quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Segredo Precioso

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Herdeiros Secreto

Há segredos que nem o dinheiro pode revelar...

Um herdeiro para o inimigo!
A inocente Iolanthe Petrakis se entregou ao magnata mais implacável de Atenas.
Alekos Demetriou proporcionou a ela sua primeira e única noite de prazer. 
Porém, ao descobrir que Iolanthe era filha de seu inimigo, Alekos a rejeitou… Antes que ela pudesse contar que estava grávida.
Dez anos depois, Iolanthe precisou revelar o precioso segredo a fim de salvar o império de sua família. 
E esse poderoso grego fará de tudo para que seu filho seja um herdeiro legítimo. Mas será que Iolanthe aceitará se casar com seu maior rival?

Capítulo Um

Era uma noite mágica. Iolanthe Petrakis fitou seu reflexo no espelho de corpo inteiro em seu quarto de infância, e sorriu. Seu novo vestido de cetim branco e prateado delineava suas formas, justo até os quadris e terminando em babados nos tornozelos. Era um vestido de contos de fadas que reluzia a cada movimento seu, e digno de uma princesa. E esta noite ela se sentia uma princesa.
Cinderela pronta para seu primeiro baile. Estava determinada há aproveitar cada instante.
Uma batida suave soou à porta.
— Iolanthe? — chamou seu pai, Talos Petrakis. — Está pronta?
— Sim. — Iolanthe ajeitou o cabelo negro e brilhante, preso em um coque sofisticado feito por Amara, a governanta. Virou-se do espelho e abriu a porta.
Talos a analisou em silêncio por um momento, e Iolanthe prendeu a respiração, esperando que estivesse satisfeito com sua aparência. Após submetê-la a uma vida de reclusão em sua casa no campo, por fim ele permitira que tivesse uma noite de diversão e prazer. Iolanthe não suportaria que lhe tirassem isso.
— Estou bem? — perguntou deslizando as mãos pelo tecido brilhante do vestido quando o silêncio se prolongou demais. — Amara me ajudou a escolher...
— Está adequado — respondeu Talos inclinando a cabeça de modo sério, e Iolanthe ficou aliviada. Seu pai nunca fora um homem de demonstrações de carinho ou de elogios efusivos; já estava acostumada. — Deverá se portar com decoro o tempo todo — acrescentou ele com expressão severa.
— Claro papai. — Quando fora que ela não agira com decoro? Entretanto, jamais tivera oportunidade de agir de modo diferente. Quem sabe esta noite... Iolanthe sufocou um sorriso travesso não querendo que o pai lesse seus pensamentos. De qualquer modo, não esperava demais, apenas um pouco de aventura, de emoção... Ansiava por isso após tantos anos de solidão.
— Sua mãe sorriria se a visse agora — disse Talos bruscamente, e o coração de Iolanthe se apertou. Althea Petrakis morrera de câncer quando Iolanthe tinha apenas 4 anos, e as poucas lembranças que mantinha da mãe eram nebulosas e não passavam de um aroma de perfume e do toque macio de mãos. Caso Althea tivesse vivido, refletia Iolanthe frequentemente, será que o pai teria sido diferente, mais presente e afetuoso? Mas do jeito que as coisas eram ela só o via em meses intercalados e suas visitas eram breves, apenas inspeções para verificar se a filha se comportava direito.
— Precisa de algo mais — declarou Talos. Retirou uma caixinha de veludo do bolso do paletó do smoking. — Isso é para uma mulher adulta, pronta para encontrar um marido.
— Um marido...



Série Herdeiros Secreto
1- Coração Intocado
2- União Avassaladora 
3- Segredo Precioso 
4- Amor único - a revisar
5- Amor profundo - idem

Desejos do Coração

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Destino inesperado!

O príncipe Gabriel Alessandro precisa dar continuidade à linhagem da família. E encontra a noiva perfeita na bela Olivia Darcy. 
Por mais que esse relacionamento não seja baseado em amor, Gabriel a deseja, e sabe que produzir um herdeiro será bastante prazeroso. 
Contudo, ele não estava preparado para a surpresa que o esperava: Gabriel já é pai de gêmeas! 
E quando Olivia aceita assumir a maternidade das meninas, ele passa a acreditar que esse casamento de conveniência pode se transformar em algo mais.

Capítulo Um

— Ela é a escolha perfeita para você — disse o irmão de Gabriel, Alessandro, em tom de brincadeira, cutucando o ombro dele.
Os dois príncipes estavam sentados na lateral da pista de dança, observando o pai, o rei, guiando a futura esposa de Gabriel com passos de dança elegantes, enquanto a mãe se concentrava em se desviar dos pés desajeitados do primeiro-ministro.
Gabriel deixou escapar um suspiro audível. A fábrica de alta tecnologia que o pai de sua noiva estava construindo na periferia da capital proporcionaria o crescimento econômico de que a Sherdana tanto necessitava.
— Claro que sim.
Lady Olivia Darcy, filha de um conde britânico abastado, era perfeita demais. Ao mesmo tempo em que transbordava calma e cordialidade em público, na vida particular nunca relaxava ou baixava a guarda, características que não o incomodaram antes de ficarem noivos. No momento em que começou a procurar uma esposa, decidiu se guiar pelo cérebro, e não pelo coração. As experiências do passado lhe ensinaram que se deixar levar pela paixão só causava decepções e sofrimento.
— Então, qual é o motivo dessa cara amarrada?
Sim, qual seria? Embora Gabriel não tivesse de fingir para o irmão que estava encantado com a noiva, não queria admitir a tristeza por saber que sua vida pessoal perderia a paixão e o excitamento assim que se casasse.
Até o início dos preparativos para o casamento, Gabriel se considerara um homem de sorte por ter encontrado uma mulher que não o enlouqueceria com exigências e dramaticidade. Um contraste nítido com o relacionamento de quatro anos que tivera com Marissa, um romance tempestuoso e sem futuro.
Gabriel não era um músico de fama internacional, um astro hollywoodiano maravilhoso ou um playboy rico. Era o herdeiro legítimo de um pequeno país europeu, com leis rigorosas, segundo as quais a futura princesa devia ser uma aristocrata ou uma cidadã da Sherdana. Marissa não atendia a nenhuma dessas exigências.
— Ficaria feliz se estivesse se casando com uma total desconhecida? — Gabriel manteve a voz suave, mas não conseguiu disfarçar a amargura.
Christian exibiu um sorriso malicioso.
— A maior vantagem em ser o irmão mais novo do príncipe herdeiro é não ter de se preocupar em se casar.
Gabriel deixou escapar um xingamento grosseiro entre dentes cerrados. Estava ciente de que nenhum dos irmãos o invejava. Em muitos aspectos, o desinteresse deles pelo trono era um alívio. Nos séculos anteriores, Sherdana tivera sua cota de complôs externos e internos contra a coroa. Seria péssimo se um dos irmãos tramasse para afastá-lo do trono. Mas isso era quase impossível. Nic morava nos Estados Unidos e trabalhava construindo espaçonaves que um dia levariam cidadãos de classe média ao espaço, enquanto Christian estava muito satisfeito, comprando e vendendo empresas.
— ... quente.
— O que está quente? — Gabriel quis saber, captando apenas a última palavra que o irmão dissera.
— Não “o quê”, mas sim “quem”

Luzes da Paixão

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Herdeiras do trono!

Depois de um romance inesquecível, o príncipe Leonid Voronov desapareceu, deixando Kassandra com o coração partido e grávida de gêmeas. 

Dois anos depois, ele retorna, determinado a assumir as filhas… e o trono de Zorya! 
Contudo, Kassandra teme que sua reaproximação seja apenas parte do plano para se tornar rei. 
Por mais que a deseje, Leonid não pode se render a essa atração ou Kassadra descobrirá seu doloroso segredo. Afinal, ele sabe que a verdade poderá destruí-los.
Capítulo Um

“Após sua desaparição da vista do público, há mais de dois anos, o príncipe Leonid Voronov voltou aos holofotes. O antigo campeão mundial de decátlon sumiu dos radares após sofrer as graves consequências de um acidente de carro, fatalidade que o tirou das pistas de competição. 

Agora, o bilionário, fundador e gerente da Sud, empresa cujo nome foi inspirado no deus eslavo do destino e da glória, e uma das maiores multinacionais produtoras de aparelhos e roupas esportivas, poderá se tornar muito mais do que era. 
Sendo um dos três candidatos ao trono de Zorya, nação prestes a tornar-se independente da Bielorrússia, em pouco tempo poderia vir a ser rei. E nós temos nosso repórter atento aos passos do ex-campeão, e possível novo membro da realeza, que passeia pela base de suas empresas em Nova York...”
Kassandra pegou o controle remoto e apertou todos os botões, até conseguir desligar a tevê, assim que Leonid apareceu na tela.
No entanto, era tarde demais. Ela o vira pela primeira vez, desde que saíra daquele quarto de hospital, 26 meses antes. Desde então, ele sumira para o mundo, ninguém jamais o vira. Ele esteve completamente fora do radar. Mas Leonid estava de volta. E voltava ao mundo como um meteoro, deixando todos boquiabertos de espanto, surgindo do nada, mais brilhante que nunca.
Em todos os lugares que visitou naquele dia, ela ouviu notícias dele. Porém, Kassandra estava tentando evitar ser arrastada pela maré de curiosidade sobre seu reaparecimento.
Até aquele momento, pelo menos...
E suas retinas foram queimadas por conta da imagem de Leonid do lado de fora da sede de seu império, na Quinta Avenida de Nova York. Mesmo sendo uma tarefa complicada, ela se esforçava para analisar o quanto conseguira se livrar da presença de Leonid em sua mente, desde aquele dia fatídico.
O homem que ela conhecera ainda não tinha recuperado a vitalidade, nem seu sorriso delicioso sempre pairando naqueles lábios... junto a seus olhos brilhantes.
No passado, ele sempre parecia ciente de tudo (e de todos) que estavam ao seu redor, sempre ligado e envolto na energia do mundo. Kassandra sempre sentia como se ele se mantivesse eternamente pronto para sair em uma corrida, ultrapassando todos facilmente, sem demonstrar esforço. Aliás, Leonid fizera isso durante oito anos consecutivos!
Porém, o homem que tomava conta da tela parecia estar totalmente desligado, como se já não fizesse parte do mundo... ou como se aquilo fosse uma espécie de aviso prévio.
E havia outra mudança. Sua pose, sempre altiva, desaparecera. Em seu lugar restava uma imagem quase humana, quase normal, quase real, mas que poderia muito bem ser uma imagem deliberada. Sim, esta e outras mudanças que ela observara poderiam ser sequelas do impacto físico ou psicológico de seu acidente, mas uma coisa era clara: mesmo o observando por um momento fugaz, aquele não era o homem que ela conhecia.
Ou melhor, o homem que ela imaginava conhecer. Na verdade, Kassandra estava começando a acreditar que nunca o conhecera de fato. Nunca. Nem quando estiveram juntos, nem quando ele a jogou para escanteio.

Estranha Sedução

relançamento formatado

"Pode mentir, evitar-me, se quiser, mas um dia a terei em meus braços!” 

As palavras de Stephen, um milionário sedutor, não saíam da mente de Rhea. 
Quando se encontraram pela primeira vez, soube que era o homem por quem esperara durante longos anos. 
O passado de Stephen, porém, a fez refrear o sentimento que nascia em seu coração. 
Acostumado a ter todas as mulheres a seus pés, não poderia jamais descobrir que ela era viúva, único obstáculo capaz de afastá-lo de sua vida. Mas Rhea corria um grande perigo. Estava se apaixonando por aquele homem, louca, insensata, irrevogavelmente.

Donos do Amanhã

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Ao comprar uma casa de campo, Fiona não imaginava a mudança que causaria em sua vida. 

O encontro com Dare, vizinho da propriedade, abalou sua convicção de nunca mais se envolver com homem algum. 
Quando seus olhares se encontraram, foi como se um raio tivesse iluminado o coração de Fiona. O amor surgiu forte, devastador. Mas as esperanças de conquistar Dare se esvaíram com o surgimento de Consuelo, uma mulher elegante, sensual e diabólica, disposta a tudo para ter aquele homem só para ela. 
Disposta até a incriminar Fiona, para afastá-la para sempre da vida de Dare Fraser.

Capítulo Um

Apertando os olhos verdes, para tentar ver melhor, Fiona fixou as palavras e as cifras do contrato, especialmente a quantia em dólares, mas não obteve sucesso. Tudo parecia dançar a sua frente.
Com o braço tenso, tremia, segurando a caneta como uma arma. 

Apesar de ter acabado de dar o lance no leilão de imóveis, na sala ao lado, refletia se valeria mesmo a pena investir as economias de toda uma vida em dez acres de vegetação de cerrado e uma casa muito velha, que mais parecia ter sido construída no século passado.
Rob Barron, o corretor, que já presenciara reações como aquela inúmeras vezes, perguntou com uma ponta de cinismo na voz, o olhar inquiridor: — Nervosa?
— Foi tudo muito rápido e caro — ela replicou, sorrindo. — Você me havia dito que quase ninguém tinha interesse no local, mas não que eu seria a única a dar um lance. Fiquei surpresa em me encontrar sozinha aqui.
— Eu lhe disse que você provavelmente seria a única licitante séria. Além disso, também esperava ver Dare Fraser por aqui.
Ouvira aquele nome desde que fora verificar a propriedade. Apaixonara-se pelo local que servia exatamente para seus propósitos, porém não acreditava que poderia comprá-lo até Rob Barron informar-lhe de seu possível preço no leilão. 
O único empecilho, então, poderia vir a ser Dare Fraser, o outro interessado.
— Se ele decidir que quer a propriedade, você terá poucas chances de obtê-la — declarara o corretor.
Entretanto, seu rival não aparecera e lá estava ela, como uma criança, vacilando para assinar o nome na linha pontilhada.
— Pareço uma tola, eu sei — ela resmungou, em tom de justificativa, evitando encarar o corretor.
— Deixe isso — ele replicou. — Ficaria espantada se soubesse das incríveis reações que já presenciei na hora de as pessoas assinarem um contrato. Semana passada...
Enquanto o corretor desfiava seu rosário de experiências, Fiona foi se acalmando e assinou em todas as linhas marcadas com um "X". Em seguida, endireitou-se na cadeira e deu um longo suspiro.
— Aí está! Dez por cento de entrada e o resto a prazo. Só espero que meus cães apreciem o sacrifício.
— Tenho certeza de que sim! — respondeu o corretor, com suave ironia, por certo imaginando se, de fato, ela contraíra uma dívida de anos por causa de uma matilha de labradores preguiçosos.
Na verdade, apesar de necessitar realmente de um local onde criar e treinar os cães, Fiona comprara a propriedade pensando nela mesma. Embora de personalidade afável e cheia de vida, ela era uma pessoa essencialmente reservada, que gostava de tranquilidade e espaço.
Quando se divorciara, havia quatro anos, achara a pequena casa, alugada num subúrbio afastado de Hobart, capital da Tasmânia, na Austrália, um verdadeiro paraíso. Contudo, agora, aos vinte e cinco anos e com um bom dinheiro acumulado, fruto do trabalho na televisão, como apresentadora do programa de meteorologia, e da escola de treinamento de cães, as coisas pareciam diferentes.
Após recuperar-se da traição do ex-marido que lhe roubara sete anos de trabalho e até mesmo o prefixo do canil, Fiona conseguira reconstruir seu programa de criação de animais. No coração, porém, ainda guardava as marcas do passado e, naquele momento, odiava o ex-marido bem como a todos os homens.
Sacudindo o cabelo loiro e comprido, deu-se conta de que o corretor, nervoso, a observava.
— Desculpe — ela disse, em tom pouco convincente. — Estava pensando em algo...

Desejos Texano

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
3 histórias
Segurem-se meninas!

O que acontece quando três mulheres loucas por aventuras encontram três pedaços de mau caminho?
Um homem de verdade. 
Cheryl Anne Cash é instrutora oficial de prazeres. E ela mal pode esperar para mostrar suas novas habilidades ao seu ex-amante...
Bad boy 
Tess Autrey não é nenhuma oferecida, mas quando conhece um rancheiro de tirar o fôlego ela começa a rever sua estratégia...
O amor está no ar 
Já faz alguns meses que o sexy Texas Ranger de Macy desapareceu no ar... e agora ele está de volta! E tem planos muito interessantes para compensar o tempo perdido...

Capítulo Um

Skull Creek, Texas (setenta e cinco quilômetros ao norte de San Antônio). Semana anterior ao dia dos namorados...Era apenas um pênis. Cheryl Anne Cash respirou fundo e tentou acalmar sua quase histeria. Uma garota sofisticada, mundana e descolada não dava ataques ao ver o negócio de um cara. Não. Simplesmente lidava com a situação com um olhar interessado, mão firme e uma atitude como quem diz nada demais.
Só que era demais. Um monstro gigantesco, na ver­dade, em comparação ao membro masculino típico, de apenas quatorze centímetros quando ereto, uma curio­sidade que vira na Internet ao pesquisar o assunto.
Ela mediu o espécime com os dedos. Este neném devia chegar aos trinta centímetros. Fácil.
Ela respirou fundo e se recompôs. Esticou a mão e tocou aquela seta longa e lisa e acomodou os de­dos trêmulos, deslizando rapidamente para cima e para baixo.
Pronto. Não era tão mal. A coisa não criara chi­fres. Tampouco pulara para morder. Mais ainda, não caíra dura de vergonha. Nem lhe saíra vapor das ore­lhas. Uma vitória e tanto, já que seu rosto parecia estar em chamas.
Voltou a atenção para a televisão de plasma de um metro e vinte que seus pais lhe haviam dado como presente de despedida seis semanas antes. Observou a última técnica sendo demonstrada por uma lou­ra peituda com olhos de mormaço, lábios inchados como se picados por abelhas e unhas rubras e curvas. Após considerar por alguns segundos, Cheryl resol­veu o assunto com as duas mãos.
— O segredo é segurar firme — disse a Lou­ra Peituda com seu tom ousado e incisivo. Apesar de sua aparência gritar estrela pornô cabeça-oca, sua voz dizia outra coisa. Esperta. Educada. Ver­sada. Ao menos quando o assunto era sexo. — Ao contrário do que os homens pensam, o pênis está longe de ser invencível. É bem possível machucar seriamente ao usar técnicas manuais complicadas, o que evidentemente vai contra o objetivo final: aumentar o prazer dos dois. Portanto, preste aten­ção para que os dedos toquem todos os pontos, mas não aperte...
Cheryl Anne enfrentou as próprias reservas e seguiu as instruções pelos minutos seguintes, pra­ticando os vários movimentos naquele membro de tamanho considerável. Ela girou a mão direita, enroscando-a na base do bastão. Com a mão direita ela brincava e acariciava. Ela chegou até a praticar a lambida nos lábios e o semicerrar de pálpebras que lhe dava aquele olhar sedutor ao encarar o objeto de sua atenção.
Logo ela fazia movimentos confiantes, seguran­do com a firmeza exata, a técnica suave e refinada, como se viesse treinando aquilo por seis anos e não míseras seis semanas.
Com certeza era capaz de fazer aquilo.
Em particular, uma voz a relembrou. Com o ins­trutivo vídeo Manipulação Erótica Sem Mistérios chamejava em frente a ela. Mas será que faria isto em frente a um bando de fregueses ávidos por aumentar seu currículo sexual?  Talvez sim. Talvez não.
Em exatamente cinco horas e quarenta e cinco mi­nutos, às 7h30 daquela noite, ela ia descobrir.
Ela teria metade das mulheres de Skull Creek sen­tadas em sua sala quase sem móveis em busca de conselhos. Mulheres que estariam sacrificando seu tempo com o parceiro em nome da educação. 
Elas estariam à espera de conselhos de expert sobre como "engre­nar" em seus relacionamentos... e muitos aperitivos como combustível no processo. Correu os olhos pela pequena mesa de cartas mon­tada em sua microscópica sala de jantar. Havia meia dúzia de tigelas transbordando de todo tipo de salgadinho. Tinha até uma bandeja de salada que ela mesma havia cortado e fatiado.
Dos aperitivos ela cuidara.
Quanto aos conselhos de expert...

Férias de Sonho

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
No romântico cenário do Caribe, aconteceu o amor... 

O sonho da jornalista Cristina O'Malley: casar e ter muitos filhos. 

Só que, em Chicago, os homens queriam apenas seduzir as mulheres, sem nenhum compromisso... 
A fim de realizar seus desejos mais secretos e românticos, Cristina partiu de férias para as Ilhas Virgens. 
Talvez, na magia do mar das Caraíbas, ela encontrasse seu grande amor. 
Mas, ao chegar, notou que seu colega de jornal, Phil Catterini, seguia-lhe os passos! O que será que ele pretendia com essa estranha atitude?

Capítulo Um

— Me largue já!
Espremida no canto do assento luxuoso do Jaguar último tipo de Tony Ludlow, Cristina O'Malley defendia sua virtude com unhas e dentes. Esforçava-se, também, para conseguir respirar. Rescendendo a uísque, os lábios de Tony esmagavam os dela, ao mesmo tempo em que tentava enfiar a mão por debaixo de sua saia.
Procurando, desesperadamente, afrouxar a pressão dos dedos do rapaz, Cristina lutava para libertar-se de seu abraço. No entanto, temia estar perdendo a batalha. Medindo mais de um metro e oitenta e pesando, no mínimo, cinquenta quilos mais que ela, além de apresentar uma forma física excelente devido às aulas regulares de ginástica numa academia, Tony não teria dificuldade em dominá-la.
Ele se encontrava, também, um pouco bêbado.
— Acalme-se, benzinho — o rapaz murmurou com voz macia, agarrando-lhe os seios através das camadas protetoras de roupa com a sutileza de um orangotango. — Eu sei que no carro é meio incomodo. É pena que a sua colega de apartamento não esteja trabalhando esta noite, mas podemos ir até minha casa...
Parecendo possuir mais mãos do que uma árvore cheia de macacos, ele ergueu de novo a barra da saia dela. Havia chegado o momento de tomar medidas drásticas. Deveria libertar-se acertando o joelho na virilha dele, como o namorado de sua colega de apartamento lhe havia ensinado? Ou tentar abrir a porta do carro e gritar pela polícia?
Esperava, sinceramente, não precisar tomar nenhuma das duas atitudes. Apesar de estar se comportando tão mal naquele momento, Tony era um rapaz legal, Cristina não gostaria de causar-lhe dor física. E quanto à polícia, mesmo que ela não fizesse uma queixa formal, o incidente poderia denegrir a reputação dele. Sendo um dos jovens advogados mais promissores do condado de Cook, seria desastroso para ele tornar-se alvo de falatórios libidinosos. Conhecendo-os como os conhecia, os policiais e seus aliados — os adversários de Tony no escritório da procuradoria-geral do Estado — ficariam deliciados em espalhar boatos picantes a respeito dele.
Talvez ela devesse desarmá-lo com a "declaração". A mais civilizada de todas as suas opções disponíveis, às vezes, não funcionava bem com os grosseirões assumidos ou conquistadores baratos, porém, de maneira geral, dava certo com rapazes basicamente decentes como Tony.
Infelizmente, como uma das repórteres que cobriam os julgamentos de delitos graves para o jornal Tribune, de Chicago, Cristina passava quase tanto tempo no tribunal quanto Tony. Caso ele fosse dado a fofocas, o feitiço viraria contra o feiticeiro e as pessoas iriam fazer comentários a respeito dela.
— Tony... Por favor! — Ela tornou a pedir. Porém a súplica não pareceu atingi-lo.
Quase que em seguida, Cristina sentiu que sua meia de náilon escorregava, quando o rapaz abriu o fecho da cinta-liga.
— Você não entende?!

Segredo de um Homem

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Liz estava determinada a conquistar aquele coração de pedra...

Ele beijou-lhe os olhos fechados, um de cada vez, segurando-lhe a cabeça entre as mãos. 
Depois, "os lábios deles se uniram muitas e muitas vezes. Liz ardia de desejos que só Griff poderia saciar... Mas isso parecia impossível. 
O severo policial Griff Foster havia jurado nunca mais amar alguém e não confiava nas emoções: elas tornavam as pessoas vulneráveis. Por quê, então, ele a beijara com tanta paixão, quase com violência? Liz tinha que descobrir esse mistério, se não quisesse morrer de amor!

Capítulo Um

Naquela tarde de quinta feira, a última coisa que Elizabeth Anne MacDougall, ou simplesmente Liz, tinha em mente era parar num cruzamento. Este pequeno detalhe não fazia parte de seus planos.
Acabara de apanhar Alec na escola onde ele fazia o pré-primário. A professora de Alec, sra. Giles, não era uma daquelas educadoras que costumam abrir a porta da sala assim que o sinal toca para a saída; ao contrário, era muito dedicada. Parecia ter sempre alguma instrução de última hora para transmitir aos seus pequenos alunos que, àquela altura, mal lhe prestavam atenção.
No entanto, naquele dia, a sra. Giles se superara, atrasando mais do que o normal. Liz, cuja vida era planejada contando os segundos, não havia previsto a demora extra. Finalmente, Alec surgira no portão, as mãozinhas sujas de tinta colorida.
— Olhe, Liz. Alec chegou — Winston informou, apontando.
— Ainda bem que você me avisou — Liz respondeu, inclinando-se na direção do garotinho de três anos. — Sujo como está, quase não o reconheci.
Abrindo a porta de seu pequeno carro amarelo, ajudou Alec a se acomodar entre os outros meninos que esperavam no banco traseiro: Bruce, Nathan e Winston. Peter, o bebê, escolhera aquele exato momento para acordar e demonstrar seu desprazer pelo barulho e bagunça que os outros faziam.
Com um suspiro resignado, Liz concluiu que sua única salvação seria chegar em casa o mais depressa possível, e fez a volta com o carro.
Rapidamente, desviou-se dos veículos que congestionavam a rua defronte à escola, até alcançar a avenida principal.
De repente, dois dos meninos começaram uma discussão sobre quem havia ganho o torneio de futebol do dia anterior, e logo a troca de palavras transformou-se numa gritaria geral. Liz tentava distinguir quais eram os gritos verdadeiros e quais os utilizados apenas para causar efeito, enquanto procurava manter-se calma e concentrada na direção.
Toda aquela confusão, mais o fato de saber que faltavam apenas seis minutos para que o bolo que deixara no forno atingisse o ponto exato, não permitiram que estivesse tão alerta quanto deveria. Naturalmente, teria sido capaz de evitar uma colisão com um caminhão, se fosse o caso, pois ia em baixa velocidade; porém, um sinal de "pare", num cruzamento, era pequeno demais para ser visto, ao menos a distância.
Com uma freada brusca, Liz parou por um segundo, olhou para os dois lados com o canto dos olhos e seguiu em frente. Felizmente, as ruas estavam quase desertas e ela pôde seguir seu caminho com facilidade.
Um grito de dor elevou-se do banco traseiro, fazendo-a pressionar a direção com mais força.
— Alec, sabe que Bruce morde você, sempre que o provoca! — Nem precisava olhar para trás para saber o que acontecera. — Não devia colocar a mão no rosto dele!
Alguns dias pareciam ser piores que os demais, pensou. E, aquele, definitivamente, poderia ser classificado como um "pior".
O único em silêncio no carro era Peter. Sentado em sua cadeirinha presa ao banco, enfiara o dedinho na boca, parecendo tão resignado e ansioso por chegar em casa quanto Liz.
Ela afastou os cabelos loiros da testa e fez a curva, entrando na rua que dava acesso ao condomínio onde morava. Ao olhar para trás, viu que um dos meninos tentava lhe falar. Era Winston. Provavelmente, queria saber o que teriam para comer quando chegassem. Winston sempre estava interessado em comida.
— O que é, Winston? — perguntou, procurando mostrar-se paciente.
Porém, dessa vez, a preocupação dele não era comida, mas sim luzes:
— Tem duas luzinhas piscando atrás da gente — informou.
Sentindo uma contração no estômago, Liz espiou pelo retrovisor e viu que um carro de polícia a seguia. "Era só o que me faltava", pensou, suspirando. Encostou no meio-fio e ficou esperando.
O barulho dos meninos evaporou-se como por encanto, e todos debruçaram-se à janela para ver o que acontecia.
— Puxa, um carro de polícia!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Silv.Silen

ROMANCE SOBRENATURAL
Série Psy-Changeling Trinity 
A paixão selvagem encontrará a mais sombria da traições...

Controle. Precisão. Família. Estes são os princípios que conduzem Silver Mercant. Num momento em que o incipiente Acordo Trino procura unir um mundo dividido, com Silver desempenhando um papel crucial como diretora de uma rede de resposta a emergências a nível mundial, a loucura e o caos são as últimas coisas que ela precisa em sua vida. Mas é exatamente isso que Valentin Nikolaev, alfa dos Ursos StoneWater, traz consigo.
Valentin nunca conheceu uma mulher mais fascinante. Embora Silver seja governada pelo silêncio – sua mente distante de toda emoção – Valentin sente um sussurro de fogo ao redor dela. É isso que o mantém escalando edifícios para estar perto dela. Mas quando a sombra de um assassino quase consegue envenenar Silver, as apostas ficam seriamente graves... E Silver encontra-se no coração de um poderoso clã de ursos.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Fonte de Amor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Série Amores Inesperados

Em troca de seu legado eles oferecem uma aliança de diamante!

O nascer do amor!
Esther Abbott viajava pela Europa quando recebeu a proposta de ser barriga de aluguel. 

Desesperada por dinheiro, ela aceita. Porém, quando o acordo é quebrado, Esther é deixada grávida e sozinha, sem ninguém a quem recorrer… além do pai do bebê. Ter um filho com uma mulher que nunca conheceu é um escândalo que o bilionário Renzo Valenti não pode permitir. 
Após um divórcio difícil e com uma reputação a manter, a única escolha de Renzo é reconhecer a criança como sua herdeira legítima… e convencer Esther a ser sua esposa!

Capítulo Um

— O problema, Dr. Valenti, é que estou grávida.
Renzo Valenti, herdeiro da fortuna da família, cujos negócios se concentravam em bens imobiliários, conhecido mulherengo e farrista assumido, olhou a estranha parada à sua porta.
Nunca tinha visto aquela criatura antes. Disso tinha absoluta certeza.
Não sentia atração por mulheres que pareciam ter passado a noite suando, vagando pelas ruas quentes de Roma, enroladas em lençóis de cetim.
A mulher de rosto vermelho, sem maquiagem, tinha o cabelo comprido, escuro e despenteado preso num coque.
Usava o mesmo tipo de roupa das americanas que invadiam a cidade no verão. Regata justa e reta e saia longa, que quase cobriam os pés empoeirados calçados com rasteiras muito gastas.
Se, por acaso, cruzasse com ela na rua, nem a olharia. Porém, ela estava na casa dele. E havia dito o que nenhuma mulher lhe dissera desde que tinha 16 anos.
Mas, nem ela nem as palavras dela tinham qualquer importância.
— Não sei se dou os parabéns ou os pêsames. Depende.
— O senhor não entende.
— Não — afirmou seco, em meio ao relativo silêncio do espaçoso hall. — Você praticamente invadiu a minha casa e convenceu minha governanta a deixá-la falar comigo.
— Eu não forcei nada. Luciana me deixou entrar de bom grado.
Jamais demitiria a governanta. E o pior é que a funcionária, uma senhora já sabia disso. Então, quando Luciana deixou a moça histérica entrar, ele teve a sensação de que ela queria puni-lo por seu notório comportamento em relação às mulheres.
Não era justo. Essa criaturinha — que parecia mais à vontade sentada na calçada, nas proximidades de Haight-Asburry, tocando guitarra em troca de moedas — devia representar a punição para um homem. Mas não a dele.
— Bem, de qualquer modo, não tenho tempo nem paciência para essa conversa.
— O filho é seu.
Ele riu. Não havia outra reação a uma afirmação tão absurda. E também não sabia como lidar com o estranho peso e tensão ao ouvir a declaração.
Na verdade, conhecia o motivo de ter sido afetado daquela maneira. Mas não deveria.
Não imaginava nenhuma circunstância em que pudesse ter encostado um dedo naquela hippie ridícula. Além do mais, passara os últimos seis meses preso a um casamento de aparência.







Série Amores Inesperados
1- Enfeitiçado Pela Paixão
2- Desejo Profundo
3- Fonte de Amor

O Segredo de Larah

ROMANCE CONTEMPORÂNEO


Ela não era livre para revelar seu amor a Stein.

Assustada com a força dos próprios sentimentos, Larah não consegue afastar a lembrança do beijo doce de Stein. 
Desde que chegou à Noruega, esse homem a fascina, embora a julgue uma interesseira sem escrúpulos, preocupada apenas com uma herança que até então desconhecia.
Mas não importa o que ele pense, nunca lhe revelará o motivo real de sua viagem. 
Nem que precise suportar-lhe a ira e, pior, esquecer o amor que floresce em sua alma...

Capítulo Um

Quando Larah Thornton desceu da balsa que a levara de Newcastle, na Noruega, sabia que não poderia mais voltar atrás em sua decisão.
Deu graças a Deus quando, ao chegar no hotel em que passaria a noite, conheceu um casal de meia-idade, os Pearson.
Não que lhes tivesse contado o verdadeiro motivo daquela visita à Noruega: tudo o que sabiam era que perdera a mãe havia um mês e, por isso, passaria uma temporada na casa de uma tia, em Dalvik. Ainda assim, conversando com eles, pôde extravasar o nervosismo e relaxar um pouco.
Ficara sabendo, então, que numa de suas viagens o casal se apaixonara pelo país, conhecendo-o de ponta a ponta. Tornou a vê-los na manhã seguinte enquanto procurava um lugar no abarrotado restaurante do hotel. A Sra. Pearson fizera questão de que se sentasse à mesa com eles.
— Queríamos revê-la antes que fosse embora — acrescentou a mulher, olhando de relance para o marido.
Ao sentar-se, Larah percebeu que havia sido assunto de uma conversa entre eles.
— Vamos para Geilo hoje e Norman disse que fica pertinho de Dalvik. Se quiser, podemos lhe dar uma carona até a casa de sua tia — ela anunciou, confirmando a suspeita.
Isso resolveria um dos problemas de Larah. Sabia que precisava tomar um trem até Geilo para chegar a Dalvik, mas não sabia como conseguiria chegar à cidadezinha falando tão pouco a língua daquele país. Até então encontrara muitos noruegueses que falavam inglês, mas teria a mesma sorte numa zona menos desenvolvida?
— Tem certeza de que não vou atrapalhar a viagem de vocês?
— Absoluta — o Sr. Pearson apressou-se a dizer, sorrindo como a esposa. — Já que ontem à noite nos disse que ninguém a espera...
— Sim, é uma visita surpresa — ela confirmou, esperando que seu sorriso escondesse a ansiedade que sentia. Temia que a visita fosse mais um choque do que uma surpresa para a tia.
Mais tarde, porém, começara a se arrepender por não ter seguido a viagem sozinha. Apesar da agradável companhia do casal, teria sido melhor se tivesse ido de trem até Geilo, pois àquela altura já teria chegado a Dalvik e enfrentado o encontro com tia Anne.
Mas, no ritmo em que viajavam, ainda não tinham sequer chegado a Geilo. Logo de início, o Sr. Pearson resolvera passear pela cidade, antes de partir. Depois, a caminho, Larah descobriu que, devido às estradas sinuosas, ninguém conseguia chegar com rapidez a lugar algum da Noruega, um país todo recortado por fiordes — golfos estreitos e profundos entre montanhas altas.
Além disso, o casal fazia questão de parar diversas vezes para admirar a paisagem, descansar ou se alimentar. Nessas ocasiões, conversavam bastante durante períodos não inferiores à uma hora.
Eram oito horas da noite quando chegaram a Geilo. Para desespero de Larah, o Sr. Pearson anunciou com alegria que se hospedariam num hotel e continuariam a jornada para Dalvik no dia seguinte. Como se não bastasse, resolveu que passaria ainda por cinco cidadezinhas, o que significava que chegariam ao vilarejo apenas à tardinha do dia seguinte!

Doce Escândalo

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Um segredo devastador!

A vida de Zach Torr mudou por completo no momento em que viu Summer Wallace. E mesmo após 15 anos, ele jamais conseguiu perdoá-la pela forma como esse romance terminou. 
Ao descobrir que Summer está envolvida em um escândalo, esse poderoso magnata encontra a oportunidade perfeita para se vingar. Então, á faz uma proposta: Ele irá ajudá-la. Em troca, Summer deverá render-se a todos os seus desejos, mas sentimentos e fantasias de um final feliz terão de ser deixados de lado. 
Porém, Zach nunca mais será o mesmo quando o segredo que Summer guarda por todo esse tempo for revelado!  

Capítulo Um   

Bonne Terre, Luisiana
Zach Torr estava de volta à cidade, e Summer Wallace foi consumida por emoções sombrias.
Estacionou o carro alugado na frente da casa de formato irregular e dois andares. Suspirando, pois receava ter problemas com a avó e o irmão por causa de Zach. Pegou a mala, a bolsa e a pasta.
Então viu as páginas soltas do script no chão e a pequena Bíblia branca que sempre a acompanhava. Guardou tudo na pasta.
Fechou a porta e, a caminho da casa, avistou Silas, o gato preto e branco da avó, cochilando à sombra da residência.
— Seu preguiçoso.
A brisa suave balançou os jasmins e os cornisos, trazendo o perfume da floresta de pinheiros à margem da propriedade da avó. Não que Summer estivesse sem disposição para usufruir da beleza luxuriante e verdejante do final de agosto na casa de sua infância. Mas fazia um calor insuportável e ela estava se preparando para discutir com a avó. E logo por causa de quem? Zach.
Quinze anos atrás, quando tinha fugido de casa após a morte da mãe, tinha certeza de que ele saíra para sempre da sua vida.
Até a avó ligar, há uma semana.
Já era tarde, e Summer morria de cansaço após os ensaios de uma peça importante.
— Duvido que adivinhe quem anda aqui na cidade comprando propriedades para abrir um cassino — disse a avó, em tom dissimulado.
A avó tinha a mania de ligar tarde e soltar algumas bombinhas de jeito aparentemente inocente. Summer afundou na poltrona favorita à espera da explosão.
— Adivinha quem comprou a propriedade do velho Thibodeaux e contratou o seu irmão, Tuck? — perguntou a avó.
Tuck arrumara emprego? Que boa notícia! A avó andava preocupada com ele depois da recente briga com o xerife Arcenaux. Entretanto, pressentiu que não devia se animar.
— Quem?
— Zach Torr.
Summer congelou. O irmão, desajuizado em quase todas as áreas, não podia trabalhar para Zach, que, por sua vez, só podia ter interesses escusos em relação à sua família, depois do ocorrido.
Summer atingira a fama; Zach ficara muito rico, e o trágico amor juvenil entre os dois fora muito picante. Toda vez que a história era mencionada, ela sempre se surpreendia com o quanto ainda doía, embora fosse considerada a vítima inocente, e ele, o vilão.
De vez em quando, lia sobre como ele era frio e injusto. Nunca se esquecera de como ele se vingara da madrasta.
Qualquer nova ligação entre Zach e sua família seria um desastre.
— Você não é a única ex-moradora de Bonne Terre famosa.
Engasgou ao tentar digerir a novidade.
— Zach agora é bilionário.
Summer já sabia disso, é claro. Todo mundo sabia.
— Mesmo assim, ele consegue arrumar tempo para jogar Copas com uma idosa quando vem à cidade... E me dizer como Tuck vai no emprego.
Zach tinha ido jogar cartas com a avó? Relatar os progressos de Tuck, seu empregado? Péssimo.
— Vó, ele está tentando se aproximar.
— Que mania de achar que tudo gira em torno de você. O namoro acabou já faz quinze anos.
Quinze anos. Mas tinha a ver com ela. Com certeza.
Summer tentou convencer a avó de que Tuck devia largar o emprego, porém a avó, cansada de todas as confusões armadas pelo neto desde o ensino médio, se recusava a ouvir qualquer acusação contra Zach, de quem se tornara a fiel escudeira. Então acertou um golpe baixo em Summer.
— Você nunca vem, e eu me divirto com Zach. Ele sabe lidar com Tuck. Uma noite dessas, ele e Nick levaram Tuck para pescar camarões.
— Um bilionário num barco de pesca?
— Isso mesmo. Ele comprou um barco novinho em folha e mandou consertar a casa de Nick. Precisa ver como ele está em forma. Mais lindo do que nunca.
m forma. Rico e lindo. Tinha visto fotos e sabia como era lindo. Ai, por que ele não se transformara num zero à esquerda, conforme o padrasto de Summer previra?
— Rico daquele jeito, é impossível que uma velha como eu, com uma neta linda e solteira, não se pergunte o motivo de um partidão como ele continuar solteiro.
— Vó, a gente tem uma história escandalosa, sórdida. Tenho certeza de que ele quer esquecê-la tanto quanto eu!

Pecado Sedutor

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Um plano de vingança!

A África era o último lugar no mundo onde ô filantropo Cal Jeffords esperava encontrar a glamorosa Megan Rafferty, viúva de seu ex-sócio. Porém, agora que conseguiu rastreá-la, ele colocará em prática o plano de seduzi-la para desvendar o que aconteceu com o dinheiro que foi desviado de sua instituição de caridade. Megan está mesmo escondendo um grave segredo… Mas não é o que Cal pensa. E quando a verdade for revelada, ele perceberá que deixá-la será uma tarefa impossível!
Capítulo Um

São Francisco, Califórnia, 11 de fevereiro
A MANCHETE do jornal Página 2 era um tapa na cara de Cal Jeffords.
Dois anos mais tarde.
Viúva de executivo e dinheiro da fundação: dois desaparecidos
Deixando escapar um grito de raiva, Cal amassou o jornal da manhã. A última coisa de que ele precisava era um lembrete de que aquele seria o segundo aniversário do suicídio de seu melhor amigo e parceiro nos negócios. Da mesma maneira que não precisava de uma foto granulada para se lembrar de Nick e sua esposa Megan, com sua beleza de estrela de cinema, suas roupas feitas sob medida, sua mansão multimilionária e sua incrível falta de decência humana, tão incrível que a levou a roubar dinheiro de uma obra de caridade e deixar a culpa nos ombros do marido.
Deixando escapar outro grito, dessa vez de frustração, ele jogou o jornal na lata de lixo.
Não lhe restava dúvida de que aquela terrível confusão fora culpa de Megan. No entanto, duas perguntas continuavam rondando sua mente, mesmo após dois anos: como e por quê? Megan teria obrigado Nick a ser cúmplice no crime? Será que aquela vida desenfreada, de tantos gastos, levara Nick Rafferty a roubar dinheiro de um projeto de caridade para sanar suas dívidas? Ou Megan teria roubado tudo sozinha, forçando o marido assumir a culpa? Megan tivera inúmeras oportunidades de roubar o dinheiro levantado para as obras de caridade; ô próprio Cal tinha evidências disso.
Mas ele nunca poderia ter certeza...
Um dia depois de o escândalo explodir, ele encontrou Nick caído sobre sua mesa de trabalho, com as mãos ainda segurando a pistola que dera um fim à sua vida. Após o funeral fechado, no qual ninguém alheio à família pode entrar, Megan desapareceu. O dinheiro roubado, que poderia resolver o problema de milhões de refugiados de países em guerra, nunca foi recuperado.
E não era preciso ser um gênio para perceber a conexão entre os dois fatos.
Muito agitado para se sentar, Cal estirou o corpo e seguiu em direção à janela, do outro lado do escritório. Aliás, o seu escritório ficava no vigésimo oitavo andar do edifício J-COR, com uma incrível vista da baía e também da ponte atravessando suas águas cinzentas e agitadas. Além da Golden Gate, o revolto Oceano Pacífico se estendia até perder-se de vista.
Megan estava em algum lugar lá fora, Cal sentia isso, e tal sensação carcomia seus ossos. Ele conseguia visualizá-la em uma ilha distante, vivendo como uma marajá, gastando os milhões roubados da sua fundação de caridade. No entanto, o que o intrigava não eram apenas os milhões desaparecidos...

Duas vezes Apaixonada

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
Laura sentia que já havia pertencido àquele homem!

Laura Tierney estava no aeroporto de Tóquio, esperando o avião que a levaria de volta aos Estados Unidos. 
De repente, sentiu-se zonza, flutuando, girando...
Lembrava-se de seu amor e murmurava o nome de Clark Butler, que há poucos dias lhe dissera, rindo: “Acho que já nos conhecemos em outra vida”.
Laura precisava descobrir o que havia acontecido na outra encarnação!

Capítulo Um

— Não nos conhecemos antes?
Laura Tierney ouviu as palavras saindo de sua boca e mordeu o lábio, aborrecida. As palavras ficaram suspensas no ar, irreparáveis. Não poderia ter dito alguma coisa mais original?
O homem alto a quem havia feito a pergunta a olhava friamente. Nos olhos cinzentos transparecia descaso.
“Se alguém puxasse conversa comigo dessa maneira, também não me impressionaria”, Laura pensou. Não se dirigira a ele à toa, só para se aproximar, mas ninguém na ilha de Java acreditaria nisso. Principalmente aquele americano sofisticado, que devia conhecer técnicas de abordagem mais eficientes. Parecia que nada o impressionava e uma pergunta assim, tão desajeitada, não merecia atenção.
Mas Laura conhecia aquele homem. Tinha certeza. Só não conseguia lembrar onde e quando o vira. Na realidade, não podia dizer que o conhecia de fato.
Durante a reunião maçante e interminável no escritório, estivera, o tempo todo, ciente da presença dele. Sentia uma afinidade que não conseguia definir. O corpo esguio e o rosto bem bronzeado não lhe eram familiares, mas havia alguma coisa... alguma coisa mais profunda do que a aparência física, que dava a certeza de já tê-lo visto antes...
Isso a deixava inquieta. Sua mente estava confusa, mas os instintos falavam alto: aquele homem não era um desconhecido!
A resposta que recebeu foi desencorajadora:
— Não, acho que nunca nos vimos antes.
“Ele pensa que estou tentando conquistá-lo”, pensou. De repente, aborreceu-se com o vestido amassado e o brilho no rosto. Os cabelos escapavam do coque no alto da cabeça e ela tentou arrumá-los. Sentiu-se incomodada e insegura com sua aparência. Não é fácil manter um ar imaculado, quando se mora nos trópicos. Menos ainda depois de passar duas horas dirigindo um jipe sem capota e outras duas horas num escritório apertado e sem ar-condicionado.
Foi envolvida por uma espécie de revolta. Desafiadora, ergueu o queixo e o encarou, de uma maneira quase teimosa:
— Conheço você.
Com uma calma irritante, ele respondeu:
— Está bem, mas eu não a conheço.
Então, nada mais havia para ser dito. Laura não pretendia começar uma discussão com o homem e tudo o que lhe restava era sair da conversa com o orgulho intacto...
“Laura, minha filha”, disse para si mesma, “vê se capricha na resposta!” Levantou-se e esticou ao máximo o corpo esguio de um metro e setenta. Endireitou os ombros e lançou seu mais largo sorriso, respondendo no melhor estilo irônico, querendo ser tão agressiva quanto ele fora:
— Talvez seja alguém parecido com você. Mas, pensando melhor, lembrei que era uma pessoa educada, gentil e muito charmosa... 

A Fugitiva do harém

ROMANCE CONTEMPORÂNEO
redistribuição formatado e revisado 

O fascínio da paixão num país de sonhos

Leonie olhou em volta, observando mais uma vez o piso de mármore rosa, os vitrais coloridos, os azulejos decorados. Tanto luxo... Suas roupas de sultana lhe davam uma aparência diáfana, como uma personagem das Mil e uma Noites.
No entanto, de que lhe valia aquele cenário de sonho? Para Badyr, era apenas mais uma mulher no harém. Uma prisioneira, na verdade. Jamais lhe permitiriam ficar ao lado do marido; jamais lhe dariam o direito de tornar-se uma esposa de verdade...

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Núpcias de Vingança

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Apenas conveniência?

A bela Helen Frayne jurou fazer o que fosse preciso para manter a propriedade da família. Mas não imaginava que teria de ir tão longe… 

O arrogante milionário francês Marc Delaroche deseja Helen mais do que qualquer outra mulher. 
E está certo de que conseguirá persuadi-la a ser sua esposa em troca da preciosa mansão que ela chama de lar. Sem escolha, Helen aceita a proposta, acreditando que o casamento seria de conveniência. 
Contudo, não demora para ela perceber que é impossível resistir ao poder de sedução de Marc.

Capítulo Um

Helen nunca se sentira tão nervosa. E a aridez do lugar certamente não ajudava. Estava bem no centro de Londres, no escritório central da Restauration International, uma organização que se dedicava a projetos de conservação histórica.
Ela esperara encontrar paredes repletas de obras de arte, mobília antiga e tapetes persas. Algo dotado da graça e do charme de antes.
Em vez disso, foi saudada por uma recepcionista muito convicta e despachada para esperar numa sala de vidro e aço cromado, onde havia apenas um bebedouro para lhe fazer companhia durante os longos e enervantes minutos de espera.
As mãos apertavam a alça da pasta enquanto ela repassava mentalmente os pontos que deveria abordar quando estivesse diante dos diretores da Restauration International.
Eles são a minha última esperança, pensou. Todas as outras fontes já secaram. Então preciso que funcione.
— Pareça profissional. — Lottie, uma amiga, aconselhara.
Helen seguiu o conselho à risca e estava usando uma saia cinza de boa qualidade, uma blusa branca de algodão e o velho blazer preto. O cabelo castanho-claro, que precisavam desesperadamente de um bom corte assim que ela tivesse tempo e dinheiro, estavam presos por uma fita preta na altura da nuca. As orelhas estavam ornadas por brincos de prata em formato de bolinha.
Aquela reunião colocava tanta coisa em jogo!
Toda minha vida, pensou ela. Tudo o que tenho de precioso e que agora depende da boa vontade de estranhos.
De algum modo preciso convencê-los de que vale a pena salvar Monteagle. Assim como meu pai e meu avô, não vou desistir de lutar para ver o lugar cair no esquecimento. Ou, ainda pior, nas mãos de Trevor Newson.
Ela estremeceu ao se lembrar do sorriso complacente naquele rosto redondo, como se a vitória dele fosse inevitável. Como se estivesse contando os dias até que pudesse transformar Monteagle no grotesco parque temático medieval que tanto desejava.
Foram esses planos que a convenceram a fazer essa última tentativa desesperada de conseguir dinheiro para realizar os reparos urgentes de que o imóvel tanto precisava.
Todas as outras empresas que ela procurara haviam rejeitado o pedido de ajuda financeira, alegando que Monteagle era uma propriedade muito pequena, sem importância e fora das rotas turísticas.
Mas posso conseguir sozinha. Posso dar conta.
Ao menos fora isso que Nigel dissera, lembrou-se com uma pontada de mágoa. Talvez ela não devesse mesmo esperar que o namorado estivesse ali também. Mas é que eles já vinham se encontrando há um bom tempo, portanto seria lógico que ele se dispusesse a lutar com ela para salvar Monteagle.
Na verdade, Helen precisava admitir para si que Nigel fora meio indiferente em relação à luta para manter a casa. Ele não era um homem de poucas posses: trabalhava em um banco de investimentos e, além disso, herdara um bom dinheiro da avó. Entretanto, nunca lhe oferecera ajuda prática.
Aquilo era um assunto sobre o qual realmente precisariam conversar... assim que ela conseguisse a doação. Afinal, Helen estava determinada a ser autossuficiente e tinha vários projetos em mente para aumentar os lucros da propriedade.
Só que nos últimos tempos eles não tiveram oportunidade de conversar muito sobre coisa nenhuma. O que provavelmente havia acontecido mais por culpa dela. Tudo bem que o trabalho de Nigel realmente o mantivera preso a Londres nas últimas semanas, mas ela estivera tão envolvida em preparar a apresentação para o comitê, que mal sentira falta dele.
Que coisa estranha de se admitir sobre o homem com quem iria se casar!

Carícias Compradas

ROMANCE CONTEMPORÂNEO

Em troca de amor, Lainie sofreu as piores humilhações.

Sozinha na cama, Lainie lembrou-se de como Rad a havia tomado nos braços, exigente, quase selvagem. De como lhe percorrera o corpo com mãos ávidas, invadindo-lhe a intimidade até que se sentisse satisfeito.
Agora Lainie teria de voltar para casa e explicar à mãe de que forma arranjara dinheiro...
Como resgatar a dignidade, depois de ter escolhido aquele caminho?

Capítulo Um

O céu lá fora estava azul, claro e límpido. O sol brilhava forte e quente. O verde das árvores que sombreavam as ruas era profundo, e os gramados, bem tratados, com seus arbustos rigorosamente aparados, contrastavam com o asfalto brilhante e escuro.
Nas casas de tijolos e madeira morava a sociedade culta, influente e estável de Denver, Colorado.
Lainie MacLeod, com os braços cruzados e mordendo o lábio num gesto nervoso, olhava fixamente pela janela, através da fina cortina de renda branca. Observava os dentes-de-leão amarelos que adornavam a entrada da casa.
Suspirou. O que realmente precisava era de um jardineiro que trabalhasse meio período, mas não havia como esticar o orçamento para poder pagá-lo. Teria, de alguma maneira, de encontrar tempo para cuidar do jardim, assim como havia feito com as outras tarefas da casa.
Não havia necessidade de fingir que o dinheiro andava curto. Lainie estava consciente de que seus vizinhos conheciam sua precária situação financeira. Claro que eles haviam notado a constante remoção de objetos valiosos da casa, apesar de isso ter sido feito com a mais absoluta discrição. Na verdade, só o orgulho fazia Lainie manter intata a imponente fachada da construção, pois não queria mostrar a ninguém o estado de quase penúria em que se encontrava.
Um conversível brilhante virou a esquina e estacionou à entrada da garagem. A motorista passou a mão nos fartos cabelos castanhos, antes de descer do carro.
Sorrindo, Lainie dirigiu-se para a porta, lançando um olhar para a escada que dava para o quarto de sua mãe; a última coisa que desejava era que a campainha a acordasse, pois havia acabado de pegar no sono. Isso significaria milhares de explicações para justificar a visita de Ann Driscoll, e Lainie não estava com disposição de explicar nada. 
Sua mãe nunca havia aprovado essa amizade, insistindo em que Ann não possuía nem o berço nem a cultura de Lainie. E isso não era verdade, pois os pais e o marido de Ann eram pessoas educadas, com boa situação financeira. Mas a Sra. Simmons dava exagerado valor à aparência: considerava Ann uma boêmia e a tratava como tal. A determinação de Lainie, porém, conseguira fazer com que aquela amizade se mantivesse.
Lainie considerava Ann sua única e verdadeira amiga, e sabia que ela a ampararia em qualquer crise. Assim, quando foi recebê-la na porta, estava feliz. Como sempre, Ann a cumprimentou com alegria; sua emoção se refletia nos lindos olhos azuis, que sempre transmitiam seus sentimentos, fossem eles de felicidade, tristeza, frivolidade ou raiva.
Mas, apesar de toda a alegria pelo encontro com sua melhor amiga, Lainie mantinha o ar preocupado, olhando da porta para o alto da escada. Quando as duas se dirigiram para a cozinha, nos fundos da casa, Ann estudou Lainie com o olhar. Para qualquer estranho, ela poderia parecer uma fascinante mulher assustada, mas para Ann, que a conhecia há mais de dez anos, os sinais de cansaço e tensão eram bem visíveis.
As olheiras escuras realçavam ainda mais os cílios incrivelmente pretos, e os olhos verdes amendoados revelavam noites seguidas de vigília. A saia xadrez, branca e marrom, estava larga na cintura e a blusa branca de linho, de mangas curtas, deixava à mostra os braços muito finos. Tudo indicava que a perda de peso de Lainie estava lhe roubando a energia. Mesmo seus cabelos castanhos, que haviam sido tão bem tratados e costumavam brilhar como cetim lustroso, estavam opacos. 
Lainie não tinha mais tempo para se importar com isso nem para cuidar de si própria; mantinha-os presos na nuca e afastados do rosto. O estilo severo enfatizava as maçãs proeminentes de seu rosto, mas o resultado não era muito bom.
Ann sabia que não adiantaria nada comentar a aparência da amiga; sorrindo, tentou disfarçar sua ansiedade e aceitou o copo de ponche que Lainie lhe ofereceu.
— Como está sua mãe? O médico já esteve aqui hoje? — Ann observou a ligeira ruga de preocupação que se formou na delicada testa de Lainie, antes que ela respondesse com suavidade:
— Sim. Ele achou que mamãe estava bem, o que a deixou muito irritada..