quarta-feira, 21 de junho de 2017

Altos e Baixos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Os Irmãos Fonseca
O preço do desejo!

A secretária Darcy Lennox sabe que seu chefe é bastante exigente. 
Afinal, a ambição de Maximiliano Fonseca Roselli é lendária. 
Porém, casar-se com ele para que consiga fechar um acordo de negócio vai muito além de suas funções… Mas ninguém diz não para Max. 
Em seu mundo, todos têm um preço, e ele está determinado a descobrir o de Darcy. Contudo, depois de um beijo ardente, Max percebe que os riscos de ir adiante com esse plano são muito maiores do que poderia imaginar.

Capítulo Um

— Ora, ora, ora. Isto é interessante. A pequena Darcy Lennox, no meu escritório, procurando emprego.
Darcy conteve o lampejo de irritação diante da referência não totalmente inequívoca ao fato de ela ser pequena, e lutou contra o ataque a seus sentidos por ser meros trinta centímetros mais baixa do que Maximiliano Fonseca Roselli, estando separada dele apenas por uma escrivaninha muito impressionante. Mas era difícil. Porque ele simplesmente estava tão arrasadoramente lindo quanto sempre fora. Mais ainda agora, porque era um homem. E não o rapaz de 17 anos de idade do qual ela se lembrava. O apelo sexual fluía dele como um perfume invisível, porém inebriante. E deixava Darcy absurdamente consciente de que debaixo de todas as camadas de civilidade ambos eram apenas animais.
Ele era meio-brasileiro, meio-italiano. O cabelo loiro escuro ainda era rebelde e indisciplinado, há tempo suficiente para proclamar que ele realmente não dava a mínima para nada, muito menos para padrões. Embora claramente ao longo do caminho ele tivesse se importado o suficiente para se tornar um dos “empresários bilionários que merecem atenção” mais jovem da Europa, de acordo com uma revista financeira importante.
Darcy imaginava que qualquer mulher ficaria muito feliz em observar todos os movimentos sensuais dele. Ela notou cada novo acréscimo às feições quase perfeitas dele, no entanto, deixou escapar antes que pudesse se conter:
— Você tem uma cicatriz.
A marca serpenteava da têmpora esquerda até a mandíbula numa linha irregular e o deixava ainda mais misterioso e melancólico.
O homem sob seu escrutínio rigoroso arqueou uma sobrancelha loira escura e disse:
— Seus poderes de observação obviamente estão funcionando bem.
Darcy corou por ter sido pega no flagra em sua indiscrição. Desde quando ela era ingênua o suficiente para se referir à aparência física de alguém? Maximiliano havia se levantado para cumprimentá-la quando ela entrou em seu escritório palaciano, situado no centro de Roma, e Darcy ainda estava de pé também, começando a sentir calor sob seu terninho, tépida sob o olhar verde acastanhado que a cativara desde a primeira vez em que o vira.
Ele cruzou os braços e o olhar dela foi inevitavelmente atraído para onde os músculos impressionantes se contraíam de encontro ao tecido fino da camisa branca aberta no pescoço e com mangas arregaçadas. E muito embora ele usasse calças escuras formais, parecia tudo, menos civilizado. Aquele olhar era muito ciente e cínico para ostentar polidez.
— Então, o que uma ex-aluna da Boissy-le-Château está fazendo buscando emprego como assistente pessoal? — Antes que pudesse responder, ele acrescentou, com tom de escárnio na voz: — Achei que já estivesse casada com um aristocrata europeu a essa altura, fabricando um monte de herdeiros, igual a qualquer outra garota naquela instituição medieval anacrônica.
Presa sob o olhar dourado, ela lamentou pelo momento em que pensou que poderia ser uma boa idéia se candidatar ao emprego anunciado num meio tão seleto. E odiava pensar que uma parte dela estivera curiosa para rever Max Fonseca Roselli.
Darcy respondeu:
— Eu só fiquei mais um ano na Boissy depois que você foi embora... — Ela vacilou, então, pensando na lembrança escabrosa de Max batendo em outro menino em meio à neve, e na mancha brilhante de sangue na brancura imaculada. Ela afastou a lembrança. — Meu pai foi gravemente afetado pela recessão, então eu voltei para a Inglaterra para terminar meus estudos.
Ela não achava que valia a pena mencionar que esta escolaridade havia ocorrido numa escola estadual, a qual, aliás, Darcy teria escolhido em qualquer circunstância em vez de optar pelo ambiente opressivo da Boissy.
Max fez um som de falsa comiseração.
— Então Darcy não chegou a ser a bela do baile em Paris com todas as outras debutantes?


Série Os Irmãos Fonseca
1- Mentiras e Verdades
2- Altos e baixos 
Série concluída



Revelando o Coração

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Descobrindo a Felicidade


Um presente inesperado!

Para a jornalista Serena James, a noite que passou com o poderoso Nikos Petrakis foi extraordinária. Contudo, ele a deixou com o coração partido. 

Agora, Serena precisa voltar à Grécia para contar que esse romance passageiro teve consequências inesperadas. 
Nikos está prestes a fechar o maior acordo de sua vida e não tem tempo para distrações, principalmente para uma ruiva sensual que o faz perder a cabeça. Porém, tudo muda quando ele descobre que Serena está esperando um filho seu. E Nikos fará o que for preciso para que ela fique ao seu lado… até mesmo subir ao altar.

Capítulo Um


Nikos Lazaro Petrakis ficou de pé e olhou para o reluzente mar diante dos escritórios da Xanthippe Shipping, o império que ele construíra, mas nada enxergou. As palavras que acabara de ler ardiam em seu pensamento. E lembranças da única mulher que já despertara desejos por coisas que ele jamais poderia se permitir querer lhe incendiaram o corpo.
Precisamos conversar. Encontre-me na praia, hoje à noite. Serena.
Serena James quase derrubara suas defesas, afetando-o muito mais do que ele gostaria de admitir. Ficara feliz quando aparecera uma desculpa para bani-la de sua vida. Desde aquela noite, há três meses, que não tivera notícias dela. Ela fora embora sem olhar para trás, deixando lembranças que ele preferia ter esquecido, mas o seu silêncio desde então fora um alívio bem-vindo.
Ele fechou os olhos ante a imagem de Serena. Ela se mostrara difícil de esquecer e, a julgar pelo modo como seus pensamentos estavam agitados, agora, ainda não conseguira esquecê-la. 

Durante semanas, seu corpo ansiara pelo dela. Bastava fechar os olhos, permitindo que seus pensamentos voltassem ao passado, e era capaz de vê-la, cheirá-la e lhe sentir o calor. Mas Nikos permaneceu firme na sua decisão de não ter compromissos. Ele a impelira para longe, física e emocionalmente, mas não fora capaz de cortar por completo a atração, que permaneceu como uma teia tecida no início da alvorada, mantendo-os inexoravelmente ligados.
Ao retornar a Atenas, mergulhara ferozmente no trabalho e fora atrás da empresa de cruzeiros Adonia, com uma crueldade que chegou a fazer com que a sua assistente pessoal olhasse para ele com estranheza.
Ele cerrou o maxilar ante as lembranças ardentes de seu tempo com Serena, sabendo que poderia haver apenas um motivo para o retorno da moça para Santorini, a ilha em que ele crescera. Seus olhos se abriram e ele inspirou profundamente. Não podia haver outra explicação.
Durante o verão, ela chegara à ilha para pesquisar o seu próximo artigo, e o romance passional que partilharam culminou em sexo inconsequente e sem proteção na praia. 

Agora haviam repercussões capazes de mudar suas vidas? Consequências que ele não planejara, e definitivamente não queria?
Sirenes de advertência começaram a tocar. Por que ela esperara tanto? Será que ela fizera o que ele receara e usara suas conexões jornalísticas para descobrir mais a respeito dele? Raiva tomou conta de Nikos ao fitar pensativamente a vista. Será que Serena sabia que ele não era o pescador que a levara a acreditar que fosse simplesmente por ser mais fácil assim?
Seu trabalho como escritora de viagens não se equiparava a trabalhar para tabloides nacionais; contudo, isso não significava que ela não usaria a história caso ela se apresentasse. 

Nikos tivera muito cuidado para que ela não descobrisse quem ele realmente era, já cansado das especulações da imprensa no tocante aos seus negócios, assim como à sua constante sucessão de companhia feminina.
Caso tivesse sabido da profissão de Serena antes daquela fantástica primeira noite que passaram juntos, poderia ter sido capaz de virar as costas e ir embora, em vez de se deixar cativar pela sua inocência, sendo arrastado profundamente para algo que sempre resistira.
Para a sua mente incrédula, só podia haver um motivo para ela estar ali na ilha, exigindo vê-lo, em vez de simplesmente ligar. Após acreditar que fosse diferente de todas as outras mulheres com quem saíra, ela provara que Nikos estava errado. Estava ali para usar a fortuna dele para garantir o seu futuro, e isso não poderia ter vindo em hora pior. Se a história viesse a público, ele poderia perder o negócio da Adonia Cruise Liners.
Praguejou agressivamente; contudo, as palavras não aliviaram a suspeita que tomava conta dele. Irritado, marchou da janela até sua mesa, apertando os botões do telefone. 

A indagação tranquila da assistente pessoal atravessou a ira de suas emoções, forçando-o a recuperar o autocontrole. Como era possível que Serena o afetasse tanto, quando sequer estava em sua companhia?
— Prepare o meu avião. Preciso estar em Santorini hoje à tarde.


Um Coração Apaixonado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
“Fique bem longe desse homem. 

Nada de sonhos, nada de fantasias de amor”, pensou Cyntia, ao conhecer Luke Pierson, um rico e sensual empresário. Mas foi difícil ignorar o charme viril, o encanto sedutor daquele homem que a assediava com carícias, despertando emoções há muito tempo esquecidas.
Que loucura, apaixonar-se! 
Não havia lugar em seu pequeno mundo de mulher independente para alguém que estava apenas à procura de aventuras.
salvar a empresa da família. 
Mas sabia que tal decisão destruiria para sempre sua vida. Abandonado por ela há três anos, Jago queria se vingar, submetê-la à humilhação, à sua índole autoritária. Para Ashley tudo seria suportável se aquele homem não fosse o personagem que povoou os seus sonhos de adolescente, o homem que fizera de tudo para esquecer, o seu príncipe encantado...

Capítulo Um

Luke Pierson examinava a velha casa com atenção. Seu olhar refletia a decepção que sentia.
Desligou o motor de seu Mercedes prateado e respirou fundo, tentando se recuperar da tensão que o trânsito lhe causava. Era quase impossível andar por Chicago ao meio-dia sem ficar completamente exausto.
A casa, uma construção de pedra e tijolos, era muito diferente dos condomínios e das fachadas modernas que ele costumava ver nos bairros da cidade. Mesmo assim, o portão alto e o aspecto sóbrio daquela casa davam-lhe um certo charme.
Luke continuava dentro do Mercedes, fumando nervosamente um cigarro. Quando olhou para o relógio, no entanto, percebeu que não podia perder tempo. Tinha pressa. Deu uma última e profunda tragada e desceu do automóvel rapidamente, com gestos mecânicos e precisos.
Fora sua secretária quem lhe recomendara aquela creche, cuja proprietária era uma jovem dedicada e alegre que contratava senhoras de idade como assistentes. 

O que mais o impressionava era o aspecto aconchegante daquele lugar, cercado de árvores, flores e uma grama cuidadosamente aparada, como a casa de sua infância, com um aspecto tão familiar que jamais lhe pareceria uma creche.
Caminhou até o portão e entrou. A porta principal estava aberta e deixava entrever um pequeno saguão, além do qual se viam numerosas salas. Os tacos de madeira do assoalho brilhavam impecáveis e um relógio antigo decorava a parede, badalando à meia hora num ritmo suave e singelo.
Cada detalhe daquele ambiente parecia transbordar de carinho e amor. Luke ouvia os ruídos alegres das crianças que brincavam em uma das salas. Elas riam e pulavam ao som da música harmoniosa. Olhou para o lado e notou a presença de uma senhora de idade, sentada numa cadeira de balanço — provavelmente a responsável pelas crianças.
Uma garotinha dormia confortavelmente recostada num cão enorme que parecia acostumado ao seu papel de travesseiro.
Olhando mais atentamente, Luke observou a aparente desordem da sala. Perto da porta, havia uma pilha de lenha e, em frente à lareira, uma mesa com restos de biscoitos e guardanapos usados — com certeza sobras da última refeição. A falta de organização o irritava profundamente, mas o que mais o aborreceu foi a presença daquele cachorro.
"Cães assim deviam ficar no canil", pensou. Embora confiasse nos conselhos da secretária, não estava completamente convencido de que aquele lugar era o ideal. Para complicar ainda mais a situação, apareceu um gata branco que se esfregou em seu terno cinza, deixando a calça coberta de pelos. Quando levantou os olhos, aborrecido, deu com uma mulher que o fitava, espantada.
— Gostaria de falar com a Sra. Leary — disse Luke.
— Ela não está no momento, mas não deve demorar.
— Onde fica a sala dela?
— No final do corredor, à direita.
— Obrigado, vou esperar.
A mulher o observava dos pés à cabeça, enquanto ele atravessava o imenso corredor que conduzia à sala da diretora. No caminho, viu um berçário, que exalava um cheiro enjoativo de talco, e diversos quartos forrados de prateleiras com brinquedos de todo tipo. Por fim, encontrou numa das portas o nome da Sra. Leary e entrou, com o ar decidido de quem sabe o que faz.

Amor Imperfeito

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Descobrindo a Felicidade
Um novo começo!

A noite inesquecível ao lado de Larenzo Cavelli mudou a vida de Emma Leighton para sempre. 

Antes mesmo de amanhecer, ela estava certa de duas coisas: Larenzo passaria o resto da vida na cadeia, e jamais o veria novamente. 
Dois anos depois, ele foi inocentado de todas as acusações e está pronto para reivindicar tudo o que perdera… Começando por Emma. 
Foi uma mentira que o colocou atrás das grades. E, ao reencontrá-lo, Emma sabe que precisa revelar o segredo imperdoável que esconde, mesmo que corra o risco de perder Larenzo para sempre!

Capítulo Um

O som da batida de uma porta de carro ecoou pela noite tranqüila. Surpresa, Emma Leighton ergueu os olhos do livro que estava lendo. Ela era governanta da isolada propriedade de Larenzo Cavelli nas montanhas da Sicília, e não estava esperando visitantes. 
Larenzo estava em Roma a negócios, e ninguém vinha até a Villa situada acima dos empoeirados vilarejos e cidadezinhas das encostas sicilianas. Seu patrão prezava muito por sua privacidade.
Ouviu passos resolutos no caminho de pedra que levava à porta da frente da Villa, uma enorme estrutura de carvalho maciço, reforçada por barras de ferro. Esperou tensa, por uma batida. A Villa contava com um elaborado sistema de segurança, acessível por um código numérico que só era conhecido por ela e Larenzo, e a porta estava trancada, como Larenzo sempre insistia que estivesse.
Prendeu a respiração quando ouviu a porta ranger ao ser aberta e, em seguida, o suave bip de botões sendo pressionados, seguido por um sinal sonoro mais longo, o que indicava que o sistema de segurança tinha sido desativado. Com o coração disparado, Emma deixou o livro de lado e levantou-se. 
Larenzo nunca ia até lá mais cedo do que o combinado ou sem avisar. Sempre mandava uma mensagem de texto para se certificar de que Emma tinha tudo pronto para a sua chegada: sua cama feita com lençóis recém-passados, a geladeira abastecida, a piscina aquecida. Mas se não era ele... Quem seria?
Ouviu passos se aproximando, passadas cuidadosas e, então, um vulto alto e esguio apareceu junto da porta.
— Larenzo! — Emma levou uma das mãos ao peito, mas deixou escapar uma trêmula risada de alívio. — Você me assustou. Eu não o esperava!
— Eu não planejava vir — disse Larenzo, entrando na espaçosa sala de estar da Villa. Quando a luz atingiu o rosto dele, Emma prendeu a respiração chocada. A pele de Larenzo parecia cinzenta, e havia sombras profundas sob seus olhos. O cabelo dele estava despenteado, como se Larenzo tivesse esfregado as mãos nele.
— Você-você está bem?
A boca dele formou um sorriso amargo.
— Ora, por quê? Não pareço bem?
— Não, não realmente. — Emma tentou suavizar suas palavras com um sorriso, mas estava mesmo alarmada. Nos nove meses que vinha trabalhando como governanta da Villa, jamais tinha visto Larenzo naquele estado. Ele não parecia apenas cansado ou abatido, era como se sua força vital, a maior parte de quem era aquela energia efusiva, e inquieta, repleta de carisma, tivesse evaporado.
— Você está doente? — perguntou ela. — Posso providenciar algum tipo de...
— Não. Não estou doente. — Ele deu uma risada seca. — Mas pelo jeito devo estar com péssima aparência.
— Bem, para falar a verdade, sim, está.
— Obrigado pela honestidade.
— Desculpe-me, eu...





Amor Sob as Estrelas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Uma esposa ideal?

Nicole não queria um relacionamento temporário, e isso era tudo o que o atraente Alexander Strathallen estava disposto a oferecer. 

Assim, foi preciso resistir à atração... até que ele confessou que precisava de um herdeiro e propôs um casamento de conveniência!
Nicole decidiu aceitar o pedido. 

Ao menos seu filho teria um pai. O que não esperava era que na noite de núpcias, no calor do deserto, o casamento se consumasse de maneira completamente inesperada.

Capítulo Um

Quanto mais o elevador se aproximava do andar onde deveria descer, mais aumentava a ansiedade de Nicole. Em poucos instantes seria entrevistada. Não sabia ainda quem estava interessado em contratá-la. Tampouco fazia ideia do número de candidatos que havia se apresentado para disputar a colocação.
Tudo começara com a leitura de um anúncio publicado no The Times oferecendo um emprego em local exótico e um salário generoso. Para onde exatamente o candidato deveria ser transferido não estava especificado.
Nicole sentia-se contente e orgulhosa por ter passado a primeira fase do teste. Design, afinal, era uma área competitiva. Embora ela se sentisse segura de seus conhecimentos e de seu talento nesse campo, sabia que havia muitos excelentes profissionais no mercado.
O endereço que lhe havia sido indicado correspondia a um dos bairros mais valorizados e bonitos de Londres. O número era o de um prédio alto e elegante com um porteiro uniformizado. Ela foi solicitada a dizer seu nome e a aguardar. Enquanto o porteiro verificava se sua entrada seria permitida, um homem de terno com ares de quem trabalhava para o Serviço Secreto a examinava ostensivamente.
Nicole sustentou o olhar perscrutador sem se deixar intimidar. Não havia dúvida. O homem era um segurança. 

Não havia o menor sinal de interesse em seus olhos por Nicole, a mulher, mas por Nicole, a desconhecida que estava prestes a entrar no prédio e que poderia ser uma criminosa qualquer,
Naquele momento, Nicole teve mais uma certeza. Os proprietários daqueles apartamentos deveriam ser pessoas muito ricas e importantes: o tipo de pessoas que precisavam contar com serviços impecáveis de proteção.
— Deverá se dirigir ao apartamento número dois no quarto andar, senhorita — disse o porteiro ao mesmo tempo que a escoltava até o elevador mais requintado que Nicole já vira. Ela agradeceu com um gesto de cabeça e esperou até que a porta fechasse para soltar o ar.
De repente, algo que não lhe ocorrera antes, a fez cogitar se a pessoa em questão era um homem ou uma mulher. E por que estaria necessitando dos préstimos de uma designer!
O elevador parou e Nicole desceu em um largo corredor acarpetado. A sua frente havia uma pequena alcova com um sofá. Acima dele, Nicole reconheceu uma tela de Gustav Klimt. Não deveria ser original. Ou seria? Talvez naquele prédio o padrão fosse tão alto que até mesmo os quadros que adornavam os corredores tivessem de ser genuínos.
A direita do vestíbulo, Nicole encontrou um aviso discreto da direção que deveria tomar para chegar ao apartamento número dois.
O carpete era tão alto e macio que Nicole sentiu como se flutuasse ao caminhar. A porta, consultou seu relógio de pulso e ficou satisfeita ao constatar que estava rigorosamente no horário.
Endireitou as costas, ajeitou os cabelos e tocou a campainha.
A porta foi aberta em poucos momentos. O homem que a recebeu examinou-a com a mesma expressão que o segurança lá embaixo. Apenas com maior frieza.
Não era uma pessoa tímida. As palavras nunca lhe haviam faltado. Mas algo naquele homem a deixou constrangida, com sua autoconfiança em baixa. Talvez por ser másculo e atraente demais, embora não o pudesse descrever como dono de uma beleza clássica.
Na vida real jamais havia perdido a fala por alguém. Era a primeira vez. Sua reação não poderia ser mais estranha. A impressão que tinha era de que estava acabando de ser convidada para entrar na casa de seu astro de cinema favorito.
— Boa tarde — cumprimentou, por fim. — Estou aqui em resposta a um chamado.
O homem fez um movimento afirmativo com a cabeça.
— Sou o dr. Strathallen.





Labaredas da Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
O amor sempre vence?

O mundo inteiro não desviava os olhos do sheik Raschid Al Kadah e de Evie Delahaye.
Apesar da feroz oposição de suas famílias, o namoro apaixonado já durava dois anos...
Mas todos sabiam que o fim não tardaria a chegar.
Raschid deveria se casar com uma princesa árabe, a mãe de Evie queria vê-la unida a um rico nobre inglês... e o tempo estava passando. Então Evie descobriu que esperava um filho de Raschid...



Capítulo Um


Já estava ficando tarde. Quase tarde demais para pensar em fazer qualquer programa.
Mesmo assim, Evie continuou a observar as luzes da noite londrina, pela janela, sem mostrar sinais de irritação. Afinal de contas, o fato de seu namorado mantê-la à espera não era nenhuma novidade. Ele agia daquele modo o tempo todo. O dever, uma espécie de deus adorado, vinha sempre em primeiro lugar. Sua vida pessoal, em segundo.
Evie sabia que era uma mulher muito especial para ele. Mas também estava cansada de saber que jamais estaria no topo de sua lista de prioridades.
Como um pássaro numa gaiola dourada, Evie continuou ali, exatamente onde estava, olhando a paisagem... e esperando.
Esperava-o já havia mais de uma hora, com calma e paciência.
Ou ao menos, uma calma e paciência aparentes. Devido a uma criação muito rígida, Evie não costumava mostrar seus verdadeiros sentimentos. Apenas os tolos, porém, se deixariam enganar pelas aparências.
O sheik Raschid Al Kadah podia ser tudo na vida menos um tolo, mas não estava ali para saber o que se passava pela cabeça dela. E a única pessoa presente naquela luxuosa cobertura, talvez a mais bonita de toda Londres, raramente levantava os olhos.
O rapaz limitava-se a ficar de pé em frente à lareira, a boca sabiamente fechada, todas as tentativas de manter uma conversa educada abandonadas havia muito tempo, desde o momento em que o atraso começara a ficar insuportavelmente grande.
Mesmo mantendo a cabeça baixa, ele percebeu que Evie estava olhando para o relógio e arriscou um palpite:
— Eu creio que Sua Alteza não vá demorar, lady Delahaye. Certas coisas são, se me permite dizer, muito importantes, e um telefonema de Sua Majestade certamente se enquadra nesta categoria.
Ou seus negócios em Nova York, Paris ou Roma, acrescentou Evie, mentalmente. Os Al Kadah mantinham fábricas e escritórios em quase todos os países do mundo. Desde o ano anterior, quando seu pai, o rei, sofrera um infarto, Raschid assumira todas as responsabilidades referentes à família. O que deixara sua agenda ainda mais acumulada de compromissos.
Um longo suspiro escapou dos lábios de Evie. O tipo de suspiro que só se permitia soltar quando estava sozinha. Mas tudo era diferente naquela noite, porque, além do incômodo da longa espera, um outro e mais grave problema atormentava-lhe a mente.
Tinha uma notícia a dar a Raschid. E sabia que ele não iria gostar nem um pouco de ouvi-la.
Na verdade, iria odiá-la.
Levou uma mão trêmula às têmporas que começavam a latejar. Estava começando a pensar na possibilidade de tomar uma aspirina, quando, de repente, uma porta do outro lado da sala se abriu.
O sheik Raschid Al Kadah deu dois passos à frente e dispensou o empregado. Assim com um movimento silencioso de cabeça. O rapaz fez uma mesura e se afastou sem fazer barulho.
Os olhos do sheik passaram então a estudar a beldade em frente à janela, que se virava agora para ele. E, apesar de toda a irritação por ter passado uma hora ao telefone tendo a conversa mais difícil de sua vida com seu pai, apesar do cansaço que sentia e de tudo mais que parecia estar conspirando contra ele, transformando sua vida num caos absoluto, o simples fato de vê-la devolvia-lhe o bom humor.
Ela era a mulher mais bonita que já conhecera.






Contida Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Que segredos esconderão os olhos desse homem?

Perturbada com as palavras de Jake Ferriter, Katleen não conseguia dormir. 

A proposta que acabara de receber a deixara indignada. 
Não bastava ele ter lhe tirado as terras e a casa que tanto adorava? 
Como ousara lhe pedir que se tornasse sua amante? 
Logo ela, uma garota romântica, que sonhava encontrar um homem especial que a fizesse feliz para sempre...
Essa vitória Jake não teria. Nem que estivesse loucamente apaixonada se entregaria a ele!

Capítulo Um

Acelerando o Maserati vermelho conversível, Jake Ferriter tinha pressa em chegar a Cashelkerry, grande propriedade rural no sul da Irlanda, onde de agora em diante deveria morar.
Nascido na Flórida e educado na Suíça, aos trinta e três anos ansiava por estabelecer um verdadeiro lar, o que desconhecia até então.
Tampouco conhecia Cashelkerry, pois, desde o tempo de seu bisavô, há quatro gerações, nenhum Ferriter pisava o solo de Cashelkerry que caíra nas mãos de intrusos, o que não impedia que Jake fosse o legítimo herdeiro delas. Pensando nisso, dirigia apressado pelas tortuosas estradas de Kularney, rememorando fatos das gerações passadas. 

Pensava também em seu próprio futuro, preparando-se agora para enfrentar e expulsar os malditos O'Connell do lugar, e tomar posse definitiva da terra.
Cansado de dirigir e sentindo-se empoeirado, ansiava por chegar. Sentia o vento forte bater em seu rosto, revolvendo-lhe os cabelos negros e imprimindo um ar de determinação, estreitando um pouco seus grandes olhos verdes. Ainda que estivesse cansado, sentia uma imensa vontade de vencer, suplantar os obstáculos que o esperavam e apossar-se do que era seu. Foi nesse estado de espirito que gritou contra o vento:
— Jake Ferriter, você é um vencedor!
Imediatamente, seu cérebro tornou a reorganizar os passos que deveria dar para a conquista de seu objetivo final. Primeiro enfrentaria a jovem Katleen O'Connell, depois então colocaria em prática seus planos e realizaria seus sonhos.
Um brilho de vingança surgiu em seus olhos e ele sorriu ao pensar em Katleen O'Connell. Ainda não a conhecia, mas chegava a sentir pena dela, por ter de enfrenta-lo. Reconhecia-se um inimigo feroz e implacável, quando se tratava de defender o que era seu. E, pensando nisso, acelerou ainda mais o carro.
Enquanto isso, a jovem Katleen O'Connell entrava no escritório, o coração apertado ao ver Cormac Kelly, seu capataz, ruivo e forte, no lugar que, ainda há poucos dias, seu pai ocupava. Mas havia tanto a fazer que ela sepultou por um momento a dor e a saudade e, com um ar encorajador, dirigiu-se a Cormac, avisando-o:

— Irei um instante à casa da praia. Poderemos conferir as contas assim que eu voltar.
Cormac concordou, acenando com a cabeça, os olhos postos no trabalho. Algum tempo atrás ele ainda alimentava o sonho de casar-se com ela. Mas Katleen não sentia a menor atração por ele. Reconhecia em Cormac competência e dedicação ao trabalho, mas não o amava e, por isso, não aceitara qualquer compromisso. Entretanto agora, após a morte do pai, Katleen sabia-se totalmente dependente da amizade e do apoio profissional de Cormac... Percebia que o rapaz ainda nutria grande afeição por ela, lutando a seu lado na tentativa de salvar a propriedade das dívidas. E era esse agora o único objetivo dos dois.
Aos vinte e dois anos, Katleen recebera de herança apenas uma perspectiva de lutas e o desejo de salvar o lugar onde sempre vivera.
Antes que ela deixasse a sala, Cormac pigarreou, sugerindo com muito tato:

— Já está tudo pronto, Kate. Não prefere que eu a ajude a resolver as coisas? 






Sonhos Perdidos

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Ashley precisava fingir felicidade ao lado deste homem.

Jago Marrick: um caça-dotes ou um homem apaixonado?
Ashley, sem opção, viu seu destino traçado: se casaria com Jago Marrick, para salvar a empresa da família. Mas sabia que tal decisão destruiria para sempre sua vida.
Abandonado por ela há três anos, Jago queria se vingar, submetê-la à humilhação, à sua índole autoritária.
Para Ashley tudo seria suportável se aquele homem não fosse o personagem que povoou os seus sonhos de adolescente, o homem que fizera de tudo para esquecer, o seu príncipe encantado...

Capítulo Um

A porta de um carro bateu e instantes depois passos impacientes atravessaram o saguão de pedras do imponente edifício da Landon.
— Srta. Landon... nós não a estávamos esperando senão daqui a dez dias... — comentou o guarda de segurança, confuso.
Ashley Landon não respondeu e decidida entrou no elevador. Parecia furiosa. A pele clara de seu rosto estava pálida, os olhos verdes brilhavam intensamente demonstrando nervosismo.
O elevador se abriu no sexto andar e a figura esguia, alta, de cabelos negros e longos dirigiu-se para a porta onde havia uma placa com a inscrição: Henry Brett.
Ashley entrou sem bater e passou pela secretária, que a olhava atônita, sem sequer cumprimentá-la.
O homem ao telefone estranhou vê-la entrar de modo tão intempestivo, mas sua expressão suavizou-se de imediato quando a reconheceu. Desculpou-se e desligou o telefone em seguida, exclamando:
— Minha querida Ashley, você voltou, finalmente. Isso é ótimo! — Henry Brett sorriu e tomou-lhe as mãos delicadas entre as suas num aperto caloroso.
— Infelizmente não posso dizer o mesmo. Afinal, tive de interromper minhas primeiras férias nesses três últimos anos — Ashley replicou, seca. — O que está acontecendo, afinal?
Ele suspirou, depois indicou-lhe uma cadeira.
— A Marshalls está tentando comprar outra vez nossas ações — disse, suando.
— Eles devem estar loucos. — Ashley colocou a pasta no chão. — Acho que receberam uma resposta definitiva na última tentativa, mas parece que não adiantou.
Henry a olhou sério. Pressionou um botão e falou no intercomunicador:
— Jean, pode nos trazer café, por favor?
— Não se incomode por minha causa — pediu Ashley.
— Depois de me escutar você vai precisar de um estimulante — ele avisou, com expressão sombria. — Não vou esconder-lhe nada, Ashley. Desta vez a Marshalls joga sério e acho que pode conseguir o que quer. Pelo que pude averiguar recentemente, a maioria da diretoria está do lado deles.
Fez-se um silêncio carregado de tensão. Ashley falou primeiro .
— Henry, não acredito. Pensei que a diretoria estava cem por cento com a Landon!
— Eles estavam cem por cento com seu pai! – ponderou Henry. — Mas Silas morreu faz dois anos, minha amiga. E você deve se lembrar muito bem de que apesar da personalidade forte que caracterizava seu pai, a maioria dos diretores lhe devia algum favor. Desse modo, ele colocava todos no devido lugar. E isso contava... na época.
— Mas agora não... — disse Ashley, com um nó na garganta. — Oh, Henry, sei que não sou como meu pai, e nunca serei, mas dei o melhor de mim para administrar bem a companhia...
Sentado na ponta da mesa, Henry lançou-lhe um olhar cheio de compaixão.
— Ninguém pode negar isso, querida. Você fez tudo que pôde... Entretanto...
— Entretanto eu não sou um homem — ela completou a frase com um sorriso amargo. — E esses diretores... tacanhos e tradicionalistas... nunca acreditaram que uma mulher jovem como eu fosse capaz de dirigir uma empresa do ramo imobiliário do porte da Landon.
Henry pareceu embaraçado ao concordar:
— É verdade, Ashley. E o próprio Silas pensava assim.
— Eu sei. Mas, Henry, eu realmente tentei substituir o filho que ele não teve... eu realmente tentei...



quarta-feira, 14 de junho de 2017

Acordo Inacabado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO



Uma dívida sensual!

O bilionário Dio Ruiz tinha apenas dois propósitos ao se casar: concluir seu plano de vingança e possuir a estonteante Lucy Bishop.  

Contudo, na noite de núpcias, ele encontrou sua cama completamente vazia. 
Lucy passou dois anos fazendo o papel da esposa perfeita em público enquanto, entre quatro paredes, vivia em guerra com Dio. 
Agora, ela quer o divórcio. 
Porém, a liberdade tem um preço… Será que Lucy aceitará passar dez dias realizando todos os desejos sensuais de seu marido?
Capítulo Um

Divorcio. Algo que acontecia com os outros; com pessoas que não se importavam com o próprio casamento; que não compreendiam que o casamento devia ser cultivado, cuidado, tratado com a delicadeza que se dedica a um objeto de fina porcelana.
De qualquer modo, essa sempre fora a maneira de Lucy pensar, e ela ficava imaginando como acabara de pé ali nesse momento, em uma das mais suntuosas residências de Londres, esperando que seu marido voltasse para casa a fim de falar sobre o divórcio.
Fitou o relógio de pulso incrustado de brilhantes e seu estômago se apertou. Dio estaria de volta em meia hora. Ela não se lembrava de onde ele passara a última semana e meia. Nova York? Paris? Mantinham residências nessas duas cidades. Ou, quem sabe, ele estivera em sua Villa Mustique. Talvez fora para lá com outra mulher. Com a esposa certamente não fora.
A auto-piedade ameaçou dominá-la e ela deteve essa sensação lançando mão da prática que adquirira com a força do hábito.
Estava casada havia quase um ano e meio, tempo suficiente para se acostumar com o fim de seus sonhos de juventude.
Quando ergueu os olhos viu o próprio reflexo no enorme e moderno espelho feito à mão que dominava a sala de estar super moderna. Ela era delgada feita um junco, o cabelo era longo e liso, de um louro claro que alcançava os ombros. Aos 16 anos chamara a atenção de uma agência e seu pai tentara empurrá-la para a carreira de modelo, porque, afinal, qual o motivo para desperdiçar um rosto bonito? E, segundo ele, as mulheres não eram feitas para nada além de trivialidades...
Porém, Lucy resistira... Estudara matemática e queria ser professora. Entretanto, qual o benefício no final? Que vantagem lhe trouxera seu diploma já que fora terminar... Ali? Nessa casa espaçosa, perambulando pelos cômodos como se fosse um fantasma, e fazendo o papel da anfitriã perfeita? Como se receber as pessoas com perfeição fosse uma carreira para alguém que tinha diploma em matemática!
Lucy mal se reconhecia na mulher em que se tornara. Nessa noite quente de meados de julho, ela estava descansando com um fusô e um top de seda, saltos altos, e algumas jóias discretas de preço elevadíssimo. Transformara-se em uma Esposa Perfeita, com a diferença de que não havia um marido amantíssimo que chegava todos os dias pontualmente às cinco e meia da tarde em casa perguntando o que iriam jantar. Isso teria sido uma melhoria no que ela já tinha... Ou seja, nada.
Ou fora nada. Permitiu-se sorrir de maneira discreta porque as coisas já não eram tão sombrias como antes, sua situação mudara nos dois últimos meses, e ela mantinha esse segredo delicioso, para si mesma.
Compensava todo o tempo que passara vestida como uma boneca cara, administrando as várias propriedades do casal, sorrindo educadamente quando precisava, e presidindo jantares para os grandes e poderosos, ou, pelo menos, os muito ricos.
E agora... Um divórcio a deixaria livre.
Contanto que Dio não fizesse um drama. Embora ela tentasse convencer a si mesma que não havia motivos para ele fazer isso, ainda suava frio diante de tal idéia.
Quando se tratava da selva de pedra, Dio Ruiz era o líder da alcatéia. O macho alfa que agia conforme suas próprias regras. Era o homem mais sexy do mundo e também o mais intimidador.
Contudo, não iria intimidar Lucy. Ela passara os últimos dias repetindo isso para si mesma, desde que se decidira sobre qual caminho tomar... 


Amor Roubado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Sobrevivente de um acidente de avião.

Numa floresta da América Central, Paige Emerson poderia sentir-se no paraíso se não estivesse sob a custódia do implacável detetive Travis McKenna, que a julgava uma ladra. Sem poder fugir do fascínio e do desejo abrasador que ele lhe despertava, Paige se perguntava quanto tempo conseguiria resistir a esse homem. O pior é que, para suportarem o frio e os perigos da selva, eram obrigados a dormir aninhados um ao outro, como dois amantes apaixonados!

Capítulo Um

— Espero que isto ajude — declarou a bibliotecária com forte sotaque britânico, ao colocar o enorme e antigo atlas sobre o balcão.
Paige agradeceu com um sorriso e dirigiu-se a uma mesa de canto, não sem arriscar um olhar rápido e furtivo por sobre o ombro. Além da bibliotecária e da jovem assistente não havia mais ninguém ali e ela sentou-se, com uma careta. Estava ficando psicótica, pensou! O passo seguinte seria olhar debaixo da cama! Mas era algo que não podia evitar, pois sabia que aonde quer que fosse Travis McKenna não estaria muito longe.
Já chegara ao ponto de utilizar-se de estratagemas inspirados em romances de espionagem. Apesar disso, ele a encontrara. Aparecia sempre, como o homem misterioso, e por vezes, Paige achava que faltava pouco para explodir.
A frustração do último mês agravara consideravelmente uma fase que já não era das melhores. Não era fácil continuar sendo toda ternura e alegria quando estava correndo contra o tempo, tentando alcançar sua presa antes que McKenna a alcançasse.
Desta vez, Ariel escapulira por apenas três dias. Paige chegara tão perto... Por pouco não a alcançara! Com uma vantagem de tempo tão pequena, Ariel conseguia estar sempre à sua frente, viajando de cidade para cidade e de país para país, e aquela perseguição já estava deixando Paige cansada.
Abriu o atlas e folheou-o, até que seu dedo deteve-se na região da Costa Rica. Examinou a rota quase circular que Ariel percorrera através do Caribe, sul dos Estados Unidos e México.
 Uma rota que Paige fora obrigada a seguir, sem nunca conseguir fechar o cerco, embora o espaço de tempo que as separava diminuísse cada vez mais. Até parecia proposital, como se Ariel soubesse que estava sendo seguida. Paige, aliás, não tinha certeza se ela suspeitava ou não. E a trajetória desordenada e irregular de Ariel de certa forma mostrava que ela não temia o que pudesse acontecer se Paige a alcançasse; passava rapidamente de um país para outro como se dinheiro não fosse obstáculo, o que não devia ser mesmo, se bem conhecia a prima. Ia percorrendo seu doce caminho, inteiramente alheia ao que pudesse estar ocorrendo atrás de si.
Paige, por sua vez, era obrigada a mergulhar e emergir, em inúteis tentativas. No inicio viajara em primeira classe e hospedara-se nos melhores hotéis, mas McKenna encontrara-a sem dificuldade. Então, decidira mudar de nível, tentando esconder-se nas ruelas mais sujas e distantes das cidades por onde tinha de passar. Já perdera a conta das pensões caindo aos pedaços em que se hospedara. 
Se a tarefa em que estava empenhada não fosse tão importante, jamais teria pisado em semelhantes lugares. Não porque se julgasse melhor que as pessoas que, por força das circunstâncias, eram obrigadas a residir ali, mas porque achava o clima deprimente. 
Gostava de coisas boas; não necessariamente caras, mas coisas bonitas e agradáveis, que alegrassem a alma. Estava preparada para trabalhar o que fosse necessário para consegui-las e, de fato, não fizera outra coisa na vida, até então.
O pensamento de Paige voltou às viagens que tivera de fazer, recentemente. Se não limpasse seu nome, tudo pelo que batalhara teria sido perdido, e só havia uma maneira de conseguir isso.
Estava tão perto!

Nas Sombras da Noite

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Haveria futuro para esse romance de verão?

Alison prendeu o fôlego quando se viu entre os braços fortes do conde de Belreynac. 

Abalada, ela só pensava em escapar do magnetismo desse homem que insistia em beijá-la.
Mas não queria que ele notasse o quanto a perturbava. 

Afinal, estava na França para apagar as lembranças amargas de um romance que a deixara arrasada, e não tinha cabimento permitir que esse nobre brincasse com seus sentimentos... ou mais uma vez seria terrivelmente magoada por amor.

Capítulo Um

Com movimentos rápidos e decididos, Alison se enxugou e vestiu a calça jeans e um blusão de malha. Ainda era mês de maio, e a temperatura caía bruscamente à noite, exigindo uma roupa mais quente. 

Um pente nos cabelos ruivos curtos era suficiente; ela acabaria de secá-los depois, na barraca. Pegou a toalha e o estojo de toalete e, depois de checar se não havia se esquecido de nada, destrancou a porta do cubículo.
As duchas quentes eram um luxo recente no camping, e ela se demorara mais tempo do que pretendia; quando saiu do recinto, construído com madeira, que abrigava as cabines de banho, Alison descobriu que o lusco-fusco se transformara em escuridão. 

Hesitou por um instante, indecisa; aquele bloco ficava situado na área arborizada do camping, distante do complexo principal, com a qual ela ainda não estava familiarizada.
Um silêncio sinistro descera com a noite, interrompido apenas pelo farfalhar das árvores e pelos ruídos de pequenas aves e animais; pelo menos, era o que esperava que fosse! 

Uma pausa de alguns segundos foi suficiente para que seus olhos se adaptassem à escuridão e localizassem a trilha que levava à área central do camping.
Ela já caminhara alguns metros quando, sem nenhum aviso, um morcego se arremessou de uma das árvores, num vôo tão baixo que passou raspando sobre a cabeça de Alison. A reação dela foi mais de susto que de medo, mas um grito agudo e involuntário escapou de sua garganta antes que ela pudesse reprimi-lo.
— Idiota — recriminou-se em voz alta, grata por não haver ninguém ali para presenciar seu comportamento ridículo.
No momento seguinte, entretanto, ela ouviu o som de passos e o vulto alto de um homem surgiu das sombras. Alison levou uma mão à boca para suprimir um segundo grito quando o homem avançou na direção dela.
— Fique quieta, sua tola!
O pânico tomou conta de Alison quando o homem a agarrou pelo pulso e praticamente a arrastou de volta ao corredor mal iluminado que dividia as duas alas de chuveiros.
O único som que Alison conseguiu emitir foi uma exclamação de susto e surpresa e, com o coração quase saindo pela boca, ela rezou em silêncio, certa de que sua hora havia chegado.
O homem, porém, ao perceber a palidez do rosto de Alison, soltou-a imediatamente.
— Calma, moça, não vou violentar você, se é o que está pensando. Adolescentes magricelas não são o meu tipo — rosnou ele, com um forte sotaque francês.
O medo deu lugar à indignação, e Alison continuou emudecida. Adolescente magricela! Quem ele pensava que era para tratá-la daquela maneira? Primeiro a arrastava, depois a insultava...


Lua-de-mel em Hong Kong

ROMANCE CONTEMPORÂNEO




Os raios de sol invadiam a capela pelos vitrais, formando um caleidoscópio no tapete vermelho, por onde May seguia, rumo ao altar. 

Seus olhos encontraram os de André Davison, seu noivo. 
No rosto másculo, uma expressão segura e dominadora. 
May tinha certeza de que André estava se casando com ela apenas para puni-la por ter ousado se apaixonar por outro homem! 
Pretendia acorrentá-la numa prisão de ouro, onde não existia a palavra amor. May quis fugir, mas teve consciência apenas de uma mão que segurava a sua e lhe colocava a aliança de diamantes!

Capítulo Um

A festa de aniversário de Rhoda estava no auge quando May chegou na casa de campo dos Rayburn. Depois de agradecer a Michael Brent e a sua esposa Sue que lhe deram condução, aceitou uma taça de champanhe das mãos de um criado e foi ao salão de baile.
Usava um vestido de chiffon cinzento, de mangas bufantes e saia rodada. Um cinto dourado consistia no único enfeite. 

As sandálias eram também cinzentas e a pequena bolsa tinha como alça uma corrente dourada.
Alta e magra, com cabelos loiros ondulados que caíam até os ombros, May fez sua entrada com uma graça espontânea, caminhando entre os grupos que conversavam e riam. 
Parava de vez em quando para dirigir uma ou outra palavra a algum conhecido.
Apesar de sorridente, parecendo à vontade, estava tensa. Não desejara ir à festa. Só queria que tudo terminasse logo e Philip ficasse livre.
Havia uma razão forte para sua relutância em comparecer. André Davison, primo de Rhoda, estaria presente, e ela não queria encontrá-lo. Preferia que o rapaz estivesse bem longe, em Hong Kong talvez.
Sendo mais velho que Rhoda, May imaginara-o um homem de meia-idade, calvo, com o ventre dilatado. Porém constatara exatamente o oposto.
Lembrava-se bem do dia em que o conhecera. Ele entrou em seu escritório e Janet, a recepcionista, ergueu a cabeça e arregalou os olhos. May sentiu um tremor percorrer-lhe o corpo e, de súbito, um estranho inesperado antagonismo surgiu.
André Davison, banqueiro riquíssimo, tinha um metro e noventa de altura, ombros largos, pele dourada, olhos verdes como jade, sobrancelhas bem arqueadas, lábios provocantes.
No mesmo momento May resolveu deixar que Janet se entendesse com a inquietante visita e continuou examinando alguns papéis. Numa dada hora, levantou a cabeça e enxergou o rosto atraente do homem junto ao seu.
— Meu nome é André Davison — disse ele num tom de voz intencional de pessoa que não quer ser ignorada.
— André Davison!

Fantasia Proibida

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Quando Andros Kalimantis aproximou-se, Jess recuou um passo, intimidada. 


Não seria fácil convencer esse grego alto e atraente de que não era nenhuma trapaceira. 
Via-se logo que ele não seria nenhum pouco tolerante. 
Com um suspiro, Jess censurou-se por ter se deixado envolver naquela confusão. 
Agora estava ali, num lugarejo perdido da Grécia, nas mãos de um homem que mais parecia um bandoleiro das montanhas!

Capítulo Um

Já era o final da tarde quando as duas garotas inglesas desceram do ônibus, na cidadezinha de Yerolimin, o ponto final da linha, e a apenas alguns quilômetros do vilarejo de Vathia. Jess Firbank esticou as costas e olhou à volta. A cidade parecia resumir-se naquela rua que beirava a praia, a qual, por sua vez, terminava num impressionante paredão de rocha. Olhando para O interior via-se apenas as montanhas Taiyetos erguendo-se contra o céu.
— Está tão quente! — gemeu Kitty.
— Na Grécia, geralmente é assim — retrucou Jess, afastando dos olhos uma mecha de cabelos dourados.
Kitty não fizera outra coisa além de reclamar, desde que haviam saído de Gatwick, bem cedo naquela manhã. Jess também estava com calor e tão cansada quanto a prima, e adoraria nadar na pequena praia de águas límpidas e tomar uma bebida gelada numa taverna do cais. Mas aquela não era uma viagem de lazer.
— É melhor irmos andando — insistiu Jess. — Não adianta ficar aqui se lamentando.
Kitty olhou de lado para a prima mais velha e decidiu não protestar. Os olhos cinzentos de Jess, geralmente alegres e carinhosos, naquele momento revelavam uma fria determinação. Desde que haviam decidido a viagem, ela parecia disposta a resolver o problema que tinha pela frente.
— Precisamos procurar Andros agora? Eu gostaria de...
— Precisamos, sim. Tenho de estar de volta ao trabalho na segunda-feira cedo, não se lembra? A menos que prefira enfrentar esse homem sozinha... — Jess parou, fitando o rosto delicado da prima. Kitty não era páreo para um homem como Andros Kalimantis.
Embora apenas dois anos mais nova que Jess, Kitty era imatura e frágil. E Andros a reduziria a uma garotinha chorosa em poucos segundos. Bastava vê-la naquele instante, trêmula e patética, incapaz de enfrentar a situação.
Jess ainda se lembrava do desespero de Kitty, alguns dias antes, quando aparecera no bar em que trabalhava, situado em Brighton, uma cidade próxima a Londres. Já era quase hora de fechar no Saracen's Head e, como sempre, o local estava lotado, com as pessoas junto ao balcão tentando conseguir o último drinque.
Jess trabalhava no pub há seis semanas, mas já conseguira popularidade junto aos clientes, que adoravam a ideia de ter uma linda garota como garçonete. Além de bonita, com os longos cabelos loiros e sedosos, Jess também era competente e simpática. 
Os fregueses habituais achavam que Ted e Ann Purvis tinham sorte por conseguir uma funcionária tão especial e ambos concordavam.
Desde que saíra da escola, Jess se mantinha fazendo várias coisas diferentes. Tinha trabalhado num escritório, numa lanchonete, mas era a primeira vez que se empregava num bar. Era divertido, mesmo com um movimento tão grande como naquele dia.
Só que, aos vinte e três anos, decidira que queria mais do que servir drinques num bar. 
Estava economizando parte do salário para fazer um curso de administração de empresas, que lhe permitisse conseguir um emprego melhor e lhe garantisse um futuro seguro. Porque segurança era algo que sempre faltara em sua vida.
Naquela noite, só quando Ted lhe apontara Kitty, havia percebido que a prima estava ali, parada num canto do bar lotado.
— Olá, Kit Kat, está sozinha? — Em geral ela sempre aparecia com o namorado, Charlie, mas dessa vez ele não viera.
— Jess, preciso falar com você. — A voz de Kitty soava trêmula e Jess notou que os olhos dela estavam vermelhos e inchados."Meu Deus", pensou, "problemas de novo!"

Carícias ao Luar

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Michael queria resistir... mas seu coração já batia por aquela mulher especial.

Michael envolveu Clemmie num abraço apaixonado, procurando-lhe os lábios para um beijo impetuoso. Então, quando uma nuvem desco
briu a lua cheia, ele viu a muda indagação nos olhos verdes daquela mulher que o enlouquecia de desejo.
Lentamente afastou-a, sabendo que só poderia lhe oferecer alguns momentos de prazer. 
Clemmie merecia mais do que um aventureiro como ele, que zombava do amor e não queria pertencer a ninguém...

Capítulo Um

Clemmie acendeu as trinta velinhas do bolo e começou a cantar o Parabéns a Você. No velho e imenso casarão da pousada Brady's Boarding House, sua voz ecoava solitária e um pouco triste. De fato, Clemmie encontrava-se sozinha: os gêmeos estavam no colégio, Harvey ensaiava com a orquestra sinfônica de Fulton, a sra. Josephine Tobias achava-se no andar superior, mas ela não representava exatamente uma companhia.
Algumas vezes Clemmie se perguntava como seria sua vida se os pais não houvessem morrido, se ela não tivesse abandonado o segundo ano de jornalismo para regressar a Peppertown e cuidar dos irmãos gêmeos, se... E uma pergunta levava à outra, fazendo-a perder-se em divagações que para sempre ficariam sem resposta. Desde que voltara a Peppertown, nada de excitante acontecera. O tempo se arrastava numa infinita monotonia e um dia era incrivelmente igual ao outro, e mais outro, e mais outro... Ali estava ela, no trigésimo aniversário, e tudo continuava igual, como sempre.
Clemmie suspirou. Não que fosse infeliz. De modo algum. Amava sua velha casa, bem como aquela pequena e pacata cidade. Gostava do constante vaivém dos hóspedes que passavam por ali, deixando as mais variadas lembranças: alguns eram excêntricos, outros engraçados, amáveis ou casmurros. Todos permaneciam na memória de Clemmie, que dirigia aquela pequena pousada com bastante eficiência, embora os negócios não corressem muito bem. O velho casarão precisava de reparos urgentes na estrutura; os encanamentos estavam enferrujados e as paredes necessitavam de uma nova demão de tinta. Mas o lucro da pousada só lhe dava o suficiente para manter a si e aos irmãos.
— Hoje estou proibida de pensar em problemas — ela ordenou-se, em voz alta. — Sobretudo em problemas de economia doméstica.
Inclinando-se, Clemmie apagou as velas. Era hora de formular um desejo. Não acreditava muito na possibilidade de ele acontecer, mas prometera a si mesma que teria um aniversário tradicional.
— Eu desejo... — ela murmurou, fechando os olhos — dinheiro suficiente para reformar a Brady's Boarding e ainda para pagar as absurdas mensalidades do colégio dos garotos... E também uma máquina de costura que não quebra a agulha a cada cinco minutos... E que David e Daniel tenham mais paciência com as rabugices da sra. Josephine.
Pronto, lá estava ela de novo pensando nos problemas domésticos. com um suspiro de impaciência, Clemmie resolveu tentar novamente:— Eu desejo conhecer um homem. Quero dizer, um homem além de Harvey e do carteiro, que são os únicos que aparecem sempre por aqui, além dos meus irmãos. E, por favor, que ele apareça logo, antes que eu fique velha demais para alimentar esse tipo de sonho tolo e romântico...

Uma Questão Amorosa

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Max queria assumir Clea e seu filho: responsabilidade ou amor?

As noites que Clea passava nos braços de Max eram cheias de paixão. Porém, quando o primeiro raio de sol brilhava no horizonte, esse homem, o amor de Clea, se transformava, e em seu lugar surgia o sr. Maximillian Maddon, o empresário frio e calculista.
Grávida e apaixonada, Clea abandonou-o, ao perceber que ele não a amava. Não suportaria que apenas a responsabilidade os ligasse. Queria-o por inteiro ou criaria seu filho sozinha!

Capítulo Um

Max tinha acabado de sair do banho com apenas uma toalha enrolada na cintura. Retornando ao quarto, não pôde acreditar que Clea ainda estivesse na cama.
— Pelo amor de Deus, Clea, acorde. Já é muito tarde... — Max a chamou, visivelmente preocupado com o horário. Agitado, andava pelo quarto, tentando pegar as roupas que deixara espalhadas pelo chão na noite anterior. — Clea, vamos! — repetiu, impaciente.
Clea podia vê-lo, não estava dormindo como ele pensava. Apenas observava: sim, aquele era Max... alto, forte, bronzeado, e acima de tudo irresistível. Aos trinta e quatro anos de idade, era dono de uma empresa de equipamentos e serviços de informática, e considerado o melhor profissional na área de computação. Inteligente e aplicado, alcançara sucesso cedo na vida.
— Posso dormir um pouco mais hoje. Meu chefe me dispensou esta manhã para compensar algumas horas extras que tenho feito ultimamente — explicou Clea com um sorriso nos lábios.
— Não me lembro de tê-la dispensado hoje, querida, vou precisar de você... Devemos terminar o contrato da Stanwell antes do meu almoço com a diretoria da empresa. Seja boazinha e levante-se logo! — exclamou Max, apressado. — já estou saindo... preciso ir ao meu apartamento para trocar de roupa.
A noite se fora e o homem atraente e cheio de paixão não estava mais presente, dera lugar ao profissional frio e calculista.
— Max, estou falando sério, não irei hoje pela manhã — Clea explicou.
— Por que não? — ele indagou, irritado.
— Porque... Vou sair com uma amiga. Já lhe havia dito antes — mentiu Clea, pois tinha certeza que Max não se lembraria, mesmo que fosse verdade.
— Terei que pedir a Mandy para que a substitua — concluiu. Max já estava totalmente absorto nos problemas e negócios do dia.
— Não será necessário, Mandy já sabe e me substituirá. Estarei de volta às duas da tarde — informou Clea, assumindo seu papel de secretária eficiente.
— Tudo bem — disse Max dirigindo-se à porta.
— Max! — Clea o chamou timidamente.
— O que foi agora? — perguntou, sem ao menos olhá-la.
— Acho que mereço um beijo antes de você sair, não? — Clea falou em voz baixa.
— Oh! Por Deus, Clea. Eu mal acabo de sair da cama onde fizemos amor quase a noite toda e você já se sente carente! — Max exclamou com frieza.
— Não é isso... 

Presente de Noivado

ROMANCE CONTEMPORÂNEO






Havia chegado a hora da verdade para Laurie...Russ Brandon! 

O que esse homem fazia ali, na festa de seu noivado? 
Durante muitos anos, Laurie havia se esforçado para apagar as lembranças dolorosas que a impediam de ser feliz. 
Agora Russ vinha remexer os fatos, trazendo de volta toda dor e sofrimento do passado.
Ele a fitava com olhos acusadores, condenando-a por ter se transformado numa profissional de sucesso e por casar-se com um homem rico e ambicioso. 
Russ queria entregar-lhe um presente... um estranho presente que poderia destruir seu casamento.

Capítulo Um

Laurie e Emmy estavam na cozinha preparando drinques. Dali, podiam ouvir os dois homens con­versando na sala.
— Acho que você escolheu muito bem, menina — disse Emmy Marchant, tia de Laurie. — Alec me parece um homem muito fino. Quantos anos ele tem?
— Quarenta. Acha-o muito velho para mim?
— Não, ao contrário. Lembre-se de que seu tio John é vinte anos mais velho que eu. Além do mais, um homem vivido tem mais responsabilidade. Nos momentos difíceis sempre sabe tomar as atitudes corretas.
Laurie deu um meio-sorriso. Não se conformava com a men­talidade da tia, que, apesar de ser uma mulher moderna, ainda achava que aos homens cabia o papel de "chefe da casa". Porém, achou melhor não rebater seu comentário. Chegara ali havia pou­cas horas e não era momento de começar uma discussão.
Prontos os drinques, foram para a sala de visitas. Alec estava sentado em uma poltrona e John no sofá. Ambos sorriram quando as mulheres entraram, mas não interromperam a conversa.
— Para mim o governo está certo — comentou John. — Essas medidas anularão a oposição. O povo tem de entender que de­mocracia não se confunde com liberalidade, como tem acontecido ultimamente.
— Concordo com você — retrucou Alec, que habitualmente se afinava com as ideias dos tios de Emmy. — As pessoas já não se submetem à disciplina. Mas essa conversa deve estar muito maçante para Laurie. Vamos falar sobre a festa que estão orga­nizando para amanhã.
Ele sorriu, olhando para Laurie, mas foi a tia quem respondeu:  — Oh, será algo muito simples! 

domingo, 11 de junho de 2017

Segredos da Realeza

ROMANCE CONTEMPORÂNEO 
Série Os Príncipes de Petra



Cativada pelo rei!


Quando o relógio soou a meia-noite do último dia do ano, o conto de fadas de Petras terminou. 
Incapaz de continuar vivendo em um casamento sem amor, a rainha Tabitha pediu o divórcio. 
Contudo, a raiva de Kairos se transformou em uma paixão explosiva. E ao deixar o palácio, ela carrega consigo o herdeiro do trono. 
Assim que descobre seu segredo, Kairos decide sequestrá-la… 
Agora juntos em uma ilha paradisíaca, ele está determinado a mostrar que não há como fugir do rei. E usará o desejo hipnotizante que sentem para garantir que sua esposa fique para sempre a seu lado.

Capítulo Um

Kairos olhou para o outro lado do bar, onde viu uma ruiva sentada, com seus dedos delicados tamborilando na haste dos óculos, olhando fixamente para ele. Seus lábios cor de carmim desenhavam um sorriso. Era um convite silencioso, mas bem claro, que tomava conta do espaço entre ambos.
Ela era bonita. Seu corpo era caloroso, cheio de curvas provocantes. Exalava desejo, sexualidade. Tudo isso brilhava como uma camada exterior à sua pele. Não havia nada sutil nem refinado naquela mulher. Nada bobo nem cheio de firulas.
E ele poderia tê-la, se quisesse. Aquela era a festa de Ano-Novo mais exclusiva de Petras, e todos os convidados tinham sido criteriosamente escolhidos. Não havia repórteres por ali. E não haveria caçadoras de fortuna por perto.
Ele poderia tê-la, e sem qualquer consequência nefasta.
E ela não ligaria para a aliança de casamento em seu dedo.
Aliás, Kairos não sabia sequer por que ele continuava ligando para aquilo. Não restava qualquer relacionamento com a sua esposa. Ela não o tocava há semanas, mal falava com ele há meses. Desde o Natal, ela parecia completamente fria. Em parte, isso era culpa dele, já que sua esposa o ouviu falando cobras e lagartos sobre seu casamento ao irmão mais novo. No entanto, ele não disse nenhuma mentira. E sua esposa certamente já sabia de tudo aquilo.
A sua vida seria mais simples se ele pudesse ter aquela ruiva por uma única noite, esquecendo-se completamente da realidade. Mas ele não a desejava. A verdade, nua e crua, é que aquilo se transformaria em um inconveniente.
O corpo de Kairos não queria nada com aquela ruiva voluptuosa sentada junto ao bar. Tudo o que seu corpo queria era sua linda e fria esposa: Tabitha. Ela era a única mulher que povoava suas fantasias, a única mulher que alimentava sua imaginação.
O problema é que tal sentimento não era recíproco.
A ruiva se levantou, deixando seu drinque de lado, atravessou o salão do bar e aproximou-se do ponto em que ele estava sentado. Ela abriu ainda mais o sorriso ao perguntar:
— Está sozinho esta noite, rei Kairos?
Todas as noites...
— A rainha não estava com vontade de sair — respondeu ele.
Ela fez um biquinho.
— Isso é verdade? — perguntou a ruiva.
— Sim — mentiu ele, pois não havia dito a Tabitha que sairia aquela noite. Em parte, ele supunha, para mantê-la calma. Houve um tempo em que ambos se empenhavam em manter uma imagem pública em todas as festas possíveis. Eles sempre faziam uma encenação para as câmeras dos repórteres, e possivelmente também para massagear seus próprios egos.
Naquela noite, porém, ele não estava com vontade de fingir.
A ruiva se curvou na direção dele, e o cheiro do seu perfume enevoou o pensamento de Kairos, deixando-o muito atento ao momento que vivia, fazendo-o perceber que ela roçava os lábios em sua orelha, depois no colarinho da sua camisa.
— Eu fiquei sabendo que o nosso anfitrião reservou uma sala privada para os convidados que queiram um pouco de... privacidade — disse ela.
Não havia ambiguidade naquela frase.
— Você é muito atrevida — disse ele. — Aliás, você sabe que sou um homem casado.
— Sim, é verdade. Mas existem rumores sobre isso...


Série Os Príncipes de Petra
1- Promessas de Prazer
2- Segredos da Realeza
Série concluída