro
Toda vez
que o New England Patriots ganhava uma partida, Kevin Kowalski fazia sexo.
Uma vitória para o time significava uma para ele. Não que procurasse por companhia em um domingo à noite, mas as ofertas não eram escassas. Enquanto deslizava uma caneca de cerveja pela superfície polida do balcão do melhor bar esportivo de New Hampshire, cujo proprietário, por acaso, era ele mesmo, notou o olhar insistente de uma loura. Os Patriots estavam se alinhando na telona na linha do gol, mas os olhos da mulher permaneciam cravados em Kevin, fazendo-o perceber que o zagueiro não era o único cara perto de marcar um ponto.
Naquela noite, porém, estava tendo sérios problemas para se concentrar na loura de lábios enxertados, seios cirurgicamente aumentados e ligeiramente bêbada, dando aquele olhar que significava “vai em frente”.
Kevin estava ocupado demais observando uma morena do outro lado do balcão. 
Não era apenas pelo fato de ela ser bonita, com vasto cabelo castanho caindo sobre os ombros e belos olhos da mesma cor. Nem mesmo pela forma como o suéter e a calça jeans lhe realçavam o corpo perfeito.
O motivo de observá-la era que seu encontro ia de mal a pior rapidamente. O rapaz inquieto de camisa abotoada e calça caqui que a acompanhava devia ter tomado uns drinques antes de chegar ao bar, ou tinha a intolerância a álcool de um calouro, pois apenas tomara uma dose de uísque e já agia como um bêbado inconveniente.
Havia uma linguagem corporal entre os dois, e o corpo da mulher desejava estar bem longe do dele. Quando os dedos do rapaz procuravam um local macio para aterrissar, ela desviava.
O Jasper’s Bar & Grille tinha três regras: É proibido fumar. É proibido jogar canecas de cerveja, até mesmo nos fãs dos Jets. E quando uma mulher diz não, é não.
Os Patriots marcaram um gol e os copos tremeram nas prateleiras com o grito triunfante dos fãs. A loura pulou do banco e seus seios testaram a resistência das alças do sutiã. O idiota das mãos bobas ergueu o copo vazio em direção a Kevin, que se aproximou do casal, mas ignorou o copo.
— Não vamos te servir mais álcool, mas podemos oferecer um café ou um refrigerante como cortesia.
O rosto do homem ficou vermelho e Kevin suspirou. Aquele cara daria trabalho. O Jasper’s tinha a política de tolerância zero, portanto, quando o homem levantou o traseiro do banco, Kevin fez sinal a Paulie e a viu revirar os olhos enquanto pegava o telefone.
— Não estou bêbado e quero outra maldita dose de uísque!
A mulher pôs a mão no braço dele como para sentá-lo de volta no banco.
— Derek, vamos...— Quem você pensa que é para dizer que não posso tomar outra maldita dose de uísque? — A pose de machão do homem foi diluída pelas palavras engroladas.
— Sou o cara que se reserva o direito de recusar servi-lo. — Beth, diga a esse babaca para me dar outro drinque. Kevin fez um sinal negativo com a cabeça.
— Sem chances.
Tudo aconteceu muito rápido. Kevin não tinha certeza se o homem estava tentando lhe dar um soco ou agarrá-lo pela camisa, mas seu cotovelo atingiu a acompanhante, derrubando-a. Ela não caiu, graças a um rapaz que estava sentado ao lado e que ficou aparentemente feliz por ter uma morena nos braços. Aquela situação distraiu Kevin o suficiente para que o bêbado acertasse um golpe fraco bem no queixo.
O cara irritadinho, que a morena chamara de Derek, prendeu a respiração ao perceber o que havia feito. Kevin viu quando o instinto de luta tomou conta do rapaz. 
Para o azar dele, pois Kevin tinha quase 1,90m e muita experiência em lidar com brutamontes, fossem eles bandidos, na época em que ainda usava farda e distintivo, ou seus quatro sobrinhos desordeiros. Ele agarrou o homem pelo colarinho através do balcão e puxou-o.
Derek debateu-se como um peixe no anzol, e quando a mão de Kevin deu uma pequena escorregada da gola, ele usou toda a sua força para tentar se soltar. A cabeça de Derek sacudiu e seu nariz bateu na beirada do balcão. Oops!


Série Família Kowalski
1- Exclusiva para você
2-  Somente para Você
3-  a revisar
4- All He Ever Needed
5- All He Ever Desired
6- All He Ever Dreamed
6.5 Alone With You
7- Love a Little Sideways
8- Taken with You
9- Falling for Max

Aprendendo a ser Pai

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Uma babá para duas crianças ou para um homem?

Quando Mac Weston viu-se cuidando de seus dois sobrinhos, percebeu que havia entrado em uma grande enrascada! 
Ele sempre trabalhara duro, mal tinha tempo para cuidar de si mesmo, quanto mais de duas crianças levadas. 
Sendo assim, não teve escolha senão contratar Paris Barbour como babá.
Paris notou imediatamente que Mac adorava os sobrinhos — apenas não sabiacomo demonstrar esse amor. 
Ele precisava aprender a ser pai, e nada melhor do que algumas aulas com ela. Mas o que de fato Paris queria era que Mac percebesse que estava pronto não apenas para ser pai, mas também... marido!

Capítulo Um

Mackenzie Mac Weston, um rapaz de um metro e setenta de altura, cabelos castanhos e crespos, enormes olhos verdes, sentiu-se como se tivesse sido apanhado por um furacão. Um furacão de nome Paris Katharine Barbour que o acordara às oito horas naquela manhã.
Mais tarde, ele passara meia hora em pé no mesmo lugar, tentando imaginar como aquilo acontecera.
Rememorava com cuidado a conversa que tivera com Paris quando ela chegara a sua porta, mala na mão e um sorriso luminoso nos lábios.
Esfregou o rosto que não barbeava havia dois dias e tentava recordar como tudo começara.
Colocou as mãos nos bolsos da calça e olhou a escuridão. Ficou frustrado ao constatar que sua calça começava a escorregar pelos quadris. Puxou-a e colocou-a no lugar. Devia ter posto um cinto. Todas as suas calças estavam folgadas ultimamente, e tudo o que ele fazia era apertar um pouco mais o cinto. Não queria comprar outras, e nem tinha dinheiro para isso. De qualquer maneira, preferia ser chicoteado a ir à cidade com o fim de comprá-las.
A calça não era seu problema imediato, contudo. A sra. Paris Katharine era um dilema mais urgente.
— Sr. Weston? — ela perguntara, esgueirando-se pela porta tão logo ele a abrira. Sorriu, exibindo os dentes alvos, maravilhosos. — Sou Paris Barbour. O anúncio do jornal pedia uma governanta de crianças. E eu me perguntei, por que não ir logo lá?
— O anúncio? — Mac ficou parado, com a porta aberta, olhando para a saia que ela usava, colorida em vários tons de vermelho, lilás e amarelo.
Paris, com gentileza, tirou a mão dele da porta e fechou-a, como se dissesse que, agora que estava dentro, não seria desalojada. Colocou sua mala no chão.
— Paris...
— Barbour — ela terminou, olhando ao redor. — Paris Katharine Hepburn. Nome diferente. Mas é que um dos filmes preferidos de minha mãe era Summer-time, com Katharine Hepburn e Rossano Brazzi. O filme passa-se em Veneza e minha mãe queria que meu nome fosse Veneza Katharine. Porém meu pai meteu-se no meio disso e exigiu que se pusesse Paris em vez de Veneza. Pensando bem, ficou melhor do que Zurique ou Detroit, não acha?
Mac não conseguia dizer nada. Estava mergulhado na torrente das palavras dela. Levou alguns segundos para voltar à superfície. Jamais imaginara que uma pessoa pudesse enunciar tantas palavras em tão pouco tempo. Enfim, ele falou:
— Por que... por que mesmo você disse que veio aqui?
— Por causa do anúncio, lembra-se? Estou dando uma resposta ao anúncio.
— Em pessoa?
— Sim — ela respondeu. — Seu anúncio parecia tão urgente, por isso pensei que o melhor seria começar imediatamente. — Ela tirou do bolso o recorte do jornal e leu-o. — Governanta para duas crianças pequenas. Bom salário e benefícios. Certo? É você, não é?
— Mas eu só pus esse anúncio no jornal esta manhã...
— Ótimo, quer dizer então que sou a primeira a vir.
— Como me achou? Apenas dei o número de meu telefone.
Talvez alguém na pequena cidade a tivesse informado onde era sua casa, ele pensou.
— Oh, não importa. Estou aqui agora, isso é só o que interessa. — Paris virava a cabeça de um lado para o outro e seus incríveis cabelos moviam-se suavemente, captando a fraca luz da manhã. — Onde estão as crianças? — perguntou.
Mac desviou o olhar dos cabelos de Paris e começou a abotoar a camisa. Ele saíra do chuveiro para abrir-lhe a porta. Demorou para se lembrar, tão estonteado estava.
— Na cozinha — disse enfim —, Elly e Simon estão tomando a refeição da manhã.
— Oh, acho que vim muito cedo. Quis ter certeza de ser a primeira a chegar.
— Acredite-me, de fato foi. Mas, uma vez aqui, venha à cozinha.
Ele a conduziu através da sala. Mac nunca se incomodara antes que pessoas entrassem e vissem o lugar pouco convidativo onde morava. Mas havia qualquer coisa naquela mulher de olhos brilhantes e saia colorida que o fez compará-la a uma borboleta presa numa sala acinzentada. Isso o perturbou.
Ela não disse nada quanto ao lugar vazio, quase nu. Após segundos Mac entendeu o porquê. Paris não tirava os olhos da enorme janela.
— Que vista encantadora!

Juntos Outra Vez

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

A loja: Casa das Noivas, Londres. 

O ambicioso primo de Grace DeWilde, Michael Forrest, representa tudo que Júlia Dutton deseja evitar em um homem. 
Júlia foi criada para ser a esposa perfeita, e Michael quer apenas glamour e sensualidade.
O Enredo: Júlia seria corajosa o bastante para comprometer-se com um homem que oferecia apenas alguns breves momentos de êxtase?
A Solução: As peças roubadas da famosa coleção DeWilde finalmente estão de volta ao seu devido lugar. 
Será que isto é sinal de que Júlia pode correr o risco de viver um romance com Michael? Poderia acreditar que, assim como a coleção de jóias, seu coração sairia inteiro desse romance?

Capítulo Um

O famoso saguão da Casa das Noivas de Londres estava silencioso, as luzes obscurecidas, as cintilantes gavetas das joias cobertas, o espaço vazio depois do fluxo diário de consumidores.
Jeffrey DeWilde caminhava por entre os balcões desertos, notando as mudanças realizadas durante a semana anterior e imaginando se representavam melhorias. Admirou um elegante arranjo de bolsas espanholas e lenços de seda italianos, ergueu a so­brancelha para a decisão de apresentar escovas de prata para cabelos sobre um leito de roupas íntimas de cetim púrpura, e parou por um momento diante do balcão onde haviam sido instaladas as listas de presentes. 
Teria sido uma boa ideia mudar as listas de sua tradicional localização no quarto andar para a posição de destaque ao lado dos elevadores, no saguão? Jeffrey não tinha ideia, mas Gabe parecia aprovar a alteração, e ao longo dos últimos meses, aprendera a confiar nas decisões do filho relativas às técnicas de vendas.
Até a separação, ocorrida há pouco mais de um ano, Jeffrey e a esposa sempre haviam cumprido juntos o ritual de percorrer a loja nas noites de sexta-feira. Com Grace a seu lado, explicando o sig­nificado prático de cada inovação, Jeffrey apreciara o tempo necessário para completar a tarefa, cerca de uma hora. 
Tratava a vistoria como um prelúdio para o final de semana, uma maneira de relaxarem depois da intensidade frenética de uma semana de trabalho. Às vezes, era até capaz de contribuir com comentários úteis aliando o que Grace dizia à visão financeira do império Casa das Noivas, que incluía filiais em Paris, Sydney, Nova York e Mônaco. 
Os números relativos às vendas, aos custos, juros de empréstimos e financiamentos e margens de lucro eram perfeitamente claros em seu cérebro. Mas sem Grace para ajudá-lo a traduzir essa imagem financeira em termos mais concretos e práticos de comércio, não tinha nada a oferecer quanto às decisões sobre a es­colha da mercadoria e a maneira como era exibida.
Durante os últimos quinze meses, a vistoria se­manal se transformara em pouco mais que um gesto de desafio, um ato com o qual tentava provar a si mesmo que o mundo não havia desabado só porque Grace o deixara.
Estavam divorciados. A palavra ainda soava sem sentido quando aplicada a ele e Grace, apesar de ter recebido cartas pomposas dos advogados infor­mando que, depois de trinta e dois anos de casa­mento e um de separação, era novamente um homem solteiro. 
Quisera divorciar-se de Grace. Cinco meses atrás, quando ela se instalara em Nevada para cum­prir o requisito de residência necessário ao processo, estivera ansioso pelo fim do casamento, interessado num alívio para a dor que causavam um ao outro.
Era considerado oficialmente livre desde abril, e já era quase agosto. Quinze semanas de gloriosa liberdade das cadeias do matrimônio.
Jeffrey deixou escapar uma gargalhada amarga. Ah, sim, experimentava todas as alegrias de ter finalmen­te se libertado de um casamento fracassado. Esperava realmente que em mais um ano as palavras divórcio e solteiro não o fizessem sentir-se tão deprimido.
— Tudo bem, senhor? — Um dos guardas unifor­mizados saiu das sombras para o campo de visão de Jeffrey.
— Sim, está tudo bem, obrigado. — Se não con­siderasse o constante desejo de esmurrar as paredes, tudo ia muito bem.
Jeffrey virou-se, odiando a ideia de submeter-se à curiosidade do segurança. Jamais se acostumaria com o fato de que suas preocupações mais íntimas eram objeto dos comentários dos empregados. Sem mencionar os artigos nos jornais. As revistas espe­cializadas em fofocas pareciam determinadas a tra­tá-lo como um símbolo sexual para as leitoras mais maduras, uma sugestão que teria sido engraçada, não fosse pelo constrangimento que causava.
Estavam bem perto da redoma que continha a tiara da imperatriz Eugénie, e ao afastar-se do guarda, Jef­frey deparou-se com a ofuscante coroa de diamantes e pérolas, exibida sobre um pedaço de veludo vermelho arranjado com arte e bom gosto. A cascata de pregas aparentemente casuais formava um contraste perfeito com a rigidez formal da tiara, a cor intensa empres­tando volúpia ao brilho gelado das pedras. 
O interior da redoma havia sido reformulado recentemente por Lianne Beecham, sua nora, e a tendência exótica car­regava a estampa inconfundível de seu talento.
A tiara era uma peça genuína, uma joia de elevado valor histórico e monetário, um tributo do imperador Louis-Napoléon à sua adorada esposa, e Jeffrey sen­tia uma intensa onda de emoção cada vez que passava pela redoma e era surpreendido pelo brilho envolvente dos diamantes perfeitos e das pérolas raras. 
A tiara autêntica, desaparecida quase meio século atrás, finalmente ressurgira e fora devolvida ao seu lugar de direito quinze dias depois de Grace ter deixado Londres a caminho de San Francisco. 
O momento havia sido um exemplo perfeito de iro­nia. Reconquistara uma valiosa herança de família no mesmo instante em que perdera a esposa. Um preço caro demais para pagar por algumas joias, mesmo que históricas e únicas.

Série Casa das Noivas
1- Votos de Amor
2- Encontro Marcado
3- O Poder da Sedução
4- Um Sonho de Amor
5- Uma noiva para papai
6- Ladrão de Amor
7- Pacto de Sedução
8- Termos de Rendição
9- Segredos de família
10- Um homem selvagem
11- Preciosa sedução
12- Juntos outra vez 
Série Concluída

Preciosa Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Desde o início do século, a elegante e sofisticada loja Casa das Noivas tem ajudado mulheres de todo o mundo a realizarem a fantasia do dia especial.

A loja: Grace, San Francisco. A dra. Kate DeWilde, filha caçula de Grace, podia terse saído muito bem sem a persistência do sombrio porém atraente detetive particular que insistia em aparecer de maneira inconveniente nos lugares mais errados.
O Enredo: Nick Santos estava tão próximo de solucionar o mistério das jóias roubadas da coleção DeWilde que quase podia sentir o gosto do sucesso. Mas Kate DeWilde representava um entrave em seus progressos.
Apaixonar-se pela filha da chefe arruinaria seu estilo de investigação, e atender ao que ela pedia seria o mesmo que dizer adeus ao caso...

Capítulo Um

— Faça o que estou mandando ou vou cortá-la!
— A Dra. Kate DeWilde parou ao ver a lâmina brilhando sob a iluminação intensa da clínica. A arma estava tão perto de seu rosto que ela se encolheu. Sabia que o adolescente estava falando a sério, o desespero era evidente em cada linha do corpo tenso.
— Não quer fazer isso, Emílio — disse, tentando manter a voz firme apesar do medo. — Roubar remédios da clínica não vai ajudá-lo em nada. Você precisa...
— Cale a bocal — O suor que brotava de sua testa encharcava os cabelos negros. Ele usou a mão que segurava a testa para limpar o rosto. — Preciso pensar.
Não podia ficar ali parada. Com o coração galopando dentro do peito, disse:
— Enquanto pensa, por que não me deixa cuidar do ferimento?
Ambos olharam para o braço esquerdo do rapaz, que pendia imóvel ao lado do corpo. Pelo que Kate deduzira ao vê-lo invadir a clínica, tudo começara com uma briga entre gangues rivais. O sangue do ferimento que ele segurava passava por entre os dedos e caía, gota após gota, no chão de ladrilhos. Como uma flor vermelha desabrochando ao sol, a poça de sangue crescia e tornava-se potencialmente mais letal a cada gota.
Emílio deu um passo na direção dela, o rosto jovem e belo contorcido numa máscara de desespero e dor. Ele oscilou, e Kate teve certeza de que em breve perderia os sentidos. Mas o garoto ainda segurava a faca com dedos firmes, e por isso ela permaneceu onde estava, tentando decidir o que fazer.
Não podia esperar até que ele desmaiasse, embora a palidez no rosto de traços latinos indicasse que não teria de esperar por muito tempo. Sabia que tinha de agir depressa. Estava encurralada num canto atrás do balcão de recepção da clínica com Emílio e a faca a menos de um metro de distância.
O primeiro passo era esquecer a arma, ou acabaria paralisada pelo medo. Tinha de lembrar que era uma médica. O menino diante dela, quase uma criança, apesar do ar ameaçador e da dureza do tom de voz, não tinha muito mais que dezesseis anos de idade e precisava de sua ajuda. Sua obrigação era socorrê-lo.
— Por favor, Emílio, escute...
Ele saltou tão depressa que Kate nem pode defender-se. Antes que se desse conta, ele a agarrou pelo pescoço e encostou a ponta da faca em seu rosto, embaixo do olho. Respirando ofegante, perguntou:
— Como sabe meu nome?
Sabia que corria perigo, mas podia sentir o cheiro do medo no hálito do rapaz. A mão em sua garganta dificultava a respiração e a fala, mas precisava conter o pânico e agir.
— Solte-me... e responderei à pergunta.
— Fale de uma vez!
— Sei seu nome — ela explicou com voz rouca e sufocada —, porque atendi sua avó quando você a trouxe à clínica há alguns meses. Lembro-me de Rosalinda Sanchez... e de como se orgulhava do neto. Ela me falou muito a seu respeito, Emílio, sobre como cuida dela e...
— Já chega! Não quero ouvir mais nada!
Emílio soltou-a e virou-se. Sem ar, Kate quase caiu.
Agarrada ao balcão, respirou fundo algumas vezes até sentir que o ar fluía novamente com facilidade, preparando-se para entrar em ação. Precisava tirar a faca da mão de Emílio e tratar do ferimento antes que fosse tarde.
— O que Rosalinda diria se pudesse ver o neto agora? O que pensaria se soubesse que você apontou uma faca para a médica que cuida dela?
O rapaz encarou-a novamente.
— O que sabe sobre minha abuela! O que sabe sobre a vida?
— Sei que precisamos cuidar deste ferimento, ou perderá muito sangue e terá de ir para um hospital. Sei que, uma vez lá, a polícia fará perguntas sobre como foi ferido. Sei que irão procurar sua avó e...
— Chega!

A Moça da Praia

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Ross Kirk era um grande perigo: alto, forte, rico, mas com um coração inconquistável! 

No entanto, também era um poderoso executivo que estava muito cansado da vida que levava. 
E quando sofreu um acidente em frente ao chalé de Sarah, ele se viu obrigado a parar com a vida alucinante que levava. 
Sarah, que até aquele dia só se dedicava aos estudos e à pesquisa, começou a correr um grande perigo. 
Ela só entendia de aves e jamais se dedicara ao estudo do sexo oposto. Mas, afinal, um dia ela teria de começar. E com um homem como Ross Kirk, qualquer sacrifício valeria a pena!

Capítulo Um

Sarah, ainda usando pijama e com a xícara de café nas mãos foi para a junto da janela e ficou olhando a imensidão do oceano. Lá fora o vento era muito forte e as ondas, no seu eterno ir e vir, quebravam na praia deserta com muita força. A intensidade do vento era tanta que os pinheiros se dobravam como se curvando diante da natureza. Dentro do chalé, o barulho era ensurdecedor.
Muito breve um tempestade iria cair e, pelo que Sarah podia observar, ela seria terrível. Nuvens negras toldavam o céu e impediam que o sol se mostrasse em todo o seu esplendor.
Sarah, que morava no chalé desde criança, conhecia muito bem a fúria da natureza, aquelas tempestades que assustavam a todos. Mas ela jamais sentira o menor medo do que estava acontecendo lá fora, muito pelo contrário, sempre sentira uma certa fascinação pelos caprichos da natureza. Porém, naquela manhã, ela sentia-se profundamente apreensiva. 
Era a primeira vez que, sozinha, iria enfrentar uma tempestade como aquela. O pai, que sempre estivera ali para protegê-la de tudo, tinha falecido há seis meses. E Sarah ainda não conseguia acreditar que ele se fora para sempre.
Ela fechou os olhos e teve a nítida sensação que Robert Wainwright estava ali ao seu lado lhe dizendo: "Filha, o Homem precisa aprender a respeitar esse nosso planeta. Não podemos continuar destruindo tudo o que nos cerca, não podemos fingir que somos eternos."
Sarah fechou os olhos com força e balançou a cabeça de um lado para o outro. Ela ainda não conseguia acreditar, não conseguia aceitar a morte do pai.
— Meu Deus Por que o senhor o levou? Ele era um homem tão bom, tão sensível E eu precisava tanto dele
Após a morte de Robert Wainwright, Sarah havia se proposto a dar continuidade ao trabalho dele. E se esforçara muito para continuar com os estudos das migrações dos pássaros. Mas, às vezes, acreditava que não iria conseguir fazer o que havia se proposto. Sem a presença forte, sem a orientação exata do pai, tudo se complicava, tudo se mostrava muito difícil. Isso sem contar a solidão e o isolamento que, de repente, se vira obrigada a viver. Sem o pai, Sarah sentia-se perdida.
"Não deveria estar aqui, deprimida, olhando a tempestade se formar lá fora. Tem muita coisa a ser feita para esperá-la."
Sarah, como se saindo de um sonho, bebeu o resto do café, colocou a xícara sobre a mesa e correu para o quarto. Tirou o pijama, vestiu um jeans, uma camiseta de mangas compridas e um suéter. Depois, calçou as botas de plásticos, enrolou um cachecol no pescoço e vestiu uma capa.
A chuva lá fora já havia começado a cair. O barulho do pingos no telhado, numa sinfonia desarticulada, fez com que a apreensão de Sarah aumentasse.
— Como eu queria que meu pai estivesse agora aqui comigo.
Apressada, ela correu para a porta de entrada do chalé e, ao abri-la, foi recebida por uma rajada de vento que quase a derrubou. Cabeça curvada, lutando contra o vento, Sarah, nos minutos seguintes, levou para dentro do chalé uma grande quantidade de lenha. Depois, abriu o armário que ficava sob a escada e pegou uma lanterna.
— Velas! Eu também preciso de velas! 


Irresistível?

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Ellie Sutherland não estava exatamente desesperada... ainda. 

Mas, depois de catorze meses, cinco dias e duas horas sem namorado, estava bem próxima do desespero. 
Portanto, quando teve chance de experimentar uma pílula que atraía o sexo oposto, não perdeu tempo e foi sé inscrever.
Quase imediatamente, homens começaram a cair a seus pés. 
Até o sexy Mark Blackwell. 
Logo, Ellie também se apaixonou por Mark. E a vida dela foi perfeita durante algum tempo. Mas, quando o sortimento de pílulas se esgotasse, será que Mark ainda continuaria a achá-la?

Capítulo Um

Homens de Atlanta, cuidado!
Ellie Sutherland abriu a boca para falar, mas o som que saiu de sua boca foi rouco e baixo.
— Estou despedida?
A supervisora, Joan Wright, tossiu ligeiramente e encostou o cotovelo na mesa.
— Não propriamente despedida — disse. — Com o novo corte de despesas, não tivemos outra saída senão mandá-la embora. Tem o prazo de uma semana para deixar a empresa. Por favor, não tome isso como algo pessoal.
— Mal posso acreditar — Ellie murmurou. De que jeito vou pagar meu aluguel?
— Ellie, seu emprego, afinal, não era um dos melhores. Sabe o que quero dizer, não? Você tem qualificações para coisa muito superior. No mundo da arte, por exemplo. É talentosa.
— É? Por isso mesmo os donos de galerias estão batendo na minha porta todos os dias — Ellie declarou com ironia.
— Vai chegar sua vez. Espere e verá. É necessário ter talento, sorte e perseverança. Você possui talento e perseverança. Com um pouco de sorte, tudo sairá bem.
Os olhos de Ellie encheram-se de lágrimas.
— Bem que tive um pressentimento, esta manhã, de que deveria ter ficado na cama. — Ela suspirou. — Mas é que eu esperava fazer alguns contatos aqui.
— E fez. Eu. — Os olhos de Joan se iluminaram. — Verei o que posso fazer para lhe arranjar algum trabalho em pintura. Por ora, convido-a a lanchar comigo.
— Obrigada, Joan, mas prefiro ficar sozinha, preciso pensar.
Ellie foi à sua lanchonete favorita. O rapaz do balcão lhe perguntou: — Você já esteve aqui antes, não?
— Várias vezes.
— Posso saber que perfume está usando?
— E uma mistura que eu mesma preparo, minha preferida. Trabalhei com isso durante meses, até conseguir um aroma agradável.
— Agora sei por que tenho dor de cabeça cada vez que você entra aqui. Deve ser o perfume.
Todos os que estavam na lanchonete ouviram o comentário e riram muito. Ellie pegou seu prato de salada depressa e foi sentar-se a uma mesa bem perto da porta. Será que esse dia nunca vai acabar? Ela pensava na vida. Estava com vinte e nove anos de idade e, apesar de ter tido vários casos amorosos, não conseguira ainda se casar.
Um rapaz simpático acabava de entrar. Ellie reparou que ele olhava constantemente para o relógio e para um calendário que tinha nas mãos, enquanto, na fila do balcão, esperava para ser servido. Era moreno, e vestia-se com um terno de corte italiano impecável, verde oliva.
Por que será que os homens atraentes estão sempre ocupados com negócios? Mas afinal, onde estão os bons, os que querem constituir família? De súbito, Ellie sentiu um tranco no braço, e o copo de coca-cola que ela no momento ia levando aos lábios voou, caindo no prato de salada e sobre sua saia. Ellie apertou as pálpebras e lamentou pela curta vida da saia de linho que levara dois meses para poder comprar.
Furiosa, levantou-se e olhou para o sr. Terno Italiano que estava agora ao lado de sua mesa, também perto da porta, sem dar a mínima importância ao desastre que fizera.
— Ei! — Ellie disse, cutucando o ombro do homem.
Ele virou-se. E ela quase desmaiou. Mamma mia, que tipo de beleza! Os olhos eram verdes, emoldurados por sobrancelhas e cílios muito escuros.
— Pois não? — O homem continuava ignorando o que fizera. O telefone celular, que ele carregava consigo, tocou. — Um momento — disse a Ellie. — Alô? Ray? O que há?
Ellie estava cada vez mais irritada. Que coragem de deixá-la ali esperando! Com uma decisão súbita, ela arrancou-lhe o telefone da mão e falou: — Ray, ele vai telefonar para você mais tarde, ouviu, querido?
— O que está fazendo? Ficou louca? — o homem explodiu. — Eu conversava com meu chefe. Dê-me esse fone!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Proposta Arriscada

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


O vencedor leva tudo!

Para o magnata Jack Wolfe, fechar acordos bilionários está em seu sangue. 
Por isso, fica extremamente surpreso quando a reunião com a blogueira Stephanie Johnson foge do controle. O objetivo era comprar a empresa dela. 
Contudo, Jack fica fascinado pelo talento, sensualidade e sagacidade de Steffi, e faz uma oferta bastante ousada. 
Ela sabe que não pode colocar em risco os negócios com Jack. Porém, os toques dele libertam um desejo incontrolável! Será que Steffi aceitará a proposta de Jack?

Capítulo Um

— Você não pode me deixar sozinha com ele, entendeu? — Stephanie Johnson, ou Steffi Leigh, para a infinidade de assinantes de seu blog, fechou a porta do carona e encarou sua melhor amiga.
— Pare de se estressar. Ele não é do tipo perigoso. — Tara inspecionou sua enorme bolsa enquanto dava a volta até a calçada, sem se incomodar em olhar aonde ia nem em trancar o carro.
— Ele é mais que perigoso. Ele é como Deus — argumentou Stephanie. Porque Jack Wolfe tinha todo seu mundo nas mãos. — E você sabe que não vou conseguir fingir por muito tempo.
Conseguia fingir por tempo suficiente para os vídeos de 90 segundos que gravava no canto de seu quarto, claro. Mas fingir ser Steffi Leigh em uma reunião de três horas no mundo real? Não tinha esperança de conseguir. Pelo menos, não sem ajuda.
Distraída, tentou roer a unha e sentiu tecido em sua boca. Ugh. Ela havia esquecido que usava uma blusa branca de mangas compridas, para esconder a feiura das unhas roídas. Todo seu look vintage era montado para esconder a pessoa real que era, com todos os seus defeitos e manias.
— Bem, se você parasse de esfregar seu rosto... — Tara se aproximou, o pincel de blush erguido, como a arma que era — e ficasse imóvel só um pouquinho...
Como se aquilo fosse possível. Seus sapatos de saltos baixos estavam amassando os dedos de seus pés, havia um peso enorme sobre seu peito e ela estava congelando, a despeito do aviso do aplicativo do celular que já indicava 32°C. Stephanie afastou o pincel irritante com um gesto e conferiu as horas no celular novamente.
— Vamos. Não podemos nos atrasar. — Ela não precisava de blush. Provavelmente ficaria cor de beterraba no segundo em que ele fizesse uma pergunta capciosa.
Quando se virou na direção do hotel, seu pânico aumentou. Ela ia se denunciar nos primeiros cinco minutos... Porque Steffi Leigh era toda ficção. E Stephanie Johnson era uma farsa.
— É claro que você pode se atrasar — zombou Tara, mexendo em sua bolsa novamente. — Você é Steffi Leigh. Vai fazer uma entrada triunfal.
Stephanie deu uma risadinha. Aquilo ia acontecer de qualquer maneira, dado que ela aparentava ter acabado de sair de um catálogo de costura dos anos 1950: vestido com a saia volumosa, cintura marcada, luvas, saltos baixos e cabelo enrolado com bóbis. Podia ver as pessoas passando por elas e virando a cabeça, provavelmente imaginando se era uma sessão de fotos, com a maquiadora pintando seu rosto na rua.
Se ela realmente fosse uma modelo. Se apenas ela não tivesse que falar e tentar vender seu site como um investimento fabuloso.
— Stephanie. — Tara ergueu a cabeça e a encarou. — Você pode fazer isso. Você precisa. — Tara sorriu. — Você precisa seguir com sua vida.
Stephanie olhou para a amiga e uma determinação fatalista se instalou em seus ossos. Sim, ela podia fazer aquilo. Tinha que fazer aquilo. Não por sua vida, mas pela de seu irmão.
Enfiou seu celular na bolsa vintage, endireitou os ombros e ergueu o queixo. Ela era Steffi Leigh, e hoje faria o melhor trabalho possível, cuidando de permanecer no personagem.
Fingindo. Fazendo. Conseguindo.


Entrelinhas do Desejo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Armadilha do destino.

Ao voltar para casa após uma missão de resgate desafiadora, tudo o que James Wolfe queria era dormir. 
E fica furioso ao encontrar uma bela desconhecida entre seus lençóis. 
O local fora oferecido como refúgio para a infame celebridade Caitlin Moore e ela está decidida a ficar... principalmente com tantos paparazzi esperando do lado de fora. 
A única saída era dividir o apartamento com James. 
Porém, com a forte atração capaz de causar um curto-circuito em Manhattan, ficar cada um em seu lado da cama se torna uma tarefa impossível!

Capítulo Um

Nova York, a cidade que nunca dormia. James Wolfe também nunca dormia — ao menos não em aviões, trens ou automóveis. E com voos longos, atrasos terríveis e, agora, trânsito num horário em que em outras cidades não o haveria, ele ficara mais de quarenta horas sem dormir e estava caindo de sono. 

Só mais alguns minutos e poderia se deitar na cama. Na sua cama, não em uma cama de hotel numa cidade estranha, ou numa tenda improvisada. Mal podia esperar. Desejou que o trânsito se abrisse para que o táxi seguisse em diante. Para levá-lo para casa.
— Você esteve viajando?
Levando em conta que o taxista o pegara no aeroporto, aquilo era óbvio. Mas James abriu automaticamente um sorriso. O homem o reconhecera, e ele não desapontaria ninguém sendo rude. Por mais desconfortável que fosse, a atenção pública era parte do esquema. Assim, meneou a cabeça e tentou falar. Mas as palavras não se ordenavam em sua mente cansada.
— Não consegue falar a respeito, não é?
James sacudiu a cabeça devagar.
— Você parece esgotado. — O taxista não esperou uma resposta a isso.
Finalmente, o carro parou diante do prédio dele. O taxista ofereceu-se para ajudá-lo com a mala. Considerando que era uma mochila, não foi necessário. Então, o homem quis lhe fazer a corrida de graça.
— Se sabe quem eu sou, também sabe que faço questão de pagar. — James aliou a última fala compreensível a algumas cédulas da carteira. — E você está trabalhando até tarde. Precisa ser pago. — A família dele provavelmente precisava do dinheiro.
O motorista do táxi meneou a cabeça com relutância.
— A qualquer hora que precisar ir a algum lugar... — Pegando o dinheiro, entregou seu cartão a James. — Obrigado. Você é um...
James alargou o sorriso e desceu do táxi antes de poder ouvir aquilo. Não queria ser aquele bom sujeito, aquele “herói”. Tudo que era, no momento, era um homem exausto.
Ele sacudiu a mão para o segurança e, então, pegou o elevador até seu andar. A onda de exaustão se elevou junto com os números dos andares. Um profundo alívio dominou-o quando entrou no apartamento e deixou a mochila perto da porta. 
Não se deu ao trabalho de acender as luzes, o escuro acalmou seus olhos cansados. Levaram só um momento para se ajustarem, embora não houvesse mesmo nada para se ver. O lugar estava vazio, pronto para ser completamente reformado. 
Ele andou pela sala vazia, tirando as botas, desafivelando o cinto e despindo a calça. Havia apenas um lugar para onde estava rumando e foi direto para lá. Subiu devagar a escada interna do duplex, esperando que suas instruções tivessem sido seguidas. As de que encontrasse seu quarto e o banheiro anexo totalmente reformados e redecorados. Prontos para ocupação.
Alguns segundos depois, parou ao pé da cama, esfregando os olhos cansados. Mas não o estavam enganando. A cama estava feita, sem dúvida. Uma cama grande, nova, com cobertas brancas de aspecto macio. Sentiu os pés afundando num luxuoso tapete. 
Teve certeza de que, se olhasse, o banheiro estaria reluzindo e perfeito. Mas havia algo mais parecendo reluzente e perfeita: uma mulher. Uma mulher bonita estava adormecida bem no meio da enorme cama dele.
Ela deixara as persianas abertas e, portanto, as luzes da cidade projetavam uma suave luminosidade no quarto. Deixavam o braço e o rosto da desconhecida iluminados. 
O cabelo longo e loiro dela estava sedutoramente espalhado pelo travesseiro. Uma beldade dourada em sua cama. A própria Cachinhos Dourados.
Ele estava sonhando.

Seduzida pelo Playboy

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


O mestre da sedução...

Alessandro Falcone é famoso por sempre conseguir o que deseja. 
Mas ser forçado a voltar para a Escócia era um grande inconveniente para esse poderoso bilionário. 
Por isso, seu plano era chegar, resolver o problema e ir embora rapidamente. 
Até a bela Laura Reid se tornar uma deliciosa distração durante as frias e longas noites escocesas.
 Ela pode ser o oposto das mulheres com as quais 
Alessandro costuma sair, mas suas curvas sedutoras e inocência cativante a faz ser um grande desafio. E no jogo da sedução, Alessandro sempre vence!

Capítulo Um

— Não sei o que você está fazendo aqui. — Roberto Falcone dirigiu um olhar atravessado ao filho. Havia se movido até a porta da frente e agora permanecia diante dela como um leão de chácara barrando a entrada de um clube. — Disse a você para não se dar o trabalho de vir aqui e falei a sério.
Alessandro sentiu uma tensão familiar invadir seu corpo, da maneira como sempre acontecia nas ocasiões em que estava na companhia do pai. Geralmente, conseguiam ao menos trocar amenidades antes de ele querer girar nos calcanhares e rumar o mais rápido possível na direção oposta. Dessa vez, não houve conversa educada de aparências, e Alessandro preparou-se para um final de semana difícil. O qual ambos teriam de enfrentar porque não havia escolha.
— Vai me deixar entrar, ou vamos ter esta conversa na porta? Porque, se for o caso, vou buscar meu casaco no carro. Prefiro não morrer congelado ainda.
— Não vai morrer congelado — desdenhou Roberto Falcone. — O tempo está praticamente tropical aqui.
Alessandro achou melhor não discutir. Tinha muita experiência em se tratando de discordar do pai. Roberto Falcone podia ter 80 anos, mas não desistia de nada sem lutar, e discutir se uma temperatura de oito graus era considerada como frio ou não era um exemplo daqueles motivos de briga. Era uma alma forte que vivia na Escócia e, apesar das condições difíceis do clima, ele era um desafio. Homens de verdade removiam neve com pouca roupa e descalços! O filho era um tipo fraco que vivia em Londres e ligava o aquecimento central no segundo em que o sol se escondia atrás das nuvens.
E ambos jamais se entendiam.
Era por aquele motivo que as visitas habituais se reduziam a três vezes por ano e duravam apenas o bastante até a conversa educada se esgotar.
Exceto que aquela era mais que uma visita habitual, e ele soubera que o pai não iria facilitar as coisas.
— Vou buscar meu casaco.
— Não precisa. Agora que você chegou aqui, acho que não tenho muita escolha a não ser deixá-lo entrar, mas se acha que vou para Londres com você está muito enganado.
No frio, sob a escuridão que pairava, ambos se entreolharam, Alessandro com uma expressão decidida e uma ferrenha determinação evidenciando-se no semblante do pai.
— Falaremos sobre isso quando eu entrar — disse Alessandro. — Por que você atendeu à porta? Onde está Fergus?
— É fim de semana. O homem merece uma folga.
— Você teve um derrame seis meses atrás e ainda está se recuperando de uma fratura na pélvis. O homem recebe o bastante para abrir mão de suas folgas.
Roberto franziu o cenho, mas Alessandro não recuou em sua posição. Francamente, não era o momento de ficar pisando em ovos em torno do assunto. Gostasse ou não, o pai iria para Londres com ele dali a três dias. 

O conteúdo da casa poderia ser empacotado e enviado para o sul, uma vez que o lugar estivesse vago.
Sua decisão fora tomada e, quando Alessandro tomava uma decisão, não estava aberto a discussão, muito menos persuasão. Seu pai não podia mais lidar com os cuidados exigidos pela mansão vitoriana, mesmo que pudesse contratar uma equipe de empregados para ajudar se quisesse. Nem podia lidar com hectares de gramados e jardins. Ele gostava de plantas. Alessandro lhe apresentaria as maravilhas de Kew Gardens, o Jardim Botânico de Londres.
A verdade brutal era que Roberto Falcone agora era frágil, quer desejasse admitir ou não, e precisava de um lugar menor, algum lugar mais perto de Alessandro, em Londres.
— Vou pegar a minha mala.

Segredos de Família

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Casa das Noivas
Desde o início do século, a elegante e sofisticada loja Casa das Noivas tem ajudado mulheres de todo o mundo a realizarem a fantasia do dia especial

A loja: Grace, San Francisco. 
O empreendimento varejista de Grace DeWilde era um fato consumado, mas não havia satisfação no recomeço.
O Enredo: A herança de Kemberly, a propriedade dos DeWilde na área rural inglesa. 
Numa tentativa de dar as costas para o passado e começar o futuro, Grace DeWilde deixa a nova loja e o novo romance para voltar à Inglaterra. Lá, fica arrasada ao descobrir segredos de família cujas chocantes implicações podem atingir seus filhos e Jeffrey DeWilde, o marido que ela nunca deixou de amar.

Capítulo Um

— Grace? Sou eu. Jeffrey.
Grace DeWilde abaixou a cabeça e fechou os olhos. Era triste saber que depois de trinta e dois anos de casamento, Jeffrey ainda considerava necessário identificar-se ao telefonar para ela. Teria reconhecido sua voz das profundezas de um coma.
Puxando os lençóis, flexionou os joelhos e puxou a enorme camiseta sobre as pernas. Eram seis e meia da manhã em San Francisco. Estava sonolenta demais para calcular o horário londrino.
Normalmente acordava ansiosa para começar o dia, mas nos últimos tempos era difícil resistir ao desejo de encolher-se sob as cobertas e voltar a dormir. Uma espécie de sinal de alarme soou em sua mente. No passado, tais sintomas assinalavam para duas possibilidades: gravidez ou ansiedade. Um suspiro aliviado escapou de seu peito. Certamente não estava grávida.
— Podemos conversar? Você parece estar dormindo— Jeffrey comentou surpreso.
Como se conheciam bem, Grace pensou, massageando a testa e desejando dispor de uma xícara de café. Pensando bem, conheciam os hábitos diários um do outro. Os desastrosos eventos do último ano haviam ilustrado como ainda eram capazes de se surpreenderem.
De repente ela ergueu o corpo e abriu os olhos.
— Jeffrey! Aconteceu alguma coisa com as crianças? Por isso está ligando? Falei com Kate ontem à noite, portanto não pode ser ela: são os gêmeos... Megan? Gabriel? Lianne está tendo dificuldades com a gravidez?
— Todos estão bem. Liguei para falar sobre nós.
O alívio a fez respirar melhor, más o peito continuava oprimido.
— Nós não existimos mais — disse.
— Então vai seguir em frente com os procedimentos do divórcio.
Grace esperou antes de responder. Como as pessoas suportavam esse tipo de situação? Era muito difícil. Num minuto lembrava a doçura de começar o dia nos braços do marido, e no outro discutiam o divórcio. Ela respirou fundo.
— Não podemos continuar como estamos. Nós nos separamos há quase um ano. — Parecia uma eternidade. — Nada mudou. Brigamos através dos nossos advogados, e sempre que nos falamos pelo telefone, acabamos discutindo.
— Nem sempre. — Parecia cansado.
Su impulso imediato foi perguntar se estava se alimentando bem e tomando as vitaminas. Queria indagar se dormia ao menos oito horas por dia. Em vez disso, Grace mordeu o lábio e esperou, tentando lembrar em que ponto as pausas haviam começado a surgir. Teria sido antes de deixá-lo e se mudar para San Francisco, para bem longe de Londres? Ou os incômodos silêncios haviam aparecido antes mesmo de descobrir sobre o romance do marido com uma mulher jovem o bastante para ser sua filha? A dor da traição de Jeffrey desabrochou em seu peito como uma flor maligna. Cada vez que pensava naquele romance, uma nova onda de raiva a invadia. Como ele tivera coragem?
— Grace?
— Estou ouvindo — respondeu com tom ríspido. Respirando fundo, exercitando a força de vontade pela qual era famosa, lutou contra o turbilhão de emoções negativas. Pelo bem dos filhos, havia decidido manter a amargura e as recriminações bem longe do processo de divórcio. — Vivemos em continentes separados. Estamos construindo vidas novas. O divórcio parece ser o passo mais lógico — argumentou.
Debruçando-se sobre os joelhos flexionados, cobriu o rosto com a mão livre e conteve o fôlego. Tudo que ele tinha a fazer era dizer: Não quero o divórcio. Amo você e quero tê-la novamente a meu lado, onde é seu lugar. Por favor, me perdoe.