terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Amor Único

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
O segredo que ela escondeu…

Arden Wills ficou surpresa ao reencontrar o primeiro e único homem que já amou, o sheik Idris Baddour. 

Contudo, agora que teve de assumir o trono, ele tem muitas responsabilidades e deveres. 
Por isso, ela decide continuar escondendo seu precioso segredo. 
Porém, nem mesmo o tempo foi capaz de apagar o intenso desejo que sentem um pelo outro. 
E quando o beijo inesquecível que trocaram é divulgado por todo o mundo, a verdade é revelada: Arden tivera um filho de Idris. Para evitar um escândalo ainda maior, ele precisa legitimar seu herdeiro, transformando a bela Arden em sua rainha do deserto.

Capítulo Um

— Quero ser o primeiro a congratulá-lo, primo. Que você e sua princesa sejam muitos felizes.
Hamid estava tão radiante, que Idris deu um raro sorriso. Podiam não ser próximos, mas ele sentira falta do primo mais velho, depois que cada um seguira seu caminho. Idris em Zahrat, e Hamid, como professor, na Inglaterra.
— Ela ainda não é minha princesa, Hamid — disse Idris baixo, sabendo que, em meio às conversas de centenas de VIPs, haveria ouvidos ávidos por notícias sobre o casamento.
Por detrás dos óculos sem aro, os olhos de Hamid se arregalaram.
— Eu disse o que não devia? Ouvi dizer...
— Ouviu corretamente. — Idris abafou um suspiro. Toda vez que pensava no casamento, sentia-se acorrentado.
Ninguém o forçara. Ele era o sheik Idris Baddour, governante supremo de Zahrat, protetor dos fracos, defensor da nação. Sua palavra era lei em seu país, assim como na suntuosa embaixada, em Londres.
Mas ele não escolhera casar. O casamento era uma aliança necessária para garantir a linha de sucessão e provar que, apesar de defender reformas, ele respeitava a tradição de seu povo. Muitas coisas dependiam daquela união.
Fora difícil implementar mudanças em Zahrat. Conformar-se com um casamento tradicional apaziguaria os que ainda combatiam suas reformas. Quando ele assumira o governo, aos 26 anos, todos o tinham visto como um jovem imaturo. Depois de quatro anos, haviam mudado de ideia, mas era inegável que o casamento lhe daria o que uma liderança firme e a diplomacia não tinham conseguido.
— Ainda não é oficial — disse Idris a Hamid. — Você sabe como essas negociações são demoradas.
— Você é um homem de sorte. A princesa Ghizlan é bonita e inteligente. Será a esposa perfeita para você.
Idris olhou para a mulher cercada de admiradores, ali perto. Resplandecente no longo vestido vermelho que delineava suas curvas perfeitas, ela era a fantasia de qualquer homem. Somando-se a isso o seu perfeito entendimento da política do Oriente Médio e o seu charme, ele reconhecia ser um homem de sorte.
Mas não se sentia como um.
Nem mesmo a ideia de possuir aquele corpo sedutor o animava.
O que isso dizia sobre a sua libido?
Longas horas negociando a paz com dois países vizinhos. Inúmeras noites planejando estratégias para implementar reformas no país, que ainda tentava alcançar o século XXI.
E, antes disso, vários relacionamentos casuais com mulheres agradáveis, mas sem importância.
— Obrigado, Hamid. Com certeza, ela será. — Como filha de um governante vizinho, um instrumento para manter a paz e como mãe de seus filhos, Ghizlan seria valiosa. Ter herdeiros seria uma garantia de que seu país não voltaria ao caos que se instalara, quando seu tio morrera.
Idris pensou que talvez a sua falta de entusiasmo acabasse quando ele e Ghizlan estivessem dividindo o mesmo leito. Tentou imaginar seu cabelo negro espalhado sobre o travesseiro, mas só conseguia ver a imagem de cabelo ondulado da cor do sol ao amanhecer.
— Você deve ir à cerimônia. Será ótimo saber que você esteve lá, e não enterrado nesse lugar frio e acinzentado.
Hamid sorriu.
— Isso é preconceito. A Inglaterra tem seus encantos.
— Claro, é um país admirável. — Idris olhou ao redor, lembrando-se de que poderiam ouvi-los.
— Tem coisas que valem a pena — disse Hamid, abaixando ainda mais a voz. — Inclusive uma mulher muito especial, que eu quero que você conheça.
Idris arregalou os olhos. Hamid namorando a sério?

Sonho de Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Encontros inesquecíveis
Para Holly Christmas, a noite que passou com seu sensual chefe, o milionário Connor Knight, foi quase um sonho. 

Ela sempre desejou tê-lo em seus braços, mesmo que fosse uma única vez.
Porém, algumas semanas depois, Holly descobre estar grávida. Mas para terem um futuro juntos, ambos precisam derrubar as barreiras que construíram em volta de seus corações.



Capítulo Um

Bile subiu pela garganta dele. Bile quente e amarga.
Connor Knight atirou o relatório do investigador sobre o tampo de mogno da escrivaninha, espalhando os papéis pelo ar como confete gigante, antes que flutuassem para o chão acarpetado do gabinete.
Através das portas envidraçadas atrás de si, escutou o vibrar dos motores da lancha, arrancando do atracadouro particular, levando o portador de más notícias para o outro lado do porto, para a cidade de Auckland.
O gosto vil na boca de Connor rivalizava-se com a malevolência dos atos da ex-esposa. Engoliu em seco, contudo, não poderia se livrar com tanta facilidade da irrefutável prova de sua traição.
Como se o apetite insaciável para festas e jogatinas não fosse o suficiente, ele agora sabia que aos seis meses de casamento, ela deliberadamente destruíra o bebê deles, a criança que sabia que ele queria… e providenciara a própria esterilização, em vez de correr o risco de gerar outros filhos.
Se não fosse por um comentário descuidado de uma das amigas dela em um recente evento beneficente, ele jamais teria descoberto. No entanto, o comentário fora tudo que ele precisava para dar início a uma investigação, e confirmar que ela mentira quanto ao aborto espontâneo.
Uma dor terrível rasgou-lhe o peito.
A prova da traição agora estava espalhada pelo chão… informações que lhe custaram caro, mas que valeram cada centavo gasto.
Uma cópia do formulário de internação dela em um hospital particular quatro anos atrás, as cobranças do anestesista, do cirurgião, do hospital. Dos procedimentos. Interrompimento. Esterilização.
E o tempo todo, ele não soubera de nada.
Quer dizer que, agora, ela queria mais dinheiro? Connor teria pago só para se ver livre dela… até receber as informações de hoje.
Já era ruim se dar conta de que, na época, ela o enganara com suas mentiras, a sua necessidade avarenta de agarrar tudo no caminho durante a breve união deles. Mas isto? Isto ia muito além.
As badaladas do relógio indicavam que já eram 9h. Droga! A reunião o atrasara para o escritório mais do que pensara.
Usando a função de viva-voz do telefone sobre a mesa, ligou para o seu escritório na cidade.
— Holly, estou um pouco atrasado. Algum recado, ou problemas?
— Nada de urgente, Sr. Knight. Eu remarquei a sua videoconferência para Nova York.
A voz gentil e agradável da assistente pessoal foi como uma calmante onda de sanidade, levando embora a loucura da manhã. Graças a Deus, ainda havia pessoas com quem podia contar.
Connor vestiu o paletó, ajeitou a gravata e, sem dar atenção ao relatório sendo esmagado sob seus pés, cruzou as portas envidraçadas, seguindo em direção ao helicóptero que aguardava para levá-lo de sua ilha para o distrito comercial no centro de Auckland.
SE HOLLY Christmas recebesse mais um vaso de plantas com um laçarote xadrez, iria gritar.
E daí que o aniversário dela caía na véspera do Natal?


Série Encontros inesquecíveis
1- Sonho de Sedução
2- Verdadeira paixão
3- Fruto da atração

Verdadeira Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Encontros inesquecíveis
Faltando nove dias para seu casamento, o noivo de Gwen Jones desapareceu, levando consigo todas as economias dela. 

Agora, para salvar a propriedade da família, Gwen precisa se casar com Declan Knight. 
Ele, por sua vez, só aceitou a proposta de Gwen porque quer colocar as mãos em sua herança. 
E, para isso, Declan precisa convencer a todos de que o amor entre eles é real…




Capítulo Um


— Seis semanas para fechar a proposta, meu camarada.
Declan Knight recostou-se na poltrona do seu escritório, e fez uma careta ante as palavras do irmão caçula ao telefone. Lançou um olhar irritado para o seu Rolex. É, seis semanas. Podia contar os segundos que lhe restavam para encontrar a noiva de que precisaria para a realização do seu projeto.
— Nem me lembre — rosnou.
— Ei, não tenho culpa se mamãe estipulou essa condição nos nossos fundos fideicomissos. Além do mais, quem poderia imaginar que você ainda seria um dos solteirões mais cobiçados da Nova Zelândia?
Declan permaneceu em silêncio. Mesmo do outro lado da linha, pôde sentir o desconforto instantâneo de Connor.
— Dec? Eu sinto muito, meu camarada.
— É, eu sei. — Declan tratou de interromper, antes que o irmão pudesse dizer outra palavra. — Eu preciso esquecer o passado.
Esquecer a realidade, quando não foi capaz de salvar Renata, a sua noiva, quando ela mais precisou dele. Por um instante, permitiu que o rosto dela passasse pelos seus pensamentos, antes de desaparecer no lugar onde mantinha o passado trancafiado… junto com a sua culpa.
— E então, quer sair hoje à noite? Quem sabe tomar um drinque? Mostrar o que é diversão de verdade nos locais quentes de Auckland? — A voz de Connor o trouxe de volta ao presente.
— Desculpe, já tenho compromisso.
— Bem, não precisa mostrar tanta empolgação. Do que se trata?
— A festa antes do casamento de Steve Crenshaw.
— Não está falando sério, está? Steve Veja-a-Tinta-Secar?
— Quem dera fosse brincadeira. — O lápis com que Declan esteve brincando entre os dedos se partiu, as metades caíram no chão. O seu sério e excessivamente cauteloso gerente de finanças ia se casar com a única mulher no mundo que era um lembrete constante do seu fracasso e da mais profunda traição. A mais antiga e melhor amiga de Renata, Gwen Jones.
— Talvez deva lhe pedir conselhos sobre como arrumar uma esposa.
Um relutante sorriso se desenhou nos lábios de Declan, ante o tom jocoso do irmão.
— Eu acho que não — retrucou.
— Deve ter razão. Muito bem, então. Não faça nada que eu não faria. Tchau, irmão.
Declan lentamente devolveu o aparelho à base. Não era que lhe faltasse mulheres. Muito pelo contrário. Mas a verdade é que não queria se casar com nenhuma delas. Não havia uma única que não fosse esperar declarações de eterna devoção… devoção que ele era incapaz de dar.
Já estivera nessa situação, já fizera isso antes. Carregaria as cicatrizes para toda a vida. Perder Renata foi a pior coisa que lhe aconteceu. Jamais tomaria essa estrada novamente. E jamais faria promessas que, sabia, não seria capaz de cumprir. Não fazia, nem nunca faria, o seu estilo.
Se não fosse o seu negócio no qual investiu suas energias quando Renata morreu, poderia muito bem ter sido enterrado com ela. De certa forma, provavelmente foi o que aconteceu, mas tratou-se de uma escolha que ele fez.
Girando para fora da poltrona, seguiu para o chuveiro no banheiro antigo do prédio art déco convertido, mais uma vez grato por manter um banheiro completo plenamente funcional no escritório. Sentia um orgulho inesgotável em basear o lado administrativo do seu trabalho ali, no seu primeiro projeto completado, aquele que seu pai disse que jamais seria bem-sucedido.



Série Encontros inesquecíveis
1- Sonho de sedução
2- Verdadeira paixão
3- Fruto da atração

Fruto Da Atração

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Encontros inesquecíveis
Mason Knight jamais perdoou Helena Davies. 


Após a noite inesquecível que tiveram, ela se casou com outro homem. 
Doze anos depois, Helena reaparece em sua vida, afirmando que o filho que tivera era, na verdade, de Mason. 
Agora, o poderoso magnata tem a oportunidade perfeita de se vingar… da forma mais sensual possível a convencer a todos de que o amor entre eles é real…



Capitulo Um

O presente…
— É BEM simples, Helena. Se não me passar o controle da metade de Brody do negócio nos próximos trinta dias, vou fazer de tudo para garantir que o mundo saiba exatamente como você e o meu pai se conheceram. Vamos ver como o seu filhinho precioso se dará na escola depois que todo mundo souber desses detalhes suculentos.
Ele sabia? Como diabos descobrira? Helena sentiu um frio na barriga. Apesar do seu cuidado para esconder o passado, era algo que sabia que poderia vir à tona a qualquer momento nos últimos 12 anos. Não deveria estar surpresa que fosse por intermédio de Evan, o filho mais velho de Patrick.
Sentiu o coração se apertar por Brody. 

Ele acabara de retomar as aulas no internato exclusivo e, relutante em deixá-la e facilmente irritável, estivera tendo problemas desde a morte súbita de Patrick. Tudo compreensível, é claro. Como ele se sairia na escola durante esse difícil período de adaptação já a preocupava bastante. Se Evan espalhasse o seu segredo venenoso, a vida de Brody se tornaria um inferno. Ela não permitiria que isso acontecesse.
Mas o que diabos poderia fazer? Já entrincheirado na empresa como diretor de marketing, desde o dia do enfarto fulminante de Patrick, Evan exercera o seu poder como novo proprietário parcial da Davies Freight para assumir a cadeira de Patrick e o processo de tomar as decisões. 

Com a demanda de lidar com o sentimento de perda de Brody, sem falar no seu próprio, não lhe restara energia para lutar nas salas de conferências da empresa. Esta semana, enfim retornara para o escritório, onde era encarregada da supervisão administrativa da empresa. 
ão demorara muito para descobrir que Evan assumira tudo.
Evan jamais apreciara, nem entendera, o amor que o pai tinha pelo ambiente natural da indústria, nem a cautela de seus planos de expansão. Não, tudo que via era uma maneira de manter o seu luxuoso estilo de vida e o modo mais rápido de se ver livre dela. Se Evan mantivesse o rumo atual tocando a empresa, o negócio estaria falido em menos de um ano.
Ela crescera tendo que economizar cada centavo. De modo algum permitiria que o mesmo acontecesse com o seu filho.

Uma expressão de desprezo cruzou o rosto do enteado, deixando bem claro que, independentemente do quanto ele fora friamente cortês com ela enquanto o pai estava vivo, a história agora, sem sombra de dúvidas, era outra. As unhas de Helena se fincaram nas palmas de suas mãos, enquanto se esforçava para não o esbofetear na cara presunçosa. 
Sem dúvida, ele esperava que ela fosse fazer exatamente isso. Com as suas conexões, poderia acusá-la de agressão e providenciar para que o filho fosse retirado de sua guarda. Depois, poderia fazer o que bem quisesse com a parte de Brody da empresa. Sim, sem dúvida ele adoraria que isso acontecesse, contudo, no que dependesse dela, o inferno congelaria antes.
O que mais a assustava é que, se Evan descobrira toda a verdade, ele se deliciaria em destroçar o irmão muito mais jovem.
Com os recursos que tinha à disposição, sabia que ele teria pessoas tentando levantar sujeira a respeito dela…



Série Encontros inesquecíveis
1- Sonho de sedução
2- Verdadeira paixão
3- Fruto da atração

O Signo da Sedução

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Cherry descobriu que o amava… e que precisava esquecê-lo!

Quando as luzes se apagaram e o elevador parou, Cherry entrou em pânico. 
Todo seu esforço em se controlar caiu por terra e por pouco não se pôs a gritar.
Foi então que aqueles braços envolventes a aprisionaram, os lábios dele queimando-a de desejo…
Voltou a si com o impacto da claridade e olhou assustada ao redor. Tudo estava como antes, a não ser a estranha sensação de ter cometido um grande erro.
Capítulo Um

— Sra. Simson, quer me acompanhar, por favor? O sr. Moore a receberá agora.
Cherry Simson estava tranquila, apesar da entrevista que faria a seguir. Já se encontrara várias vezes no decorrer de três anos com Alec Moore e o achava simpático.
 Além disso, por que deveria ficar nervosa, se pouco importava conseguir ou não o emprego?Seguiu a moça do Departamento Pessoal até o elevador acarpetado, com fundo revestido de espelho envelhecido. A matriz da Silver & Silver Ltda. era luxuosa.
Embora trabalhasse para a companhia há três anos, era a primeira vez que Cherry entrava ali. Localizada na zona oeste de Londres, a matriz ocupava um prédio de cinco andares. As plantas viçosas nos corredores, o carpete espesso e a decoração sofisticada não a impressionaram, pois era exatamente o que esperava encontrar. A Silver & Silver Ltda. era uma empresa sólida, com uma tradição de quase um século de existência.
A firma projetava, fabricava e instalava sistemas de ar condicionado, tanto para o mercado interno quanto externo. A expansão verificada nos últimos dez anos fora particularmente acentuada, sob a liderança de Leon Silver, que Cherry não conhecia.
— Conhece o sr. Moore? — a moça do Departamento Pessoal perguntou quando chegaram ao quinto andar, ocupado pela Diretoria.
— Sim, ele foi várias vezes conversar com o meu chefe na filial de Bristol. — Num gesto involuntário, Cherry passou a mão pelos cabelos castanho-escuros que emolduravam um rosto de pele clara. Havia se vestido para a entrevista como de costume, com elegante simplicidade.
Apesar de indiferente ao resultado da entrevista, os belos olhos de tonalidade incomum examinavam com interesse tudo à sua volta. Nas paredes do corredor pelo qual seguiam, havia uma série de rotos de equipamentos e instalações da fábrica em Southampton.
Entraram por uma porta indicando “Alec Moore, diretor de vendas” e foram recebidas por uma secretária extremamente atraente, de cabelos arruivados e sorriso amável.
— Bom dia. Sou Karen Black, secretária do sr. Moore. Ele está atendendo um telefonema internacional no momento. Queira aguardar, sim? Sente-se, por favor.
— Obrigada.
— Está entregue, então. — A funcionária que acompanhava Cherry entregou uma pasta a Karen e saiu. — Boa sorte, sra. Simson.
— Obrigada.
Se a entrevista com Alec Moore corresse tão bem quanto a prévia de meia hora com a chefe do Pessoal, Cherry logo estaria ocupando o lugar da atual secretária.
Mas era isso mesmo que queria? Ser secretária do diretor de vendas da empresa? Valeria a pena trabalhar ali, na matriz, se para isso teria de se mudar para Londres?
Seus pais é que desejavam isso. Por mais que a amassem, achavam ser melhor para a filha sair de Bristol, a cidade onde sempre viveu.
— Faz três anos, Cherry…

A Herdeira dos Diamantes

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



“Você brilha como um diamante, mas é tão fria quanto gelo”

Susan entrou no salão e todos os olhares concentraram-se nela. 

Os convidados deviam estar se perguntando por que aquela jovem inglesa estava em Luanda, na África, ostentando seu belo vestido de seda e os preciosos diamantes da família, enquanto o país vivia uma sangrenta guerra civil. 
A amabilidade forçada das pessoas começou a irritá-la. 
Mas foi o comentário do homem designado para protege-la que a desconcertou: “Odeio mulheres como você, odeio tudo o que representam”

Capítulo Um

O som de risos e conversas dos convidados enchia o ar quente e úmido da noite, chegando até Susan. Sozinha, no grande terraço de pedra, ela olhava para os telhados dos edifícios da Mina Lambouchere e, mais ao longe, o vale. 
O luar da noite africana atravessava a folhagem de uma imensa árvore, iluminando-lhe os cabelos castanho claros e fazendo brilhar os fios de prata do seu vestido branco.
Suspirou, tentando ignorar o suor que molhava suas costas.
Por que ela tinha ido para aquele país horrível? No dia anterior, assim que o avião aterrissou no aeroporto e ela deixou o ar refrigerado para caminhar sob o calor úmido e insuportável, percebeu que havia cometido um erro. Luanda era "a terra esquecida por Deus", segundo seu tataravô. E, ao sentir a desconfortável sensação do vestido colado ao corpo esguio, ela logo achou que ele tinha razão.
Abriu a bolsa e tirou um lenço para enxugar as gotas de suor que lhe cobriam a testa. Ela não só tinha chegado na estação mais quente do ano, como também não conseguira fazer amigos. 
As pessoas que conhecera ficavam pouquíssimo à vontade na sua presença, como seria de se esperar, em se tratando de uma jovem e milionária herdeira.
Afinal, quando viera para ali, já sabia o que iria enfrentar. E como deixaria de saber, se Luanda era a maior fonte de riqueza da sua família? Pelo que se lembrava, seu pai mesmo nunca havia visitado o país, preferindo viver em solitário esplendor, trancado na imensa mansão da família até o dia em que morreu.
E quanto a ela? Suspirou outra vez. 
Tinha viajado muito, é verdade, mas sempre no aborrecido círculo da alta sociedade. Só há pouco tempo é que tinha, de fato, entendido o sentido do que seu pai sempre dizia: "O grande aborrecimento de ser rico é ter de viver com os ricos". 
Será que era por isso que se sentia tão apática e deprimida ultimamente? Antes de chegar ao país, pensou que Luanda seria diferente. O que entendia por "diferente" não lhe era muito claro, mas esperava encontrar no coração da África algo que realmente valesse a pena; algo que desse um sentido à sua vida, libertando-a da interminável roda-viva de prazeres superficiais.
Suas ilusões se desfizeram já no caminho entre o aeroporto e a cidade, quando viu, com horror, as condições em que viviam os habitantes. As casas não eram mais do que barracos miseráveis e a população, na sua maioria, parecia doente e desamparada. À noite, tinha sido difícil pegar no sono, com a lembrança das criancinhas de barrigas dilatadas por doenças, os braços e pernas esqueléticos cobertos de feridas.
Tinha consciência de que não poderia fazer nada pelas condições de vida do país, mas queria garantir, quando fizesse a visita oficial às minas no dia seguinte, que pelo menos os trabalhadores empregados pela Companhia Lambouchere tivessem moradia decente!



Nosso Amor Eterno

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Nada podia separá-los, nem mesmo o tempo ou a distância...

Durante anos Jennifer e Chad comunicaram-se por telepatia. 

Podiam conversar sem nunca terem se visto, e esse estranho poder que os unia tornou-os mais íntimos do que se tivessem crescido juntos. 
Dividiam alegrias e tristezas, partilhavam sonhos, brigavam e se reconciliavam... sempre em pensamento. Mas então chegou o momento em que a vida os colocou face a face. 
Chad ganhou um rosto, e Jennifer não conteve a surpresa ao descobrir quem era aquele homem a quem amava com todas as forças de seu coração...

Capitulo Um

O tique-taque do relógio era o único som na sala além da televisão. Jennifer Chisholm acordou assustada e abraçou Sam, o gato malhado, deitado sobre sua barriga. Os pontei­ros marcavam duas horas da madrugada.
Ela espreguiçou-se e reconstituiu, mentalmente, o dia atri­bulado que tivera. Trabalhara como nunca. O Sr. Cameron encontrava-se em viagem de negócios e todas as vezes que isso acontecia o escritório ficava sob sua responsabilidade. E só Deus sabia o quanto era difícil lidar com uma firma de investigação de seguros.
No entanto, o dia seguinte seria sábado e Jennifer sorriu, satisfeita. A possibilidade de descansar por um fim de sema­na inteiro a colocava em estado de graça.
— Sinto muito, Raio de Sol. Acho que desta vez estou mes­mo em apuros.
Fora essa frase que acordara Jennifer. Chad, mas uma vez, estava se comunicando com ela. A surpresa, contudo, não era devida ao fato de estar ouvindo coisas, quando na reali­dade não havia ninguém ali na casa. Estava acostumada com isso. O que a perturbava era que, desde que mandara Chad embora alguns meses antes, não recebera mais nenhum tipo de notícias. Havia somente uma pessoa que a chamava as­sim. Alguém que não precisava de telefone ou estar presente para comunicar-se com ela.
Quando criança referia-se a essa pessoa como o amigo in­visível. Alguns adultos achavam graça e encaravam a histó­ria como uma brincadeira. Outros, porém, sentiam pena dela e comentavam que todo filho único era solitário e que, por isso, inventava um amigo para distrair-se.
Jennifer nunca fora capaz de convencê-los de que não era invenção e, com o tempo, desistira de explicar o que real­mente se passava entre ela e Chad.
— Chad, meu querido amigo, o que aconteceu?
Sem saber direito por quê, Jennifer pressentia que o ami­go estava agitado, que não se sentia bem. Alguma coisa pa­recia errada.
— Nada que você possa remediar. Queria somente te di­zer como o nosso contato foi importante para mim durante todos esses anos.
Jennifer não se lembrava de ter ouvido qualquer elogio da parte de Chad antes. Ao contrário, todas as vezes que se co­municavam, ele a irritava e provocava. No entanto, agora, parecia arrependido. E, pior que isso, Chad falava como se estivesse se despedindo dela.
Contrariada, tentou levantar-se e, para isso, empurrou o gato adormecido. — Quer sair de cima de mim? Você está pesando uma to­nelada!
Peço desculpas por perturbá-la numa hora dessas. De­veria saber...
Não vá, Chad! — Jennifer retrucou. — Estava falan­do com Sam.
Sam?
Meu gato. Não se lembra? Eu o tenho já há alguns anos.
Não me lembrava do nome.
Por favor, diga-me o que está acontecendo. Você pa­rece diferente.
Isso não é importante. Só queria que soubesse, Raio de Sol, que eu te amo muito... sempre amei.
Chad a amava?

Encontro em Roma

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


“Eu te amo Lynette, não haverá mais mentiras entre nós...”.

Renato afastou um instante o rosto da mulher que abraçava e a contemplou. 
O luar se esgueirava por entre as árvores, envolvendo-os em seu pálido clarão.
“Lynette se parece com uma pérola, suave e perfeita”, pensava ele. 
“Merece tudo que um homem possa lhe dar”. Mas o preço que ela lhe exigia mostrava-se alto demais. 
Seria preciso sufocar os apelos de seu coração e denunciá-la. Sim, teria de fazer isso. Aquela mulher era uma ladra!

Capitulo Um

Lynette Hallam consultou o relógio e, aflita, constatou que já estava atrasada. Sentada no banco traseiro do táxi, pediu ao motorista que fosse mais rápido. Este, porém, respondeu-lhe com um olhar de desprezo que lançou pelo espelho retrovisor.
— Milionárias — ele resmungou, irritado.
Não, Lynette não era tão rica assim, mas estava prestes a conhecer um dos homens mais poderosos da Europa: Renato Bardini.
Jamais vira homem tão insistente. No dia anterior, a gerente da agência de empregos ligou para contar-lhe a respeito de um cliente que estava interessado em contratar uma enfermeira que falasse italiano.
— É o trabalho ideal para você. Você fala a língua, é solteira e pode viajar. O Sr. Bardini precisa de alguém para cuidar da tia dele, em Roma.
— Sinto muito, Sra. Adams, mas não posso ir para Roma.
— Por que não?
— É muito longe.
— Ora, Lynette, você nunca se importou em viajar!
— É verdade. Mas não para a Itália.
— Mas é um lugar tão lindo! Este emprego pode ser excelente; nem preocupação com família você tem! E o seu italiano é ótimo. — a gerente insistiu.
— Ora, o italiano não faz parte das minhas qualificações. E a senhora descobriu que eu falo essa língua por acaso!
— E daí? O que importa é que você precisa de emprego, não é? No ano passado, você foi à França. Que diferença faz ir agora para a Itália?
"Faz muita, uma enorme diferença", Lynette pensou. E, em seguida, perguntou:
— Mas por que ele não procura uma enfermeira italiana?
— Sei lá. Isso é problema dele... Mas eu vou te dizer uma coisa: o pagamento é ótimo. Eu, se fosse você, pensaria melhor...
— Sinto muito, mas não estou interessada — Lynette respondeu com firmeza.
— Não consigo entender esta recusa... O emprego me parece excelente! — a Sra. Adams concluiu, desligando.
Um pouco mais tarde, tornou a ligar para dizer a Lynette que o Sr. Bardini queria falar com ela.
— Não adianta, eu não vou mudar de opinião.
— Mas eu acho que não lhe custaria nada falar com ele. Seria muita indelicadeza não comparecer ao encontro que ele propôs, ainda mais que eu a recomendei... Você está me desapontando, sabia? Fique sabendo que estão sobrando enfermeiras por aí.
Nisso Lynette precisava concordar com a Sra. Adams. Se não aceitasse aquela proposta de emprego, sabia que tão cedo não receberia outra.
— Está bem, eu falo com ele. Mas avise-o de que não estou interessada em ir à Itália.
Naquele momento Lynette estava a caminho do Hotel Ritz, onde deveria encontrá-lo à uma hora. Sentia-se mal só em pensar que tomaria contato com um italiano. Procurava se acalmar, dizendo a si mesma que já superara tudo, pois quatro anos já tinham passado... Ainda assim, tinha muita mágoa naquele coração que sofreu aos dezoito anos...
O pior é que um sentimento de culpa a havia atormentado por muito tempo. Ela fugira e, quando reapareceu de seu esconderijo, trazia no peito muitas amarguras, um novo nome e diversas rugbas começavam a vincar-lhe o rosto. Transformara-se numa mulher madura, cujos olhos tristes eram o único indício da felicidade perdida.
— O Ritz é ali. — O motorista parou o carro, apontando para o outro lado da avenida.
De volta à realidade, Lynette pagou a corrida e, apressada, passou a andar em direção ao hotel.
Lá chegando, estranhou que ninguém se identificasse como sendo o Sr. Bardini. Dirigiu-se então à recepcionista, que, após anunciá-la, fez com que subisse à suíte do Sr. Bardini.
Ele mesmo atendeu à porta, mostrando-se muito simpático. Bronzeado, tinha olhos e cabelos castanhos e vestia-se com elegância.
Por um momento ficou parado, de olhos fixos em Lynette.
— Srta. Hallam?
— Eu mesma.
— Sou Renato Bardini. Entre, por favor.
Lynette surpreendeu-se ao ver, junto à janela que dava para a varanda, uma mesa posta para dois.
— Acho que já percebeu minhas intenções...


Estranho Sedutor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Atropelar Ian Wykoff tinha sido um tremendo azar para Janet. 

Desistira de ir à Grécia, encontrar seu noivo, para pagar o hospital. 
Mas Ian ainda exigia mais: “Você ainda está em dívida comigo, doçura. 
Quem sabe, amanhã, quando acordarmos juntos...” Janet arregalou os olhos, indignada. Aquele estranho teria coragem de exigir que dormisse com ele?





Capítulo Um

Janet aproximou-se das plantas colocadas no peitoril da janela e respirou fundo. Sentia-se bem, animada.
— Tenho a impressão de que hoje vai ser um dia muito especial, em que nada pode dar errado.
Olhou para o céu ainda escuro, sem nuvens, notando que os primeiros raios cor de púrpura começavam a aparecer no horizonte. 
Tinha que se apressar, se quisesse ver o Sol nascer no lugar certo.
A água que ela havia posto no fogo já estava fervendo e logo um cheiro bom de café se espalhou pela casa. Janet colocou-o numa garrafa térmica e consultou o relógio.
 Quase quatro e meia! Precisava correr! Engoliu uma xícara de café, mastigou umas bolachas, colocou o resto do pacote na cesta de lanche e ainda pegou uma maçã, para comê-la enquanto dirigia. Um sorriso radiante enfeitava seu rosto e iluminava seus olhos verdes.
O que Fred diria, quando descobrisse essa sua mania de pintar cenas marinhas de madrugada? Nos dois anos em que tinham lecionado juntos, ele nunca tivera oportunidade de saber dessa excentricidade.
Durante o inverno frio da Nova Inglaterra, Janet se limitava a ser uma eficiente professora de arte, responsável e muito conceituada. Mas no verão tornava-se diferente, embriagada pelo calor do sol, entusiasmada com as eternas mudanças do mar.
Fred, por sua vez, aproveitava as férias para ir à Grécia fazer seus trabalhos de arqueologia, encantando-se ao desenterrar antigas peças de cerâmica ou metal.
Bem, de qualquer modo, em breve ele ia descobrir muitas particularidades da vida de Janet. 
Na verdade, na semana seguinte estariam juntos; iam ter bastante tempo para se conhecerem melhor.
Janet desceu os degraus da escada de madeira procurando não fazer barulho, para não acordar os vizinhos. Tinha que mandar consertar aquela escada, mas deixaria isso para depois.
Havia varias coisas por fazer naquela casa, mas acabara de comprá-la e no momento não tinha dinheiro para nada.
Alcançou a rua e olhou para o céu, preocupada. Será que ainda daria tempo de chegar à praia antes de o Sol nascer? Respirou fundo, inalando o ar da manhã de junho. Verão em Newport, Rhode Island! Poderia haver coisa melhor na vida?
Seria uma pena largar tudo aquilo para ir até a Grécia, mas por lá também haveria coisas maravilhosas... E, de qualquer jeito, agora era tarde demais para pensar em mudar de planos.
Onde tinha estacionado o carro? Janet olhou os veículos parados junto à calçada. Não lembrava direito. Há três dias não saía com ele, porque o seguro estava vencido e não valia a pena 'Se arriscar. 
Como o dinheiro era pouco, ela tivera que escolher: ou pagava um novo seguro ou ia para a Grécia. Portanto...
Viu seu velho carrinho parado atrás de um Ford verde-escuro. Chegou junto dele e abriu a porta, colocando o material de pintura no banco traseiro. Depois se acomodou atrás do volante, deu partida e seguiu pela rua silenciosa.
Janet era assim mesmo: decidida, inquieta, impulsiva. Tinha herdado da mãe essas características. Por outro lado, Fred era sensato e comedido. 
Há três anos esperava pacientemente que ela decidisse se casar e fora recompensado: Janet finalmente cedera. Ela ainda tinha uma semana para pintar as cenas maravilhosas da Nova Inglaterra, antes de voar ao encontro do noivo.

Talento para Amar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Dois homens entravam ao mesmo tempo na vida de Polly

Polly sentia-se nas nuvens. 
Diante dela, sorrindo encantador, encontrava-se Dexter Grant em pessoa, o famoso astro de cinema. 
Valera a pena arrebentar a bicicleta contra um carro para chamar-lhe a atenção.
O dono do automóvel, no entanto, não parecia achar graça nenhuma na situação. 
Furioso, o belo desconhecido puxou Polly do chão e a obrigou a encará-lo: “Você é louca, garota?”, perguntou num tom ríspido, fazendo-a perceber que se envolvera numa tremenda confusão...

Capítulo Um

— O que é que você vai fazer agora? — Marjorie Slater olhava fixamente para a filha, mas Polly evitava encará-la, continuando a mexer o molho que estava preparando.
— Polly, agora que está desempregada outra vez, o que vai fazer?
— Arranjar outro emprego, mãe. Não será tão difícil, você vai ver.
— Outro emprego como datilógrafa?
— E por que não? Olhe aqui, você acha que preciso colocar mais creme de leite ou não?
— Não mude de assunto, Polly. Você perdeu seu emprego, e eu quero saber o que pretende fazer da vida.
— Eu não perdi o emprego, exatamente. Era um trabalho temporário, mãe, e você sabia disso. O sr. Ridley me manteria mais tempo, se pudesse.
— Não me fale daquele machista! Contrata meninas que acabaram de sair da escola só para poder pagar salário mínimo!
Polly gostava do sr. Ridley. Via com simpatia a luta daquele homem tão gentil em manter um escritório humilde, e já fazia menção de defendê-lo, quando Marjorie a deteve com um gesto autoritário.
— Eu lhe fiz uma pergunta, mocinha. Você pretende ficar arrumando empreguinhos temporários em escritórios pelo resto da vida? Ou tem outros planos? O que você deseja fazer, afinal?
Antes de responder, Polly abaixou-se para apanhar o palito de fósforo que a mãe jogara no chão depois de acender um cigarro.
— Eu sei o que gostaria de fazer. Queria entrar numa escola de arte culinária. Não adianta fazer essa cara, mãe. Foi você que perguntou!
— Uma coisa tão medíocre! Típico trabalho feminino… Isso é atraso de vida, Polly!
— Não vejo o que há de tão humilde em cozinhar.
— Você sabe muito bem o que eu quero dizer. Ficar o dia inteiro em volta do fogão! Um papel imposto, isso sim. Não passa de um truque masculino para manter as mulheres em posição inferior!
— Se eu não ficar o dia inteiro em volta do fogão, nós duas vamos morrer de fome. Você não sabe nem abrir uma lata!
— Não me importaria tanto, se você tivesse alguma ambição material. Se almejasse abrir um restaurante ou trabalhar em restaurantes sofisticados… Mas não, eu a conheço muito bem! Se eu permitir que você faça esse curso, vou terminar vendo minha própria filha escravizada numa cozinha horrorosa por algum marido com a barba por fazer e uma lata de cerveja na mão! E o pior, você vai adorar isso! 

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Coração em uma corrente

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Kate tem 17 anos e tem vivido toda a sua vida na pobreza extrema, com um pai alcoólatra e uma mãe viciada em medicamentos, que abusa gravemente de Kate. 

Na escola, suas roupas de segunda mão são como uma marca de alvo. 
Sua recusa em se defender à torna o alvo de ridicularização e intimidação de seus colegas. Isto é, até o retorno de Henry.
Henry Jamison afastou-se há seis anos, quando ele e Kate tinham começado a desenvolver sentimentos um pelo outro. 
Ele retorna para encontrar a menina, engraçada, extrovertida brilhante que tinha conhecido agora timidamente escondida nos cantos, sem falar com ninguém ao seu redor, desconfiando mesmo dele.
Kate não consegue descobrir qual jogo que Henry está tentando com ela. O que o grandioso garoto de seu passado poderia querer com ela?
Kate finalmente decide confiar nas intenções de Henry, abrindo seu coração para ele. Justamente quando parece que ela pode ser verdadeira em sua amizade, uma tragédia acontece, ameaçando tudo em que Kate tem trabalhado para vencer. Henry pode ajudá-la a superar essa nova devastação, ou separá-los para sempre?

Capítulo Um

Wham!
Ela me golpeia com a parte de trás da mão atirando-me ao chão. Eu levanto e olho para ela, pensando em um nano segundo se eu devo ficar para baixo ou ficar em pé. Atrapalho-me com os pés, encolhendo-me ligeiramente em me preparar para o próximo ataque, garantido se eu a interpretar erroneamente.
Eu não reajo. Ela se move para longe de mim com uma decepção familiar.
-Limpe a bagunça que você fez, Kate - murmura, chutando a mesa com os restos de seu almoço que tinham caído no chão do seu lado da mesa quando eu caí.
-Tudo bem, mãe. Ela se vira, com a ameaça em sua pose.
- Então, você está respondendo?
-Não mãe, me desculpe. - Eu odeio o tom bajulador da minha voz, mas eu sou impotente contra ela, como estou em mudar o rumo da minha vida.
Pego as sobras com as minhas mãos, reunindo-as de volta para o prato e coloco-o de lado. Limpo um par de frascos de prescrição, que tinham caído na confusão, com a frente da minha camisa. Eu coloco os frascos caídos sobre a mesa no seu devido lugar, dentro do grupo de pequenos frascos marrons. Ela sabe exatamente o que está em cada um deles para a sua localização.
Espontaneamente, a foto que tenho escondida debaixo do meu colchão desliza em minha mente. Nela, minha mãe está no quintal com meu pai e comigo, rindo e amando, jovem e bonita, e muito grávida.
Eu tinha nove anos na época, prestes a começar a quarta série, que foi emocionante porque eu pensava estar cada vez mais próxima de atingir a sexta série que era muito legal porque era a classe sênior.
No dia em que a foto foi tirada, meu pai trouxe para casa uma surpresa de aniversário para mim. Meu aniversário é em fevereiro, mas meu pai não podia esperar. Ele queria que eu a tivesse antes, assim poderia apreciá-la antes que a neve caísse.
Enquanto levo o prato sujo de minha mãe para cozinha, olho para fora da janela, para a surpresa de aniversário que tive há muito tempo. É um balanço, de um aço resistente em forma de A, normalmente não é encontrada nos quintais, mas sim num parque público. Foi feito para durar um longo tempo, mesmo agora é quase a mesma, só o brilho opaco trai sua idade. Três reformas cuidadosas, pendurada por longas correntes. Os homens corpulentos lhe fixaram sobre os postes de cimento nas profundezas da terra para que ela não tombasse. Eles disseram que eu tinha que esperar três dias para balançar sobre ela, para o cimento endurecer.
Três dias é uma eternidade para uma menina de nove anos de idade.
Em três dias, eu aprendi que uma eternidade de mudanças podem ocorrer.


quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

A Noite dos Prazeres

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
O mal educado rancheiro Carson Wayne queria aprender boas maneiras para conquistar uma mulher, e Mandelyn Bush era a única pessoa da cidade, que tinha educação suficiente para realizar esse trabalho. 


Nenhuma outra mulher se atrevia a aproximar-se dele, e para Mandelyn seria uma árdua tarefa tentar transformar esse homem em um refinado cavalheiro.




Capítulo Um

A princípio, Mandelyn pensou que os golpes soavam dentro da sua cabeça, já que fora para a cama com uma forte enxaqueca. Mas quando os golpes na porta tornarem-se mais fortes, sentou-se na cama e olhou a hora no relógio de parede.
Era uma da madrugada, e não poderia imaginar que alguém no rancho queria despertá-la a essa hora, por motivo nenhum.
Levantou-se de um salto e colocou um robe sobre a camisola.
Seus olhos cinza refletiam a preocupação que a embargava enquanto atravessava a casa para abrir a porta. 
Era uma casa como a de todos os ranchos da região e, de onde estava cravada, podiam contemplar-se as Montanhas Chiricahuas, a sudeste do Arizona.
— Quem é? — perguntou ela com o clássico sotaque de Charleston, onde nascera.
— Jake Wells, senhorita — respondeu uma voz do outro lado da porta.
Era o capataz de Carson Wayne. Sem que fosse necessária uma só palavra de explicação, ela soube o que estava acontecendo e a razão pela qual a tinham acordado.
Abriu a porta e recebeu o alto e loiro homem com um sorriso preocupado.
— Onde está? — perguntou.
O homem tirou o chapéu suspirando.
— Na cidade, no bar Rodeio.
— Está bêbado?
O capataz hesitou um instante.
— Sim, senhorita — disse por fim.
— Esta é a segunda vez nos últimos dois meses.
Jake encolheu os ombros e começou a manusear o chapéu.
— Acho que ele está preocupado com a falta de dinheiro — aventurou-se Jake.
— Não acredito — murmurou ela — Já faz alguns meses que tenho um comprador para esse pedaço de terra dele, mas não quis nem pensar no assunto.
— Srta. Bush, sabe o que ele pensa dessas urbanizações. Essas terras estão em sua família desde a guerra civil.
— Tem milhares de hectares! — Explodiu ela. — Não diga mais nada. Acha que justamente esse pedaço de terra, fará falta para ele?
— Bom, é que é fica justamente onde está a casa principal.
— Pois não parece que a esteja usando muito.
Ele se limitou a encolher os ombros como resposta ao comentário de Mandelyn.
Alguns minutos depois, vestida com uns jeans, uma camisa de jersey amarelo e uma jaqueta de pele, ela estava sentada ao lado de Jake na caminhonete do rancho de Carson Wayne.
— E por que não foi pedir a outra pessoa que o ajude? — perguntou aborrecida.
— Porque você é a única pessoa no vale que não está zangada com ele.
— E por que você e os meninos não podem levá-lo para casa?

Uma Noite por Conveniência

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Piper Riley ficou chocada ao descobrir, através da mídia, que o sedutor desconhecido para o qual entregou sua inocência era o infame playboy Dante Mancini. 

Principalmente porque a noite inesquecível que tiveram resultou em uma gravidez inesperada. Quando Dante soube que Piper estava esperando um filho seu, ele encontrou a oportunidade perfeita para restaurar sua reputação. 
Porém, Piper não aceitará nada além de um amor de conto de fadas, com direito a “felizes para sempre” e tudo mais!

Capítulo Um

Furioso com a forma como sua vida começara a desandar nas duas últimas semanas, Dante Mancini deixou de lado os efeitos do consumo excessivo de uísque na reunião improvisada da noite anterior. Tentou não pensar na solução ultrajante que Benjamin Carter propôs para neutralizar os efeitos da maldita reportagem da Celebrity Spy!.
O artigo escandaloso que se referiu a ele, Ben Carter, o sheik Zayn Al-Ghamdi e Xander Trakas como os solteiros mais mulherengos do mundo, havia causado um estrago à instituição de caridade que mantinham, a The Hope Foundation.
Os dirigentes daquela fundação os intimaram a limpar suas reputações ou saírem da lista de mantenedores. E para piorar as coisas, o acordo comercial em que ele esteve trabalhando corria o risco de malograr devido ao dano em sua reputação. Ele era um solteiro que se entregava aos prazeres da vida e agora todos sabiam disso.
Poderia a ideia de Ben dar certo? Uma decisão drástica, como a de se casar, desviaria a atenção da instituição de caridade e garantiria o sucesso do mais lucrativo negócio de sua vida? Talvez. Mas estaria preparado para entrar no jogo…?
Dante empurrou a porta do prédio de sua empresa, sem se incomodar em tirar os óculos escuros e sem querer admitir que aquela dor de cabeça latejante se devia à quantidade de uísque que bebeu enquanto lhe diziam que precisava arranjar uma esposa.
Apertou o botão para chamar o elevador e inspirou fundo enquanto esperava, ainda furioso com o fato de Bettino D’Antonio estar hesitando em fechar o negócio porque ele, Dante Mancini, e sua empresa não preservavam os valores familiares.
Quando as portas do elevador se abriram, ele entrou, desesperado por alguns momentos de solidão, antes de chegar ao conjunto de escritórios que serviam como quartel-general de seu império multinacional do ramo de energia renovável.
As portas se fecharam e, no mesmo instante, todos os seus sentidos se puseram em alerta. A mente se voltando à noite de sexo espetacular em um quarto de hotel de Londres, com uma ruiva desconhecida que dominava seus pensamentos desde então. E a recordação só fez piorar o mau humor em que se encontrava. Era irritante o fato de aqueles estonteantes olhos verdes continuarem a assombrá-lo apesar do álcool residual em seu organismo.
— Maledizione! — Ele nunca ficava pensando em uma mulher depois de levá-la para a cama, e o encontro com a ruiva acontecera havia dois meses.
Dante cerrou as mãos em punhos nas laterais do corpo. Aquele não era o momento para se perder em pensamentos sobre uma noite insignificante. Não podia permitir que a fofoca publicada pela Celebrity Spy! ameaçasse um de seus maiores acordos comerciais ou maculasse o trabalho da instituição de caridade que ele ajudava a manter. Mas também não estava disposto a aceitar a sugestão de Benjamin Carter. Não tinha nenhuma intenção de se casar para salvar sua reputação.
Tinha de haver outra saída e ele a encontraria. De qualquer maneira.
Logo as portas do elevador se abriram, e Dante empurrou para o fundo da mente a fragrância que evocou a lembrança da ruiva, sentindo a cabeça latejar.
A secretária se ergueu em um impulso quando Dante entrou pisando firme no escritório, mas ele sequer parou para cumprimentá-la. Não tinha energia para socializar no momento. Tudo que precisava era de silêncio total e um café forte.
— Não quero ser incomodado — disparou ele, enquanto passava pela mesa da secretária, desesperado pela reclusão do escritório que dava vista para o centro histórico de Roma.
— Signor Mancini…

Rebelde Indomável

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
“Você deve estar acostumada a entrar no quarto de um homem”. 

Dizendo isso, Rick abriu a porta e puxou Kelly para dentro, sem a menor gentileza. 
Aos olhos dele, não passava de uma mulher vulgar, capaz de se envolver com um homem com o dobro de sua idade por puro interesse.
“Você está enganado”, ela tentou falar, vendo-o aproximar-se perigosamente, já desabotoando a camisa. Mas não havia mais tempo para explicações!
Capítulo Um

Grant apresentou Kelly à sua governanta, que a olhou de alto a baixo, com curiosidade, e depois voltou-se para o patrão, sem procurar disfarçar a própria surpresa: — O senhor fez a viagem num tempo excelente.
— Graças a Kelly. — Grant sorriu para a garota que estava ao seu lado.
Kelly sacudiu a cabeça num leve protesto de modéstia, mas não fez qualquer comentário. Sabia que era boa motorista e, afinal, era isso que lhe garantia emprego já há algum tempo. Até dois meses atrás, trabalhava num posto de serviços em Gold Coast, abastecendo os carros para os clientes e testando os veículos que acabaram de sair da oficina.
Grant Brandon, um fazendeiro aposentado do longínquo Estado de Nova Gales do Sul, era um de seus clientes favoritos. Alto, gentil e bem-educado, usava o posto sempre que vinha passar alguns dias com amigos, em Paradise Waters.
Kelly gostava das conversas que costumavam manter nesses períodos e aos poucos ficara sabendo que Grant estava realizando um projeto há muito adiado, de viajar por toda a Austrália, revendo amigos e conhecendo lugares novos, mas também que começava a achar essas viagens muito solitárias; além disso, uma velha artrite nos joelhos ameaçava incomodá-lo cada vez mais, nas longas distâncias.
Mesmo assim, foi com surpresa que um dia recebeu seu convite para trabalhar com ele, como motorista e acompanhante. 

A princípio hesitou em aceitar o emprego, apesar de aquela ser uma oportunidade perfeita para viajar e conhecer bem o país. Mas não podia deixar de pensar em como seriam as coisas depois, quando estivesse atravessando vastas extensões de território deserto, em companhia de alguém quase desconhecido.
Os pais dela também foram totalmente contra, logo de início, mas em poucos dias mudaram de opinião, após conhecerem Grant pessoalmente. 
Ele fora visitá-los várias vezes e, realmente, sabia usar seu charme para persuadir as pessoas. Depois de conversarem muito com ele, acabaram aprovando que Kelly aceitasse a proposta.
Quando já fazia seis semanas que os dois estavam viajando, subindo a costa Leste, Grant foi informado por amigos, em Rockhampton, que seu sobrinho havia sofrido um acidente. Era esse sobrinho, também fazendeiro e cujas terras eram vizinhas às dele, que estava cuidando de sua fazenda. Grant telegrafou imediatamente para casa e, quando recebeu a resposta, soube que o rapaz tinha quebrado a clavícula, um braço e três costelas. Apesar do telegrama acrescentar que estava tudo sob controle, resolveu, de qualquer forma, voltar a Wanbanalong.
— Quer dizer que aconteceu na hora em que estavam reunindo o rebanho? — Grant falava em tom sóbrio, enquanto atravessavam a varanda e dirigiam-se para a porta da entrada.
— Sim, lá em Ridge Paddock — respondeu Abby Lucas. — O cavalo caiu e rolou por cima dele.
— E isso há quase três semanas, pelo que Rick disse no telegrama.
— Exatamente.
Parou junto à porta, deixando que as duas mulheres entrassem primeiro na casa, e depois continuou: — Vocês deviam ter me avisado imediatamente, em vez de deixar que eu ficasse sabendo por acaso, como aconteceu.
— É o que eu teria feito, se dependesse de mim. — A resposta atravessada veio rápida. — Mas tem gente que pensa de outra maneira.
— Sujeito teimoso — Grant resmungou, mas seu tom era mais de admiração que qualquer outra coisa. — A propósito, onde está ele agora? Em Elouera Springs?

O Suplício de um Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Ele queria amor.

Mas Anne fugia de seus braços! 
Anne estava pálida, transfigurada pelo desespero, Adam queria tocá-la, envolvê-la nos braços, beijá-la... mas teve que conter seu desejo. Anne gritava, expulsando-o do quarto como se ele fosse violentá-la!
Estava perdida em suas fantasias e Adam sabia que por algum motivo ela se recusava a voltar a realidade. Não podia fazer mais nada senão arrumar as malas e ir embora.Fugir, tentando enterrar para sempre o horrível segredo que o afastava de Anne!
Capítulo Um

"'Por que papai demora tanto para voltar?" Seus olhos continuavam presos à paisagem fustigada pela chuva e pelo frio. Nenhum músculo se mexia no rosto pálido e as mãos descansavam inertes sobre o colo.
Estava sentada diante da janela de seu quarto, indiferente ao silêncio da casa e às horas que iam passando, inexoráveis. "Quando papai vier, sairemos para cavalgar nas colinas. Haverá sol, tenho certeza..."
Ao descer do carro, ele levantou a gola do casaco para se proteger do vento e olhou a imponente casa onde sua tia vivera. Que tristeza, pensou, observando como o tempo tinha castigado as paredes de pedra. A hera crescia desordenada, quase atingindo as janelas do pavimento superior.
O Sr. Alexander, o advogado, aproximou-se.
— É uma casa impressionante, sr. Carmichael.
— De fato — Adam concordou. "Grande demais para uma pessoa sozinha", concluiu consigo mesmo, calculando que haveria no mínimo uma dúzia de quartos. Como é que a tia aguentara permanecer naquela mansão até o fim da vida?
Adam Carmichael estava voltando do enterro de sua tia Andréa Templeton e até agora não tinha entendido o motivo de sua presença ter sido necessária. O advogado lhe dissera que precisava ouvir a leitura do testamento e agora Adam pensava, com um estremecimento, que seria o cúmulo se tia Andréa tivesse lhe deixado a casa como herança.
O que faria com aquela masmorra velha e decadente? Mas era bem possível; a tia, viúva e sem filhos, não tinha outros parentes a não ser ele e sua mãe...
Adiantando-se, o advogado conduziu-o por um corredor escuro, até um salão enorme, quase desprovido de móveis. Havia só uma longa mesa de carvalho flanqueada por diversas cadeiras de encosto alto. O ar estava pesado, com um leve odor de coisas emboloradas. As pesadas cortinas impediam qualquer claridade, e Adam sentiu que sufocava.
— O senhor se importa? — perguntou, puxando as cortinas rapidamente. A luz cinzenta da tarde fez com que a sala parecesse ainda mais vazia, mas pelo menos ficava suportável. Virou-se para o Sr. Alexander, suspirando: — Isso vai demorar muito?

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

A Noiva Perfeita

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Prontas para o altar
Elena Ricci nunca podia imaginar que sua viagem de fim de semana terminaria em chantagem, um casamento forçado e a necessidade de um herdeiro. 


Mas é isso o que acontece quando o poderoso Gabriele Mantegna a sequestra! 
O que ela não esperava era que seu corpo ardesse cada vez que Gabriele a tocava. 
Quando a atração entre os dois se torna tão tórrida quanto o ódio que sentem um pelo outro, como eles lidarão com o legado de sua paixão?

Capítulo Um

O grito ecoou pelo silêncio da capela de Nutmeg Island.
Gabriele Mantegna, havendo acabado de subir as escadas do porão, deteve-se abruptamente.
De onde diabos veio isso?
Ele desligou a lanterna, jogando a capela na mais completa escuridão, e escutou atentamente.
Teria sido um grito feminino? Decerto, não? Naquela noite, apenas a equipe de segurança estava na ilha.
Fechando cuidadosamente a porta do porão, ele adiantou-se até a única janela pequena da capela que não era um vitral. Estava escuro demais para ver qualquer coisa; contudo, após algum instante, uma luz fraca apareceu ao longe. Vinha da casa dos Ricci, onde, naquele momento, uma gangue armada estava se servindo de obras de arte e antiguidades inestimáveis.
A equipe de segurança da ilha estava cega no que dizia respeito à gangue, seus monitores remotamente alterados de modo a mostrar apenas informações falsas.
Gabriele verificou o relógio e fez uma careta. Estivera na ilha dez minutos além do que planejara. Cada minuto a mais aumentava as chances de ser pego. E para alcançar a praia no lado sul da ilha, de onde nadaria para a segurança, era uma caminhada de mais dez minutos.
Mas não imaginara o grito. Não ficaria com a consciência tranquila se fugisse sem verificá-lo.
Praguejando baixinho, Gabriele abriu a pesada porta da capela e saiu para o quente ar noturno caribenho. Da próxima vez que Ignazio Ricci escolhesse um local de paz e contemplação, encontraria o código do alarme da capela alterado.
Para uma construção projetada para reflexão e adoração pacífica, a capela Ricci fora dessacrada pelo propósito real de Ignazio.
Estivera tudo ali, debaixo do altar da capela, em um porão abarrotado de arquivos que datavam de décadas atrás. Uma trilha secreta de dinheiro sujo, o ponto fraco do império Ricci, escondido do mundo externo. No pouco tempo que Gabriele passara no porão, desencavara um número suficiente de evidências de atividades ilegais para colocar Ignazio na cadeia pelo resto da vida. 
Ele, Gabriele Mantegna, entregaria pessoalmente cópias dos documentos incriminadores para o FBI. Estaria presente no dia do julgamento, sentado em algum lugar estratégico, onde Ignazio, o homem que matara o seu pai, não tivesse como deixar de vê-lo.
Quando a sentença do juiz fosse dada, Ignazio saberia que fora ele o responsável pela sua queda.
Mas tudo ainda não eram flores. A evidência mais importante para Gabriele, os documentos capazes de limpar o seu próprio nome e exonerar o seu pai de uma vez por todas, não haviam sido encontrados.
Mas a evidência existia. Ele a encontraria, mesmo que levasse o resto de sua vida.
Tirando da cabeça a evidência desaparecida, Gabriele seguiu até as árvores e, agachando-se, avançou na direção da casa de Ricci, uma mansão de três andares.
Luzes brilhavam em uma janela do térreo. Qualquer subterfúgio por parte da gangue fora abandonado.
Algo dera errado.
Os homens na casa eram liderados por um gênio do crime que se apresentava como Carter. A especialidade de Carter era roubar itens caros por encomenda. Vasos Ming. Picassos. Caravaggios. Diamantes azuis. Rezava a lenda que não havia sistema de segurança no mundo que Carter não conseguisse driblar. Também tinha um talento todo especial para saber onde os membros da alta sociedade escondiam seus objetos de valor obtidos também por meios escusos, cuja ausência o proprietário, com certeza, não relataria às autoridades. Carter ficava com tais itens para si mesmo.
A porta da frente ficara aberta.
Ao aproximar-se, Gabriele pôde escutar vozes. Abafadas; contudo, inegavelmente zangadas.
Sabendo que estava correndo um grande risco, mas incapaz de ignorar o som do grito que ainda ecoava em seus ouvidos, Gabriele colou-se à parede externa da casa, ao lado da janela mais próxima da porta da frente, inspirou fundo e virou-se para olhar lá para dentro.
A entrada principal estava vazia.
Ele empurrou a porta, abrindo-a mais alguns centímetros.
A discussão abafada prosseguiu.
Ele cruzou o vão da porta. No instante em que seu pé de pato de borracha sintética encostou no piso de tábua corrida envernizado, um rangido pôde ser escutado.
Praguejando baixinho, Gabriele arriscou mais um passo, plantando todo o pé de uma só vez. Desta vez, não houve rangido.
Ele olhou ao redor. A sala tinha três portas. Apenas uma, do outro lado, estava aberta.
Com cautela, adiantou-se até ela, lamentando que não houvesse no aposento nenhuma estátua em tamanho natural atrás da qual pudesse se esconder, em caso de necessidade. Alcançando a porta, espiou pelo vão, olhando para a larga escadaria à direita, enquanto esticava as orelhas para a esquerda, em uma tentativa de determinar sobre o que os homens estavam discutindo. Se fosse apenas uma questão de um roubo dando errado, retornaria ao seu plano original e daria o fora daquela ilha.
Porém, aquele grito…




Série Prontas para o altar
1- Bodas de Sedução
2- Proposta sombria
3- A Noiva Perfeita

Proposta Sombria

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Prontas para o altar
Kassius Black ressurgiu como uma fênix das chamas de sua infância catastrófica. 

Agora, ele tem um único objetivo: se vingar do homem que o abandonou. 
O plano de Kassius é tirar tudo do pai, e produzir um herdeiro que nunca conhecerá o avô! 
A inocente e casta Laney Henry é a candidata perfeita para gerar seu filho. Então, o poderoso magnata faz uma oferta que ela não poderá recusar...


Capítulo Um

— Eu deveria demitir você agora, Laney. — A chefe olhou para ela. — Qualquer pessoa adoraria ter o seu emprego. E todas elas são menos estúpidas do que você!
— Desculpe! — Laney May Henry sentiu as lágrimas brotando ao ver o café quente que havia acabado de derramar no estimado casaco de peles branco de sua chefe, o qual estava pendurado no encosto de uma cadeira. Inclinando-se, ela tentava desesperadamente limpar a mancha com a manga de sua camisa de algodão desbotada. — Não foi...
— Não foi o quê? — Sua chefe, uma condessa norte-americana austeramente bela, casada e divorciada quatro vezes, semicerrou os olhos cuidadosamente maquiados. — O que está tentando dizer?
Não foi minha culpa. Mas Laney respirou fundo. Sabia que não faria sentido dizer à chefe que Araminta, a amiga dela, a fizera tropeçar deliberadamente quando Laney estava trazendo o café. Sentido nenhum, porque sua chefe tinha testemunhado a coisa toda e rido junto com a sujeitinha quando Laney tropeçou arfando ruidosamente, esparramando café para todos os lados do carpete do luxuoso apartamento de Mônaco. Para sua chefe, tudo fora uma boa piada — até que ela viu o café atingir seu casaco de peles.
— Bem? — perguntou Mimi du Plessis, a condessa de Fourcil. — Estou esperando.
Laney baixou o olhar.
— Desculpe, Madame la comtesse.
Mimi se voltou para Araminta, que vestia Dolce e Gabbana da cabeça aos pés e estava sentada do outro lado do sofá de couro branco, fumando.
— Ela é estúpida, não é?
— Muito estúpida — concordou Araminta, soprando um anel de fumaça delicadamente.
— É tão difícil conseguir bons empregados esses dias...
Mordendo o lábio com força, Laney olhou para o carpete branco. Dois anos atrás, ela havia sido contratada para organizar o guarda-roupa de Mimi du Plessis, acompanhar seus compromissos sociais e anotar recados. Mas também descobrira rapidamente por que o salário era tão bom. Ficava de plantão dia e noite, muitas vezes trabalhando vinte horas por dia e tolerando as provocações contínuas de sua chefe. Nos últimos dois anos, Laney ficara fantasiando todos os dias sobre desistir e voltar a Nova Orleans. Mas não podia. Sua família precisava desesperadamente do dinheiro, e ela amava sua família.
— Pegue o casaco e saia daqui. Não consigo tolerar olhar para essa sua cara patética nem mais um segundo. Leve o casaco à lavanderia, e que Deus tenha piedade de você se a peça não voltar até o baile de Ano-Novo desta noite. — Dispensando-a, a comtesse se voltou para Araminta, retomando a conversa anterior. — Acho que hoje à noite Kassius Black finalmente vai dar o primeiro passo.
— Acha mesmo? — perguntou a outra ansiosamente.
A comtesse sorriu, como um gato persa presunçoso diante de uma tigela dourada cheia de leite.
— Ele já desperdiçou milhões de euros concedendo empréstimos anônimos ao meu chefe. Mas, pelo jeito como as coisas estão indo, a empresa do meu patrão vai falir neste ano ainda. Eu finalmente disse a Kassius que, se ele quer minha atenção, deve parar de jogar dinheiro no ralo e simplesmente me convidar para sair.
— O que ele disse?
— Ele não negou.
— Então ele vai ser seu acompanhante no baile esta noite?
— Não exatamente...



Série Prontas para o altar
1- Bodas de Sedução
2- Proposta sombria
3- A Noiva Perfeita